Os 7 Demônios de Elizabeth.
5 Capítulo 5 - O quarto demônio: A Consciência.
Notas iniciais
Elizabeth entrou no restaurante... Olhou em direção ao caixa e viu outra bruxa. Haviam 5 demônios envolta dela, dois deles eram altos e um deles tinha quase três metros, um deles era baixo e o outro levitava. A mulher pegou a refeição no self-service, colocou o prato para pesar e olhou para trás. Imediatamente os demônios de Elizabeth fizeram uma espécie de barreira, e os da outra bruxa cercaram-na. A bruxa passou para frente deles, queria saber quem seria sua "adversária". Elizabeth fez a mesma coisa. As duas se olharam. A bruxa era morena, a pele mais escura, cabelos bem lisos e pretos, olhos pretos e lábios bem carnudos. Tinha aproximadamente 26 anos. Era bonita. Olhou para Elizabeth de 15 e decidiu ignora-la. Pegou o prato e se sentou numa mesa ao lado da janela. Elizabeth pegou umas batatinhas e um refrigerante em lata e se sentou na mesma mesa, de frente para a outra bruxa começou a falar:
Elizabeth: Quem é você?
Catherine: Sou Catherine. Eu já sei seu nome.
Elizabeth: Porque você tem cinco demônios? E como sabe meu nome?
Catherine: Sou a mentora deles. E tenho um feitiço psíquico. Você não é muito nova pra ser uma bruxa? E está viajando sozinha?
Elizabeth: Tenho 15, não acho que sou muito nova... Meus pais morreram... Eu consigo mudar os números na minha carteira de identidade... Porque você não quis lutar comigo?
Catherine: Certamente apenas dois dos meus demônios iriam acabar com os seus, e os outros três iriam acabar com você.
Elizabeth: Não sei se posso concordar. Meus três demônios são bem poderosos também.
Catherine: Já lutou com alguma bruxa antes?
Elizabeth: Não.
Catherine: Acredite Elizabeth, eu já lutei com muitas bruxas, sei do que estou falando.
Elizabeth: Já? Você poderia me treinar! Eu pago mil reais.
Catherine:Já... Não preciso de dinheiro, e também não vou te treinar.
Elizabeth: Porque não?
Catherine: Não sou dessas coisas. Quando sairmos daqui, vou te dar um livro de feitiços.
Elizabeth: Legal! Espera... Você também vai para Washington?
Catherine: Não, e se você planeja ir para lá, sugiro que tire essa ideia da cabeça.
Elizabeth: Porque?
Catherine: Lá é o paraíso das bruxas e dos demônios. Existem milhares de bruxas lá... De até dez demônios! Os demônios lá são os mais fortes. Nada pode impedi-los de matar você e roubar sua juventude, beleza, alma... Qualquer coisa. Tire essa ideia da cabeça.
Elizabeth: Como sabe de tudo isso?
Catherine: Tive meu primeiro demônio aos dez anos. O nome dele é medo. É este aqui atrás de mim... Eu nasci lá. Durante dezesseis anos eu lutei com bruxas muito mais fortes que eu. Medo sempre me protegeu.
Ele fica assim mesmo como esse seu demônio fica com você.
Elizabeth: Meu demônio se chama Sofrimento. Alguém já entrou em Washington sozinha?
Catherine: Sim, uma jovem bruxa loira dos olhos azuis. Parecidos com o seu! Ela era muito forte e era membro da Irmandade. Seus 12 demônios eram muito mais fortes do que milhares por aí. Eles agiam em conjunto e ela mandava feitiços em direção à bruxa inimiga. Enquanto os demônios se encarregavam de derrotar os outros demônios essa mulher derrotava a bruxa. Era um show de luta na "Batalha das bruxas". Simplesmente épico! Essa mulher entrou em Washington à pedido da Irmandade. Ela tinha que buscar um anel canalizador de poder. Ela enfrentou centenas de bruxas de 8 à 10 demônios sem perder um só. Quando achou o anel, foi chamada de volta para a Casa da Irmandade e lá se juntou às outras bruxas. Recebeu o título de "Lucy das hordas". Ela era incrível.
Elizabeth: Batalha de bruxas? Anel canalizador de poder? — Ela lembrou que o nome de sua mãe era Lucy mas quando foi falar, Sofrimento apertou seus ombros e sussurrou: "Não."
Catherine: Batalha de bruxas é uma batalha onde 16 bruxas se inscrevem. É como um torneio. São sorteadas duplas que se enfrentam... E quando sobram oito bruxas vira um duelo mano à mano. Mas quando sobram oito, só pode ser escolhido um demônio para lutar ao seu lado. Não pode trocar... Anéis canalizadores de poder... não são só anéis, são colares, tiaras, anéis... São jóias, que aumentam seu poder, a facilidade de controlar seus demônios e seus poderes, aumentam também a distância e a precisão do poder. Lucy tinha umas 18 jóias canalizadoras de poder, e ela já ganhou a batalha de bruxas mais de 6 vezes!
