Os Exploradores
1 Parte 1
Viver neste mundo não é nada fácil. Ainda mais quando você é criado por “criaturas mágicas”. Até as pessoas saberem disso, esta tudo bem, mas quando descobrem, logo menospreza você. Isso só por que os humanos e as criaturas mágicas não se dão muito bem, ambos têm culturas diferentes, e as criaturas mágicas têm o dom de usar a magia.
Tive problemas com isso no "centro de treinamento para humanos", não falava com ninguém, exceto a Zafira Guadia, ela era a única humana que falava comigo, não ligava se meus pais eram "criaturas mágicas" ou não. O "centro de treinamento para humanos" era onde os humanos eram treinados para batalhar contra monstros. No nosso mundo existe muitos "monstros", dentre os mais famosos que eu conheço, estão os dragões e os kimeras, e nunca se sabe quando você vai ter que lutar contra um. Eu já sou formado como classe Z, isso significa que eu já estou "pronto" para lutar com monstros.
Também existe as classe X e Q. Os da classe X são os que pratica a arte da química. Eles aprende a fazer poções que pode envenenar você e monstros, petrificar, curar, e até mesmo te transformar em um sapo. E os da classe Q são os que são designados a defesa.
Zafira pertencia à essa classe, era durona, mais engraçada quando queria, tinha cabelos loiros e olhos azuis, parecia uma princesa de armadura e com a sua única arma, o escudo .Você não é obrigado a treinar para uma classe, você mesmo escolhe qual classe se encaixa melhor. As vezes eu fico me perguntando se os humanos não têm inveja dos "seres mágicos". Bem... Eu fui criado com eles, então nem penso nisso.
Moro em um vilarejo, com grandes cabanas e próximas á um rio. E hoje o dia parecia mais encantador com a presença dela, Hália, minha mãe.
_Espero que a pesca seja boa hoje._ Disse ela._Se não seu pai vai me matar.
_ Disse eu.
Minha mãe adotiva tem o cabelo longo, preto e acinzentado, que vai até os pés, pele com tom rosa claro, olhos verdes onde não se encontra pupilas. É engraçada e tem uma beleza incrível (pelo menos para mim) e meu pai, é claro.
Sempre pescamos juntos, e meu pai fica em casa fazendo tarefas domésticas e esperando que voltássemos com um peixe enorme para ele cozinhar, pois ele adora peixe.
_ Mãe, acha que vai demorar mais quanto tempo?
_ Hum... Exatamente trinta e sete segundos.
E então, exatamente como ela disse, a isca tremeu e logo em seguida uma força impulsionara para baixo. Minha mãe sorriu alegremente.
_ Esperava que fosse menor. — Disse ela contente.
E então com um só puxão saiu do rio causando uma imensa onda.
SHUAAAR!... Era uma Atântona. Era literalmente um peixe reptiliano, tinha escamas por todo o corpo, a pele com um tom esverdeado, aparentava ter pelo menos 10 metros, no interior da boca tinha dentes pontiagudos que circulavam como um casco de caracol que servia para triturar suas presas. Possuía um único olho, com a cor alaranjada.
A Atântona voltou a mergulhar,
_Esse tem força._ Disse ela surpresa.
_ Quer ajuda?
_Não, esta tudo bem.
E então minha mãe deixou que o peixe mergulhasse novamente.
_Faz tempo que não me divirto com isso.
Então ela fincou a vara entre duas rochas, dando tempo de ela mergulhar no rio.
Minutos depois o peixe estava voando pelos ares, caindo na areia e se debatendo com falta de oxigênio. Por fim, ela pegou minha espada e decapitou a Atântona. _O Jantar esta capturado. E então ela pegou o peixe pela cauda, que pesava mais ou menos uns 140 kg (isso para ela era um peso leve) e fomos para o nosso vilarejo.
Chegando do vilarejo,na nossa casa, meu pai, Xam, ficou completamente animado ao ver a Atântona. _O vilarejo todo vai pode almoçar aqui._Disse ele. Meu Pai é da mesma espécie de minha mãe, pele rosa clara, cabelos escuros alisados jogados para trás, e olhos azuis. E foi ele preparar uma grande panqueca para comemorar o meu aniversário.
