Os Jardins Da Babilônia
17 Epílogo: Eu preciso dizer que te amo.
Notas iniciais
“Entre.” Brian fala em uma voz extremamente irritada ao ouvir o som de batidas na porta do seu escritório.
Justin entra devagar no escritório tentando avaliar o estado de espírito de Brian.
“Brian…” Justin chama calmamente o seu amante.
“O que você pensa que está fazendo, Sunshine?” Brian pergunta ao loiro, enquanto aponta para a pasta descansando em cima da sua mesa.
“Estou me candidatando a um emprego?” Justin responde aparentando inocência.
“Justin, nós já discutimos isso…” Brian começa a tentar convencer Justin a desistir do seu objetivo quando é interrompido pelo loiro.
“Não, Brian. Nós não discutimos sobre isso. Você decidiu que eu não posso continuar a trabalhar em Kinnetik pois supõe que isso irá atrapalhar a minha carreira como pintor.” Justin argumenta.
“Eu não estou supondo nada. Eu tenho certeza disso! Mas você é teimoso demais para admitir e ainda tem esse sentimento de lealdade estúpido que o faz acreditar que tem a obrigação de me ajudar pois acredita que eu estou fodido por não ter um Diretor no Departamento de Artes. Porém, surpresa Sr. Taylor! Eu não preciso da sua ajuda. Eu posso perfeitamente lidar com o Departamento de Artes e continuar dirigindo brilhantemente Kinnetik sem a sua ajuda. Além disso, eu não preciso da sua solidariedade. Pena deixa meu pau mole e nós não queremos que isso aconteça, não é mesmo, Sunshine?” Brian termina com seus argumentos olhando para Justin e desafiando-o a contestá-lo.
“Brian…” Justin começa a falar calmamente. Ele sabe que precisará convencer Brian, mas ele também sabe que o seu amante está muito mais preocupado com as necessidades de Justin do que com as suas próprias, mais uma vez. Por essa razão Brian está novamente tentando empurrá-lo. “Brian, eu não estou fazendo nada que prejudique a minha arte. Eu amo a pintura e não deixaria nada atrapalhar o meu trabalho. Você sabe que eu não faria isso. O trabalho no Departamento de Artes não ocupa tanto o meu tempo. Eu posso pintar e orientar as campanhas perfeitamente. O meu estúdio fica aqui no prédio de Kinnetik. Eu venho pintando constantemente e trabalhando nas campanhas e até agora tudo correu bem. Além disso, Maggie e Fred estão sendo de grande ajuda no Departamento de Artes e eu só tenho, na verdade, orientado as campanhas porque o trabalho duro tem sido feito pelos artistas do Departamento. Então, Sr. Kinney, eu posso lhe assegurar que serei perfeitamente capaz de continuar a dirigir brilhantemente o Departamento de Artes de Kinnetik e ao mesmo tempo, pintar as maiores obras-primas da atualidade.” Justin afirma para Brian, sorrindo amplamente para o seu amante.
“Tudo bem, Sr. Taylor, admito que o senhor tem bons argumentos, mas mesmo assim eu temo que Kinnetik não poderá contratá-lo.” Brian sorri de forma perversa ao perceber que tem um argumento que Justin não poderá contestar.
Justin, que até esse momento está sentado na cadeira na frente da mesa de Brian, levanta-se e fica em pé à sua frente, depois coloca os dois braços sobre a mesa de Brian e inclina-se ligeiramente, procurando olhá-lo mais de perto, ao perceber que o publicitário tem alguma coisa planejada para fazê-lo desistir de continuar a trabalhar em Kinnetik.
“E isso seria?” Justin pergunta desconfiado.
“O senhor não tem uma formação acadêmica. Essa situação o desqualifica para o cargo de Diretor do Departamento de Artes, mesmo com o seu indiscutível talento.” Brian responde com um sorriso triunfal.
Justin abre um grande sorriso para Brian. Ele se diverte em antecipação com a surpresa que Brian irá ter.
“Bem, Sr. Kinney, eu percebo que o senhor não analisou devidamente as minhas referências. Se o senhor observar os documentos com atenção, perceberá que eu tenho a qualificação acadêmica necessária.” Justin senta-se novamente na cadeira em frente à mesa de Brian, cruzando as mãos em seu colo e olhando com diversão para seu parceiro, enquanto este analisa os documentos na pasta de Justin até encontrar o documento inesperado.
“Universidade de Paris! Sorbonne! Eu estou realmente impressionado! Parabéns, Sunshine!” Brian não pode deixar de exclamar orgulhoso.
“Eu não fiquei apenas pintando, frequentando cafés e desfrutando da companhia dos belos homens franceses enquanto eu permaneci em Paris, Sr. Kinney.” Justin sorri para Brian e recebe o sorriso de volta, nesse momento ele percebe que havia vencido a batalha. “Você me ensinou corretamente, Brian. Como eu já lhe disse algumas vezes, eu não sou um Twink estúpido.”
“Eu nunca pensei dessa forma, Justin. Você é o melhor homossexual que poderia ser. E, eu também não sou estúpido. Kinnetik nunca produziu campanhas com visuais tão perfeitos como tem feito desde que você está dirigindo o Departamento de Artes. O cargo é seu Sr. Taylor, desde que aceite algumas condições.” Brian sorri para Justin colocando o língua em sua bochecha.
“Quais condições, Brian?” Justin interroga o seu amante, enquanto se levanta encaminhando-se para a mesa de Brian, sentando sobre ela na frente do moreno.
