Os Garotos da Liberdade

12 11 – Aqueles que Cuidam de Nós


Notas iniciais
Ufa... Finalmente conseguir um tempo livre para esse cap! Espero que gostem! Tenham uma Boa Leitura!

Alguém, em um topo de uma colina próxima da cidade de Soleanna, observava os céus se abrirem novamente após a tremenda batalha entre Touma contra Accelerator. Estava abismado com o que acabava de presenciar, embora não deixava seu rosto muito nítido já que usava uma jaqueta de couro marrom envelhecido com um capuz que cobria quase toda sua cabeça, exceto pela boca pra baixo e os olhos que estavam à amostra. Trajando uma calça jeens e as mãos no bolso, estava mais preocupado com a chegada de seu “colega” do que o fenômeno mais recente.

— Essa cidade realmente está cheia de talentos.

Disse uma criatura sobrevoando no local até aterrissar. Essa criatura era a mesma que tinha assustado Salsicha e Scooby assim que tinham chegado em Soleanna.

— Você conseguiu, Ryuuk? – Pergunta o rapaz com o rosto escondido sobre o capuz.

— Aqui vai uma curiosidade... – O mostrengo chamado Ryuuk iniciou, se aconchegando no chão de maneira desleixada ao se deitar em uma pose de capa de revista. – Os Shinigamis, que sou eu, por algum motivo desconhecido da humanidade, ou por falta de criatividade do próprio autor dessa fanfic mesmo, não conseguimos nos aproximar das esmeraldas do caos devido ao seu poder não condizer com a gente. Agora porque disso eu não sei. – Finalizou enquanto fazia varias coisas vulgares como uma coçadinha aqui, uma limpada nos dentes ali, ainda bem que a pessoa de capuz estava de costas para ele desde a sua chegada.

— Pelo menos você conseguiu a localização da Rosa Negra? – Perguntou, sem fazer a menor questão de olhar para trás. Ryuuk se despreguiça bocejando bem alto antes de levantar e prosseguir.

— Não só da Rosa Negra, como também por sorte encontrei outra esmeralda do caos... na posse da princesa de Soleanna. O único porém é que alguns garotos tomaram conhecimento, mas acredito que não será tão difícil pra você.

— Garotos? – Pergunta o de capuz não esperando por essa.

— Siiim... Eles se intitulam... Os Garotos da Liberdade.

— Os garotos da... Isso muda tudo. Terei que me interferir de outra maneira. E quanto a você... – Uma maça escorrega até a mão do rapaz misterioso e joga pra Ryuuk, e o outro pega como se sua vida depende-se disso. – Vai me ajudar com isso também. – Finalizou enquanto seu Shinigami dava uma abocanhada na maçã, devido estar morrendo de fome.

— Você é quem manda... Kira.

Enquanto isso, na casa de Compa...

— Cara... que estresse. – Suspira Aeso sentando no sofá da sala rosada de Compa, sem nenhum tipo de ataduras em seu corpo mais, após ter contado sua história para a garota.

— Minha nossa! E eles estão bem? – Pergunta Compa se referindo a Touma, Misaka e o resto de seus amigos que ficaram para encarar Accelerator.

— Tão sim! Acabei de receber uma mensagem do Quin. Agora tá tudo tranquilo com eles. – Responde Aeso pegando seu celular e mostrando para a garota a mensagem seguida de uma selfie dos garotos no local (menos Accelerator) com Touma deitado sua cabeça na Misaka mais ao longe, porém em destaque.

— Aaaaai que bom! Outro final feliz! – Comemora Compa meigamente animada e Aeso é obrigado a concordar, até que sente a presença de mais alguém.

— Ué? Quem é aquela garotinha ali? – Perguntou o garoto assim que olhou pro lado e encontra Hinami tímida tentando se esconder atrás da porta que ligava um quarto de baixo da casa e a sala de visitas.

— Ah, essa é a Hinaminha. Ela acabou de perder seus pais. Agora eu estou cuidando dela por enquanto. Pode vir Hinamisinha. O Aeso é um amigo da Compa. – Dizia Compa amiga com a pequena. Quando Aeso resolve ir lá falar com ela, Compa já ia segui-lo, mas o telefone de sua casa toca e a garota dá um leve susto preocupada e corre logo para atender.

— Heei bichinha... Não tenha medo. O Aeso aqui é amigo. E também tem alguém que quer te conhecer, peraí.