É claro, meu nome é Janus Odiness, tenho 17 anos, hoje eu completo 18, sou humano, tenho pele clara, olhos castanhos e cabelos lisos como o do meu pai, porém jogado de lado e castanho laranja. Sou órfão, fui criado por Hália e Xam que são "seres mágicos".
Todos do vilarejo estavam comemorando o meu aniversário, até eu anunciar que partiria amanhã para poder viajar pelo nosso mundo. Isso era comum por aqui, vários humanos viajavam pelo mundo a fora, ou em busca de conhecimento ou riquesa. Eu ainda não sabia certo qual era o meu rumo.
Depois do anuncio, minha mãe começou a chorar, com medo de que algo ruim pode acontecer. Ela veio até mim e disse. _Diga que você é órfão, não diga que foi criado por nós, alguns humanos são horríveis.
_Não se preocupe mãe, vou ser cauteloso, mas não irei mentir, vou dizer com orgulho que fui criado por vocês. Sem vocês eu já poderia estar morto.
_Não diga isso meu filho._Disse ela choramingando.
E então, eu abracei ela e meu pai, e fui abraçar os moradores do vilarejo, sendo que, o abraço é um ato de boas vindas, e adeus na cultura da minha família.
Ao amanhecer do próximo dia, com a minha mochila já arrumada, e a espada em mãos, fui encontrar com os meus pais, que já estavam do lado de fora perto da saída do vilarejo, que dava para uma ponte. Abracei os dois, minha mãe já estava bem com a idéia de eu sair por ai. Não esqueça de escrever para gente e mandar pelos guvês. Guvês são os 'monstros' que chamamos de entregadores. Eles tem apenas um olho bem grande, duas asas, uma única perna e uma pata que simula um gancho, apesar de ter essa aparência, eles não são agressivos, são realmente mansos. _Pode deixar mãe, eu vou mandar sim. Abracei o meu pai, e então ele me disse: _Tome muito cuidado lá fora meu filho, tem muita coisa que deve ser descoberta ainda. E tenha cuidado com as pirâmides!
_Pirâmides? — disse eu.
_Sim meu filho. As Pirâmides que envolve o nosso planeta
_E por que eu deveria tomar cuidado? Qual o problema delas?
_Bem, eu já ouvi boatos de que uma dessas pirâmides usa magias que envolve a escuridão, e dizem que eles não são nada agradáveis.
_Pode deixar pai, eu vou me cuidar._Disse eu sorrindo para ele.
_Para onde você vai meu filho?_Disse minha mãe.
_Vou pegar o leste. Vou para uma cidade aqui próxima, de lá eu decido qual o próximo passo que eu vou dar.
Então, beijei a testa deles e fui para próxima cidade. Porém, a ponte que dava para a pista da próxima cidade estava quebrada. O estranho é que eu jurava que a duas semanas atrás ela estava impecável. Para eu ir para a cidade mais próxima eu devia passar pela caverna congelada. Ao entrar na caverna, me deparei com o meu próprio reflexo entre as paredes, tudo era muito brilhante e reflexível. A caverna tinha apenas um único caminho a seguir. Era imensa e cheia de buracos na parede que saia ar a baixo de zero graus. Um descuido se quer e eu estaria congelado. Continuei caminhando, durante a minha trajetória, eu ouvi sons de magia. Seria alguma criatura mágica?
Foi então que eu vi, logo na minha frente havia um tritão que andava flutuando no ar, era incrível por que era como se ele estivesse nadando nas profundezas do mar. Ele tinha escamas azuladas e a pele com o tom claro, entre os dedos mais escamas, tinha o cabelo grande com a cor branco azulado, os olhos eram cinzas, usava um arco e atirava flechas mágicas que brilhava com uma cor azul. Ele atirava em um Golem, e o Golem revidava com socos bem fortes. Me aproximei da batalha e o tritão me viu, foi então que eu perguntei a ele.
_Se importa de eu te ajudar.
_Claro que não. _Disse ele.
_Temos que derrotar ele se é que você queira sair do outro lado. Ele está bloqueando a saída.
