Os Desvios da Paixão

20 O adeus para um amigo, o ódio para um inimigo.


Notas iniciais
Eu sei que demorei. Mais realmente esse capitulo custou para escrever.
Eu iria continuar, mais iria ficar muito comprido.
Então deixarei para o próximo capitulo!
Responderei os review's, assim que puder. *-*
Mais uma coisa, chegamos na meta de 103 review's! Para mim, é muito coisa cara!
Muito, muito, obrigada! *-*

O jovem dirigia com cuidado na estrada estreita, estava escuro e para ajudar, não havia postes de luz, apenas seu farol. Torceu o nariz, não espera que o lugar iria ser longe e vazio.

_Kazemaru._Ele olhou de relance para a namorada que o chamava.

_Sim?

_Eu..._Suspirou._Nada, esqueça.

_Diga.

_Eu estou com um mal pressentimento._Soltou.

Antes que o azulado pudesse responder uma moto apareceu e estava indo de impacto com seu carro, parecia que iria atacá-lo ferozamente sem ter medo dos riscos. Ele freiou bruscamente a tempo, levando ambos para frente. Sorte que o cinto de segurança os seguraram o suficiente para não baterem a cabeça no vidro.

A moto parou bem em frente ao carro, de lado, o rapaz ao qual dirigia desceu do veiculo, ficou parado por um tempo antes de tirar o capacete, revelando seus logos cabelos azuis.

Fubuki levantou Haruna no ar, colocando as pernas da garota em volta de sua cintura. Eles se beijavam com volúpia, ardência, necessitavam do contato de seus corpos que pareciam queimar em chamas.

Como foram parar no quarto de Haruna e se trancarem lá? Nem se lembravam, estavam tão absortos do mundo real que haviam até esquecido que estavam em uma festa.

Com milhares de convidados.

A garota gemeu arqueando seu corpo para trás, ele beijava e chupava seu pescoço, estava mais selvagem, não sabia explicar, sentia uma vibração por todo o seu corpo, um fogo inquieto que crescia a cada toque do rapaz.

Era algo novo para ela. Uma descoberta.

Sorriu fascinada, ela queria, e ele claramente queria também.

Mas algo lhe chamou a atenção, a fez ruborizar, Fubuki levou suas enormes mãos ao seu vestido. Desesperou-se, ele teria mesmo coragem? Fariam naquele local, naquela hora?

_F-Fubuki..._Chamou com dificuldade, sua voz falhava, estava ofegante._Vamos p-parar._Terminou em um fio de voz.

O rapaz a encarou, seus olhos ainda possuiam desejo para tomar aquele corpo, mas se aquietou, se Haruna não estivesse pronta, ele não iria força-lá. Fora que não era assim que tinha que ser, não era isso que planejava.

Estava tão tomado pela excitação que nem pensou no possível erro que cometeria.

_Desculpe._Murmurou, a desçendo de seu colo._Acho que exagerei._ A pequena garota sorriu.

_Não precisa se desculpar, eu que provoquei não é?_Brincou, remexendo nos cabelos do namorado._Poderemos fazer isso logo mesmo._Disse ao chocar seus lábios.

_Como?_Perguntou contra a boca da moça._Podemos?_Segurou em sua cintura e a separou, encarando seus órbes.

_Anh..Eu pensei que, depois da festa...Quero dizer, do jeito que estavamos...Deu para perceber que você queria muito._Ela tropeçou nas palavras, articulando com as mãos, rindo sem-graça, e adquirindo uma coloração avermelhada.

_Sim, eu quero._Ele sorriu._Mais e você? Sabe que não quero te forçar a nada.

_Eu sei, eu sei, mais eu te devo tanto..._Sussurrou.

_Haruna. Você não me deve nada. De onde tirou essa idéia tão boba?_Ele perguntou de forma doce.

_Fubuki._Murmurou, com os olhos brilhando._Como aguenta? Estou enrolando você por causa do medo que tenho de contar a Kidou! É o minimo que eu poderia fazer para você!

