Os Implacáveis

5 Capítulo IV - Speculum


Notas iniciais
esse é o último capitulo da história (ooooown :( ) é que como eu disse antes, a história foi feita para um trabalho escolar, então hnão podia ser maior! mas bem que eu queria :D Aproveite a conclusão da história!

Enquanto os jovens subiam a escada de gelo, muito medo exalava. A ficha não deixou nada claro, e a fobia do desconhecido os sufocavam.

Quando a escada termina, eles se encontram numa enorme sala, sem nenhuma iluminação.

–Íris...? – FahrenKelvin chama e a menina entende, evocando alguns raios de sol.

–O que...?

Ao clarear a sala, os jovens vêem algo inimaginável.

Espelhos enormes rodeavam a sala em 360 graus. Por onde olhavam, tudo o que eles viam eram eles mesmos.

Uma luz branca forte se acende no ambiente, e de repente um ser estranho aparece para a Liga.

Uma mulher feita de pequenos espelhos, como um mosaico humano. Sua pele refletia quem estava vendo. Parecia uma boneca macabra, com uma expressão leve e tranquila.

–Vejo que vocês deram um jeito no meu amigo... – sua voz era encantadora e esbanjava sedução. –É uma pena que seres tão... bonitos.... – ela diz rodeando os jovens enquanto falava. – tenham que morrer. Boa sorte, crianças. Na verdade, boa morte.

A mulher vai correndo em direção a um dos espelhos, e inexplicavelmente adentra um deles.

–O que foi isso? – Íris pergunta aterrorizada.

–Eu nunca ouvi falar de um ser tão estranho em toda minha vida. – Pé-de-Chumbo murmura, pasmo.

–Eu acho que... – Lenz começa a falar, mas um barulho o interrompe.

Os vários espelhos estavam se quebrando um a um, e só quatro deles ficaram. Quatro espelhos de frente para cada um dos heróis.

–Isso está ficando cada vez mais macabro. – FahrenKelvin diz, franzindo o cenho.

–O que devemos fazer? Eu não estou entendo nadinha do que está acontecendo. — diz Íris.

Logo após ela dizer isso, os reflexos dele no espelho começam a mudar. Não seguiam mais as suas matrizes. Como se a pessoa do espelho estivessem assumindo vontade própria.

–Ok. Isso está ficando REALMENTE assustador. – Celeritate diz, agitado.

Seus respectivos reflexos estavam andando em direção a eles. De repente, quebram os espelhos e se tornam reais.

–WOW! O que é isso? – Lenz pergunta boquiaberta.

–Chega de falar! Vamos acabar com esses caras! – Celeritate diz, avançando contra ele mesmo rapidamente e lhe dando um soco no rosto.

Só que o “outro” Pé-de-Chumbo fez o mesmo.

Os dois caíram, com a mão nos respectivos lugares onde foram atingidos.

Os outros três jovens arregalam os olhos.

–Eles são... clones?

–Céus. Eu não sabia que eu batia tão forte assim. – Pé-de-Chumbo diz, se levantando. O Outro Pé-de-Chumbo se levanta do mesmo jeito.

–Como vamos derrotá-los sem nos destruir? – Lenz pergunta, com medo.

–Eu não sei, gente. Mas temos que lutar. – FahrenKelvin diz, avançando.

Depois disso, os jovens entrarem em combate com eles mesmos. Eles não podiam usar seus poderes psíquicos, afinal o seu outro “eu” faria o mesmo, então foi uma luta corporal. Duas Íris puxavam o cabelo um da outra, um FahrenKelvin distribuía socos em outro FahrenKelvin, e o mais aterrorizante é que ninguém sabia quem estava ganhando. Lenz enforcava seu reflexo, que não esboçava nenhuma reação, mas a luta mais interessante com certeza era dos Celeritates. A olho nu, não se conseguia ver nada, apenas vultos super rápidos. Um desviava do golpe do outro, volta e meia um acertando o outro.