“Você irá me dizer quando o trabalho em Kinnetik começar a interferir em sua arte. Você não deve deixar de cumprir os seus prazos com as galerias e suas exposições por causa do seu trabalho aqui, ok?” Brian envolve a fina cintura de Justin com seus braços e descansa suas mãos nos quadris do jovem loiro.
“Eu acredito que temos um acordo, Sr. Kinney. Mais alguma coisa?” Justin segura Brian pela gravata e o puxa suavemente para encontrar os lábios do seu amante em um longo beijo.
Após o beijo, Brian olha para Justin com amor e acaricia gentilmente os longos cabelos loiros. Justin inclina sua cabeça de encontro com a mão de Brian, deliciando-se com o prazer que o seu toque lhe dá.
“Bem, Sr. Taylor, você sabe que será obrigado a trabalhar duro e durante longas horas, às vezes noite a dentro?” Brian disse sorrindo, sem poder se conter ao ver a expressão de reconhecimento e luxúria nos olhos do loiro.
“ Será um prazer trabalhar para o senhor, Mr. Kinney!” Justin sorri seu maior sorriso para Brian.
O moreno beija seu amante profundamente. Ele sente seu pau endurecendo, enquanto sente o pau de Justin corresponder de encontro a sua virilha.
“Bem, Sr. Taylor, quando você poderá começar?” Brian pergunta, enquanto acaricia o pau endurecido de Justin por cima de sua calça.
“Bem, Mr. Kinney, devido a urgência que nesse momento, alguns aspectos do trabalho estão exigindo a utilização dos meus talentos…” Justin abre a braguilha da calça de Brian, puxando o seu pênis e envolvendo-o entre seus dedos fortes. “Eu acredito que devo começar a trabalhar, imediatamente.” Justin se ajoelha na frente de Brian e envolve o longo pênis de seu parceiro com seus lábios.
Justin suga o pau lentamente , sentindo o gosto, a textura da pele, se perdendo nas sensações que o ato sempre causaram em seu corpo, em seus sentidos. Ele traça com a língua a linha da veia grossa do pênis, lambendo-o de baixo para cima e envolvendo novamente o membro completamente a partir da glande sensível. Ele começa a sugar o pênis com mais força, fazendo Brian soltar um gemido.
Brian, pega Justin pelos braços, levantando-o e beijando-o mais uma vez. Os dois homens retiram as suas roupas e se encaminham para o grande sofá onde Brian deita Justin de costas e cobre o corpo menor com seu longo corpo magro.
Brian beija o pescoço de Justin causando arrepios na pele do loiro. Ele começa a descer sobre o corpo pálido até alcançar um mamilo e começar a sugá-lo até endurecê-lo em sua boca. Justin geme em resposta a atenção que Brian está dando para o seu corpo.
A sensação do corpo de Justin, quente e macio debaixo dele, aumentou a excitação em que Brian se encontrava naquele momento. Brian acomodou sua cabeça no pescoço de Justin, beijando, lambendo e mordiscando o local que ele sabia que levava o outro homem louco. Ele sentiu Justin começar a contorcer-se debaixo dele, suspirando e gemendo suavemente, enquanto seu amante se dedicava a levá-lo em um estado de grande excitação. Sorrindo para o loiro, Brian revirou-os, fazendo que Justin estivesse deitado em cima dele, montando-o. Brian colocou suas mãos sobre as coxas de Justin, acariciou a sua bunda, e depois seu peito e pescoço, fazendo Justin inclinar-se para o seu toque, colocando sua mão na nuca de seu amante, ele agarrou o seu cabelo e delicadamente o puxou para um beijo.
Foi um beijo lento e profundo, cheio do amor e da entrega que dominava os dois homens naquele momento. Ambos não desejavam perder o contato. Ele precisavam sentir cada parte de seu corpo em contato com o outro. Eles necessitavam dessa conexão que sempre compartilharam e que sabiam que não poderiam viver sem.
" Justin, eu quero você!"
Justin sorriu para Brian e estendeu a mão para sua calça descartada perto do sofá pegando o preservativo e o lubrificante. Ele abriu a embalagem do preservativo e colocou no pau de Brian, depois esguichou uma quantidade na sua mão, ele deitou-se sobre o corpo de Brian e levou seus dedos para a entrada do seu corpo, introduzindo seus dedos lubrificados dentro si mesmo.
" Brian,"_ Justin murmurou o nome e olhou para ele, enquanto abria seu corpo para receber o seu homem dentro dele, enquanto a sua outra mão viajava por todo o peito de Brian, suavemente massageando os músculos dele.
Ao ver as ações de Justin, o desejo de Brian se tornou cada vez mais urgente, ele segurou o corpo de Justin e retirou os dedos do loiro de dentro do seu próprio corpo, puxando-o para um outro beijo, dessa vez mais urgente e exigente. Ao terminar o beijo, Brian olhava fascinado quando Justin acomodou o seu pênis na entrada de seu corpo e desceu lentamente sobre o seu eixo em uma penetração profunda e intensa. Justin sentia seu corpo em chamas, não conseguindo conter o grito ao sentir Brian invadindo seu corpo e tocando sua próstata massageando-a e tirando de Justin toda a coerência que ele poderia ter naquele momento.
O loiro sentia a sensação do intenso prazer de ter Brian em seu corpo, de sentir o corpo de Brian entrando no seu completamente, completando-o em toda a sua plenitude. Ele parou por um momento desfrutando da sensação do controle que a posição lhe dava. Brian estava totalmente entregue a ele. O moreno o olhava com paixão e luxúria e esse sentimento irradiava por todo corpo mais jovem, fazendo Justin cada vez mais excitado.