_O minimo que você pode fazer é tirar esses pensamentos da mente, já lhe disse e irei repetir quantas vezes quiser: Eu te amo, isso já é o suficiente para aguentar seja lá o que for, e eu sei que uma hora ou outra você irá contar para ele Haruna, você é forte o suficiente para encarar essa situação.

_Confia em mim a esse ponto?_Perguntou de forma fraca, sem encara-lo, talvez com medo.

_Confio em você ao ponto máximo, meu amor._Ele lhe deu um beijo no topo da cabeça, segurou seu queixo e sorriu._Agora vamos, temos uma festa para aproveitar lá fora.

A azulada não se deu o trabalho de responder, apenas contorceu seus lábios para cima, declarando que Fubuki mais uma vez havia a convencido. Pegou a mão de seu namorado e desceu para a agitação no quintal.

Órbita continuava a sua procura por Hiroto, ela já havia procurado por toda a festa, e agora só lhe restava dentro da casa.

Adentrou a residência, sem deixar que ninguém a visse, andando vagarozamente pelos enormes corredores da casa dos irmãos. Suspirou, pensando no lugar onde o ruivo poderia estar.

Ela caminhou até a cozinha, não havia ninguém lá. Foi em direção à sala, sala de estar e um cômodo que parecia ser uma biblioteca.

Absolutamente nada.

Subiu as escadas sem fazer nenhum ruído. A primeira porta do segundo andar era o quarto de Kidou...A porta estava fechada.

A garota colocou a mão na maçaneta, e quando ia girá-la para tentar abrir, ouviu passos. Imediatamente foi para o primeiro cômodo com a porta destrancada.

O banheiro.

Ela fechou a porta cuidadosamente e se virou, deparando-se com um ruivo sentado no vaso sanitário fechado.

_Mas o quê...?_Antes que pudesse terminar a fala, Hiroto se levantou rapidamente e tapou sua boca.

_Xiiiu. Só ouça._Sussurrou, encarando-a firmemente, e depois retirando a mão de seus lábios.

Eles ficaram em silêncio, ouvindo os passos se aproximarem mais e mais, seguido de vozes.

_Vamos indo Fubuki, antes que dêem por nossa falta._A azulada dizia sorrindo ao namorado. Mal sabia que dois seres estavam por detrás da porta do banheiro escutando tudo.

_Sim, daqui a pouco irão cortar o bolo._Ele retribuiu o sorriso, pegando na mão da namorada secreta e descendo as escadas.

_Eu não entendo..._Órbita indignou, logo após ouvir que eles haviam saido.

_Pois é._O rapaz voltou a se sentar na privada.

_O quê Fubuki e Haruna faziam aqui?_A garota perguntou, se encostando na porta.

_É uma longa história, você quer ouvi-lá?_Perguntou a ela, que concordou com a cabeça.

_Eu estava dando uma volta na casa do Kidou quando ouvi passos subindo a escadaria. No meio da afobação, acabei me escondendo no banheiro._Ele suspirou_Se fosse o Kidou, ele iria me dar uns pedalas sabe? Enfim, eu deixei a porta meio que entre-aberta, e olhei pelo vão._Ele deu um meio sorriso._Eram Fubuki e Haruna que estavam vindo. Ela no colo dele e ele a segurando._Hiroto pareceu pensar um pouco antes de continuar._Estavam se beijando de uma maneira muito...

Ardente, se é que me entende. Continuei espiando até vê-los entrar no quarto da Haruna. Bem, eu fiquei esperando eles sairem, e só pude ouvir uns gemidos abafados. No final das contas eu ouvi passos, que dessa vez, eram seus. Não tive coragem de sair, e estragar o momento deles, então fiquei esperando. A festa está meio parada mesmo._Deu de ombros._Sem o Goenji aqui, e o Tsunami sério de um modo estranho, não tem ninguém para curtir junto comigo.

_Espera..._Órbita murmurou, tentando entender todas as informações que recebeu do amigo._Fubuki e Haruna?

_Olha, até que eles formam um casal bonitinho.

_Uau._Ela o olhou._Eles fizeram?

_Acho que não, ficaram muito tempo naquele quarto conversando, pelo menos eu acho, só consegui ouvir sussurros.

_Mais...Eles estão juntos as escondidas?!