Aeso falava com jeitinho com a Hinami. Ela parecia estar incomodada na presença de estranhos. Mas confiava na Compa. E com um pouquinho de coragem que tinha, finalmente saiu atrás da porta para cumprimentar Aeso.

— Olá. Meu nome é Hinami. – Se apresentou a garotinha.

— Olá Hinalinda! O meu nome é Aeso. E quero te apresentar... O SENHOR MÃOZINHA...!

Aeso tinha desenhado um olho no lado do seu punho serrado e abria só um pouquinho para dizer que ele falava, transformando sua mão num rosto.

— “Olá Hinalinda! O Meu nome é Mãozinha! Mas pode me chamar de Senhor Mãozinha!” – Aeso disfarçou a voz e imitou a carinha na mão de um jeito engraçado, fazendo a garotinha gargalhar de felicidade. Na mesma hora Compa desliga o telefone e se dirige até os dois.

— Hinamisinha... Você gostaria de sair comigo? Tem uma coisinha boa te esperando lá no hospital onde eu trabalho. – Convida Compa na esperança de convencer a garotinha.

— Vamos! Eu adoraria passear com você, mana! – Aceitou Hinami com um sorriso radiante.

— Está bem! Só pegue suas coisas e aí podemos ir, sim?

— Claro! Não demoro. Me espera aí! – Falou Hinami infantil retornando para seu quarto para arrumar suas coisas.

Só de lembrar do motivo de Hinami estar aí já trazia um olhar triste para Compa. E Aeso percebendo isso, reforça:

— A tristeza de perder quem nós amamos é imensa. Hinami vai precisar de todo o amor possível para eliminar essa tristeza dela. – Falou Aeso com uma compostura séria, mas com pena da pequena Hinami.

— É... E eu farei de tudo para fazer a Hinamisinha feliz! – Falou Compa decidida.

— Bom... É melhor eu ir. Hinami! Seja obediente com sua irmã Compa, ouviu? O Aeso já vai embora! Outro dia eu te visito, tá bem? – Dizia Aeso antes de ir, mas sem antes se despedir da garotinha acenando para ela a medida que colocava seu pé para fora da casa e se distanciava.

— Tááá! – Respondeu a garotinha de dentro do quarto ainda arrumando suas coisas.

— Vamos Hinami? – Compa coloca sua cabeça de lado na porta do quarto da garota chamando por ela.

— Agora sim, estou prontinha! Vamos! – Anunciou Hinami colocando seu chapeuzinho após guardar todas as suas coisas na mochila. As duas dão as mãos e se dirigem até o hospital.

Enquanto isso...

Após toda a confusão, Rony e Rafa dava uma de guia para Aang e apresentava algumas parte da cidade até a cabana dos garotos da liberdade, enquanto Ichigo, Touma, Misaka Quin e Kabeyama haviam se separado do trio devido ao recente ocorrido.

— E aqui é onde você literalmente pode ficar a vontade. Essa é a cabana dos famosos Garotos da Liberdade. Por fora parece um caco, mas por dentro...

Apresentava Rony fazendo os olhos do Avatar Aang ficarem deslumbrados com o local no lado de fora. Mas o ruivo se auto-interrompeu quando tentava girar a maçaneta, mas não conseguia abrir.

— Mas por dentro... – Rony tentava girar novamente a maçaneta, mas novamente não abria. – Por dentro. Por dentro! POR DENTRO!!!!! – Rony coloca os dois pés na porta e se esforçava o máximo para abri, mas não adiantava. Estava completamente trancada. Tão bem trancada que, após tanto penar, Rony cai no chão e uma pequena abertura se abre na parte de cima da porta, revelando um par de olhos de alguém.

— “Quens ousa perturbar o nosso recinto sagrado?” – Pela voz parecia ser do Joey disfarçada de algum ancião potente.

— Somos nós, Joey. – Falou Rafa não fazendo idéia do porque o Joey agir assim.

— Qual é a senha?

— Senha?! Que senha?! Nunca teve senha, tá maluco?! Anda logo, abre isso aí! – Protesta Rony mais que confuso com a atitude do companheiro.

— Nunca teve? Peraí.

Joey fecha a abertura, ouvem-se barulhinhos de botões de celular atrás da porta e um segundo depois o celular de Rafa recebe uma mensagem, fazendo o garoto bufar casado disso.

— Qual é a senha? – Joey retorna a abrir o compartimento da porta e pergunta novamente após ter enviado a tal senha pro Rafa.

