Os Ecos

1 A Chegada à Mansão e O Primeiro Retrato


A noite estava fechada quando a jovem Aiko chegou à mansão abandonada. As paredes, cobertas de musgo e sujidade, pareciam sussurrar segredos antigos.

Ela não sabia exatamente o que a trazia até ali, mas a câmara fotográfica, herdada da sua avó, parecia pulsar com uma energia que a guiava.

Ao atravessar o portão enferrujado, um calafrio percorreu a sua espinha. Algo estava à espera dela, mas ela não conseguia definir o quê.

Enquanto explorava os corredores escuros da mansão, Aiko ouviu o som de passos, mas quando se virou, não havia ninguém. Foi então que viu a figura diante dela: uma mulher de olhos vazios, flutuando em frente a uma janela quebrada.

Aiko, instintivamente, pegou na câmara e disparou. O flash iluminou o espectro, que, antes de desaparecer, soltou um grito desesperado. Aiko ficou paralisada, a câmara tremendo em suas mãos.

A foto revelou mais do que ela imaginava o rosto da mulher parecia distorcido, como se estivesse pedindo ajuda.