_Verdade!
_Você tem uma espada! Vou usar um dos meus poderes para te dar cobertura. Quando tiver a chance, ataque ele.
_OK! _ Respondi
E então, o arco do tritão brilhou, ele mirou para o auto e ele disse as seguintes palavras atirando uma flecha: Chuva Congelante.
A flecha brilhou no auto, criou-se uma aura azul em cima do Golem e várias flechas congeladas caiu sobre ele. Cada flechada que o Golem recebia, congelava-se em volta. Foi então que eu aproveitei o momento de distração do Golem sofrendo de agonia com as dores, corri e parti ao meio. No mesmo instante ele se dissolveu em cinzas cristalizadas.
_Belo golpe!_Disse o tritão.
_Respondi.
_Você deve ser da classe Z, correto?
_Sim! Como sabe?
_Foi apenas um palpite.
_Me desculpe, não me apresentei. Meu nome é Ícaro Frezard, e como você deve ter visto, sou uma "criatura mágica".
_Sim, adorei aquilo que você fez com o arco. E meu nome é Janus Odiness, estou indo para a cidade mais próxima daqui.
_ A cidade de Bashe?_Disse ele.
_Acho que é._Respondi.
_Se quiser, posso te acompanhar._Disse Ícaro. Vou para o mesmo caminho que você.
_Mas você não liga de eu ser humano?_Disse eu franzindo a testa.
Ícaro riu. _Mas é claro que não, eu tenho amigos humanos, não ligo para raças.
Logo em seguida eu também ri, e fomos para acidade de Bashe, como ele disse que se chamava.
No caminho, aproveitei e perguntei Ícaro o que ele sabia sobre as pirâmides. Ícaro me disse que em volta do nosso planeta que se chama Lirra, existe quatro pirâmides, cada uma delas é ligada a outros planetas.
_Outros planetas?!_Disse eu espantado.
_Respondeu ele._Essas pirâmides são ligadas a outros quatros planetas que são os Liraia, Khaeta, Zetânia e Groféria, e lá também tem criaturas mágicas.
_Meus pais não devem saber disso, eles nunca me contaram nada a respeito.
_Provavelmente não, pelo que você me disse, você vivia em um vilarejo, só tinha acesso com os seres de lá. Agora que você esta viajando, irá conhecer várias pessoas e seres diferentes.
_Mas por quê o nosso planeta é ligado à essas pirâmides?
_Bem, o nosso planeta necessita de "energia externa", já que ele próprio não consegue fazer isso, devido as coisas devastadas pelo homem. Sem ofensa.
_Tudo bem, mas então significa que os outros planetas estão perdendo energia? Eles não vão ficar sem?
_Enquanto a isso não se preocupe, os outros planetas tem "energia extra".
Lá está, a cidade de Bashe._ Disse Ícaro apontando para me mostrar._ Como sabia que essa cidade era a mais próxima?
_Eu vi neste mapa aqui que meu pai me deu._ Era um mapa com uma cor marrom bem desgastado, tinha algumas falhas, mas dava para visualizar alguns pontos. Você vai embora?_Perguntei.
_Isso depende do seu rumo, por enquanto vamos seguir o mesmo caminho.
_Bem, eu vim aqui para poder conhecer esta cidade e poder ver qual o próximo rumo que tomarei._Disse eu.
_Eu também nunca estive aqui, então vamos vê se tem alguma loja de poções.
A cidade não era tão grande, tinha loja de poções para os químicos da Classe X, lojas de armas, e hotéis para dormir. Entramos em uma loja de poções e comprarmos algumas poções para caso precisasse, eu não tinha nada de valor para trocar por poções, nem cubos de prata ou ouro, que é o que usamos para pagar algo, mas Ícaro tinha, então ele comprou poções de cura e de envenenamento. Depois fomos á um bar, por que Ícaro queria beber uma coisa que eu nem me atrevi a perguntar o nome, era verde e gosmenta. No bar havia humanos e "seres mágicos", todos estavam em mesas redondas, humanos com humanos e "seres mágicos" com "seres mágicos". Era raro você ver algum ser mágico com algum humano, assim como eu e Ícaro, algumas pessoas já olhavam com olhares tortos para a gente, parecia até que era um crime. Depois que Ícaro tomou aquela coisa verde e gosmenta, íamos para o hotel dormir e partir no próximo dia, na saída ao abrir a porta, me deparei com ela, Zafira.
