Os Incríveis X-men
4 Capitulo Quatro
Notas iniciais
E os X-men no futuro enfrentando os sentinelas.
Ilha Muir. Escócia. Tarde de sol.
Ela escolheu este lugar porque se sentiria bem. Está aqui há dias, quer encontrar a paz um pouco de paz, encontrar pessoas não conhecidas e sim desconhecidas.
As ondas do mar chicoteiam as pedras e distante no meio do oceano uma pequena embarcação se afasta da ilha. Ela deixou amigos, se afastou deles, do seu grupo. Se sente culpada pelo que fez. Tal ato quase destruiu seus amigos e sentindo-se ameaça se afastou de todos.
Veio para neste lugar conhecido até para seus amigos, mas pouco importava para ela, queria paz era que pedia.
Viu o vôo da gaivota pairando suas asas no ar. Poesia se pintar no olhar desse vôo e num rasante aterrisa elegantemente com asas estendidas. A gaivota era livre e ela não sentia livre como o pássaro. Foi então que lembrou que podia fazer o mesmo, podia ser gaivota, podia ser qualquer pássaro. Seu corpo levitou, estava no ar e foi tomando altura devagar.
Sentiu a gravidade, ia subindo, subindo, calada, orgulhosa e soberana até que alcançou a altura da gaivota. Cruzou os braços e ficou pairando no ar. Olhou a ilha, vazia, alma nenhuma. Começou a dar acrobacias e sem pensar mergulhou em velocidade na direção das rochas, o vento atrapalhava sua visão, ela não se importava, mergulhava profundamente, parecia que se entregaria, que era o seu fim. E ela armou seu punho e chegando às rochas desferiu seu golpe. Uma grande rachadura caiu nas águas e ele retornou um pouco acima. Demonstrando todo seu potencial de força ela aterrisa em terra firme. Mais uma fez a onde chicoteia as pedras e ela vai, voltando para o lugar que está ficando.
Era uma pequena pousada para marinheiros que repousavam uma ou três dias, eram pescadores que vinham e repousar e ela a única mulher, sozinha, o recepcionista um homem magro e bigodudo com olhos pretos e desconfiados olhava para ela com sorrisos disfarçados. Ela pediu a chave do seu quarto e ele prontamente entregou. De relance viu um rapaz de rosto bonito, usava gorro, camisa preta e estava encostado numa pilastra. Ela viu os olhos dele seguindo seus passos e se sentiu incomoda e o rapaz com seu olhar ia fotografando os passos dela.
Abriu a porta do quarto, viu a cama e deitou. Fechou os olhos, não havia perigo, confusões e pessoas em perigo. Paz, ela queria paz.
Outro dia.
Ela pediu o café da manhã e a esposa do recepcionista uma mulher gorda e loira trouxe numa bandeja. Ela tinha um jeito gentil e simpático e adorava cantar Summertime de George Gershwin. Aprendeu com seu pai quando era pequena, possuía olhos azuis bem bonitos.
Ao deixar a bandeja na mesa abriu um sorriso e foi atender o chamado do seu marido.
Mais gente foi chegando para o café. Ela ia comendo seu pão quente na chapa, ia ouvindo o falatório, as boas sortes e que o mar estava bom pra pescas. De relance não viu o rapaz de ontem, já teria ido embora cedo para o mar, deveria ser pescador ou marinheiro.
Acabou seu café. Avisou o recepcionista e a esposa dele que iria passear. O recepcionista e a esposa concordaram com sorrisos.
Ela gostava do som das águas do mar, ali havia apenas o som delas.
E foi que na distancia viu que alguém estava na beira do penhasco e reconheceu, era o rapaz de ontem, estava muito próximo e ela percebeu, o rapaz iria pular, queria se matar. Ela tentou gritar, mas sua boca ficou muda e o rapaz caiu.
Desesperada ela voou o mais rápido que pôde, ouviu gritos de socorro, o rapaz ainda vivia. O rapaz se segurava para não cair nas pedras e para a surpresa dele uma outra mão pegou na dele e o puxou tranquilamente para cima. Ele a reconheceu, viu que não estava com uma cara agradável.
- Vê se não faça mais isso. – Ela avisou.
Foi uma ordem. E o rapaz entendeu.
Porem seu rosto entristeceu, abaixou a cabeça. E ela vendo perguntou.
- Hei. Que houve? Por que quis se jogar?
- Por nada. – Ele respondeu.
- Se não quiser dizer tudo bem. Mas não faça mais isso, sua família vai sofrer muito.
Ela foi andando de volta à pousada e ele vendo ela embora disse alto para fazê-la parar.
- Eu não tenho família, não tenho ninguém!
Ela parou. Virou, olhou o rapaz e pensou que seria melhor ficar, não desejava uma morte nas suas costas.
- Não tem ninguém na pousada que você conheça? – Ela perguntou ao voltar perto dele.