_Exatamente. E cai entre nós, é bem óbvio o porque não é?

Eles se entreolharam para logo depois, murmurarem juntos.

_Kidou.

_Sim._O ruivo confirmou._Aposto que é por isso.

_Bom... Acho que não devemos nos intrometer não é?

_Eu nem vi nada mesmo! Se me perguntarem, eu estava no outro lado do mundo, e quando contarem a verdade pro pessoal, fingirei surpresa, sugiro que faça o mesmo.

_Lógico._Órbita o olhou._Então...Tudo bem?_Ele a olhou dessa vez por uns instantes antes de dar um leve sorriso.

_Acho que sim, e você?

_Não muito na verdade. Hiroto...Eu sinto muito mesmo._O ruivo arqueou a sombrancelha, ouvindo atentamente as palavras da amiga._Quero dizer, sobre a briga, eu admito que não agi de forma certa. Briguei com você por um motivo bobo. Me perdoa._Suas palavras foram sinceras e arrependidas.

_Hey Órby._O rapaz chamou-a pelo seu apelido._Obrigada._Sorriu.

_Anh...Por quê?

_Porque eu estava me sentindo culpado, entenda uma coisa: Eu odeio quando brigamos._Segurou a mão dela e a encarou profundamente._Eu não conseguiria imaginar uma vida, onde eu não tivesse você ao meu lado... Minha melhor amiga.

_Melhor... Amiga?_Suspirou antes de dar um sorriso tristonho.

_Claro! Você é a melhor amiga que eu poderia querer!

_E não podemos nos ver diferentes não é?

_Lógico que não, eu não consigo imaginar mesmo, uma época onde você não é minha melhor amiga._Piscou._Só não deixe as outras saberem._A garota não respondeu, apenas o abraçou fortemente.

_Não se esqueça que você sempre será o meu melhor amigo também._Sussurrou em seu ouvido._Me prometa... Que nunca se esquecerá de mim.

_Que promessa é essa Órby?_Afagou os longos e ondulados cabelos da azulada._Eu nunca poderia te esquecer... Você sempre estará ao meu lado._Mal percebia o ruivo que Órbita se corroia por dentro.

_Somos os melhores amigos, dos melhores amigos?_Perguntou, querendo ter a certeza.

_E que isso nunca mude._Soltou seu abraço devagar, a segurando pelos ombros._Vamos nos divertir!

_Como se fosse a última vez que nos vissemos._Sussurrou.

_O quê?_Arqueoou a sombrancelha.

_Não. Nada._Balançou a cabeça e segurou sua mão._Vamos... Amigo.

E assim, eles sairam do banheiro e foram para a festa. Cada um com um pensamento diferente.

Hiroto pensando que estava tudo bem entre eles.

Órbita pensando em dizer Adeus para sempre.

_Edgar._O rapaz sussurrou, e prontamente encarou a namorada.

_Se não sair do carro Kazemaru, eu irei até ai._Falou em bom som para que o azulado pudesse ouvir.

_Não vá._Fuyuka o olhou, praticamente chorando._Não vá._Repetiu implorando.

_Fique aqui, meu amor. Eu vou dar um jeito nisso._Olhou para o rapaz que o esperava do lado de fora._Quero que tranque as portas assim que eu sair, entendeu?_A garota balançou a cabeça negativamente, enquanto as lágrimas rolavam sobre seu delicado rosto._Hey._Chamou, erguendo sua cabeça para olha-lo._Vai ficar tudo bem, apenas... Apenas confie em mim._E então ele saiu do carro, deixando-a aos prantos e indo até o homem.

_Kaz..._A garota se limitou a sussurrar, fazendo o que o namorado pediu e rezando para que tudo ocorresse bem.

Para que ele ficasse bem.

_O que você quer?_Kazemaru perguntou, sem paciência.

_Acertar as contas, rapazinho._Deu um sorriso irônico._Vamos acabar logo com isso._E sem aviso, ele correu em direção ao rapaz, desferindo um forte soco em sua barriga. No mesmo momento, ele caiu no chão, soltando um pouco de sangue pela boca.

_Eu quero ver do que é capaz para proteger ela!_Gritou, entrando em modo de ataque.

