Notas iniciais
Podemos retratar o mundo em nossa volta com esse olhar mais dinâmico em relação a essa comunhão dos quatro elementos com o homem e o ser vivo.

Mesmo estando distante de todos Esme consegue entender as coisas que acontece, pois sua inteligência é algo que adquirir praticando leitura, escrevendo, fazendo as coisas do seu jeito simples de viver. Irmã Jacinta reúne todas as irmãs conforme a madre superiora pediu, Irmã Jacinta bate na porta e Madre Trindade responde:

– Entram, já estou esperando vocês, vamos pra sala de reunião, La tem mais espaços e podemos conversa sobre um assunto delicado, mas importante pra todas nós (Diz Trindade seriamente)

– Tô com medo, será que ela descobriu que eu dormir na missa inteira (Diz Soledade)

– Acho que não, Soledade. Mas que feio (Resmunga irmã Inês)

– Meninas quietas vamos pra sala de reunião em silencio! (Diz Irmã Mercedes fazendo sinal)

Entrando na sala todas se sentam à mesa, Trindade pega algumas folhas e principalmente a bolsa que pertence a Esme e diz seriamente:

– Convoquei essa pequena reunião pra falar sobre Esme, nós todas sabemos de sua historia, da mulher que foi ao nosso encontro pedir ajuda e da criança que hoje esta aqui presente em nossas vidas trazendo alegria, mas Esme esta crescendo, tem curiosidade sobre si, sua mãe, quer conhecer seu passado e não podemos esconder a verdade dela pra sempre (Irmã Jacinta interromper e diz)

– Mas madre superiora é melhor Esme não saber a verdade, ela esta bem, feliz e vamos arranjar uma família ao perfil de dela e vai fica tudo bem (Tentando esconde os fatos)

– Não concordo, acho que Esme merece conhecer sim, seu passado, sua mãe e temos o que a mãe dela pediu pra guarda, Madre contamos a verdade pra ela e entregamos logo as coisas que pertence a ela e ela vai decidir o que fazer. (Diz Irmã Sebastiana bem seria)

– Aprovo que a verdade seja dita, vai ajuda Esme e quem sabe trazer ela pra mais próximo de todos nós, ela é tão estranha e sempre sozinha, distante... Não sei mais o que inventar pra trazer Esme pra perto das outras crianças (Diz Irmã Mercedes)

– Irmãs Soledade, Marisol, Inês e Socorro de suas opiniões queremos ouvi-las também. (Diz Madre Trindade)

– Bom, concordo com a irmã Mercede, Esme precisa de sua verdadeira identidade para pode aceitar seu próximo. (Diz Soledade timidamente)

– Também concordo, por que cedo ou tarde Esme vai descobrir a verdade e vai querer saber por que não contamos antes pra ela, vai fica chateada com todas nós, então é melhor a verdade que seja dita e entregue seus pertence, pois como a irmã Sebastiana, Esme decidira o que deve fazer com a bolsa e todas as informações que esta dentro. (Diz irmã Marisol)

– As irmãs já disseram tudo, eu apenas concordo com as irmãs Marisol, Soledade, Mercede e Sebastiana, pois todo mundo tem direito de saber sua origem, não importa se é boa ou ruim é sempre bom sabe de onde veio, quem foi a pessoa que a colocou no mundo, lembranças por mais que sejam doloridas recorda, mas é sempre bom relembrar (Diz irmã Inês com os olhos cheio de lagrimas)

– E isso ai, então madre superiora, como vai ser, contaremos todas juntas ou você conta pra Esme particularmente (Diz Irmã Socorro super curiosa)

– Então contaremos a verdade, nada mais que a verdade para Esme, todas Juntas e assim todas mais uma vez participa da vida e da história de Esme, tudo bem meninas (Diz Trindade Sorrindo e todas respondem)

– Sim (Felizes e aliviadas)

– Então quem vai chama Esme? (Diz irmã Soledade)

– AHHHHHHH! (Pensativa) – Não sendo eu tá bom (Diz Irmã Marisol se escondendo a trás da irmã Inês)

Trindade olha então e diz:

– Vou chamá-la então se preparem por que a conversa vai ser um pouco longa (Diz Trindade seriamente)

Trindade sai da sala, e vai até o salão e perguntas para as crianças:

– Vocês viram Esme por aqui?

– Não (Responde Vinicius que sai pra brinca com outros coleguinhas)

– Bom acredito, que a estranha deve esta no jardim ou na biblioteca, é em um desses lugares que ela se esconde (Diz Larissa)

– Larissa já disse pra não tratar a Esme assim, vocês podem ser grandes amigas no futuro (Diz Trindade seriamente)

– Ta Trini, já entende, que Esme é sua favorita, mas nunca vou ser amiga dela, pois não gosto nem um pouquinho da nogentinha (Sai com o nariz a rebitado e Trindade observa a dana da Larissa)

– Essa Larissa, sempre implicante com Esme, não entendo por que dessa implicância toda! Bom deixa eu ir a trás de Esme. Vou primeiro na biblioteca (Diz Trindade seguindo pra direção da biblioteca)

Chegando na biblioteca observa pelo Vidro, e Esme que esta brincando sozinha na biblioteca, bate na porta, Esme se assusta e rapidamente pega de volta o livro que estava lendo, e coloca de volta na prateleira e Trindade Sorrir e diz:

– Esme vem comigo, precisamos conversar. (Diz carinhosamente)

– O que eu fiz Trini? (Diz seriamente e tensa)

– Nada de errado minha criança, nada de errado (Sorrir e abraça Esme)

– Então foi a diretora do colégio que reclamou de mim sobre não querer fazer trabalho em grupo ou coisa do gênero. (Diz Esme tentando descobrir o assunto da conversa)

– Esme me acompanhe e já, já saberá do que se trata tá bom! (Diz Trindade Olhando dentro dos olhos de Esme que tenta disfarça, lançando seu olhar para os lados e diz)

– Tá bom, vamos! (Diz serena e desconfiada)

Esme acompanha a Trindade até a sala de reunião onde vê as irmãs todas reunida e olhando para ela, como se fosse o centro das atenções e fica tímida, olha para Trindade e diz:

– Vocês estão me olhando por quê? Eu sei que não sou uma garota normal, mas eu tento, e juro que tento (sua reação assustada e intimidadora tentando se esconde atrás de Trindade)

– Esme, sabe por que estamos todas reunidas aqui, nessa sala, frente a frente com você (Diz Irmã Mercedes)

– Não! (Com a voz tímida)

– Estamos aqui por sua causa, pois temos algo que te pertence, que decidimos te entrega, mas antes conversar um pouco com você. (Diz irmã Soledade)

– Estou curiosa, me conta estou pronta pra ouvir (Diz Esme super ansiosa, até aparece outra, pois sua expressão facial mudou totalmente e alegria brilhou em seu olhar)

– Bom, passamos a bola para Trindade (Diz Irmã Mercedes)

Trindade olha seriamente para as irmãs, Esme olha super curiosa e rindo da reação de todas, Trindade fala:

– Bom Esme, sente que a história, ou melhor, nossa conversa e longa... (Diz Trindade Séria, Esme senta e olha seriamente)

– Por onde começa (Diz Trindade tentando acha a forma correta de conta e se expressa)

– Do começo Madre, sempre se começa do começo. (Diz Jacinta séria e despojada, Esme rir)

– Tudo bem, vamos lá. Esme quando te vê pela primeira vez foi intenso, pois uma jovem bonita, desesperada, machuca apareceu do meio do nada, pedindo ajuda, preocupada com sua filhinha (Trindade para de falar e chora Esme sem entender nada pergunta)

– Esse bebê era eu, era minha mãe?

– Sim, Esme era sua mãe que me levou ao seu encontro, me mostrou a bolsa e quando a encontrei e peguei você no colo e a bolsa, ela tinha sumido e foi quando escutei um gripo... (Irmã Socorro interrompe Trindade e pedi para continuar...)

– Posso... (Trindade balança a cabeça dizendo que sim, limpando as lagrimas do seu olhar, Esme olha em direção a Irmã Socorro)

– Bom, Esme eu e todos as minhas companheiras nos organizamos, cada uma fez a sua parte, participamos de tudo, mas eu decidir ir atrás da Trindade estava demorando, entrei na mata e fui a procura da Madre, indo próxima a cachoeira,observei uma moça caída no chão, perto demais da beira do rio, decidir ir até ela e pergunta se precisa de ajuda, chamei a moça não respondia, então me aproximei e levei um susto era, a jovem que no começo apareceu do nada pedindo ajuda, estava morta (Chora ao lembrar da cena) –Trindade chegou com o bebê e a bolsa, eu estava sem reação... Desculpas, não posso continuar (Chora sem parar)

– Foi então que chegamos nós com a policia, o soldado Pacheco foi o que acompanhou e vez a retirada do corpo, todas nós ficamos em choque por que sua mãe estava viva e de repente encontramos morta, é inexplicável, o delegado Nonato fez a investigação que infelizmente foi arquivado como arquivo morto, sem provas ou culpas para prender.

Esme chorar e em sua mente vem um pensamento: — Você deve se vingar Esme, das pessoas que matou a sua mãe. As lagrimas são automática e todas choram juntas e Trindade pega a bola de volta e diz:

– Esme quero que saiba que todas nós te amamos muito e que por isso decidimos contar juntas a verdade sobre como você veio para aqui no orfanato. Temos encontrar familiares mais próximos, mas sem sucesso. Fiquei no hospital aguardando sua recuperação, acompanhei as investigações que infelizmente foi arquivado como arquivo morto pois os culpados fugiram sem deixa rastros,pistas, provas, mas o mais importante que tudo que sua mãe deixo tá aqui dentro dessa bolsa que pertence a você (Pega a bolsa e entrega para Esme que olha seriamente, sem reação, pega a bolsa e segura firmamento) – É seu e é tudo que sobrou de sua mãe, tudo que temos para entrega para você. E se você quiser visitar o túmulo de sua mãe podemos te levar, qualquer uma de nós é só pedi que te levaremos, tudo bem! (Diz Trindade segurando firme a mão de Esme que diz)

– Obrigado, de verdade obrigado por me contar a verdade, agora sei que minha mãezinha nunca me abandonou com disse Larissa e que me deixou suas memórias e recordações aqui dentro dessa bolsa, eu prometo que nunca vou decepcionar vocês.

Notas finais
Bom, mas um capítulo e sabe qual é a moral: Sempre fale a verdade, nada mais que a verdade pode doer na hora, mas pelo menos você esta sendo honesta (O) consigo mesmo e com as pessoas a sua volta.