- Eu cheguei sozinho, estou sozinho. Perdi minha família, toda ela. Porque estar vivo se não tenho ninguém? Todos que eu amava se foram. Estou mal, não sirvo pra nada nesse mundo.
- Hei. – Ela tocou o ombro dele e sentiu seu coração acelerar, não era o que queria fazer, então percebeu que poderia relaxar e continuou. – Não diga uma besteira dessas. Acha que sua família aceitaria que pulasse e se matasse por eles? Fazendo isso não faria sua família voltar pra você.
- De nada sirvo, por que preciso viver?
- Viva por eles. Vive por amor a eles. Sejam de onde estiver estarão protegendo você.
Ele olhou profundo nos olhos dela e ela também os deles. Ele estava pior que ela. Bem que ela não queria se envolver em assunto algum quando estivesse na ilha. Mas para uma pessoa feito ela, tranqüilidade estava fora de cogitação.
- Vamos. Não deixarei você sozinho aqui. Vou te levar de volta a pousada e lá você descansa e pense.
Ela foi puxando pelo ombro e ele nem resistiu, deixou ser conduzido, ainda estava tristonho.
Noite.
Muitos que passaram a noite anterior tinham partido.
Ficaram alguns que iriam embora ao dia seguinte. Mas o estabelecimento nunca ficara vazio, todo dia chegava gente.
Era hora do jantar e a esposa do recepcionista preparou uma saborosa sopa de feijão e legumes. Orgulhosa cantarolava Summertime sua canção preferida enquanto preparava a janta. A esposa bateu na porta da única hospede mulher da pousada.
Deu duas batidas e não demorou em ser atendida.
- O jantar está pronto. – Ela avisou. – Sopa de feijão e legumes. Não tive tempo de sair da ilha pra comprar mantimentos.
- Tudo bem, obrigada. Já desço.
- Pretende ficar mais tempo na pousada?
- Sim. Tem algum problema?
- Oh, não. Desculpa. Fique tranqüila está bem?
- Obrigada.
A esposa do recepcionista abriu seu sorriso e foi avisar os restantes dos hospedes.
Ela saiu para jantar quinze minutos depois, pouca gente jantava. Ela sentou no fundo, olhares a seguiam e ela foi servida rapidamente pela esposa do recepcionista. A sopa estava boa, bem quentinha. O rapaz de hoje não havia chegado, talvez já estivesse jantado. Ela tomou a sopa e voltou no seu quarto. Deitou. Ficou lembrando de uma pessoa que não queria lembrar. Quis evitar, não conseguia e a porta deu dois toques tímidos. Abriu, era o rapaz sem jeito. Usava o mesmo gorro, jaqueta preta, olhava para ela.
- Queria alguém pra conversar e você é a única pessoa neste lugar que eu conheço.
- Tudo bem. Aqui no quarto.
- Pode ser onde a gente estava de dia?
- Se você quer tudo bem.
E foram. O lugar estava um pouco iluminado, o mar estava revolto, o barulho das ondas nas pedras parecia um grito e eles sentaram vendo a imagem infinita do oceano.
- Meu nome é Paul. – Disse ele após se sentarem.
- Anne Marie.
- Você não é deste lugar, é?
- Sou não. Vim de longe.
- Parece americana.
- Hum, talvez. Então, como você perdeu sua família, conte tudo.
- Certo.
Respirou fundo. E começou sua narrativa.
...
Futuro: Trinta anos.
Alguns minutos atrás Ciclope, Rainha Branca, Wolverine, Kitty Pride, Colossus e Noturno chegaram ao futuro para descobrirem de onde e quem gerou o sinal que Emma recebeu no presente.
O sinal era a visão de uma Manhattam destruída, prédio e casas derrubadas, ruas devastadas, poucas construções continuaram em pé, porem alma alguma apareceu. Os X-Men presenciaram corpos, adultos e crianças, corpos decepados. A imagem fez Emma vomitar, Manhattam estava morta como o resto do país.
Um cachorro latiu e com medo correu atravessando a devastação.
Havia fumaça e o céu estava escuro. Em algumas partes podia avistar pequenas chamas que ainda sobrevivia, frutos de um incêndio. Os X-Men caminhavam, os olhos deles filmavam as imagens. Kitty tinha o coração assustado, quem e o que foi capaz de devastar um lugar inteiro? Colossus pensou no que deverão encontrar, não seria um inimigo fácil de ser abatido. Wolverine apenas farejava morte. Cheirava morte por toda extensão. Nada de bom vinha. Noturno em pensamento rezava o Pai Nosso para as almas que se foram, Ciclope tentava entender através de seu visor quartzo-rubi o que via. Olhou Emma, ela se recuperava do enjôo. Acabou de ver os olhos de uma menina, eram olhos de suplica, socorro. Emma estava em choque, mas precisava manter o controle.
No entanto no céu um enxame feito abelhas vinha em velocidade.
Ciclope: Emma. Tudo bem?
Emma: Estou. Sim. Foi apenas enjôo. Passou.