— Bafo de Bode. – Respondeu Rafa sem a menor vontade de participar dessa brincadeira. Mas como não tinha outra escolha, ele falou logo para acabar com isso.

— Errado.

— COMO ASSIM!? – Surtou o garoto fazendo Joey soltar o riso.

— É brincadeira! Entrem. – Admitiu Joey abrindo a porta para os três e finalmente entram na cabana. Lá dentro eles encontram Endo com Mario e Alicia acompanhados de um cachorro que nunca viram antes.

— E esse cão aí? De quem é? – Pergunta Rony estranhando a presença do cachorrinho.

— Esse é o Scooby-doo! Estamos procurando pelo dono dele. Alguns de vocês conhecem um tal de Salsicha? – Pergunta Mario para os três recém chegados.

— Salsicha? E isso é nome de gente? – Se pergunta Rony coçando a nuca, confuso.

— Salsicha... Cachorro... Cachorro quente... Comida... – Enquanto ao Rafa já estava com água na boca. Estava até babando só de lembrar da palavra comida.

— Hmmm comida... – Repetiu Scooby-doo igualmente faminto.

— Viu? Eu te disse que o Scooby faz a mesma cara de fome que o Rafa. – Alicia lembrou o Mario enquanto todos comparavam os dois agora fazendo a mesma cara de quem tá morrendo de fome.

— Haha e quem é o seu novo amigo? – Pergunta Endo amigável se referindo ao Aang.

— Ah esse aqui é o Aang. Mas não posso dizer que ele é o Avatar dominador dos quatro elementos. É segredo shiiii...! – Apresentou Rony revelando a identidade de Aang sem querer.

— RONY! – Brigou Rafa. – Era para ser um segredo...! – Murmurou serrando os dentes.

A sala inteira ficou muda pelo choque.

— ESSE AQUI É O AVATAR?!?!?!?! – Berraram quase todos em uníssono.

— Quanto barulho... Será que é pedir demais para vocês ficarem um dia sem causar tanto alvoroço?

Alguém descia as escadas do quarto trancado da cabana até a sala. Era um jovem de cabelos negros e longos, um olhar frio e uma voz sem emoção, mas demonstrava estar cansado de ouvir tanto escândalo.

Ryuunosuke! Saiu da sua sala de experiências? Você não é disso. – Brincou Joey com o garoto descendo a escada.

— Eu não sou nenhum cientista. Meu quarto só tem alguns computadores e algumas tralhas minhas. Essa casa é o único local do mundo onde eu posso agir com liberdade sem que ninguém encha minha paciência.

Dizia Ryuunosuke até deparar seu olhar com Aang. Pela careca com a seta azul já bastava para o garoto reconhecer.

— Tudo bem, como vocês conseguiram trazer o Avatar pra cá? – Se pergunta Ryuunosuke tentando imaginar todas as opções possíveis para isso, mas sem sucesso.

— Sabe como é, né... Nós só andamos com os caras. – Se gabou Rony fazendo Aang arquear sua sobrancelha, confuso.

— Olha, querer saber? Não estou nem aí. – Desistiu Ryuunosuke atravessando a sala indo embora dali. Para Joey, era raro Ryuunosuke deixar o quartinho dele e sair pra a cidade faça dia faça noite, chuva ou sol. Estranhando isso, o loiro segue o rapaz.

— Vai sair? – Pergunta Joey acompanhando Ryuu.

— Sim. – Respondeu curto e groso sem parar de andar.

— Podemos saber para onde você vai?

— Não.

— Mas nós vamos mesmo assim. – Respondeu Joey seguindo Ryuunosuke e Rony já ia junto.

— Aaaah mas não vão mesmo. Vou visitar um amigo virtual meu que se mudou recentemente pra cá. E ele não merece estar na mesma presença de vocês. Pouparei esse castigo.

Retruca Ryuunosuke abrindo a porta da cabana, até se deparar com...

— Olá Ryuu-fofo. – Cumprimenta Rita.

— Saco. O que você quer? – Reclama Ryuunosuke cansado de tanta gente aparecendo em seu caminho. O cara não pode nem sair que seus amigos já ficam falando. Por isso ele resolve voltar para sua casa só quando não tem ninguém por perto.

— Credo... Eu venho te fazer uma visitinha e é assim que você me recebe...? – Rita fingiu estar magoada só para provocar Ryuunosuke.

— Péssima hora. Estou de saída. – Ryuunosuke tentou se livrar, mas Rita não deixaria tão fácil assim.