Brian estava com uma de suas mãos no cabelo de Justin enquanto a outra descansava em seu quadril, acompanhando os movimentos do loiro. Quando Justin ergueu os quadris um pouco e desceu novamente de forma lenta, fazendo com o movimento que o pênis de Brian atingisse a sua próstata ele suspirou em voz alta com a sensação. Após esse momento, Justin perdeu a determinação de levar o sexo de forma lenta. Ele deixou seu corpo assumir e acelerou os movimentos, cavalgando o corpo de Brian levando-os a uma transa selvagem que dominou suas sensações que explodiram nas ondas de prazer que tomaram o seu corpo e atingiram o corpo de Brian, as sensações sem controle, levando-os ao clímax do seu prazer .
Brian e Justin permanecem deitados com seus corpos saciados envolvidos nos braços um do outro.
“Brian, tenho que voltar para o Departamento de Artes.” Justin se lamenta.
“Você não disse que Maggie e Fred podem lidar perfeitamente com tudo o que acontece lá? Então, deixe-os se foderem sozinhos porque eu quero continuar a foder você.” Brian diz para o loiro, porém, ao mesmo tempo, se lamenta que não tem todo o tempo que deseja, no momento, pois ele sabe que os dois precisam se levantar, se limpar e continuar com o trabalho de ambos.
Suspirando, Brian beija Justin e se levanta ajudando o loiro se levantar. Ele se encaminha para seu banheiro privado e retorna com uma toalha molhada, oferendo para Justin também poder se limpar e colocar as suas roupas.
“Eles podem cuidar de tudo e eu confio neles . Mas é preciso que eu faça minhas aparições ocasionais por lá. Eu tenho que justificar os dividendos das minhas ações de Kinnetik que Ted deposita na minha conta a cada mês.” Justin observa como Brian o olha incrédulo.
“Ted deposita em sua conta o quê?” Brian questiona o loiro se levantando abruptamente e pegando a sua roupa.
“Os dividendos dos 30% de Kinnetik que você pôs em meu nome há três anos atrás e eu só descobri isso há dois meses.” Justin responde enquanto coloca as sua calça e observa Brian fazendo o mesmo.
“E como você descobriu isso? Desde quando você checa tudo o que é depositado em sua conta?” Brian pega a camisa descartada no chão e começa a abotoá-la.
“Desde que eu percebi que os dividendos que vinham sendo depositados na minha conta, vinham da conta de uma empresa de Pittsburgh que acabou sendo Kinnetik. Então, eu questionei Ted, que sempre foi o meu contador e ele não conseguiu esconder de mim.” Justin esclarece para Brian, enquanto desliza a camisa pela sua cabeça.
“Por favor, me lembre de despedir Ted, depois que eu matá-lo e você está me ajudando a esconder o corpo.” Brian senta-se novamente em sua cadeira, mas ainda sem olhar diretamente para Justin.
“Não é culpa de Ted. Eu precisava fazer um levantamento das minhas finanças para garantir as despesas de Molly em PIFA e por causa disso, eu descobri. Por que você fez isso?” Justin senta-se mais uma vez na mesa de Brian e levanta o queijo do outro homem, obrigando-o a olhar para ele.
Brian dá de ombros e responde com indiferença. “Eu dividi as ações da empresa quando ofereci a sociedade para Ted e Cynthia e achei que era o que eu tinha que fazer. Ted e Cynthia tem 5% cada um, você tem 30% e os outros 60% são meus.” Brian explica para Justin.
“Por que você fez isso, Brian?” Justin continua insistindo.
“Você começou Kinnetik comigo, trabalhou com a arte das primeiras campanhas… Inferno! Foi você que deu o nome para a agência. Eu queria que parte dela fosse sua.” Brian finalmente esclarece suas razões.
“Nós estivemos longe um do outro por dois anos e mesmo assim, você manteve as ações no meu nome?” Justin pergunta com incredulidade.
“Seu nome sempre esteve nas ações de Kinnetik, no meu seguro saúde, como o responsável legal para tomar decisões por mim se eu não puder, como o meu contato médico e como único dono de Britin.” Brian enumera para Justin tudo o que ele tinha direito, no entanto ele não informa para o loiro que ele era o maior beneficiário de seu testamento e responsável pela parte de Gus, caso Brian morresse e o menino ainda fosse menor de idade.
“Meu nome sempre esteve em tudo isso? Desde quando?” Justin pergunta.
“Com exceção das ações de Kinnetik e Britin, desde que você veio morar no sótão depois da contusão.” Brian afirma desviando do olhar de Justin.
“Isso significa mais de oito anos. E você nunca mudou?” Justin continua a indagar Brian sem conter a sua perplexidade.
“Por que eu faria? Você tem uma coleção infinita de alergias e precisa ter um seguro saúde. Eu sempre confiei em você e sei que você fará a coisa certa com relação a qualquer decisão que tenha que tomar por mim, se for necessário. Então, por que eu mudaria?” Brian continua explicando para Justin.
Justin percebe tudo o que Brian estava lhe dizendo. Ele havia colocado toda a sua vida nas mãos de Justin há muito tempo atrás e nunca havia mudado nada. Mesmo quando Justin estava com Ethan, quando foi para Los Angeles, quando se separaram, quando Justin foi para New York e depois da separação há dois anos e sua ida para a Europa, durante todo esse tempo, Brian não mudou nada e o mais importante, Brian sempre confiou nele.