Kitty: Pessoal, não sei vocês, mas estou com medo.
Colossus: Todos nós estamos Kitty.
Wolverine: É melhor Emma nos levar logo na origem do sinal. É arriscado ficarmos expostos.
Emma: eu descobri a origem do sinal Logan. E estamos indo para lá.
Ciclope: Certo. Então vamos.
Noturno distraidamente olhou para cima. Seus amigos foram seguindo Emma e parado Noturno olhava o enxame se aproximando. Noturno não conseguia distinguir, ainda estava muito alto e vinha na direção deles. Seus amigos andavam, nem notavam a aproximação que parecia um perigo. “Meu Deus.” Disse O mutante boquiaberto.
Noturno: olhem para o céu. O que são aquilo!
Ciclope foi o primeiro a olhar, com preguiça Emma levantou a cabeça e ficou surpresa por descobrir que não conseguiu presenciar essa chegada. Kitty arregalou os olhos e Colossus fechou seus punhos descobrindo quem se aproximava. Wolverine com raiva rangeu os dentes, grunhiu e disse: “Puta merda, sentinelas!”
Surpresos os X-Men vêem a chegada dos sentinelas.
Sentinela: Alvos mutantes localizados. Seis anomalias pertencentes à estrutura genética mutante. Comando a ser executado: Eliminação.
Eram dez sentinelas e o primeiro abriu sua grande mão e o raio saiu dela em direção ao solitário Noturno, os restantes seguiram o exemplo de seu companheiro e dispararam.
Wolverine: Cuidado Kurt!
Noturno não teve tempo de se teletransportar, o raio caiu próximo fazendo os escombros voarem em cima de Kurt que desmaiou.
Os outros disparam também fizeram os restantes dos X-Men caírem e num forte som que emitiu pelo pai todo, os sentinelas aterrisaram preparados para eliminar X-Men.
Ciclope: Kurt foi abatido. Precisamos tirar ele de lá. Kitty vá até lá.
Wolverine: Ciclope, os bichões vão atacar.
E assim a batalha começa.
Ciclope arranca a cabeça de um sentinela com seus raios óticos, Wolverine com fúria vai usando suas garras dando um estrago nas pernas do sentinela. Emma usa seu poder mental deixando alguns sentinelas desorientados para Ciclope utilizar seus raios óticos. Colossus é pego, mas consegue se livrar do sentinela e com força lança um enorme concreto destruindo o sentinela. E Colossus vai como um trator derrubando sentinelas, Wolverine como um louco vai abrindo com as garras os metais dos sentinelas.
Kitty chega onde estava desmaiado Kurt. No entanto concreto que está em cima dele é pesada.
Kitty: Ah, saco!
Kitty tem dificuldade pra retirar o concreto. No entanto o sentinela prepara seu ataque.
Armando sua pesada mão o sentinela está determinado a eliminar Kitty.
Ciclope: Kitty, cuidado!
E Kitty vê a mão armada do sentinela, assustada sabe que vai morrer e Kurt também. Sem ela esperar a cabeça do sentinela cai sobre ela e o corpo do robô explode espalhando suas partes por toda parte.
Colossus: Kitty!
Colossus, Ciclope, Emma e Wolverine correm onde estão Kitty e Kurt.
Ciclope: Peter espere.
Ciclope explode a cabeça do sentinela e kitty está deitada e protegia seu amigo.
Colossus: Kitty, você está bem?
Kitty: Sim, sim. Consegui ficar intangível. Não consegui tirar kurt do concreto.
Ciclope: Desculpe, tive que fazer aquilo senão o sentinela de incinerava.
Kitty: eu sei Ciclope, não precisa se desculpar.
Wolverine retira o concreto de cima de Noturno.
Wolverine: Kurt.
Aos poucos o mutante alemão vai recobrindo sua consciência.
Ciclope: Kurt? Está bem?
Kurt: Scott, amigos. Que houve?
Colossus: O sentinela o atacou e um concreto caiu sobre você.
Kurt: Ah, sim. Protegi-me o Maximo que pude na queda, mas acabei desmaiando.
Wolverine: Agora todo mundo já sabe que os sentinelas devem ter algum bloqueio mental para Emma não pudesse descobrir suas chegadas. Então precisamos chegar até o local que Emma descobriu.
Kitty: Emma será que não pode revelar de onde vem a origem do sinal?
Emma: Sim, querida. Na base do Quarteto Fantástico. O Four freedows Plaza. O único local que ainda resistiu.
Em silencio os mutantes heróis caminham passando por carcaças e escombros. Na frente Emma Frost conduz, seguindo a direção do sinal, Noturno auxiliado por Wolverine pensa no acabara de perder, wolverine nem pensa, Colossus em sua forma blindada, Kitty não consegue retirar da memória a cabeça do sentinela caindo. Ciclope se pergunta se não encontrarão um inimigo poderoso nesse futuro.
E assim eles vão à procura do Four Freedows Plaza.
...
(Continua)
Fale com o autor