Os Guardiões e o Quebra Cabeças Milenar
1 Capítulo 1 - Luna
Notas iniciais
Oi gente. Esta foi a primeira FIC que escrevi lá em 2002. Ela estava guardada no meu HD por muito tempo e agora resolvi jogar ela no mundo. Espero que curtam.
Um quarto escuro, sem janelas, iluminado apenas pela fraca luz de duas velas acesas ao fundo. Haviam móveis antigos e empoeirados, como se estivessem ali sem ter contato com um espanador à anos, e muitos quadros de diversos pintores famosos entre os bruxos, Leonardo Das Vinte Sereias, Ludovic Van Gogh, Monet Wiz Ard'Crafth, Pablo Animago Picasso, Auror Dali, entre muitos outros nomes. Eram imagens de bruxos e bruxas aristocratas, o que dava para perceber devido às suas roupas e posturas e também pela maneira como olhavam pra Anne e sussurravam. Também haviam paisagens, imagens de castelos e mansões.
—Isso deve valer uma fortuna!- Exclamou Anne, ainda sem entender o que estava fazendo ali, ou mesmo como havia chegado àquele local.Ela continuou a andar pelo quarto. Estava um pouco assustada com o que estava vendo. Enquanto olhava os últimos quadros da parede algo lhe chamou a atenção, uma pintura diferente que ao contrário dos quadros bruxos normais, não se movia, não estava sussurando, nem mesmo piscava os olhos, estava totalmente imóvel. Anne quis saber quem era o autor, mas constatou que o quadro não tinha assinatura. ”Quem teria pintado este quadro? Ao que parece este é muito mais antigo que os outros! Por que está tão parado?”- Anne se perguntava, ainda sem compreender a pintura a sua frente.Era o quadro uma garota com aproximadamente 15 anos, longos cabelos cor de mel, olhos castanhos, rosto magro e com roupas bruxas aparentemente do século passado.—Mas essa sou eu!!! — Gritou Anne, que um segundo depois de gritar, calou-se e olhou em volta. Ela não entendia ao certo como sabia, mas tinha a certeza de que aquele não era o local ideal para se gritar. E estava certa, logo após se calar começou a ouvir vozes baixas, mas com a entonação de gritos agudos, como se estivessem ecoando de muito longe. Olhou em volta e o cômodo continuava vazio, contendo apenas as pinturas e os móveis, talvez alguns ratos, mas a única pessoa ali era Anne. Eram as vozes de, no mínimo,cinco pessoas falando ao mesmo tempo, mas não em coro. Apesar de parecer estarem falando a mesma coisa, cada um dizia algo diferente."O Quadrum, você precisa da Luna para o..." — dizia uma. "Pegue a Luna, pegue". — dizia outro, "Anne , Anne, a Luna..." — repetia constantemente uma terceira voz,"Pegue-a", exclamava uma voz feminina.“Onde estarão todas essas pessoas?” — Desnorteada Anne olhava em volta na esperança de ver alguma coisa, alguém. Foi neste instante que ela reparou em algo, além da falta de janelas, o cômodo aparentava também não ter portas. “Como entrei aqui?” — pensava a garota, mas neste momento sua maior preocupação não era como chegou a este local, nem mesmo como sairia de lá. Ela estava mesmo concentrada nas vozes, que agora estavam repetindo seu nome.Anne, Anne... A Luna, pegue, você precisa pegá-la..., Anne, Anne...—Quem está aí? Como sabem o meu nome? O que é esta Luna? — Gritava Anne em todas as direções na esperança de entender o que estava se passando, mas nada de respostas. As vozes continuaram como antes.Anne, Anne!!! Ela te pertence, pegue-a. A Luna.Ela se voltou para as pinturas, perguntando de uma a uma o que estava acontecendo, mas estas continuavam a ignorá-la, entretidas em seus sussurros . Anne se aproximou do quadro parado, ela sabia que se nenhum dos quadros normais respondeu, este não responderia tampouco, mas mesmo assim ela tinha que tentar, não sabia onde estava, haviam vozes repetindo seu nome e falando desta tal Luna, não haviam mais alternativas e algo dentro dela dizia que este quadro poderia lhe explicar muito. Ao se aproximar, notou que a garota da pintura usava um bracelete, de um modelo que nunca tinha visto antes, parecia ser de uma mistura de metais, Prata, Ouro e Bronze. Sua forma era demasiado simples, imitando uma meia lua, mas aquilo pareceu extremamente enigmático para Anne. As vozes aumentaram, como se uma multidão estivesse gritando ao longe.A Luna, a Luna... Pegue-a... Você precisa pegá-la...Como que em um instinto involuntário, ela esticou seu braço para tocar o bracelete da pintura. Ela não queria realmente tocar aquilo, mas neste momento seu corpo não a obedecia mais, era involuntário e incontrolável, e no fundo estava tão curiosa para saber o que estava acontecendo que achava bom tocar esta pintura se isso fosse explicar alguma coisa.Anne... Pegue a Luna... Anne... Anne...Quanto mais sua mão se aproximava, mais real ficava a imagem do bracelete, cada vez mais nítida, cada vez mais real, nem parecia mais uma pintura, era como se a jóia estivesse realmente ali brilhando. Anne se sentia em um transe do qual não conseguia sair. Sua mão agora estava a poucos centímetros de tocar a jóia, a ansiedade pelo que iria acontecer crescia dentro de Anne, sentia como se a jóia fosse parte dela. Neste momento, o quarto se tornou mais escuro do que estava antes, as vozes ao fundo ficavam cada vez mais fortes e tudo o que importava era pegar o bracelete. Ela abriu sua mão para pegar a jóia, mal conseguia respirar, precisava pegar a jóia, precisava...
—ANNE!!! ANNE!!! VOCÊ VAI SE ATRASAR!!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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