“E Bri… a casa? Eu sou o único dono?” Justin pergunta com um nó na garganta.
“Eu disse isso para você. Eu comprei a casa para você. Ela sempre foi sua. Então o seu nome está nela e ela só pertence a você.” Brian se aproxima novamente e olha para Justin esperando pela reação do outro homem.
Justin se lembra das palavras ditas há algum tempo atrás. Um tempo que era quase uma outra vida. Um tempo onde New York não era uma possibilidade. Um tempo onde a Europa era improvável. Um tempo onde Chris Hobbs era um homofóbico que tinha ódio dele e não um psicopata que matou várias pessoas por causa dos sentimentos obsessivos que tinha por ele. Um tempo em que Brian não levaria um truque para Britin. Para a sua casa. E, Justin , percebeu que isso ainda fazia doer o seu coração.
“Você disse que o seu pequeno e charmoso estúdio serviria até que a sua casa de campo aparecesse.”
“Provar a pessoa que amo o quanto eu o amo. Que eu daria qualquer coisa, que eu faria qualquer coisa, eu seria qualquer coisa, para fazê-lo feliz.”
“Você comprou isso? Você comprou esse palácio?”
“Para o meu príncipe.”
“Então, eu posso fazer o que eu quiser com … com a casa?” Justin pergunta a Brian, considerando o que gostaria de fazer com a mansão. O fato de que Justin não conseguia dizer o nome que ele próprio havia dado à mansão, não passou despercebido para Brian.
“A casa é sua! Você pode morar nela, vendê-la, doar para a caridade ou simplesmente, incendiá-la e reduzi-la a escombros. Britin é sua e você pode fazer com ela o que quiser.” Brian esperava que Justin desejasse manter a casa. Ele jamais admitiria, mas ele também havia se apaixonado pela bela mansão. Ele não podia se esquecer dos bons momentos que havia vivido ali ao lado de Justin, nas vezes que ele havia retornado de New York. Porém, Brian sabia que as restrições que Justin tinha em relação a Britin eram originadas das suas ações para forçar Justin ir para a Europa. Ele sabia o quanto havia ferido Justin tê-lo encontrado com Matt na cama dos dois em seu quarto em Britin. Brian se arrependia disso, mas ele esperava que Justin já o havia perdoado e aceitaria que retornassem a viver em Britin. Para Brian, isso representaria que Justin o perdoou pelo que havia feito e pronto para viverem sem o fantasma do que havia acontecido pairando sobre eles.
“Então nós iremos vender a casa!” Justin respondeu com firmeza, levando uma sensação de tristeza invadir o coração de Brian.
Uma semana depois.
“Por que estamos indo para a casa?” Justin indaga a Brian, incapaz de esconder a sua insatisfação.
“Por que se realmente iremos vendê-la, precisamos ver o que queremos manter conosco e o que permanecerá na casa para a venda.” Brian fingiu que não estava dando a devida importância para a irritação do loiro.
“Não há nada lá que eu quero.” Justin lhe respondeu teimosamente, fazendo beicinho.
“Sinto muito Justin, mas eu tenho algumas coisas muito importantes para mim dentro da casa e não pretendo abrir mão de nenhuma delas.” Brian olhava para Justin não querendo demonstrar o quanto o estava incomodando o desconforto do artista a medida que se aproximavam da propriedade.
“Se você quer suas coisas, você poderia simplesmente ir lá e pegá-las, ou contratar alguém para fazer isso. Eu não precisava ir com você.” Justin estava irritado e incomodado com a situação que estava prestes a enfrentar e não conseguia esconder isso.
Brian parou o carro no acostamento e olhou diretamente nos olhos de Justin antes de interrogar o outro homem.
“Você nunca irá esquecer e deixar para trás o que aconteceu em Britin?” Brian perguntava incisivamente para o outro homem ao seu lado.
Justin percebeu a raiva e frustração na voz de Brian. Ele não queria que Brian se sentisse dessa forma. Ele já havia perdoado Brian pelos acontecimentos de dois anos atrás, mas a imagem de Brian junto com outro homem na sua casa, no único lugar que Brian foi somente seu, ainda permanecia em seus pensamentos
Brian, mais uma vez o havia empurrado para longe, pensando que era o melhor para ele. Ele sabia que Brian também sofreu com a separação dos dois e o que havia acontecido em Britin, quando Brian levou Matt para a casa dos dois e transou com ele lá para que o idiota pudesse contar a todas as bichas de Pittsburgh que o grande Stud da Avenida Liberdade o havia levado para seu palácio e o tinha fodido na mesma cama que compartilhava com seu twink loiro e desse modo, o imbecil não era apenas mais um truque e agora o “presente de Deus para a Pittsburgh gay” estava com ele.
Justin sorriu para Brian. Ele não queria continuar vendo a dor nos olhos do homem que amava. Justin não queria mais a dor e o ressentimento entre os dois. Brian o amava e era isso que importava. Tudo o que restava estava em segundo plano na sua vida, pois Brian era o seu amor. Ele era a sua vida.
“Brian, eu não me importo com o que aconteceu na casa. Eu sei que isso não significava nada. ” Justin toca a mão de Brian e continua sorrindo para o homem que ama.
“Então podemos ir para Britin e ver o que manteremos da casa antes da venda?” Brian pergunta a Justin para ter certeza que o homem mais jovem estava seguro de sua decisão.
“Sim. Vamos para a ca… para Britin.” Justin sorri mais uma vez.
Brian liga o carro mais uma vez e retoma o caminho para a sua casa, esperando convencer o loiro a repensar a sua decisão.
