Os Filhos De Zeus
8 Perguntas sem resposta
Notas iniciais
Ver Dionísio explodir em purpurina não foi a melhor coisa para ver em um parque de diversões. Coloquei a mão nos meus bolsos [sempre faço isso quando estou chateado ou entediado]. Tinham duas coisas lá. Tirei-as do bolso. Eram um cartão azul escrito Parque Guanabara e um bilhete de Dionísio. E estava escrito assim: “Olhem em seus bolsos, cada um terá um cartão com dinheiro para um brinquedo cada. Divirtam-se”.
– Olhem seus bolsos. – disse
– Não tenho bolsos! – disse Miih.
– Ah... Então... Olha no sutiã, sei lá!- disse.
– Tá aqui — disse ela colocando a mão no sutiã e rindo histericamente.
–Ok! Vamos eu e Sophie para o brinquedo mais radical e vocês dois para o mais chato, Dionísio deixou um bilhete falando que cada cartão tem dinheiro para um brinquedo. Quem achar a saída é só ligar! Vamos lá! – disse.
Dizendo isso Nico e Miih foram correndo para um lado e eu e Sophie para o outro. Chegamos a um brinquedo alto e que parecia uma barca, chamado Piratas do Caribe. A fila era grande e nós demoramos uns 30 minutos para entrar. Quando entramos sentamos perto de um pirata que estava na ponta da barca.
– E agora? – disse Sophie.
– Sei lá! – disse — Vamos tentar falar algo em grego antigo!
– É, pode dar certo!
– Abra — Que quer dizer abra. O Pirata abriu e olhamos para dentro dele. Parecia fundo. Mandei mensagem para Nico.
I say:
Oi, achamos a entrada.
Nico says:
Ok! Já estamos indo.
I say:
Venham rápido!
Nico says:
Acredite, vamos ir...
Não me entusiasmei muito com o acredite, vamos ir, pois depois que ele me mandou isso vi duas pessoas correndo e uma legião de monstros atrás.
– Aqueles não são Nico e Miih?
Queria dizer que não, mas eram verdadeiramente eles.
– AQUI!! – gritei para eles me ouvirem.
Eles olharam para nós. E saíram voando ao nosso encontro. Literalmente. Milena pegou Nico pela cintura e levou ele voando ao nosso encontro. Os monstros iam tão rápido quanto eles no chão. Chegaram.
– E agora? Quem vai primeiro? – disse Miih.
– Vamos tirar no “Pedra Papel ou Tesoura”! – disse Sophie.
Todos olharam para ela com cara de você acha que nós temos tempo para isso?
– Vamos em pares! – disse Nico – eu e Sophie e Peter e Milena.
– Não é uma ideia ruim... – disse Milena. – Eu e Peter primeiro! – dizendo isso ela me empurrou para dentro do buraco e caiu depois de mim, depois vieram Nico e Sophie. Seguido por o barulho de muitas coisas batendo no pirata.
O chão era macio. Parecia coberto de lodo. E um espírito [que parecia feito de trevas, mas brilhava intensamente] falou:
– Olá semideuses. – disse ela com a voz fina e calmante. – Hades me mandou aqui para ajudá-los em uma missão.
– Olá! – dissemos os quatro.
– O que você veio nos falar? – perguntei.
– Vim lhe falar que Julur não está no Brasil e sim nos Estados Unidos.
– Mas, então por que a profecia nos mandava vir para o Brasil? – disse Sophie
– Por que aqui vocês achariam única espada que o mataria.
– E onde ela está? – disse Miih
– Em algum lugar desta sala. – disse ela iluminado tudo. – Vocês têm três chances para achar a espada. Se vocês não conseguirem, morrerão como os outros que aqui já estiveram.
Isso era covardia. Havia no mínimo umas 100 espadas fincadas no chão. E teríamos que escolher uma entre tantas com o prejuízo de morrer? O que nós poderíamos fazer?
– Vamos tentar essa – disse Nico apontando para uma espada preta fincada bem perto da gente. Puxou-a.
Senti alguma coisa dolorida do lado esquerdo do peito. Cada vez doía mais.
–COLOQUE A ESPADA DE VOLTA!- disse Miih. E depois eu percebi que só Nico não sentia a dor. Quando ele colocou a espada de volta a dor parou.
– Ok, não é essa. – disse ele.
– Tenta aquela! – disse eu – Que parece feita com as paredes do lugar onde ele está.
Ele a pegou, senti uma dor mais intensa que da última vez. Caí no chão de tanta dor. Quando Nico percebeu colocou a espada de novo no lugar. Percebi que Sophie olhava com atenção para uma espada no fundo da sala que parecia ter o brilho vermelho dos olhos dele.
– Tenta aquela! – disse ela. – Tenho certeza absoluta que é essa.
Nico a pegou. Não sentimos dor nenhuma.
– Sophie! – disse Miih – Como você soube?
– Não sabia! – disse ela – Poderíamos ter morrido, mas com sorte conseguimos viver.
O espírito apareceu outra vez.
– Olá! – disse — Pelo visto conseguiram achar a espada.
– Conseguimos! – disse Nico – Graças à sorte de Sophie.
– Não poderão contar com a sorte em toda a sua jornada. – disse ela.
– Você poderia nos dizer onde está Julur? – disse
– Infelizmente não – disse ela – mas já dei duas dicas. 1ª Com essa espada você derrotará Julur. 2ª Ele não está no Brasil, está nos Estados Unidos. – dizendo isso, ela desapareceu.
Ainda tínhamos muitas perguntas sem resposta. Não sabíamos como elas seriam respondidas.
Onde Julur estava? Por que só essa espada o mataria? Como iríamos voltar para lá?
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