Notas iniciais
Olá, raios de sol! Decidi adiantar o capítulo de amanhã como "presente" de dia dos namorados para vocês. Dois avisos importantes: 1- Já conferiu a playlist que criei no spotify para essa história? Se não, corre lá! https://open.spotify.com/playlist/6yv3WpSi8mIuP0vf1A7RXi?si=rrDoAoC8S7OrLByZl2PyKA 2- Vocês sabiam que eu componho e canto? Nunca contei isso por aqui, mas tenho uma música no Spotify, a única que cheguei a produzir, caso queiram conferir! https://open.spotify.com/album/60G5cdKGKkPLtemtThFGTC?si=NbHOd0KSRvaBT_yoOFNu_Q

Entrei em casa e subi para o meu quarto. Coloquei uma música e comecei a dançar sozinha em animação. Eu havia beijado Nate. A música nem tinha acabado quando ouvi uma voz através da janela:

—Pode abaixar o volume, por favor? — Era Cameron. — Tem gente tentando estudar aqui.- Juro. Só esse cara pra atrapalhar meu bom humor hoje.

—Estudar? Jura?- Perguntei pausando a música.- Achei que essa palavra não existisse no vocabulário de Cameron Woods.

—Tem razão.- Respondeu ele com um sorriso de lado.- Eu só não quero ouvir suas músicas bregas.

—Cam, nem você vai conseguir atrapalhar meu dia hoje. — Disse me virando de costas em direção a minha caixinha de som.

—Ele te beijou, não foi, encosto? — Eu parei. Como ele poderia saber?

—Quer saber da minha vida amorosa agora, Cam? — Me virei para a janela novamente. — Algum motivo pro interesse?

—Vou levar isso como um sim.- Respondeu ele.- E considerando que ele seja tão brega quanto você, ele deve ter usado um truque barato pra isso, como o “sua boca está suja”. — Disse ele com as sobrancelhas arqueadas, um olhar prepotente e passando a mão nos cantos da boca. Como ele poderia saber? Pela cara que eu fiz, ele percebeu que estava certo e gargalhou.- Tenho dó desse cara.- E fechou a janela. Eu grunhi de raiva e bati a minha com força em resposta.

***

No dia seguinte, Emma me ligou logo pela manhã, pedindo desculpa por ter me abandonado no dia anterior e pediu detalhes de como tinha sido meu encontro. Eu contei tudo: cada segundo, cada olhar, cada beijo:

—Eu.não.acredito.- Disse Emma, através do telefone, antes de dar um gritinho de empolgação.- Finalmente alguém viu em você a pessoa maravilhosa que você é.

—Ai, Em. Ele foi tão carinhoso. — Disse, me lembrando das palavras de Cam na janela na noite anterior. Afastei o pensamento.- Mudando de assunto, quantas vezes mais eu tenho que te pedir para trocar de quarto com o seu irmão? Minha janela ser de frente para o quarto dele não facilita em nada a minha vida. Se fosse você, poderíamos conversar o tempo todo.

—Já falei que não vou trocar. Meu quarto hoje é maior que o dele, e eu preciso de espaço para as minhas coisas. — Bufei.

—Tudo bem, Em. — Respondi.- Acha que algumas tábuas de madeira resolvem o problema?

— Não, amiga. — Ela falou do outro lado da linha. — Você só não vai conseguir ver o pôr do sol.

—Tudo bem, terei que lidar com aquilo que você chama de irmão até nos mudarmos para a faculdade. — Retruquei desanimada.

***

Hoje seria um daqueles dias em que eu gostava de chamar de "sábados bons". Eu havia combinado de almoçar com meu pai no centro. Me troquei, me arrumei e fiquei aguardando na sala até que ele se aprontasse.

Duas da tarde e nada. Duas e meia… Nada. Encontrei um papel de delivery de comida chinesa e disquei os números. Três horas da tarde a comida chegou. Eu arrumei a mesa com os pratos, hashis e guardanapos e subi as escadas.

Bati na porta do quarto do meu pai. Sem resposta. Abri a porta lentamente e sorri quando via a cena. Voltei para o meu quarto, coloquei novamente o pijama, baguncei o cabelo e voltei para o quarto dele. O chacoalhei:

—Pai, acorda. — Ele levantou num pulo, com os olhos arregalados e assustado.

—Que horas são? — Perguntou ele desesperado.- Eu estou atrasado para o trabalho.

—Pai, hoje é sábado.- Disse tocando em seu braço. Ele relaxou um pouco.

— Vou só tomar um banho e saímos para almoçar, ok? — Perguntou ele ainda sem noção da hora.

—Está tudo bem. -Disse dando de ombros.- Eu também esqueci que tínhamos marcado.- Menti.- Mas pedi comida. Podemos comer enquanto assistimos um filme.

Eu sabia que os últimos quatro anos não tinham sido fáceis para o meu pai. Ele tentava ao máximo me fornecer tudo o que eu precisava financeiramente, mas a forma que ele tinha encontrado de lidar com o ocorrido foi de se mergulhar em trabalho. Aos poucos, os chefes começaram a abusar disso. O dia mais cedo que ele havia chegado nessa semana foi na segunda-feira, quando o vi. Ele deveria estar exausto, e ter a filha demandando uma ida ao centro da cidade não ajudaria em nada.

No final de tudo, nosso dia tinha sido muito prazeroso e eu tinha conseguido o que queria: passar um tempo de qualidade com ele.

Notas finais
Com relação a história, quero ouvir de vocês: o que estão achando? Me contem! Conversem comigo! Obrigada por lerem até aqui e nos vemos na quarta-feira! Um beijo!