Os Escolhidos: O Encontro

2 Capítulo 1.2: Ataque de Lobos


Notas iniciais
Nesse capitulo teremos mais ação, se divirtam ♥

RAFAEL

—-AINDA NA FLORESTA--

Dois lobos pularam em minha direção, chutei um agressivamente enquanto cortei a cabeça do outro, Ana parecia estar se saindo bem, ela estava seriamente determinada a salvar as crianças dos lobos, ela não lutava mais por competição, mas sim por proteção. Ela estava optando sabiamente pelas adagas, pois podia acertar os lobos com mais facilidade. Ela não sentia pena, acertava os olhos e depois ia direto para garganta. Ana era linda, ela tinha os cabelo ruivo como o fogo e levemente ondulado como as ondas do mar, o que combinava bem com seus olhos verdes água. Ela usava uma capa azul escura acompanhada por um capuz, por baixo uma blusa verde escura de manga longa, que modelava bem o seu corpo, uma calça marrom, botas negras e um par de luvas negras para arco e flecha. Ela era diferente de todas as garotas que já conheci. Ela era forte, mas não sabia como ela poderia estar se sentindo agora.

-Ana ?

—Está tudo sobre controle aqui. —Disse Anna com um olhar sério e profundo que nunca havia visto antes. Enquanto ela atingia a garganta de um dos lobos, outro veio e tentou ataca-la pelas costas, logo pulei e o esfaqueei no peito para impedir , mas ele já havia acertado seu braço com um leve arranhão que chegou a rasgar aparentemente apenas sua capa. Me virei para ver se ela estava bem.

—Anna você está bem ?

—Sim, foi só um arranhão. Se concentre aí, ainda não acabamos.

Foi quando me virei de volta para minha posição inicial e dei de cara com as garras de um lobo que acertou o meu olho direito, porém cheguei a desviar um pouco o que pegou apenas uma garra, mas mesmo assim não conseguia abri-lo, logo após enfiei meu machado em sua cabeça, olhei para os lados e parecia ter acabado, me ajoelhei para ver como estavam as crianças, foi quando ela alertou.

—Falta um. —Disse seriamente concentrada.

Percebi que ela tinha razão porque haviam sete lobos e havíamos matado apenas seis, ao olhar novamente pra ela, a mesma já estava com o arco e flechas em mão, apontado em minha direção. Ela fez um sinal pra ficar quieto, as crianças olhavam para trás de mim com desespero. Foi quando ela atirou. Nesse momento senti o vento da flecha atravessar cada fio do meu cabelo, olhei para trás e vi o bom trabalho que ela fez. Eu estava sem reação, nunca tinha visto ela lutar daquela forma. Depois de um leve momento de silêncio perguntei.

—Você esta bem ? —Ela apenas assentiu com a cabeça.

Suas mãos estavam ensanguentadas, e um pouco roxas, ela então se ajoelhou, estava tremendo, alguns segundo depois caiu. Estava escurecendo peguei ela levemente no colo, olhei para as crianças e perguntei.

—Aonde vocês moram?

Eles estavam muito assustados para responder, ou para se quer se moverem, então os chamei, eles rapidamente grudaram em minhas pernas, um em cada lado. Fui para a aldeia mais próxima a procura de informações e medicamentos. Ao chegarmos na aldeia uma multidão foi se formando para ver o que estava acontecendo, quando uma mulher correu em minha direção gritando.

—MEUS FILHOS! —Disse ela chorando desesperadamente.

Ela tropeçou duas vezes antes de chegar até nós, quando chegou deu um abraço forte nos dois olhou, pra mim e disse.

—Muito obrigada, como posso recompensa-lo ? Por favor me diga.

Então olhei para a Ana, olhei para a senhora com seus filhos e me lembrei de quando Ana me salvou do ultimo lobo.

—Senhora, não agradeça apenas a mim, mas gradeça a ela, ela salvou todos nós, e em relação ao que pode fazer, por favor cuide dela.

Eu estava levemente fraco, então já sem forças me ajoelhei agressivamente, coloquei Ana no chão e falei novamente.

—Cuidem... dela...

—Sim, não se preocupe irei cuidar dos dois.

Havia acordado em uma cama macia e confortável. estava com roupas novas e limpas o que me deixava um pouco constrangido, havia uma toalha morna e úmida em minha testa, sentei para procurar Ana e acabei encontrando um senhor me observando.

—Calma rapaz, meu Truy, sou o marido da Ruth, e pais dos meninos no qual você e a Anna...

