Notas iniciais
Uma deusa veio fazer uma visitinha!

– Meus soldados estavam estranhos. Temos que atravessar o Rio Aqueronte. Nadando. Então teremos que chegar até o Cócito. No fundo do rio, enterrado, está a Caixa. Pode parecer simples, porém acreditem, não é. Talvez busquemos ajuda no Olimpo, ou no Acampamento.

– Talvez seja necessário, mas o problema é: como contatá-los?

– Posso tentar meus soldados novamente.

– Irmã, eu vou com você.

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Não tínhamos mais pressa, a arrogância de papai não merecia nosso desespero. Antes de tudo, descansamos muito, para não passar outro momento de medo. Rose falou que o lugar onde se encontram os soldados sombrios está ficando cada vez mais calor, apesar da escuridão parecer fria. Karina providenciou as vestimentas para minha irmã; eu não me incomodava com o calor. Era bom.

Acho que foi a japonesa que escolheu as roupas de Black, shorts, camiseta e tênis branco, apenas seu anel era preto. Até minha irmã se surpreendeu, mas a a culpa foi dela, queria algo fresco. Então era isso, estávamos prontos para "tirar uma soneca". Fomos perto de uma pedra, demos as nossas mãos e deitamos. Fechei meus olhos, acredito que Rose também, porque logo me vi envolto de uma quente (mas que tinha aparência fria) névoa. Rostos cadavéricos começaram a aparecer, no começo eram poucos mas depois de algum tempo parecia não existir mais névoa quente/fria, apenas caveiras nos observando.

– Nico, chegamos.

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Rose começou seu interrogatório, passei a mão na bainha da minha espada, por precaução. Seus soldados realmente estavam estranhos, não tratavam mais sua rainha como mestra, mas como alguém normal, às vezes súdita.

– Eu e meus amigos precisamos atravessar o Aqueronte, vocês têm alguma ideia de ajuda?

– Senhorita Black, infelizmente não podemos te ajudar — Um olhar de desprezo pairou sobre nós.

– Não? Claro que vocês estão omitindo alguma informação... Foi meu pai, não é?

– Não podemos dizer-lhes nada.

– Podem sim, eu sou a mestra de vocês! — Estava totalmente incrédula, como seus guerreiros ousavam dizer aquilo?

– NÃO! — Vieram em nossa direção, que aliás eram todas, já que era um casulo de rostos.

Sacamos nossas espadas de suas bainhas e golpeávamos todas as direções possíveis. Nada detinha a soldados criados de névoa, nada. Só que os filhos de Hades perceberam isso tarde demais. Se nossos amigos não nos acordassem a tempo morreríamos sugados pelos esqueletos de fumaça (sim, fumaça). Não acordávamos. Respirei fundo e dei um passo a frente.

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Senti o aroma de perfume, que depois fiquei sabendo que era "Channel Nº5". Abri os olhos, afinal, não tinha morrido. Me encontrei num shopping, na praça de alimentação, perto do McDonalds'. Minha irmã estava sentada do meu lado, vi mais uma mulher. Uma mulher com uma saia colorida com lantejoulas, regata preta com lantejoulas, salto altíssimo bege, jóias e um sobretudo preto (opaco). A mulher que poderia ter nos salvado só poderia pertencer ao Olimpo, e vestida daquele jeito... Afrodite nos salvou.

– Afrodite... Por que nos salvou?

– Amor... Uma história de amor — deu uma piscadela à Rose, que se virou -, mas que não convém ao caso.

–Tudo bem, pode nos ajudar na missão inteira?

–Hunf, pensei nisso antes de responder ao chamado, mas sim, só se...

– Se o quê?

– Rose, isso é com você! — E riu escandalosamente — Não é à toa que estamos num shopping!

Notas finais
O que será que Afrodite quer com Rose? Por ser Afrodite podemos ter uma ideia... Sooy está muito empolgada para o próximo capítulo! Obrigado pela leitura :3