Os Corona-Khoury - Lembranças

3 Cap- 02 — Seja bem-vinda


Notas iniciais
Niko foi em busca de informações para a quietude repentina,(e anormal), de Félix. Decidiu então perguntar para o sogro, que claramente será uma conversa bem exaltada, para não dizer algo pior... Será? Será que o ex- médico vai dizer poucas e boas, ou vai controlar a língua? Veremos... Extra: "A maior motivação que uma pessoa costuma ter, é um apoio. O maior apoio que um escritor pode ter, é um leitor". Obrigada a DaniiHyuuga e Mara por seus comentários. Bom saber que alguém lê e gosta. Deixem suas críticas, são bem vindas... (^_^) Boa leitura ;))

Niko saiu sorrateiramente, sem muita necessidade, já que Félix estava distraido. Já aprendera que não é tão fácil arrancar uma confissão de seu marido, (por mais simples que ela seja), e devia ser sincero consigo mesmo: Nada lhe corroía mais que a curiosidade. Quase nunca desconfiava de nada, mas quando acontecia, era insuportável.

Foi em direção do corredor, e logo estava na frente da porta do quarto do sogro. Nunca ousou ir até aquele quarto. Nem mesmo antes, quando a casa ainda estava desocupada, entrou ali. Enquanto lutava para manter o coração firme no peito, bateu na porta e logo recebeu resposta:

— Entra... — César já ia perguntar o que o filho queria, quando percebeu que não era ele. — O que você quer?

— Posso entrar Dr. Cesar? — Ele titubeou, mas acenou com a cabeça permitindo. Niko entrou e fechou a porta sem se aproximar muito. A insegurança era nítida, "O que eu to fazendo aqui?", perguntou-se vendo agora que a idéia não tinha sido muito boa. Respirou fundo, segurando uma mão na outra tentando conter a tremedeira, o que na verdade, não estava dando muito certo.

— O que você quer? — Refez a pergunta, mantendo a mesma feição.

— N-não.. É que... Bom, eu queria dizer... — Niko suspirou, e abaixou a cabeça. Quando se tratava de falar com o sogro, ainda tropeçava nas palavras.

— Parece nervoso em? — Disse debochado. — Aconteceu algo? — Perguntou, tentando ajuda-lo a falar, e também se livrar do incomodo que era aquela conversa.

— Na verdade... Queria saber o mesmo.

— Esta me incomodando rapaz... Diga o que quer, logo de uma vez!

— É que o Félix esta um pouco estranho. E-e... Ele esta... Bom, bem pensativo, quieto, como se estivesse triste... Ai eu pensei... Que... — Levantou o olhar, como se aquilo terminasse o que dizia.

— Que eu sou o causador disso? — Indagou.

— Não... Por favor Dr. Cesar, não é nada disso. Eu jamais ofenderia o senhor...

— Eu sei... — Surpreendeu o loiro. — E também sei que você se preocupa com meu filho. Não precisa falar, porque eu não sou tão cego... — Niko sorriu tímido e boquiaberto, concordando com a cabeça. Ficaram um pouco no silêncio, mas logo retomou o assunto. — Olha, eu e o Félix entramos em uma conversa diferente hoje, mas não sei se é realmente isso, e eu espero que não. Acredito que dois filhos é o suficiente... Além disso, na verdade, vocês nem deviam ter filhos...

— Porque não? — Rebateu Niko, quase sem perceber.

— Ora... Vocês não são um casal normal.

— Nós somos casados...

— Isso não faz vocês um casal normal. Faz de vocês dois homens casados. É diferente ..

— Ok... Então deixe eu refazer minha frase. Não somos apenas dois homens casados Dr. César. Somos duas pessoas que se amam, e isso é o significado de "casal". Duas pessoas unidas pelos amor... — Cesar desviou o olhar, ainda mais incomodado, e o loiro tratou de mudar de assunto. — Mas não é isso que eu vim tratar. Disse que "dois filhos é o suficiente"... Como assim?

— Estávamos conversando sobre seus filhos, e Félix comentou sobre as netas da antiga babá dele...

— Maryjane e "Ane"... O que que tem?

— Ele comentou sobre um sonho que tinha, de ter uma filha... Que ama os três filhos, mas sempre se imaginou com uma menina... E essa bobagem toda. Depois disso ele ficou sonhando acordado.

— Uma menina? — Niko não sabia reagir sobre o assunto.

— Deve ser um devaneio bobo, logo passa. Afinal Nicolas, dois filhos é a plenitude. São duas crianças, duas bocas pra alimentar, duas saúdes pra cuidar, duas faculdades... Acredite em mim, é o suficiente!

— É-é ... Eu sei... Muito obrigada Dr. César.

— Você cuida bem do Félix... Retribua o favor, e ajude ele a superar isso.

— Pode deixar... Boa noite. — Niko ia saindo quando foi chamado.

— Niko... — Gelou. Foi a primeira vez que ele o chamava pelo apelido.

— Sim?

— Não me incomode mais... — Niko sorriu e saiu do quarto.