_Zafira!_ Disse eu espantado.
_Janus!_Disse ela.
Nos abraçamos._O que está fazendo aqui?_ Perguntei a ela.
_ Acho que o mesmo que você! Explorando esse nosso mundo.
Zafira viu que Ícaro estava do meu lado, e perguntou:
_Quem é ele?
_Este é Ícaro Frezard. E Ícaro, está é Zafira Guadia. Ajudei Ícaro a derrotar um Golem na caverna do gelo
_Ajudou por que eu respondi a sua pergunta._Disse Ícaro com um tom engraçado._Se eu não respondesse você, aposto que você estaria olhando para mim lutando contra o Golem ainda.
_Zafira riu, e disse._Prazer em conhecê-lo, Ícaro. Você deve ser uma "criatura" boa, já que está com Janus, que é um humano.
_Eu não ligo para isso querida, muito pelo contrário, acho que nós dependemos uns dos outros._Falou ele.
_Concordo com você, essa coisa dos humanos terem preconceito achando que vocês não poderiam viver com nós só por que vocês usam magia, isso é coisa do passado.
_Exatamente, porém, não são todos que tem essa mentalidade. Muitos adultos criam seus filhos e colocam essa idéia na cabeça deles, de que nós não podemos viver juntos.
Queria saber até quando isso vai durar._Disse eu.
Ícaro olhou para mim e disse:
_Só agora que fui perceber Janus, você me viu na caverna, me ajudou e está aqui comigo. Por que você não ligou de eu ser uma "criatura mágica"?
_Á Sim._Respondi a ele._Eu sou órfão, quem me criou foi duas "criaturas", que eu considero meus pais, Hália e Xam.
.._Falou Ícaro pensativo._Isso explica tudo. E como seus pais maternos morreram?
_Bem, minha mãe Hália, disse que meus pais verdadeiros morreram de uma doença. Como Hália conhecia os meus pais, e era uma grande amiga da minha mãe, minha mãe materna me deu para Hália quando eu era bebê, um dia antes deles morrerem, como Hália avia previsto.
_Você sabe qual doença foi?_Perguntou Ícaro.
_Não._Respondi._Nem Hália sabia, quando elas se conheceram, minha mãe e meu pai materno já estavam com a doença. Minha mãe contou para Hália depois de um tempo, então ela pode prever um dia antes à morte deles.
Ícaro parou por um tempo, com o rosto ainda pensativo, por fim disse:
_Então esse é o poder de Hália? Prever o que acontecerá com uma pessoa um dia antes?
_Quase isso._Respondi._Ela consegue fazer isso, mas só com os seres que ela ama.
_Não sei se eu ia querer que sua mãe me amasse._ Disse Zafira.
Todos rimos. Por fim, Zafira nos perguntou:_Para onde vocês estavam indo?
_Estavamos indo para o hotel._Respondi a ela.
_Bem, aparti de hoje vou acompanhar você Janus. Já conheço você mesmo. E também sou uma exploradora.
_Vamos explorar tudo!_Disse eu alegre sorrindo para ela.
Logo em seuida fomos para o hotel para descansarmos. .
No próximo dia, Ícaro pagou o dono do Hotel, que custou três cubos de prata.
_Não acho justo você ficar pagando tudo Ícaro.
_Ele riu e disse._Não precisa se preocupar com isso, minha família tem dinheiro de sobra.
_Eu e Zafira ficamos espantados, e então, perguntamos._De onde você é!?
_Então, eu sou filho do rei de Anólibab, rei de todos os seres mágicos do mar, Eduardo Frezard. Por isso, tenho muito dinheiro.
_Nunca ouvi falar nesse rei, desculpe._Disse eu.
_Não precise se preocupar com isso Janus.
_Eu já ouvi falar no seu Pai, foi minha mãe que comentou._Disse Zafira._Ela leu em um livro. Seu pai já está no comando á muito tempo, não é?