Justin observa a bela casa vitoriana. A bela construção que era a sua casa. Ele começa a se questionar se havia tomado a decisão correta. Ele um dia amou aquela casa. Ele sempre a amou, desde o primeiro dia que a havia visto. Era a sua casa. Sua e de Brian. E ele queria ser capaz de amá-la mais uma vez.
Brian abre a porta e entra seguido por Justin. Os dois se encaminham para a grande sala com lareira, ao entrar na sala, Justin olhou espantado. Por toda a sala estavam diversas das suas obras que ele reconheceu das exposições feitas na Europa nos últimos dois anos. Algumas delas, Justin sabia que haviam sido vendidas por grandes somas que valorizaram ainda mais as suas obras no competitivo mercado das artes.
“Isso é incrível! “ Justin olhava para cada uma de suas obras. Algumas eram muito pessoais. Retratavam momentos e sentimentos que somente ele e Brian poderiam entender. Por diversas vezes, Justin havia se arrependido de colocá-las à venda, mas ele estava tentando esquecer Brian, ele estava em sua tentativa frustrada de retirar Brian da sua vida, do seu coração e da sua alma. E agora, ele percebeu que Brian mais uma vez havia compreendido.
“Eu falei para você que estive em cada uma delas e eu sempre adquiri um original Justin Taylor em cada exposição que eu compareci.” Brian sorrindo, abraçou Justin por trás beijando a sua nuca.
Justin se inclina de encontro ao corpo de Brian. Seus olhos continuam a esquadrinhar a bela sala até que sua atenção é atraída para a lareira. Em cima da lareira, Justin vê o pequeno quadro e junto a ele um pequeno vaso com flores.
Justin solta-se dos braços de Brian e pega o pequeno quadro. Ele não consegue acreditar. Era o esboço que havia feito de Brian nu há nove anos atrás e que foi vendido na Mostra do GLC. O seu esboço que ele nunca soube quem havia adquirido. O seu primeiro trabalho que havia sido vendido.
“Foi você quem comprou.” Justin diz para Brian, quase incrédulo.
“Como eu disse, eu sempre comprei um original Justin Taylor em todas as exposições que eu compareci. E, além disso, eu não queria que alguma bicha frustrada ficasse se masturbando olhando para ele, quando poderia sair e encontrar alguém para foder.” Brian sorri para Justin, divertindo-se diante da expressão feliz do loiro.
“Entendo. Isso é tão generoso da sua parte. Mas, sabe o que eu acho? Você comprou para quando olhar para ele se lembrar de mim, porque você me amou completamente, totalmente, plenamente, perdidamente, sempre e sempre.” Justin coloca novamente o quadro sobre a lareira e abraça Brian que está diante dele.
“Pentelho convencido.” Brian sorri apertando o homem mais jovem em seus braços.
“Mas você me ama.” Justin continua provocando.
“Eu te amo, Sunshine.” Brian fala olhando para os olhos que tanto ama.
“Eu também te amo, Brian.” Justin levanta-se na ponta dos pés para alcançar os lábios de Brian e tomá-los em um beijo profundo e intenso.
Os dois homens interromperam o beijo somente pela necessidade urgente que tinham de respirar. Justin olha sorrindo para o pequeno vaso de flores e vê a bela flor de pétalas delicadas e da cor do ouro.
“Gardênia dourada...” Justin abre o seu sorriso característico ao olhar para Brian.
O moreno dá de ombros e responde fingindo indiferença. “Eu soube que existe uma lenda chinesa que diz que se a pessoa que ama sentir o seu cheiro, ele irá amá-lo para sempre.”
“Eu já amo você e irei amá-lo sempre.” Justin confirma suas palavras ao capturar os lábios de Brian em mais um beijo.
“Eu sei, Sunshine. Eu apenas queria que você a tivesse quando você voltasse para casa .” Brian olhou mais uma vez nos olhos de Justin, tentando adivinhar a reação de seu amante.
“Você não quer vender Britin, não é mesmo?” Justin questiona o moreno.
“Eu já disse que é a sua casa, então você faz o que você quiser.” Brian disse tentando demonstrar indiferença.
“Não, Brian. É a nossa casa. Você não a comprou apenas para mim, você a comprou para nós e eu quero viver aqui com você. É claro, se você quiser.” Justin sorriu para Brian mais uma vez.
“Bem, Justin, já que você faz tanta questão de me ter aqui com você. Eu acho que poderei fazer isso por você, Sunshine.” Brian também sorria para Justin.
Justin continua sorrindo para Brian enquanto o moreno o beija apaixonadamente. Os dois homens continuam se beijando enquanto se deitam lentamente sobre o tapete em frente a lareira acesa.
Os dois homens continuam a se beijar enquanto retiram as suas roupas. Brian puxa a camisa de Justin sobre sua cabeça e traça uma linha úmida com a sua língua pelo peito nu do homem mais jovem. Justin suspira com a forma como Brian está tratando o seu corpo e sente o seu pai ficar cada vez mais duro sentindo o peso e a pressão do corpo de Brian sobre a sua virilha.
Brian abre lentamente a calça de Justin, puxando-a para baixo junto com sua cueca liberando seu pênis duro. Ele desliza sua língua sobre o corpo de Justin, mordendo e sugando seu peito e abdômen fazendo sua pele arrepiar e tirando gemidos cada vez mais profundos do loiro.