“Eu tenho que bolar alguma coisa... isso só está nos desgastando... eu preciso acabar com isso...” Pensa Celeritate, enquanto desviava de alguns golpes. “Eles são espelhos. Reflexos. Só temos que não fazer eles nos ver. Certo? Mas como...?” Celeritate distribui socos no estômago do seu reflexo, que lhe dá um chute nas costelas. O garoto cai no chão. “O que fazemos com espelhos...? Quebramos.”

–CADÊ O PÉ-DE-CHUMBO? –Íris indaga para os colegas.

–O DESGRAÇADO FUGIU? – Lenz pergunta enquanto desvia de uma mordida.

–SE EU CONSEGUIR SAIR DAQUI, EU VOU MATÁ-LO. – diz a garota.

Enquanto isso, o reflexo de Pé-de-Chumbo parecia desorientado, sem sua matriz. Ele foi rápido demais até para seu reflexo...

De repente, o som de mais um espelho se ouviu na sala.

Era o reflexo de Celeritate se partindo em um milhão de pedaços.

Os três heróis pararam, assim como seus reflexos.

–Como ele conseguiu? – pergunta FahrenKelvin, boquiaberto. Aproveitando o momento de distração, os reflexos voltaram a atacar.

Sem o seu inimigo, Pé-de-Chumbo ajuda FahrenKelvin a “quebrar” seu outro eu.

FahrenKelvin ajuda a Lenz, e Pé-de-Chumbo a Íris.

Com milhares de pedacinhos de espelho quebrados na sala, os jovens caem no chão, exautos.

–Isso foi incrível, Celeritate! INCRÍVEL! – exclama Íris com certo brilho nos olhos.

–A pergunta é: como? – indaga Lenz.

–A minha mãe... já conseguiu ser tão rápida que nem o espelho conseguiu a seguir.

–Mas para isso ela teria que... – começa FahrenKelvin, ainda atordoado.

–Atingir a velocidade da luz. – Celeritate afirma.

–E você conseguiu? – Íris pergunta, pasma.

Celeritate sorri.

–Consegui.

–Estamos orgulhosos, Pé-de-Chumbo. Sem você, não conseguiríamos vencer aqueles desgraçados. – diz FahrenKelvin.

–IDIOTAS! – a mulher-mosaico aparece novamente, e sua voz sedutora e bela agora parecia estridente e demoníaca.

Ela estava aos pedaços, como se cães tivessem a atacado e arrancado vários pedaços de seu corpo.

–COMO VOCÊS FIZERAM ISSO? EU SOU INVENCÍVEL! EU SOU SPECULUM!

FahrenKelvin se levanta, ficando frente a frente com a mulher.

–Fica fria aí. – o herói a congela totalmente, a transformando numa pedra de gelo aterrorizante. –E então, quem quer fazer as honras?

Todos sorriem e Íris levanta a mão.

–Eu mereço isso. Aquele reflexo destruiu todo o meu penteado.

FahrenKelvin dá espaço a garota, que reúne todas suas forças e quebra a pedra de gelo em vários pedaços.

–Que tal derretê-la para termos certeza eu isso não vai se regenerar? – pergunta Lenz.

–Ta com medo, Lenz? – Pé-de-Chumbo pergunta, ainda deitado no chão.

–Se eu tiver que lutar comigo de novo, eu não aguento. Esmurrar um rosto tão bonito dá dó.

Todos riem, e após FahrenKelvin derreter os pedaços de gelos que sobraram da supervilã, eles vão embora do Monte Everest, pegando carona de novo no trenó. A descida foi ainda mais aterrorizante do que a subida...

–Bom... isso foi intenso. –Pé-de-Chumbo murmura para os amigos, já dentro do carro na ida para casa.

–É. E isso foi só o nosso primeiro desafio. – FahrenKelvin diz, com certa animação.

–Nós temos que ter um ritual para quando acabarmos com um vilão. – Diz Íris, mexendo no celular.

–Que tal comermos pizza até se estufar?

–Isso é a ideia mais... – começa Celeritate. – Incrivelmente legal que eu já ouvi!

Os jovens gargalhavam e vão para casa, com sentimento de dever cumprido e com orgulho do que fizeram.

Notas finais
obrigada por acompanhar até aqui! O que achou da história? deixe sua opnião :D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!