_Exatamente, meu pai está no comando dos seres mágicos do mar á bastante tempo, logo ele terá que deixar o cargo de rei e escolher alguns de seus filhos para substituí-lo.
_Quem sabe seja você Ícaro._Disse eu.
Na saída da cidade de Bashe, vimos uma barraca que tinha vários guvês. Aproveitei, peguei um pedaço de grafite e escrevi para os meus pais. Disse há eles que estava tudo bem, e que conhecerá um outro ser mágico. Aproveitei e falei da ponte quebrada e sobre a caverna congelada. Zafira também escreveu para sua família. Pegamos nossas cartas, penduramos nos guvês e os liberamos. Por algum motivo, os guvês sempre sabem para onde ir.
_Não vai escrever nada Ícaro?_Disse eu.
_Não. Está tudo bem. _Disse ele, e logo em seguida, perguntou._ E você Zafira? de onde você vem?
_Há, eu venho da cidade de Defasia, moro com minha mãe Helena e com minha irmã mais nova .
_E o seu Pai?
_Meu Pai morreu em um incêndio quando eu era criança, foi na antiga cidade em que ele e minha mãe moravam. Ele morreu defendendo eu e ela.
_Meus pêsames._Disse Ícaro sem jeito.
_Não se preocupe com isso._Disse Zafira._E então perguntou:
_Para onde vamos agora?
_O Mapa indica que tem uma cidade próxima daqui, a cidade de Kast._Disse eu apontando para o desenho no mapa.._ Fica para o norte. Podemos ir para lá.
Ambos assentiram concordando com a cabeça, e fomos para o norte da cidade de Bashe. Passamos o dia todo caminhando em uma longa estrada, o sol estava bem quente, paramos em um rio para abastecemos alguns recipientes com água.Diferente de mim, que carregava uma mochila de pano costurado, Zafira carregava suas coisas penduradas em sua armadura de prata. Já Ícaro não carregava nada, apenas seu arco e ele não sentia sede.
Depois de caminharmos o dia todo, quase que anoitecendo, encontramos uma floresta a nossa frente. Não tinha jeito, tínhamos que passar por ela para chegarmos a cidade de Kast, não havia outro caminho. Entramos nela e decidimos todos acampar por ali mesmo, fui buscar algumas frutas e Zafira foi buscar palha para fazermos uma fogueira. Ícaro montará uma cerca com suas flechas de gelo para nos proteger. Depois de colher as frutas e comermos, decidimos dormir para partir cedo amanhã.
Acordei com o brilho do sol na minha cara. Todos já estávamos de pé, e foi nesse instante que ouvimos um estrondo enorme, parecia até que estava do nosso lado. Corremos para fora da floresta em direção ao norte, e de longe, vimos a cidade de Kast pegando fogo, e um dragão enorme prateado soltando fogo pela sua enorme boca.
_Precisamos correr._Disse eu._Temos que ajudar as pessoas da cidade! Ambos concordaram e então corremos em direção da cidade o mais de pressa que podíamos. Chegando lá, de fato havia um dragão enorme metálico no centro da cidade.
_O que está acontecendo, que dragão é esse?_Perguntei eu á uma senhora da cidade.
_ Ele apareceu der repente, e começou a destruir tudo._Disse ela.
_Disse Ícaro._Dragões não costuma atacar cidades por acaso. Vamos!
Fomos para o centro da cidade, chegava guardas por toda parte, atiravam no dragão ou tentavam perfurar ele com suas lanças, mas de nada adiantava. Ícaro atirou com seu arco mágico nas pernas do dragão, mas de nada adiantou, o dragão continuará se debatendo e atirando fogo por toda a cidade.
_Vejam só, tem uma criatura tentando subir nele._Disse Zafira espantada._Ele vai cair!.
A criatura realmente caiu, Zafira correu e pulou na frente dele defendendo-o do fogo que quase acertará ele caído no chão. O escudo ricocheteou o ataque do dragão, nesse exato momento, eu peguei a mão da criatura e disse:
_Vamos, ela está nos dando cobertura.
_Respondeu a criatura.
Levei-o para uma distância considerável, perto de Ícaro.