Ele pega o pênis duro com a sua mão acariciando suavemente a cabeça entumecida antes de lambê-la e envolvê-la em sua boca, sugando complemente o membro dentro de sua boca. Justin geme descontroladamente, contorcendo-se com as ações de Brian que estão levando-o à loucura. O loiro começa a gemer cada vez mais e passa a implorar que Brian pare com a tortura.
Brian sorri para Justin e puxa-o de encontro ao seu corpo capturando os lábios deliciosos em um beijo faminto. Ele empurrou sua língua dentro da boca de Justin tomando o controle do beijo após um breve momento em que as línguas duelaram tentando dominar as ações. Brian ouve Justin gemer e deita o seu corpo delicadamente novamente no tapete. Ele se levanta observando o corpo perfeito de Justin enquanto retira as suas roupas. Em poucos momentos, os dois homens estão nus e esfregando suas ereções uma contra a outra.
Nesse momento, Brian aperta Justin em seus braços e novamente o beija profundamente, enquanto vira o corpo de ambos, fazendo com que Justin se deite sobro seu corpo. Quando o beijo é interrompido, buscando o fôlego tão necessário, Brian sussurra no ouvido de Justin: "Foda-me Justin."
Justin sorriu. Ele sabia o quanto isso significava . Ele viu a oferta nos belos olhos castanhos de Brian , de modo aberto e puro.
"Ok", ele sussurrou , pegando o lubrificante e um preservativo na calça descartada ao lado de seus corpos. Ele olha par a Brian cheio de amor e fala para seu amante suavemente. " Vire ".
Brian o olha com confiança e após lhe dar um sorriso tímido, lentamente cumpre o que lhe foi pedido .
A visão que Justin tem diante de seus olhos, faz a sua boca encher de água. Ele desliza lentamente pelas longas costas de seu amante, ele acaricia as costas levando suas mãos a passearem por elas para cima e para baixo, fazendo com que Brian suspire baixinho diante dos gestos lentos e amorosos de Justin.
Justin traça sua mão para baixo novamente, seus dedos arrastando por toda bunda do moreno, fazendo pequenos círculos em torno de uma nádega, depois a outra, finalmente, deslizando seus dedos para cima e para baixo na delicada abertura de Brian.
Brian levanta a cabeça e tenta observar o que Justin está fazendo. Ele arqueia o pescoço ligeiramente quando engasga ao sentir Justin traçando com mais pressão a abertura de seu corpo, ele tenta conter mais um suspiro, sem sucesso, e sorri com confiança para Justin antes de voltar sua cabeça para baixo sobre os braços cruzados ... mantendo seus olhos fechados .
Movendo-se entre as pernas de Brian, Justin deita-se de bruços, cara a cara com bunda perfeita de Brian. Ele queria permanecer indefinidamente deliciando-se com as costas de músculos perfeitos de Brian, passar a língua lentamente ao longo de sua coluna vertebral , mergulhar a língua em torno das covinhas adoráveis que se encontravam sobre o início de suas nádegas , mas ele estava impaciente. Sua mente girava com visões de sua língua deslizando dentro do corpo de Brian.
Respirando pesadamente, Justin separa os perfeitos globos e engasga ao ver o pequeno furo cor -de-rosa de Brian diretamente diante de seus olhos. Provocativamente ele passa a língua por fora, mal tocando a pele sensível , e estremece quando o cheiro inebriante e sabor agridoce atinge o seu olfato e paladar.
Outra lambida , desta vez com um pouco mais de força, seguida de várias outras cada vez mais profundas até que ele estava pressionando firmemente contra as dobras da pele , chupando e mordendo , a saliva escorrendo pelo queixo , balançando a ponta de sua língua dentro do corpo de seu amante dominando seus instintos e tirando toda a sua percepção da realidade.
" Foda-se ! Justin ! "Brian gemeu impaciente.
Justin sorri contra a bunda de Brian , sua língua plantada no meio do caminho dentro do corpo de seu amante. Ele sente Brian empurrar de volta contra ele , fazendo-o deslizar ainda mais para dentro.
O pau de Justin estava doendo , gotejando, ele não podia aguentar mais. Sentando-se Justin abre o lubrificante e esguicha na mão, aquecendo-o para Brian . Ele treme de desejo quando desliza seu dedo médio profundamente na rachadura de Brian. O moreno balança os quadris para trás contra o dedo de Justin , ajudando-o a escorregar dentro de seu corpo. Sem poder se conter, Brian geme alto , arqueando o seu corpo, empurrando o dedo invasor mais para dentro de encontro a sua próstata.
Justin suspira alto, o desejo e a sensação de controle invadindo os seus sentidos ao perceber a gama de prazer que está proporcionando para Brian. Ele puxa o dedo para trás , até que mal está embutido no interior do corpo do moreno, em seguida, circula borda invadindo lentamente e puxa o dedo de volta, quase retirando-o totalmente. As ações de Justin estão enlouquecendo Brian, acendendo cada terminação nervosa, fazendo-o suspirar e estremecer.
“Brian, você é tão quente, tão lindo e sexy. Eu poderia ficar aqui a minha vida inteira.” Justin sussurra com a voz rouca no ouvido de Brian, ele se inclina para frente , ofegante, quase retirando seu dedo, permanecendo apenas a ponta. Ele está inebriado com a sensação da pele em chamas de Brian contra a dele.
" Justin, " Brian resmunga , arqueando drasticamente à medida que o dedo de Justin, juntamente com um segundo é empurrada dentro de seu corpo novamente, tocando e pressionando contra a sua próstata.