— Tudo bem. Eu não me importo de ir com você. – Falou Rita entrelaçando seu braço no de Ryuunosuke para ficarem bem juntinhos.

— M-me solte. Não somos um casal. Porque você não age como uma pessoa normal e me dê o espaço adequado para que eu possa respirar? – Reclamava Ryuunosuke tentando demonstrar incomodado, mas não rude ao se separar de Rita, mas sem sucesso. Ela ainda insistia.

— Ah pelo menos deixa eu ir, siiim? Prometo me comportar. – Pediu Rita piscando os dois olhos fazendo charme.

Ryuunosuke dá uma longa bufada antes de responder.

— Tá bem! Vamos!

— Yeeey! – Rita comemora erguendo o punho livre para o alto enquanto os dois saiam.

Rony e Joey se entreolham pensando na mesma coisa.

— Não podemos perder isso, não é? – Fala Joey.

— Não mesmo. Bora! – Se anima Rony e os dois vãos atrás deles.

No hospital.

Compa havia recebido uma ligação do hospital dizendo que tinha que levar Hinami para o doutor responsável pelo seu tratamento. E assim que chegou lá, foi recebida pelo homem.

— Olá! Você que está cuidando dessa garotinha por um tempo? Eu me chamo Canceller Heaven, mas podem me chamar de Drº Canceller. Poderiam me acompanhar, sim? – Se apresentou o doutor demonstrando profissionalismo ao cuidado no caso de Hinami.

— Claro! Vamos Hinamisinha. – Chamou Compa. Hinami retribui a gentileza da maior com um sorriso e as duas seguem o doutor.

A medida que adentravam os corredores do hospital parecia estar escurecendo aos poucos. Aquilo assustava um pouco Hinami. Ela apertava a mão de Compa mas a irmã mais velha a reconfortava tentando deixá-la tranquila.

— Doutor... – Chamou Compa ainda seguindo o mais velho. – Não podemos ir para um local mais... alegre?

— Ah me desculpem por isso. Essa ala do hospital é bem incomum, mas nada com que possam se preocupar. Tenham minha palavra. – Dizia o doutor carismático para as duas.

De repente, enquanto andavam, a barriga de Hinami roncou bem alto. Aquilo trouxe um desconforto para a garotinha. Seu olhar demonstrava que não queria que ninguém soubesse disso, mas não sabia como evitar. Compa acabou escutando o ronco e tenta ajudar a menina.

— Senhor? Vai demorar muito? É que a Hinami está com fome. – Avisou Compa. O olhar do doutor se entretece ao saber disso. Ele resolve não falar nada. Compa e Hinami se entreolham confusas, mas a fome já estava começando a incomodar a pequena.

— Pronto, chegamos. – Anunciou o doutor parando na frente de uma porta e girando sua maçaneta.

Assim que abriu, a sala aparentava estar escura, mas era possível ver alguns lençóis cobrindo algo em algumas mesas que tinham por alí.

Hinami só bastou sentir o cheiro para saber do motivo de ter sido trazida ali. Uma lagrima ameaçava escorrer seu rostinho, mas o doutor coloca sua mão sobre o ombro da garotinha na tentativa de reconfortá-la de alguma forma.

— Não se preocupe. Tem uma mesa sem um lençol com o seu nome. Acredito ser o suficiente. – O Drº Canceller falou próximo ao ouvido dela.

— Obrigada. Po... poderia fechar a porta? – Pediu a menina tentando permanecer forte.

— Pode ir, garotinha. – Falou o doutor e ela entrou. Compa já ia atrás, mas o doutor estendeu seu braço a impedindo. – É melhor não.

— Mas porque...? – Pergunta Compa sem entender enquanto o doutor fechava a porta.

— Essa pequena teve sorte de eu ser o medico que fez seu exame. Quando se trata de casos assim, eu sou o mais capacitado. – Dizia o doutor.

—O que ela tem? – Pergunta Compa olhando para a porta confusa. E para lhe responder essa pergunta, o Drº Canceller fica de frente para ela bem sério.

— Antes de tudo preciso saber o quanto você está disposta a cuidar dela. – Falou o doutor olhando nos olhos da voluntaria.

Só com o olhar Compa demonstrou o quanto estava determinada. O Drº Canceller precisava ter certeza de que Hinami estaria em boas mãos, mas ela precisaria saber da verdade.

De que Hinami é uma Ghoul.

Enquanto isso...

