Os Filhos Dos Três Grandes
7 Uma história um tanto trágica.
Notas iniciais
Beijinhosss
P.S.: Estou amando vocês! Sério, os comentários de vocês são muito legais!
–Annie-
A cada segundo que passava, eu tinha mais certeza que tudo o que estava acontecendo não passava de um sonho confuso. Eu sabia que aquilo estava acontecendo comigo de verdade, mas não conseguia acreditar que aquilo era capaz de acontecer. Quando eu era pequena, todas as noites eu gostava de desenhar castelos, cavalos voadores, monstros... Mas eu jamais imaginei que aquelas coisas que eu desenhava fossem acontecer na realidade. E na verdade, eu jamais pensei que um dia essa seria minha realidade.
A carruagem ficava cada vez mais distante do chão. Eu estava assustada com tudo aquilo, não sentia nem vontade de reclamar ou implicar com alguém de tão confusa que estava!
Annabeth virou-se para nós quatro (Eu, Entoni, Logan e Josh), e deixou que os pégasos seguissem o caminho por conta própria.
–O.k. ...Quem é o garoto? –Ela disse.
–É o Josh. –Eu respondi.
–Josh... Legal. Mas Josh o que? –Ela perguntou, olhando para ele.
– Josh Martínez. –Ele respondeu, com a vós rouca.
–Só por curiosidade, você não está achando nem um pouco estranho o nosso amigo ali–Eu apontei para Entoni. –Ter pernas de pônei...
–Bééééé! Bode! –Ele corrigiu-me.
–Certo, bode. Ou o fato de estarmos em uma carruagem que está sendo puxada, por cavalos voadores? –Eu disse.
–Eu já passei por tanta coisa fora do normal... Isso nem me surpreende tanto. Mas cavalos voadores e homem-bode são novidade...
–Menino! –Entoni corrigiu-o –Sou um menino, garoto de preferência. Não um homem. Na verdade, eu nem sou um menino. Eu sou um sátiro!
Eu ainda não me conformava com tudo aquilo, e o Josh simplesmente aceita de boa... Ou eu sou muito dramática, ou então ele é que é muito ‘não dramático’. Se é que esse termo existe.
–Se você consegue enxergar através na névoa... Ah, pelos deuses... –Ela dizia com uma expressão assustada. –Me diga, você tem algum problema?
–Bom, tenho dislexia e ansiedade alta... Devia tomar remédios mas... Longa história.
–Diga-me –Falou Annabeth –Você nos disse que já havia passado por “tanta coisa fora normal”... Que tipo de coisas? Quem era aquele homem, e porque ele te prendia?
–Bom... Seu nome é...? –Josh perguntou para Annabeth.
–Me chamo Annabeth Chase. Agora quero me responda.
–Eu não sei como te explicar. Coisas estranhas acontecem comigo, desde sempre.
–Talvez... Talvez você devesse nos contar toda sua história. Tipo, de onde veio, quantos anos você tem...etc. Conte-me sua história. –Falou Annabeth.
Josh olhou para a paisagem. Ela estava linda, o céu estava radiante, passávamos por uma montanha esverdeada cheia de flores e árvores lindas.
–Eu tenho 15 anos. –Ele começou a contar a história, mas sem tirar os olhos do céu azul –Minha história não é das melhores... Pelo menos, um dia já foi boa. Bem, eu morava em uma cidade de campo com a minha mãe. Nos fundos da minha casa, tinha plantação de cenoura, e um celeiro onde ficavam as vacas, as galinhas e os burros. A gente vivia disso sabe... Vendíamos as cenouras, os ovos e leite. Minha mãe tinha uma loja pequena, e era isso que fazíamos para sobreviver. A gente... Passava necessidade as vezes. Mas eu tinha ela, e ela tinha a mim. Mas as coisas começaram a muda mesmo... Quando eu tinha acabado de fazer 7 anos...
Os olhos de Josh, pareciam ficar cada vez mais sombrios. Como se ele estivesse desenterrando um passado, do qual não quisesse desenterrar. Como se aquela história o fizesse mal de verdade.