Justin sussurra contra o ouvido de Brian, a voz grossa e profunda, ele começa a falar sujo com Brian sabendo o quanto ele fica ligado quando ele faz isso. “Você é meu, Brian Kinney. Eu vou saborear você o dia inteiro. Eu quero sentir o seu gosto nos meus lábios quando eu tocar o seu buraco e enfiar a minha língua dentro de você. Eu quero sentir você na ponta dos meus dedos quando eu enfiá-los um por um dentro de você. Você sabe que eu posso fazer isso dia inteiro, se eu quiser. Você sabe, não é mesmo, Brian? Isso é tão bom! Mas o que eu mais quero algo mais. Algo muito melhor. Você sabe o que eu quero, Brian?”
Brian não consegue pensar. Os dedos de Justin entrando e saindo dentro dele tão lentamente, tão deliciosamente, ele não consegue conter os seus quadris que continuam empurrando para o encontro com os dedos que o torturam, buscando um contato mais profundo.
Justin deita-se sobre o corpo de Brian, lambendo seu pescoço e orelha, prendendo o lóbulo com os dentes e dizendo com a voz rouca em sua orelha: " Eu quero foder você agora. "
Brian geme e estremece em antecipação. Ele olha para Justin. A luxúria dominando os seus sentimentos. A confiança em Justin estampada em seu olhar, enche de alegria o coração do loiro que o presenteia com uma demonstração autêntica do seu sorriso patenteado. Ele beija delicadamente o ombro de Brian e pede em voz baixa. ”Vire-se para mim. Eu quero ver você.”
Brian vira-se lentamente, seus olhos encontrando os de Justin e o amor, carinho e confiança que se refletem nos olhos de cada um, invadem e dominam todas as sensações que avassalam os dois homens.
Justin segura as pernas de Brian , separando-as carinhosamente e posicionando-as sobre os seus ombros. Ele pega a camisinha , rasgando a embalagem com os dentes, retirando o preservativo de dentro de seu envoltório e entregando-o para Brian.
]
" Coloque-o em mim." Justin pede a Brian. A voz cheia de desejo.
Os dois homens sorriem um para o outro. Brian rola o preservativo para baixo, cobrindo todo o comprimento do pau de Justin.
" Pronto?" Justin pergunta para Brian, enquanto acaricia os macios cabelos de seu amante.
Brian balança a cabeça lentamente. O desejo e a confiança em Justin dominando as suas sensações.
Justin inclina-se sobre o corpo de Brian, seu pau posicionado na abertura do corpo de seu amante. Os rostos dos dois homens quase se tocando, os olhos não se desviando, as bocas se encontrando, os gemidos morrendo na boca um do outro, as respirações irregulares se misturando…
A sensação de pertencimento se avoluma. O amor e o desejo tomam conta do ar que os rodeia… O amor no olhar de Brian… O desejo… A confiança…. Todas as sensações dominam Justin quando ele empurra para dentro do corpo do homem que ele ama.
" Oh, Deus", Justin engasga, soltando um gemido com a respiração que ele não percebeu estar segurando.
Brian respira profundamente, atingido por um momento pela dor, instantaneamente substituída pelo prazer, quando Justin ajusta-se dentro dele.
“Brian…” Os olhos de Justin procura o olhar de Brian, o loiro compartilha com ele os sentimentos incríveis e avassaladores que estão controlando-o.
Brian sorri compreendendo as sensações que Justin tem pois elas também estão dominando-o. Ele envolve seus longos dedos ao redor da parte de trás da cabeça de Justin , puxando-o para um beijo longo, gemendo em sua boca quando Justin empurrou mais profundo dentro dele.
"Tudo bem ? " Justin olha nos olhos de Brian ao final do beijo.
“Fabuloso!", Brian sorri.
"Bom… Por que... ", Justin responde maliciosamente conforme ele puxa seu pênis quase totalmente para fora do corpo de Brian e, em seguida, empurra todo o comprimento com força de volta na bunda de Brian .
" Justin ! " Brian geme.
"...Eu quero que você ... " Justin continua ofegante repetindo o movimento em um outro impulso profundo.
" ... Se lembre disso para sempre. " Ele continua cada vez mais ofegante.
Um grunhido alto e outro impulso com mais uma mudança do ângulo de entrada, permitindo a Justin se certificar de bater na glândula inchada de Brian em cada impulso dado. Justin se excita cada vez mais ao ouvir os gemidos que saem dos lábios de Brian.
Justin se lembra de cada palavra palavra dita, de cada gesto executado, de cada sensação que Brian havia lhe proporcionado, naquela primeira noite, há tantos anos atrás. Mas , agora, depois de tudo o que haviam vivido, eles haviam superado tudo e seu amor provou ser maior do que tudo que a vida lhes havia jogado na cara.
Justin queria estar com Brian. Ele sempre quis estar com Brian. E, nesse momento, que era somente deles, Brian era seu. Brian lhe pertencia como ele pertencia a Brian e nada mais seria capaz de separar os dois novamente.
“Porque eu estarei com você para sempre.” Justin continua, capturando os lábios em um beijo que roubava o fôlego dos dois homens.
"Justin ! " Brian grita , seu pênis preso entre eles, pulsando no atrito torturante que recebe cada vez Justin se impulsiona sobre o seu corpo. Ele está desesperado para sentir seu orgasmo. Ele precisa se tocar desesperadamente. Ele leva suas mãos até o seu pau quase sentindo dor quando envolve o órgão endurecido com as suas mãos.
“Não!” Justin retira a mão de Brian do seu pau recebendo um olhar de frustração e quase raiva de seu amante. O loiro beija suavemente os lábios do moreno e diz calmamente, tentando acalmá-lo.
