Os Anjos da Minha Vida
4 Capítulo 4 - Acidente
Notas iniciais
Oi pessoas *-*
Eu sei! Não precisam nem me dizer. Estou me decepcionando cada vez mais comigo mesma. Se eu fosse leitora das minhas fics, já teria me matado... mas vocês sabem que nem sempre as coisas saem como planejado e que, as vezes, minha imaginação tira férias sem autorização.
Bom, um beijo enoooorme para a Raqueel e para LBML, obrigadão por comentarem e... mais uma vez, milhoes de desculpas pela demora.
Espero que gostem!
Eu sei! Não precisam nem me dizer. Estou me decepcionando cada vez mais comigo mesma. Se eu fosse leitora das minhas fics, já teria me matado... mas vocês sabem que nem sempre as coisas saem como planejado e que, as vezes, minha imaginação tira férias sem autorização.
Bom, um beijo enoooorme para a Raqueel e para LBML, obrigadão por comentarem e... mais uma vez, milhoes de desculpas pela demora.
Espero que gostem!
Depois que Richard contou-me sobre cada peripécia de sua infância — ainda não notaram? Fantasmas são sentimentais -, eu perguntei:
- Richard, você sabe por que ainda está aqui? Você sabe... por que não foi... para o outro lado?Ele franziu o cenho e me encarou por um instante.Ser mediadora não é fácil, ainda mais nessas horas. Pelo menos, aquele fantasma era legal. É sério, era raridade eu encontrar um fantasma que não quisesse me matar... eles sempre eram meio homicidas. - Bem, desconfio que seja algo em relação ao anel. — murmurou, olhando pela janela.- Anel?Ele assentiu.- Eu gostaria que você desse para ela... Eu ficaria feliz... que ela soubesse que era mais do que... que eu a amava mais do que eu deixava transparecer. — Richard deu uma pausa e suspirou, pensativo — É sempre assim? Quando as pessoas morrem, elas percebem o quanto erraram? Percebem que de nada adiantava mentir ou... tentar ser alguém que não é? As pessoas percebem seus erros?O fantasma me encarou com os grandes olhos castanhos e piscou, como uma criança pisca quando está confusa. Eu sorri para ele, sinceramente. - Na maioria das vezes, as pessoas continuam com as mesmas mentiras, cometendo os mesmos erros. É triste como algumas parecem não notar que... morreram. Amanhã eu... — fui interrompida pelo som do celular e tive certeza de que era Hayley. Ela disse que ligaria — Richard, mais tarde nós discutiremos sobre como eu vou pegar o anel de sua... garota. Agora, você me dá licença por um instante?Richard sorriu e assentiu, como se compreendesse totalmente o fato de que tinha muito tempo e que não precisava de pressa. - Alô? — falou Hayley, quando atendi o telefone — Angeline, você não vai acreditar onde eu estou!Não, eu não ia adivinhar. Sempre fora horrível com adivinhações.- Onde? — perguntei- Meus pais tem uns negócios em uma cidade que tem uma praia e adivinha quem está indo junto? — perguntou, animadamente.Eu ri, divertindo-me.- Você não passou mal?- Mas é claro que não! — exclamou ela — Por acaso você acha que iriam me liberar se eu pedisse “por favor”? As coisas não funcionam assim na vida real. Para ser liberada de uma sala de aula é só...Ela não concluiu o pensamento. Ao invés disso, ela gritou. Um grito agudo de desespero, pânico e dor.Ouvi som de metal arranhado e mais gritos, muitos gritos. Meu coração apertou, como se uma mão invisível estivesse precionando meu peito.