Kazemaru não respondeu, apenas se levantou com certa dificuldade e mostrou os punhos, estava com raiva, e determinado.

Edgar correu em sua direção novamente, mais ele desviou, dando um forte soco diretamente em sua bochecha direita, fazendo-o cair perto de sua moto e a derrubando. O homem se levantou depois de um tempo, e encarou o garoto com um sorrisinho superior.

A raiva de Kazemaru aumentou mais ainda, fazendo-o ir de encontro com o outro.

Grande engano.

Em um passo calculado, Edgar se esquivou e deu-lhe outro soco na barriga, mais dessa vez pior, ele tinha um soco-inglês preso na mão.

Kazemaru caiu no chão, praguejando de dor, e quando se deu conta, o homem que se mantinha de pé começou a lhe dar fortes chutes, apenas piorando seu estado.

Estava em total desvantagem, ele era maior, mais forte, sabia lutar e tinha uma arma.

De dentro do carro, Fuyuka assistia tudo com a mão na boca, os olhos já inchados pelo choro, estava paralisada.

Em outro chute que Edgar deu em seu namorado, fazendo-o gritar, ela acordou do transe e olhou para os lados, procurando alguma coisa que pudesse distrair o ex.

Se xingava por não ter trazido um celular.

E foi então que achou: Spray de pimenta em sua bolsa.

Por que levava aquilo? Porque tinha medo que algum dia isso acontecesse.

Ela abriu o carro lentamente, Edgar estava de costas para ela, então não reparou o movimento. Fuyuka queria se apressar, se continuasse daquela maneira, Kazemaru iria para na UTI com sérios riscos.

Com muita coragem, ela foi se aproximando em passos sem som. O azulado caido no chão a percebeu, mas não disse nada, temendo o que Edgar faria a ela.

E quando o maior menos esperava, sentiu uma forte ardência na região dos olhos. Kazemaru aproveitou o momento de distração e lhe deu uma rasteira.

A garota correu ao seu namorado, tentando acudi-lo.

Outro grande engano.

Edgar se levantou enfurecido, olhando com certa dificuldade para ela, e com um só golpe, a derrubou para perto de sua moto caida, fazendo-a bater a cabeça fortemente.

Kazemaru se levantou com muitas feridas escorregando sangue e tentou empurra-lo antes que chegasse mais perto de sua namorada.

Enquanto isso, Fuyuka sentia a dor latejar na cabeça, colocou a mão no local, próximo a testa, sangue escorria de lá. Ficou agachada, tentando se apoiar ao veiculo no chão. Ao lado da moto, havia um tipo de mochila.

Tinha um celular lá dentro. Ela no mesmo instante o pegou, discando o número da policia.

Edgar mal reparou, estava ocupado desviando, sem dificuldade, de Kazemaru. O garota estava fraco, mais continuava lutando.

Ele jamais deixaria-o tocar de novo nela.

Fuyuka se escondeu atrás da moto, aguardando ansiosamente enquanto o maldito celular ficava no "Tu-Tu-Tu".

_190, o que podemos fazer?_ Uma voz femina atendeu séria.

_Socorro! Meu namorado está sendo atacado e estava gravemente ferido! Preciso de ajuda._Tentou dizer tudo, mais gaguejava e soluçava em cada palavra.

_Por favor, se acalme. Qual é a localização de vocês?

_Anh...É..._Olhou para os lados, tentando achar uma placa._Conhece a residência de Yuuto Kidou? A casa 391, na rua... Rua Magnuysca! Anh...É depois de seis quarteirões. No caminho de um local que vende gelo... Se não me engano, estamos na rua Furuko alguma coisa._Ela falava tudo muito rápido e bem baixo, tentando não chamar atenção.

_Furuko Maseika? É essa a rua?

_Sim!

_Estamos indo até ai imediatamente!

Quando Fuyuka ia responder, ouviu outro gemido de dor do namorado, aquilo a fez entrar ainda mais em pânico.

Ela desligou o celular e discou outro número conhecido, a qual esse, foi atendida rapidamente.

_Alô?

_Kidou! Edgar está aqui!

Continua...

Notas finais
Comentem e deixem sua opnião!