–Eu tinha acabado de fazer 7 anos, quando as coisas começaram a ficar realmente estranhas. Desde pequeno, eu sempre tive muita ligação com a terra. Como se a cada toque que eu desse nela, minhas mão ganhassem poder e ficasse fortalecido. –Ele continuou, se esforçando para não desabar em lágrimas –Minha mãe juntou um dinheiro para dar uma festa digna de sete anos. Ela dizia “Vou te dar uma festona, filho! Digna de um pequeno príncipe!”. E ela trabalhou tanto, mas tanto, que conseguiu dar a tal festa. Chamei toda minha classe, e ainda as outras turmas. Não tínhamos família, por tanto não havia adultos ao qual convidar. Eu nunca fui de ter amigos... E aquela era minha chance de encontrar meu grupo. De me enturmar. Só que havia um grupo de meninas e meninos da minha classe, que decidiram me provocar. Eles estouraram os balões, e jogaram o bolo no chão... Todo aquele dinheiro que a minha mãe havia conseguido... Pra nada! Eles ficavam nos chamando de “pobres!” e de “monstros da terra!”. Então... Algo aconteceu... Eu transbordei de raiva. Olhei para eles, e aí... A terra começou a se abrir. E eu... Eu a controlava. Não sei como, não sei porque. Mas eu estava conseguindo fazer ela se mexer, eu que fazia o buraco se abrir cada vez mais. Os convidados foram embora correndo e gritando... Os pais das crianças vieram tirar satisfação com minha mãe, que não tinha culpa de nada! Desde então... Começaram a nos chamar de “bruxos” e de “feiticeiros”. Certo dia, botaram fogo em nossa casa. Minha mãe conseguiu salvar os animais, mas nosso lar, nossa plantação... Estava destruída. Minha mãe chorava desesperadamente. Ela me abraçava, em quanto tentava apagar o fogo. Aí... Organizaram uma caça. Queriam nos prender, nos matar! Diziam que nós éramos ameaças! Minha mãe descobriu, então pegou os animais e fomos andando pela floresta. Foram dias de caminhada. Os animais... Não aguentaram. Morreram no caminho. Chegamos ao topo de uma colina, e havia uma casinha. Pequena, feita de madeira, mas sabíamos que lá estávamos a salvos. Mas a casa tinha dono. Lerry. O gordo idiota. Ele disse que só nos daria abrigo e comida, se minha mãe se casasse com ele. Ele nos disse ser rico. E fingiu ser um bom sujeito. Falou a minha mãe que eu precisava de um ‘pai’, e que ele seria um excelente pai. E minha mãe... Aceitou. Ela pensou que... íamos ter uma boa casa, e que eu finalmente ia ter um pai. Ela se culpava tanto por eu não ter conhecido o meu verdadeiro pai, que aceitou. Mas então, Lerry se tornou um sujeito horrível. Ele obrigava minha mãe a trabalhar na plantação o dia inteiro. E quanto mais velho eu ficava, mas coisas estranhas aconteciam. Animais estranhos tentavam me atacar. A terra parecia me obedecer sempre, e as vezes ela parecia me atormentar. De vez em quando, ficava sem controle e causava tremores! Então um dia... Minha mãe não aguentou. Ela trabalhava a dias, não tinha direito de comer nada. Adoeceu. Fez Lerry prometer que iria cuidar de mim, e disse que eu tinha de encontrar meu pai. Pois somente ele tinha as respostas. Mas Lerry ficou com medo de mim. Disse que eu era um monstro, um mutante... Então me prendeu. E... Eu não gosto de contar essa história. Mas vocês me salvaram, e parecem entender o que está havendo... Eu...eu sei que não os conheço, mas vocês me libertaram, me ajudaram... Obrigado.
Annabeth analisava o rosto do garoto. Parecia pensar na história dele, e ir juntando as partes mais importantes.
–É evidente.
–O que é evidente? –Eu perguntei.
–Ele é um de nós. –Disse Annabeth
–Quer dizer... Um semideus? –Disse Logan.
–Sim. Está óbvio... Mas... De quem seria filho? Controlar a terra? Nunca ouvi falar nisso. –Falou Entoni.
