Os Guardiões: A Humanidade e a Natureza
9 Um olhar na escuridão
Notas iniciais
– Como você é linda, vou cuidar de você, não se preocupe Esme, vai fica tudo bem, vamos protegê-la e quem sabe encontra uma ótima família para amá-la, cuidá-la, ensiná-la as coisas boas da vida, de ter uma família pra passear nos finais de semanas, para contar histórias, dar uns belos puxões de orelhas quando fizer algo errado, um lar, com muito amor e carinho, amigos de montão e levando a vida na pura diversão. (Sorrir e beija a testa do bebê que sorrir) – Bom enquanto isso não chega, você vai ter um lar rodeado de crianças de todas as idades e tamanhos, é minha linda, no orfanato Anjos sem asas, você será bem recebida e cuidada por todos, Lá tem plantas, árvores, flores, uma horta que nos mesmo plantamos e colhemos, animais, tem muitos animais, moramos no campo em uma linda fazenda para ter espaços para criar tudo que temos, um jardim lindo, acredito que você vai gosta, ah me lembrei tem a videoteca, brinquedoteca biblioteca com muitos livros, sala de informativa, parquinho o famoso playground como dizem as crianças (Olha para Esme que brinca com seu terço e sorrir) Você vai gosta, vai sim, já to até vendo você correndo por toda parte do orfanato. (Sorrir, entra no carro a caminho do orfanato Anjos sem asas)
Começou a chover bem forte, Trindade corre entra no carro, o taxista liga o motor e segue o percurso para orfanato Anjos sem asas, e cada vez mais aumenta a chuva, a entrada do orfanato aparece bem grande, o porteiro abre a porta que automaticamente vai se abrindo lentamente, seu Nico olha e acena para madre e novamente aperta o botão para o portão se fechar. A chuva começa se acalmar, Trindade desce do táxi, Irmã Jacinta corre com o guarda chuva e pega a bolsa e Irmã Marisol paga o taxista que se despede das freiras e sai devagar para não estraga a grama do jardim da frente, acena novamente e vai para cidade continuar sua corrida, as irmãs olham a pequenina e todas pulam de alegria, a chega de Esme no orfanato foi bem aceito por todos que comemoram com muita música e alegria.
MESES DEPOIS...
Tudo esta em harmonia, a cidade Aires e seu povo, todos em perfeita sincronia até os pássaros estão dançando no mesmo ritmo, com a mesma pegada mais tem alguém que já começou a aprontar...
– Pega a bola, gordinho vai! (Diz Kendrew zoando com Luidhy)
Luidhy bobinho obedece e vai pega a bola, todos rir de sua cara, ele entristecido entrega a bola para Kendrew que continua a zoar com sua cara.
– Muito bem, gordinho, mas quero que você fique ali, sabe vamos brincar de queimada e você é o primeiro a que quero acerta... (Da risada)
– Para de zoar com Luidhy, ou você vai ver só o que vou fazer com você (Diz Jason furioso)
– Vai fazer o que? Acha que tenho medo de você? Só por que é o filho do rei, acha que pode me fazer alguma coisa? (Diz Kendrew partindo pra cima de Jason furioso)
Todos gritam e Luidhy chorar
Briga, briga, briga!
– Parem com isso, por favor? Não briguem por minha causa... (Diz Luidhy chorando)
– Cale a boca gordinho, não se mete ou vai sobra pra você (Diz Kendrew furioso)
– Já disse não fale assim com ele, ele tem nome é Luidhy (Diz Jason super bravo)
– Falo do jeito que eu quiser (Respondeu Kendrew)
– Sabe você é um idiota que acha que as garotas vão olhar pra você só por que maltrata uma pessoa com peso acima do seu, mas você se engana, pois ninguém gosta de pessoas que maltrata seus semelhantes. (Diz Jason com ar de diferença)
Kendrew se recua e diz seriamente:
– Você vai se arrepender de ter nascido.
– Não mesmo, pois eu vou governar essa cidade e Luidhy será meu braço direito. (Diz Jason com superioridade)
– Sério, você ta falando sério Jason (Diz Luidhy surpreso)
– Si estou (Jason afirma)
Esme de longe observa a briga dos garotos, encantada com a atitude bonita de Jason, madre superiora chama a menina, que sai de trás da carroça e vai ao encontra da madre.
– Esme, vem me ajuda, minha menina!