- Hayley...? — gritei, mas não obtive resposta. A linha caiu.Joguei um celular num canto e sai correndo, sem dar bola para Richard, que estava a um passo de abrir uma gaveta de meu guarda roupa — sem minha permissão, diga-se de passagem -, cheguei na cozinha eu um átimo e notei que meu pai havia voltado de viagem. Não me incomodei com formalidades e, admito, não lhe disse nem um “oi”.- Mãe! — supliquei — Hayley sofreu um acidente. Nós precisamos ajudar!- Se acalme, Angel. — pediu papai- Pai, minha única amiga sofreu um acidente, — falei, suspirando pesadamente — a última coisa que eu preciso nesse momento é de calma.Minha mãe pegou um copo com água e pediu para mim contar o que havia acontecido. Foi o que eu fiz.Quando acabei minha narrativa, ela foi para a delegacia, dizendo que logo voltaria ou — ela não tinha como saber — ligaria, para dizer alguma coisa.Eu estava me sentindo mal. Sabe, não era como se eu não fosse vê-la, caso o pior acontecesse, era só que a morte sempre trazia tristeza, adeus e tragédia. Sempre. Até para mim.- Por que não vai para seu quarto? Descance até que sua mãe volte. — sugeriu papaiEu assenti, seguindo lentamente a sugestão.Qual é? Tinha um fantasma no meu quarto! Como raios se pode descançar com um fantasma mechendo em suas gavetas, ou encarando você com olhos grandes e marrons?De qualquer maneira, entrei no quarto e olhei para os dois lados. Nada de Richard. Nada de fantasma.Aliviada, me atirei na cama, achando que conseguiria não pensar em nada. Eu disse que era péssima em adivinhação por que, logo que fechei os olhos, minha mente se encheu de imagens horríveis envolvendo acidentes de carros. E, assim, risquei o item “ficar parada” de minha lista.Por sorte, o celular tocou e eu, na pressa de ter algo no que me ocupar, nem olhei o número antes de atender.- Alô? — perguntei- Quem está falando? — uma voz masculina questionou. Franzi o cenho. Só podia ser engano. Que rapaz ligaria para mim? Fala sério! Eu nem tinha um primo distante que fizesse isso.- Angeline. Quem é? - Ah! — disse a voz — Angeline. Sua voz é diferente no telefone.- Quem está falando? Ainda não fui promovida a adivinha. — retruquei- Mas o gênio é totalmente igual. — completou, bufando — Aqui é Adam Smith, meu irmão pediu para ligar por que parece que você esqueceu algo no bolso da jaqueta.Queria poder dizer que eu deu uma resposta irônica, ou algo assim, mas, infelismente, fiquei ocupada demais com uma espécie de luta interna. Como raios ele conseguira meu número?!- É uma pulseira. — continuou Adam — Prata. Com algumas estrelas, luas e uma joaninha. Uma graça, na minha opinião. Então, é sua?Engoli em seco e olhei para meu pulso. De fato, minha pulseira não estava lá. E não, antes que pensem algo assim, eu não tenho uma pulseira da sorte. O caso é que aquela pulseira tinha uma joaninha. Mais expecificamente, uma chave em forma de joaninha e, para ser ainda mais exata, a chave da minha agenda. E, sinceramente, eu enlouqueceria sem minha agenda. Com toda a certeza, a pulseira devia ter ficado presa no bolso da jaqueta de Paul, eu só queria saber como não tinha notado uma perda tão importante.