Ryuunosuke e Rita, acompanhados por Joey e Rony, chegam em um enorme prédio que inaugurou recentemente no centro de Soleanna. Os dois rapazes ficaram de queixo caído, enquanto Rita parecia estar admirada.

— QUE PREDIO ENOOOOORMEEEE...! – Disseram Joey e Rony em uníssono.

— Uau! Fiquei sabendo desse prédio! Mas nunca soube o que era. Será uma espécie de shopping ou hotel? – Se perguntava Rita encantada com o tamanho do local. Vendo em terra, parecia que tocava nas nuvens.

— Olá! Finalmente pudermos nos conhecer pessoalmente. Permita-me saudá-lo adequadamente.

Um garotinho loiro vestindo uma roupa branca com detalhes azul e um óculos vermelho bem peculiar aparece atrás dos visitantes. E quando Ryuunosuke olhou para trás para ver quem era, logo seu humor muda completamente.

Marucho! Finalmente alguém de classe. Tenho que admitir que esse lugar superou minhas expectativas.

— E quem é esse anão de jardim? – Se pergunta Joey apontando para o baixinho.

— Oras! Quem você pensa que é para falar do meu amigo assim, hein? – Uma bolinha azul aparece flutuando no ombro de Marucho e revê dois pares de membros superiores e inferiores, mais uma cabeça preta com um par de olhos.

— Minha nossa! Um Bakugan que fala! – Se assusta Joey se arredando para trás alarmado. Bakugans são pequenas esferas compostas de um dos seis elementos diferentes. Mas quando entram em batalha, são revelados seres monstruosos imensos. E isso só é possível através de um jogo chamado Bakugan. E como Bakugans são uma espécie de jogos, Joey e Rony têm total conhecimento.

— É isso aí! Eu sou Preyas, o Bakugan de água! É melhor ficar com medo mesmo, porque eu sou danado! Hayahh! – A voz de Preyas soava engraçada, então não tão convincente ao tentar bancar o valentão para defender seu amigo Marucho. Ele fazia movimentos no ar como se estivesse dando golpes de karate ou algo assim.

— Nossa... Um bakugan que fala... – Rony estava tão impressionado com o Bakugan que aproxima seu olhar no “brinquedo”, mas que acaba incomodando Preyas.

— Ei, ei! Chega pra lá. Sai! – Peyas ficou tão assustado com a súbita aproximação que sem querer ele acerta bem no nariz do ruivo.

— Ai!! Meu nariz! – Gemeu de dor Rony usando as duas mãos para pegar em seu rosto. Joey fica apenas rindo do amigo por apanhar de um pequeno Bakugan. (Preyas: Quem você está chamando de pequeno, hein?!)

— Ainda não entendo como alguém tão inteligente como você é amigo de uma coisinha tão irritante? – Falou Ryuunosuke fazendo o mesmo que o Rony, com a diferença de que ele dá um leve peteleco no Bakugan quase sobrevoando pra longe, mas logo recupera o equilíbrio no ar.

— Humf! Eu reconheceria um rosto feio desses de longe. Embora eu admito, precisa de uma tela de computador para você ficar mais bonito. – Fazia birra Preyas provocando Ryuunosuke. Toda vez que Ryuunosuke e Marucho entravam em contado era somente pela web. Como Marucho morava em outra terra, foi assim que se conheceram, da mesma maneira que Preyas após um tempo.

— Como é?! – Se altera o rapaz serrando o punho pronto para bater nele, se Rita não segurasse o seu braço.

— Já eu, por outro lado, a minha beleza é notável em qualquer lugar. Ao vivo ou em 3D, não tem um ângulo meu que não seja espetacular. – Se exibia Preyas mostrando seus músculos arrancando risadas de Marucho e Rita.

— E então Ryuunosuke. Não vai me apresentar seus amigos e sua namorada? – Pergunta Marucho amigável.

— Rita, Joey e o ruivo é o Rony. E esse carrapato em forma de mulher não é minha namorada, que fique registrado. – Ryuunosuke, curto e groso novamente, e ainda faz questão de deixar claro sua relação com Rita.

— Awwwnnn! Ele me chamou de mulher...! – Porém a garota se faz apaixonada ao se esfregar no ombro de Ryuunosuke só para irritá-lo ainda mais.

— Vocês realmente fazem um belo casal. – Diz Marucho sorridente para seu amigo.

— NÃO FAZEMOS NÃO! – Rebate Ryuunosuke agora levemente corado só de pensar nessa possibilidade.