– Tudo bem, mama! Tô indo (Diz Esme indo ao encontro da madre Trindade)
Uma criança solitária, vazia, sem amigos é Esme que sempre esta distante de todos e de tudo, seu olhar vago, triste, a procura de alguém talvez, é apenas um olhar que esta se perdendo na escuridão e crescendo por dentro de si a vontade de se vingar e de destruir todos que atravessar em seu frente, pois talvez seja essa a missão de Esme ou não. Esme ajuda a Madre a carregar as sacolas, coloca no porta mala, olha para as outras crianças brincando com seus amigos, família, olha para madre é pergunta:
– Mama por quê? (Trava antes de termina a pergunta, respira fundo e pergunta) – Por que não tenho mãe como as outras crianças, minha mãe não me quer por que sou diferente das outras crianças?
– Esme, minha pequena estrelinha,sua mãe é uma heroína que salvou a sua vida, que descansa em paz sabendo que sua filha esta bem com saúde, e mais é muito inteligente, pode ter certeza princesa você é especial, maravilhosa e é igual as outras crianças sim, e eu tenho muito orgulho de você. (Sorrir abraçando bem forte, Esme sorrir timidamente, e questiona novamente)
– Mama, por que ninguém quer me adotar então? Por que sou morena, tenho os castanhos cor de mel, sou baixa, magra demais, ou... (Trindade não deixa Esme termina a pergunta e responde)
– Esme, tire essas coisas de sua cabeça, ainda não encontramos a família perfeita ao seu perfil porem quando achamos você pronta (Olha bem brava, mas sorrir em seguida) – Não sei seriamente o que eu faço com você, a única coisa que sei é que me apeguei muito em você, filhinha. (Abraça bem forte)
– Então me adota, e seremos eu e você Trindade pra sempre. (Diz Esme carinhosamente)
– Você já é minha filhinha de coração, mas não posso Esme sou a madre superiora do orfanato e não posso dar atenção apenas pra você, mas prometo que onde você estiver vou visitá-la, nunca vou te deixa, sempre que precisa é só me chama, que eu vou onde você estiver , eu vou... (Diz Trindade, abraçando bem forte Esme)
Esme sem reação, sem palavras, tenta ser forte pra não chora, mas sabe que as coisas vão muda e que vai ter que se cuida sozinha. Trindade percebe a tristeza de Esme e sabe que terá que contar toda a verdade. As duas entra no carro e vão para o orfanato, chegando as outras crianças correm para abraça Trindade, Esme se afasta e fica olhando de longe, Trindade chama para ela fica perto, mas com a cabeça dizendo não, se afasta mais um pouco, irmã Jacinta se aproxima pega na mão de Esme e leva até próximo de todos e diz:
– Somos uma família, e todos os membros têm que esta assim juntinhos (Diz Jacinta, abraçando Esme e todos faz o mesmo gesto)
Esme se sente incomodada, tenta não demonstra seu desconforto e novamente sai de fininho e vai para perto da janela, e fica admirando a paisagem de fora e olha novamente para todo mundo que estão felizes, contando as novidades. Trindade chama a irmã Jacinta e pede para marca uma reunião com todas as irmãs urgente.
– Irmã Jacinta quero que reúna as outras irmãs que participou do resgate de Esme para uma conversa objetiva e clara agora. (Diz Madre Trindade que vai direto pra sua sala e diz) – Estou aguardando.
– Sim, senhora madre superiora Trindade, estou indo chamá-las agora mesmo. (Diz Jacinta se retirando imediatamente do salão)
Trindade olha novamente Esme e percebe que a pequena não esta feliz e esta se deixando leva pela tristeza, Esme percebe e olha seriamente para Trindade, da um sorriso tímido, mas sem muda sua expressão séria, volta a olhar para fora tentando encontra sua amiga imaginaria, e logo sai da janela, vai para biblioteca ler um bom livro (A menina que roubava livros — The Book Thief é um drama do escritor australiano Markus Zusak, publicado em 2005 pela editora Picador. No Brasil e em Portugal, foi lançado pela Intrínseca e a Presença, respectivamente. Publicado em: 2005 Autor: Markus Zusak Adaptação: A Menina Que Roubava Livros (2013) Personagens: Liesel Meminger, Rudy Steiner, Max Vandenburg, Hans Hubermann, Rosa Hubermann Gêneros: Ficção, Ficção juvenil, Romance, Ficção histórica Prêmio: National Jewish Book Award para Literatura Infantojuvenil e Young Adults vale apena lê), Esme viaja nas leituras consegue ir muito além em todos que lê, sabe usar sua imaginação e consegui dribla sua tristeza e encontra consolo no seu mundo de imaginação e fantasia.
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