- Droga. — murmurei — Onde você está, senhor “irmão-que-serve-de-email?” - Fiquei lisonjeado. Estou em... casa. Mas Paul pode levar a pulseira amanhã, na escola, quero dizer. — respondeuTotalmente sem chance, pensei. É sério, eu tinha de anotar as coisas. Tudo. Se não eu esquecia. Uma vez eu esquecera de ir encontrar uma fantasma e, de tão irritada, ela aparecera no meu quarto, no meio da noite, com uma faca na mão e uma cara de serial killer. Agora vocês entendem o por que do desespero?- Onde você mora? Eu vou buscar. — disse, sem rodeios.- Apart-hotel General, cobertura. Sabe onde fica?- Você mora... quer dizer, já estou indo. Não vou demorar.E desliguei, aliviada por ter algo para fazer e não pensar em Hayley e nas coisas horríveis que podiam ter acontecido.Coloquei uma roupa quentinha e desci correndo as escadas, meu pai ainda estava na cozinha, tomando a xícara de café de número indeterminado. - Pai, eu vou sair. Qualquer notícia, me ligue. Não devo demorar. — falei e, rapidamente, saí para a rua,antes que ele pudesse perguntar algo.O apart-hotel General onde os irmãos-mistério moravam não era muito longe, embora não fosse exatamente perto, certo, desculpem, nunca fui boa com localizações. De qualquer maneira, eu consegui chegar no edifício sem maiores problemas. O problema, na verdade, era entrar: o segurança não parecia ter ido com a minha cara.- Será que eu posso passar? — pedi, quando ele parou na minha frente — Estou com pressa.- Preciso ver sua identidade. Procedimento padrão. — respondeu ele, olhando-me de cima á baixo, como seu eu fosse uma bandida. Quando eu desse um soco em seu focinho, ele iria entender o significado das palavras “procedimento padrão”.Infelizmente, o focinho do segurança continuou inteiro. Adam estragou a festa, aparecendo ao seu lado e murmurando:- Tudo bem, Julius. Essa é Angeline, minha amiga. — Julius assentiu — Venha, mon ange, a pulseira está lá em cima, achei que você fosse demorar mais.Eu entrei no prédio, fuzilando Julius com o olhar e, em seguida, Adam, que começara a caminhar, sem dizer mais nada.- Então, eu sou sua amiga? — perguntei, enquanto entrava com ele no elevador.O rapaz sorriu de lado, mas não respondeu, ao invés disso, perguntou:- O que aconteceu? Você parece um pouco triste ou... chateada.Ergui as sobrancelhas. Ele mal me conhecia, como podia ousar decifrar minhas emoções?- Onde está seu irmão? — perguntei, sem responder “o que aconteceu”.O garoto me prenssou contra a parede do elevador, dando um sorriso torto de matar e erguendo as sobrancelhas perfeitas, acusou:- Parece estar interessada em Paul, mon ange. Mas não respondeu a minha pergunta. O que aconteceu?Eu não conseguia, por mais que minha mente gritasse para fazê-lo, desviar o olhar dos hipnotizantes olhos azuis dele. Algo em Adam não era normal. Algo nele era inexplicável. Fascinante.- Acho que Hayley sofreu um acidente de carro e tem um... — eu parei imediatamente quando percebi o que estava dizendo. O que estava acontecendo?! Eu estava a ponto de dizer que havia uma fantasma no meu quarto e que eu teria de encontrá-lo depois.Tentei me desvenciliar de Adam, com toda a minha força, mas o garoto nem piscou.- Acho que você não completou a frase. — disse ele, encarando-me.A raiva me manteve lúcida, ou seja, não me perdi naqueles lindos olhos. Quem ele pensava que era para me “prender” e ainda ficar dando palpites sobre minha situação emocional?- Tem razão, — concordei — estou mesmo triste e chateada por que tem um IDIOTA me prendendo contra a parede de uma droga de elevador. Adam sorriu e largou meus pulsos, enquanto dizia:- Você tenta parecer durona, não é, Angeline? Mas a verdade é que não passa de uma garota insegura e mimada que tenta ser misteriosa.Trinquei os dentes e saí do elevador, que havia parado.- Não se atreva — falei, tentando manter a calma — a falar ou julgar algo que não conhece. Não se atreva.O garoto riu, saindo do elevador e caminhando pelo corredor até parar na única porta que havia lá. Eu o segui e entrei junto com ele no que parecia ser seu “apartamento”. A única coisa que eu pensei foi: ‘que banco ele assaltou?’. O apartamento do garoto era deslumbrante e luxuoso, como aqueles que se vê na TV.- Onde estão seus pais? — perguntei, mas antes que ele pudesse responder, Paul apareceu e respondeu:- Adam não te contou? Nós moramos sozinhos.Eu iria responder, iria rir, ou fazer qualquer coisa, ia mesmo, mas não pude. Estava ocupada tentando conter minhas lágrimas.Ali, com uma cara homicida, olhando para Paul, estava Hayley. Só tinha um probleminha: ela era um fantasma.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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