Os Filhos De Hades

5 BLACK, Karina Françoise


Notas iniciais
Primeiras e verdadeiras aventuras no Sub Mundo. E primeiras dicas do passado de nossa inigualável Rose. Vanilla :3

Rapidamente, ela nos apresentou sua casa. Foi gentil e ofereceu um chá de sakura, mas logo nos disse que teríamos que adentrar os Campos Asfódelos. Mencionou um encontro, mencionou que teríamos de ter disponível sanidade. Apesar de ser algo cabuloso, Karina conseguiu nos deixar tranquilos.

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Era difícil me comunicar com Karina, ela não parava de falar sobre seus ídolos, de como nós todos devíamos ouvir grupos como Girls’ Generation e BigBang. Chegava a ser irritante uma garota fantasma falar de coisas tão “modernas” a ponto de a gente não saber de quem se tratava. Pelo menos a loucura de estar entrando nos Campos Asfódelos não parecia ter efeito com ela. Campos Asfódelos, assim como a mãe de minha irmã Hazel, minha mãe estava lá. Esqueçam, vou continuar com Karina. Enquanto nos deparávamos com pobres almas, esquecidas num campo vazio e triste, ela (incrivelmente) fez Nico sorrir. Fez todos nós sorrirmos.

– Nico, você é irmão de Bianca, não é? Conheci-a lá no Paraíso... Estava muito feliz, e com saudades de todos. Me pediu para avisar a Rose que quer a reencontrar! – Nico teve um flashback alegre, mas espere, Bianca já tinha me encontrado? Foi um fato realmente chocante, mas dos relatos do meu irmão, ela sempre foi muito amável com bebês e crianças pequenas. Meu coração se iluminou.

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Depois de uma longa caminhada, conseguimos chegar à metade da trilha entre as almas. Confesso que procurei pela minha mãe, mas o que importa é que enfrentamos um bando de ciclopes assustadoramente malvados. Ciclopes de novo. Eram eles os nossos inimigos? Todos sacamos nossas respectivas armas. Exceto Françoise, estava observando o circo, digo luta, pegar fogo.

– Nos atrapalhando novamente? Acho que merecem levar uma surra, do tipo mais doloroso possível. – Exclamei e logo percebi que eles tinham um corpo moribundo, uma mulher. Mãe. – NÃOOOOOO!

Nico e Connor (Connor?) tentavam me acalmar, não dava para ferir uma alma, sabia que estavam apenas me consolando, mas não pude me segurar a raiva.

Ataquei um por um, claro, Percy e Annabeth me ajudaram na retaguarda, os gêmeos Stoll os distraíam e Nico os jogavam no Tártaro. Apenas o último, o que estava com Iris, mamãe, me dificultou mais. Era um absurdo de forte. Todos pararam na sua função de luta, apenas eu continuei. Só eu tinha o ticket para maltratar minha mãe, talvez seja amor, mas vem ao caso. Meu meio sangue estava fervendo, gritei o mais alto possível e avancei.

Avancei e tentei acertar seu pescoço. Jogou Iris como um saco de batata e defendeu o ataque com uma lança. Recuei e avancei, dessa vez na clavícula. Acertou de raspão, ele me acertou de volta. Outros cortes em mim de contra-ataque e ele parecia impenetrável. Cai, fingi-me de vencida, quando ele pisou nas minhas costelas, apesar da dor, o acertei no intestino e decapitei sua cabeça. Realmente, para mim, foi uma luta memorável.

Levantei, estava imunda, roupas rasgadas e sujas com a comida quase em forma de fezes daquele ciclope ridículo. Percebi que Karina, com sua sensibilidade de “morta”, estava amparando minha mãe. Pequenas gotas escorriam pelas minhas bochechas, umas já estavam secas, e outras ainda estavam saindo de meus olhos. Queria ir lá e falar para ela que não esqueci do que aconteceu, mas que continuava a ser sua filha. Não consegui, me sentei e chorei mais. Todos se agacharam e me disseram palavras acolhedoras. Quando Iris finalmente foi embora Karina veio até mim e bondosamente se ofereceu a trocar minhas roupas e ser minha enfermeira temporária.

Ficamos ali por algum tempo, apenas para nos recuperarmos. Françoise enfaixou meus cortes e minha costela, colocou um pouco de néctar e um pouco de ambrósia em minha boca e trocou minha roupa. Estava quase com hipotermia, então coloquei calças, moletom e tênis quentinhos. Ela também arranjou uma mochila para os suprimentos e uma touca. Percebi que Annabeth estava inquieta, queria dizer algo, estava tentando raciocinar. Percy, com sua essência de líder, percebeu e a questionou:

– Annie, quer dizer alguma coisa?

– Estava pensando nos ciclopes, e como Karina observou a luta, não que Karina seja suspeita, apenas não nos contou alguma coisa que merece nossa atenção.

–Desculpe, pessoal. Eu tenho sim um segredo, mas infelizmente Lorde Hades não me autorizou a conta-lo, só no momento certo... – Fez uma pausa e continuou – Mas temos que continuar, a jornada é longa e os infortúnios daqui não devem ter cessado. A sanidade ainda tem que existir, e o amor também…

Todos se olharam, mas só Connor babou. Ignorei, mas senti uma pontada de felicidade em mim. Talvez a única que senti lá em baixo. Um dia contarei a ele. Nos apressamos e saímos. Caminhamos mais, encontramos mais alguns monstros, nada que uma Contracorrente não resolva. Admito, estava cansada demais para manejar qualquer coisa.

Karina sorriu, tentou nos animar, mas nem sua doçura nos ajudou mais.

Notas finais
Gostou? Então comente! Há algum erro gramatical? Avise nos comentários! Vanilla :3