_Você está bem?_Perguntei eu para a criatura.
_Disse ela.
_Por que você estava tentando subir aquele dragão?_Perguntou Ícaro._Poderia ter se machucado.
_É que eu preciso subir nas costas dele, tenho que desligar o seu painel de controle!
_Painel de controle?_Disse eu e Ícaro espantado.
_Sim, é tudo minha culpa. Como vocês podem ver, é um dragão robô. Eu estava usando ele para voltar para a minha cidade. Vocês podem distrair ele para eu tentar subir novamente?
_Esta bem, mas tome cuidado. _Disse Ícaro._ Janus, pede para Zafira distrair o dragão, eu vou tentar congelar a cauda dele. Assim, você o leva para trás do dragão e ele sobe para tentar desligar o seu painel.
_OK!._ Grande idéia._Respondi.
Correndo por entre as pernas do dragão com a criatura, gritei para Zafira ir distraindo ele, Ícaro que estava dando a volta, apontou o seu arco para o chão atirando uma flecha dizendo:
_Compressão Glacial!
A flecha afundou na terra, deslizou em uma luz azul seguindo em direção á calda do dragão, e logo em seguida, uma explosão ocorrerá e em questão de segundos, um congelamento surgirá na calda do dragão.
Ajudei a criatura a subir na pedra de Gelo, ele teve que se segurar firme, pois o dragão estava muito descontrolado. Ele abriu umas pequenas portas bem no centro, digitou alguns números em um painel, e pegou um frasco com um liquido rosa. No mesmo instante, o dragão parou todos os seus movimentos, se desligando e tombando no chão. A criatura desceu do robô e só então pude parar para analisar como ele era. Aparentava ser novo, do tamanho de uma criança, o cabelo e as orelhas eram de penas, possuía manchas por todo o corpo, seus olhos eram grandes e amarelos, na ponta de seus pés e mão tinha unhas grandes e pontudas, ele lembrava uma....coruja.
Ícaro e Zafira vieram correndo para ver se estávamos bem.
_Como você sabia mexer naquele dragão? Ele é seu....qual o seu nome?_Perguntou Zafira franzindo a testa.
_Respondeu a criatura._Meu nome é Christopher Schunck._Desculpem-me, eu não queria causar todo esse transtorno, eu devo ter programado alguma coisa errado, por isso o dragair deve ter se descontrolado. Eu estava voltando para a pirâmide de Khaeta, onde eu moro.
_Mais é claro!_Gritou Zafira surpresa._Você é um Coruma.
_Disse Christopher.
_Minha mãe leu sobre vocês em um livro para min. A raça mais inteligente de todos os mundos.
Christopher ficou vermelho de vergonha, mas a Zafira continuou falando:
_É verdade a história dos Coruma? A rainha e o rei ainda existe?
_Dizem que é._Respondeu Christopher rindo._ E sim, eles ainda estão vivos.
_Mais que história é essa?_Falei interrompendo Zafira e curioso.
_Há sim, isso foi a muito tempo atrás, mas acho melhor um próprio Coruma lhe contar.
_Poderia me contar essa história Christopher?_Perguntei.
_Até eu fiquei curioso._Disse Ícaro.
_Claro que posso. E podem me chamar de Chris._Disse ele sorrindo, e então começou.
_Bem a rainha e o rei não falam a respeito disso. Mas todos nós Corumas sabemos dessa história e ela também se encontra em livros. A história diz que a rainha, que é uma criatura mágica, vivia com uma coruja em uma floresta, que hoje é chamada de floresta dos desejos. A coruja e a rainha se amavam muito e ambos queriam viver juntos para sempre. Com isso, a vontade da coruja de viver como uma criatura mágica era tão grande, que em um belo dia, a rainha não encontrou mais a sua amada coruja, mais sim um Coruma. Mais na mesma hora que ela vera ele, e olhou nos seus olhos, ela sabia que aquela era a sua amada coruja. Hoje eles são rainha e rei de Khaeta. Mas ninguém sabe como a coruja da rainha conseguiu virar uma criatura mágica. Só sabemos que desde então, não existe mais corujas em Lirra.
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