"Eu quero fazer você gozar, como você fez comigo…. Como na primeira vez ... Apenas comigo dentro de você ... Fodendo você ... " Justin continua e acelera seus movimentos, levando Brian ao precipício do orgasmo cada vez mais perto.
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" Justin ! " Brian geme em êxtase, a medida que Justin atinge sua próstata com cada movimento, implacavelmente, enviando onda após onda de prazer através de cada molécula de seu corpo. Com um grito ensurdecedor seu orgasmo o atinge, seu pau pulsa com força , sua bunda aperta em torno do pau de Justin e ele goza plenamente, liberando o seu sêmen que se espalha pelo seu estômago e seu peito e puxando o loiro junto com ele.
"Oh, foda! Brian... " Justin sente seu pau endurecendo impossivelmente, suas bolas se apertando quase no limite da dor, enquanto, num último esforço se empurra para a frente mais uma vez e explode profundamente dentro do corpo de Brian .
Exausto, Justin desaba sobre o corpo embaixo do seu, seu corpo ainda estremecendo com os espasmos de prazer que o tomam como infinitas ondas.
Brian sente o corpo de Justin sobre o seu. As sensações como se fossem espelhadas se refletindo nos corpos dos dois amantes. Os tremores que os atinge aos poucos vão cessando e as respirações encontrando o ritmo da normalidade, assim como os batimentos dos dois corações.
Justin enterra a cabeça na dobra do seu pescoço, cheirando-o, lambendo o suor que está ali e dando leves que o acalmam, enquanto Brian acaricia as costas de Justin enquanto o aperta em seus braços.
Brian acaricia os cabelos suados de Justin, retirando-os de sua testa. O loiro suspira feliz, soltando vários gemidos curtos que faz parecer que Justin está cantarolando.
Justin retira-se cuidadosamente de dentro do corpo de Brian. Ele amarra o preservativo e o descarta fora do tapete. Depois, ele deita-se ao lado de Brian envolvendo-se em seus braços e descansando a cabeça em seu ombro, enquanto olha para o homem que ama, plenamente feliz.
Brian sorri para Justin enquanto traça com o dedo os contornos do rosto bonito.
“Eu amo você, Sunshine.” Brian diz ao homem que ama, enquanto o estreita em seus braços.
“Eu amo você, Brian. Sempre!” Justin diz para Brian, enquanto descansa sua cabeça no peito do moreno que acaricia lentamente seus cabelos.
Os raios do final de tarde entram pelas amplas janelas da sala, iluminando os corpos nus dos dois amantes enquanto adormecem tranquilamente nos braços um do outro.
Um ano depois
Os historiadores gregos estabeleceram entre as Sete Maravilhas do Mundo, os misteriosos Jardins Suspensos da Babilônia. Segundo esses historiadores, o poderoso rei babilônico Nabucodonosor II mandou construir esses estupendos jardins, no século VI antes de Cristo, em pleno deserto para demonstrar seu amor para sua esposa favorita, a bela rainha Amitis. A rainha sentia saudades dos campos e florestas da sua terra natal e o rei lhe ofereceu os jardins para aplacar essas saudades. Foi um gesto grandioso de amor daquele que tinha tudo para aquela que significava tudo para ele.
Agora, em plena boate Babilônia, dançando juntos e moendo os seus corpos em conjunto ao ritmo da música que tocava estridentemente, Brian e Justin tem a certeza de que o sentimento que os une não necessita de gestos grandiosos para sedimentar o seu amor. Eles não precisavam de anéis, apesar de tê-los em seus dedos anelares esquerdos, eles não precisavam trocar votos diante de seus amigos e familiares, apesar de terem feito isso há apenas um mês, eles não precisavam de trancas em suas portas, apesar de nenhum dos dois pretenderem ir a nenhum lugar longe do outro e eles também não precisavam de um palácio para viverem, apesar de não conseguirem imaginar sua vida em comum longe de Britin.
Assim como o poderoso e cruel rei que foi capaz de amar ao ponto de oferecer tudo o que poderia para a sua amada, Brian e Justin tinham exatamente tudo o que poderiam querer e ser capaz de fazê-los felizes.
Eles tinham um ao outro.
THE END.
Notas Finais da História:
Eu nunca imaginei quando comecei a escrever “Os Jardins da Babilônia” que levaria tanto tempo escrevendo essa história. Na verdade, foram quase 20 meses desde que comecei a escrevê-la. E também não esperava que as pessoas se interessassem por ela. Por essa razão eu só posso agradecer.
Agradeço a meu marido que em alguns momentos leu os capítulos (sob protestos e torcendo o nariz), e foi de grande ajuda para mim ( eu precisava de um revisor e, como ele tem uma graduação em Língua Portuguesa…). Obrigada, Marcelo!
Eu também agradeço a cada um dos gentis leitores que leram e comentaram essa história. Obrigada por me deixar saber que vocês gostavam dela e queriam que eu continuasse a escrevê-la. Vocês são maravilhosos e eu amo vocês.
Agradeço a cada um dos leitores que leram essa história, acompanharam os capítulos e não desistiram dela. Obrigada por dedicarem o seu tempo na leitura das minha história. Agradeço pelo voto de confiança e espero não tê-los decepcionado.
Enfim, aqui termina a minha história e eu a compartilho com todos vocês, como Brian Kinney diria: “Sem desculpas, sem apologias e sem arrependimentos.”
Um grande abraço a todos!
Fátima Klayn
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