Elizabeth: Caramba! Essa Lucy era muito foda!
Catherine: Era mesmo hahaha.
Depois de algum tempo conversando Elizabeth decide que era a hora de ir. As duas pagaram suas comidas e se encontraram no estacionamento.
Catherine: Hey! Beth! Aqui está o livro!
Elizabeth: Obrigada Cath. Foi, realmente, bom te conhecer!
Catherine: Tome, aqui está meu número. Assim que terminar de ler e decorar os feitiços me ligue! Trarei os outros dois livros... Boa sorte lá em Washington!
Elizabeth: Obrigada... Pode esperar que vou ligar.
As duas se abraçaram. Elas começaram a chorar, pois sabiam que talvez não se vejam mais. Catherine viu Elizabeth como sua filha, e Elizabeth viu Catherine como sua mãe...
Elizabeth foi em direção ao seu carro, ela não queria olhar para trás... Entrou no carro e foi embora.
Algumas horas depois ela havia chegado na rua de sua antiga casa. Lembranças e memórias surgiram em sua mente. Ela começou a chorar. Encontrou sua casa e parou o carro na frente da calçada onde ela lembrou que deixava seu velotrol azul. Olhou para as casas da vizinhança. Eram 2h da manhã e estavam todos dormindo. abriu o portão de madeira... Os muros eram altos e brancos. Ela entrou, olhou para o jardim e se lembrou dos tempos de criança, sua mãe deitava com ela na rede e juntas observavam o céu, as nuvens... Ela foi para a área de trás da casa. Viu a piscina. As rosas, orquídeas, camomilas... Voltou à parte da frente de casa. Elizabeth tinha esquecido de todas as coisas ruins que aconteceram pra ela nos últimos meses. Esqueceu do estupro, do bullying, até dos demônios. Ela tirou o interruptor da campainha.
Lá estava a chave reserva da casa. Abriu a porta e viu a sala de estar. Os móveis estavam cobertos por um tecido branco. Todos intactos. Ela foi à procura de mais coisas sobre sua mãe. Não encontrou nada. Passou no quarto da sua mãe e encontrou uma túnica e um anel de ouro, que estava escrito: Irmandade.
Pegou as coisas consigo e levou para a sala. Botou no sofá e foi até a cozinha. Pegou um copo de água. Voltou à procura. Até que Elizabeth passou pelo seu velho quarto rosa. Ela entrou... Sentia calafrios, alguma coisa aconteceu ou acontecia lá. Ela ligou a luz e viu sua cama, seu armário, sua escrivaninha, estante, brinquedos... Até que viu seu baú. Alguma coisa chamou a atenção dela. Naquele momento, seus demônios estavam rondando a casa para ver se havia perigo... Elizabeth abriu o baú, e de repente uma de suas bonecas se mexeu. Ela pulou para trás. A boneca se levantou e saiu do baú.
Elizabeth: Não pode ser... Você é um demônio também?
A boneca sorriu. Algo meio psicopata...
Elizabeth: Você era minha boneca preferida... Era tão linda... Eu brincava de tudo com você!
Elizabeth olhava sua boneca e sentia remorso. Quando Elizabeth era criança, só brincava com aquela boneca... A boneca tinha o rosto de porcelana. Era branca, cabelos ruivos, tinha uma falha no lado esquerdo do cabelo. Um sorriso psicopata. Nas mãos e na sua roupa tinha marcas de sangue. Elizabeth perguntou seu nome. A boneca não respondia.
Sofrimento: Essa é Consciência. Ela nunca fala com quem ela não vai fazer mal. Elizabeth, você ganhou um novo demônio.
Elizabeth: Não entendo, essa boneca foi minha durante anos, como nunca notei?!
Sofrimento: Ela pode ter sido despertada pouco tempo depois de você se mudar. As bonecas são vazias. A morte procura algo fazio para preencher. A morte escolheu ela...
Elizabeth: Isso é um pouco macabro hehehe. Diga-me Sofrimento, qual a habilidade dela?
Sofrimento: Consciência nunca mata, ela tortura. Ela pode tirar seus braços e suas pernas. Pode arrancar suas unhas e dentes. Pode moer cada osso do seu corpo... Mas ela nunca vai te matar... É isso que Consciência faz.
Elizabeth: Ela é meio maligna... Me dá calafrios saber que dormia com ela.
Sofrimento: Vamos Elizabeth, continue procurando os artefatos de sua mãe, Consciência não vai te fazer mal...
Elizabeth procurou por toda a casa. Até lembrar do quartinho nas ferramentas no lado de fora da casa. Ela pegou uma lanterna e foi para lá. Abriu a porta, e logo achou algumas coisas. Ela achou um colar de cristais, um bracelete e uma carta... Levou essas coisas pra sala. Elizabeth queria ler a carta, mas ao deitar no sofá, acabou dormindo.
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