Josh ouvia nossa conversa. Ele parecia confuso e assustado. Mas também aliviado por ter contado sua história, a qual devia estar entalada em sua garganta a muito tempo.
–Estamos quase chegando no acampamento. –Falou Annabeth. –Que tal pararmos para comer um lanche? Eu estou morta de fome!
Eu e Logan nos entreolhamos. Acabamos de resgatar um garoto que controla a terra, e Annabeth estava pensando em comida?!
Josh, parecia sem saber o que falar. Certo, chegamos a dizer que ele era um semideus, mas o garoto sequer sabia o que era um ‘semideus’. Ele sabia que era um, mas não o que significava ser.
–Eu... eu acho que ainda estou meio confuso. Que acampamento? E como assim, semideus? –Disse Josh.
–Ah! Pelos deuses! –Disse Annabeth –Fiquei tão concentrada com a sua história, que esqueci de explicar!
Ela deu uma rápida explicação. Como ela fazia aquilo com tanta facilidade? Ela dava a maior notícia da vida de alguém, e uma notícia completamente sem sentido! E ela falava como se aquilo fosse super normal!
Josh, ficou como Logan. Pálido. Quer dizer, eu acho. Ele estava muito sujo, e sua pele já era praticamente pálida, era complicado distinguir se ele havia ficado mais pálido do que o normal.
–Não se preocupe com quem é seu pai, garoto. Tenho certeza que você vai ser reclamado. Tipo... Eu acho que sim. –Disse Entoni.
A carruagem parou. Estávamos parados em frente a um Mc Donald’s, em uma rua meio deserta. A névoa não deixava que nenhum mortal, visse que aquilo era uma carruagem, ou que Entoni, tivesse cascos em vez de pés.
–O que estamos fazendo aqui? –Eu perguntei.
–Ué, eu disse que estava morta de fome. Vão querer o que? –Disse Annabeth.
Falamos o que queríamos de lanche. Eu pedi uma porção extra de batata frita, e um quarteirão. Logan e Josh, pediram Big Mac, e refrigerante. Entoni, que é vegetariano, pediu uma salada sem tempero. Pegamos nosso dinheiro, e juntamos. Não daria nem pra comprar o refrigerante com o que tínhamos. O coitado do Josh, não tinha nenhum centavo. Estávamos “duros”.
–Tudo bem... –Ela disse –É por minha conta. Esperem aqui, eu vou comprar e nós comemos no caminho.
Agradeci, junto aos garotos. Ficamos sentados na carruagem com Entoni esperando nosso lanche chegar.
–Estou apertado... –Disse Entoni.
–Vai no banheiro então, né. –Eu disse.
–Não ousem sair daqui, enquanto eu estiver fora! –Ele se levantou, e foi em direção à um banheiro químico.
Logo depois dele sair, nós três nós olhamos. Logan, estava tremendamente desesperado. Josh, estava com cara de apavorado. E não me olhava no espelho, mas tinha quase certeza que não estava melhor do que eles.
–Vocês... Acreditam mesmo? Tipo... Semideuses...e tal...? –Falou Logan.
–Eu...Eu não sei. –Respondi.
–Os pégasos existem. O sátiro também... E sim, eu tenho alguns poderes ‘especiais’. Mas sinceramente... Semideuses? Eu realmente acho que minha mãe... Tipo... Com um deus? Não. Impossível. –Falou Josh.
–Eu... Eu também sei que tenho... coisas ‘especiais’. Mas não acho que o que eles nos contam sejam verdade. –Disse Logan.
–Bom, eu não tenho dúvidas de que isso seja um sonho. –Disse –E além do mais... Porque querem nos levar para um acampamento? Para nos ‘proteger’? Nem conheço eles direito... O meu melhor amigo, mentiu pra mim. Uma menina loira, tem um boné de invisibilidade. Podemos mesmo confiar neles?
Nós nos olhamos. Tínhamos tido a mesma ideia. Podia ser perigosa, mas nós não podíamos continuar confiando neles. Estava na hora de agir.
Notas finais
Beijosss!!!
Fale com o autor