— Ora minha cara, esqueça esse mauricinho língua-solta. Uma beleza divina como a sua será apreciada como merece em um jantar a luz de velas na piscina. O que acha? – Convida Preyas jogando charme para Rita como um verdadeiro galanteador de novela.

— Não, obrigada. Ryuunosuke pode agir como um chato na maior parte do tempo, mas tem horas que ele é um fofo. – Dispensa Rita se agarrando no braço de Ryuunosuke mas uma vez.

— Bem! Podemos continuar a conversa lá dentro? Ainda preciso organizar umas coisas no meu quarto em relação a mudança. – Dizia Marucho passando pelo pessoal ao se dirigir para o enorme edifício, confundido a todos, exceto Ryuunosuke.

— Como assim? Você mora nesse shopping? – Pergunta Joey apontando para o prédio chique. Marucho estranha isso mas depois entende a situação.

— Haha aquilo não é um shopping, é só a minha humilde casa.

Rita, Rony e Joey se entreolham abismados, enquanto Ryuunosuke apenas sorria de canto, sendo o único que sabia dessa informação.

— SUA CASA!?

Em outro lugar...

Num vale onde antes foi um inteiro castelo real de todo o reino, agora só sobrava ruínas dele. E lá, dois seres celestiais se dirigiam para uma reunião.

— Hey Ângelo. Finalmente chegou. E então, já está a par de tudo? – Pergunta um jovem usando trajes grego da cor branca, parecendo lençóis, e assas angelicais nas costas, para outro anjo com roupas mas urbanas que acabava de chegar.

— Sinto muito pela demora, Pit. Acabei me perdendo nas nuvens. – Justificou Ângelo sem jeito devido ao atraso.

— Se perdeu? Não te deram um G.P.S Celestial para me localizar não? – Pergunta Pit arqueando sua sobrancelha em duvida.

— Inventaram um G.P.S. Celestial? – Ângelo responde com outra pergunta pego de surpresa pela informação.

— Todos os anjos têm um. Olha o meu. – Falou Pit mostrando seu G.P.S.C. para Ângelo.

— Que legal! Porque eu não ganhei...? – Se anima Ângelo mas murcha na mesma hora tristonho por não ter ganhado um.

— Relaxa, depois dessa missão você providencia um. Enfim. – Pit guarda o objeto de volta no bolso e inicia sua explicação. – Nosso objetivo é achar Medusa que remontou sua cabeça de novo. Mas de alguma forma ela conseguiu um esconderijo tão bom dessa vez que ninguém está conseguindo localizá-la. E tudo que sabemos é que ela pretende abater todas as Deusas Guardiães que protegem as sete terras. Embora seja meu primeiro trabalho como investigador não será difícil encontrá-la. Ela está sempre próximo de um santuário de alguma deusa. E como ultimamente Soleanna tem sido um alvo fácil para confusões, achei que seria bom começarmos aqui e... cadê suas armas?

— A-armas? Achei que seria só uma investigação. Não fui provido a guardião das deusas, só dos seres humanos. – Se justifica Ângelo preocupado por lutar completamente desarmado. Pit dá um longo suspiro ao saber disso.

— Tá bem... Eu te empresto algumas minhas. Sorte sua que tenho uma boa quantidade no meu arsenal. Vamos! – Dizia Pit batendo suas assas para o céu.

— Oba! Fui promovido! Obrigado, senhor! – Comemora o anjo loiro bem animado ao bater suas assas também para seguir Pit no ar.

Continua...

Notas finais
Fomos apresentados ao doutor de To aru Majutsu no Index e aos nossos anjos favoritos de dois universos diferentes. Um é brasileiro e o outro é do jap-! Querodizer, um é da Turma da Mônica Jovem enquanto o outro é de uma franquia de jogo (que particularmente eu não sei muito, mas gostei do arsenal do Pit e queria ver o Ângelo Trocanome com algumas coisas dele. E como nessa fanfic personagens e histórias são sem limites, achei que seria divertido haha) E ainda temos a chegada do Ryuuk. Bem feio ele, não é? Ryuuk: Feio!? Autor: Quem manda falar mal de mim dizendo que não tenho criatividade? Ryuuki: Eu falo mermo! Autor: Queto! Tenho uma borracha e não tenho medo de usa-la! O que será que ele vai aprontar? E o que esse tal de Kira pretende? Não percam os próximo capítulos! Fiquem com Deus e Até a Próxima!