—Anna! Onde? Interrompi.

—Ela está ajudando minha esposa a cuidar dos nossos filhos, os ferimentos dela foram leves comparados ao seu olho.

—Por favor me leve até ela

Ele assentiu com a cabeça e fomos em direção ao quarto das crianças, as mesmas estavam sentadas rindo em suas camas enquanto Ana e Ruth davam sopa pra elas. Ana então olhou para mim sorriu e perguntou.

—Como está o seu olho ? Ficou um cicatriz maneira. —Ela começou a rir como se nada na noite anterior tivesse acontecido, mas eu sabia que no fundo ela não estava tão bem.

—Bom... pra falar a verdade eu tinha até esquecido, ainda consigo enxergar normalmente, mas e você, como está ?

—Estou bem, só levei um arranhão de leve no braço, nem vai ficar marca. —Disse ela ainda rindo.

Ela fazia questão de debochar do meu olho, mas eu não me importava por que só de vela ali viva, sorrindo, já me deixava feliz o bastante para poder esquecer a cicatriz.

—Ana... Precisamos ir...

—Estava esperando só você, bela adormecida.

—Já vão ? Nem vão esperar amanhecer ? Bom, aqui vai um presentinho, pra agradecer por tudo.

Ruth encheu a cesta da Ana com muita comida e a entregou, logo após as crianças vieram correndo nos abraçar, agradecendo por tudo, uma delas me entregou um desenho e a outra para a Ana. Naquele momento me senti sufocado, mas feliz e muito aliviado. Quando passamos pela porta, Truy nos entregou um tipo de anel e um uma folha de papel dobrada, que segundo ele estava destinado a entregar para nós. Eu ia começar a rir, mas olhei para e ele e logo após para a Anna e eles pareciam bem sérios, abri então o papel e nele estava escrito um tipo de profecia.

O FOGO APAGADO AOS BRAÇOS DO AR QUE O FORTALECE ESTA

O ANEL DE LUNA COM ELES EM SUA VIAGEM DEVEM LEVAR

UM PERIGO MAIOR AINDA OS ESPERA

PRECISAM SE UNIR A AGUA E A TERRA

A PRINCESA DA LUA EM SEU ESCONDERIJO OS ESPERA.

Quando terminei ler a suposta profecia olhei para Anna que estava olhando fixamente para o anel com uma expressão de surpresa.

—Seu nome, seu nome esta gravado no interior do anel.

—O nome dele ? Mas eu observei esse anel por anos e nunca tinha visto um nome ou qualquer pista se quer. — Disse Truy confuso.

Olhei para o anel e realmente havia meu nome gravado o que me deixou um pouco apavorado, mas Anna parecia contente como se já soubesse que iriamos para uma nova aventura. Mas eu ainda tinha muitas duvidas.

—Quem te entregou esse anel? —Perguntei para Truy.

—Eu sinceramente não sei dizer quem foi, mas posso descrever, era um garoto de pele escura, olhos acinzentados quase brancos, de inicio ate achei que fosse cego, cabelos pretos e usava um manto que cobria todo corpo.

—Será que ele tem alguma ligação com essa Luna? — Perguntei tentando arrancar qualquer tipo de informação que pudesse me ajudar.

—Infelizmente isso não sei dizer, mas parece que meu objetivo aqui foi cumprido. —Disse Truy um pouco desconfortável com tantas perguntas.

—Obrigada. —Disse Ana me dando um cotovelada, para que agradecesse também.

—Obrigado Truy, sinto muito por interroga-lo depois de toda ajuda que o senhor nos deu.

Depois de nos despedirmos deles seguimos para o caminho da nossa aldeia. Anna parecia estar concentra de mais no anel de pedra esmeralda que o Truy tinha nos dado, era como se ela quisesse desvendar o mistério da Princesa e do anel.

—Você acredita ? —Perguntei a Anna um pouco ainda descrente.

Ana: Você não ?

Ela parecia determinada a cair de cabeça nessa profecia. Quando estava prestes a dizer a ela que isso era loucura avistei uma luz que provavelmente era uma tocha. Quem estaria a essa hora da noite caminhando pelo caminho de Kione? Alertei Ana, que ainda estava observando a pedra e assim que ela também notou nos equipamos e fomos em direção a luz.

Notas finais
Vocês nem acreditam que tive que refazer esse capitulo 2 vezes, por que ele apagou antes de mim salvar (risos) mas está aí, espero que se divirtam ♥