Os 12 Problemas

2 Tenho minha primeira luta de verdade


Notas iniciais
Gostaria de ter postado semana passada, mas eu estava com problemas de tempo, então aqui esta o segundo capitulo:

Senti o cão infernal passando por mim, por sorte, segundos antes, eu tinha desviado do caminho. Enquanto ele não percebia que eu desviei (ou não conseguia parar mesmo) aproveitei para pegar minha espada/tridente.

Vamos fazer uma pequena pausa para falar sobre minha arma, vocês já sabem que Percy ganhou a Anaklusmos, mas só existe uma e Poseidon não tem só o Percy de filho, então ele teve a solução: mandar fabricar armas para seus filhos, eu ganhei uma colar de tridente, que quando você puxa o pingente (puxa literalmente do seu pescoço, e não, isso não machuca) você pode escolher mentalmente ou a espada ou o tridente, o que for escolhido vai ser a sua arma, para voltar em forma de pingente e só pedir isso mentalmente e onde quer que ele esteja ele vai voltar a ser um pingente no seu colar, mas os comandos só eu posso fazer, porque (como eu não sei) ele reconhece a mente de seu dono.

Não endento muito dessas coisas de espadas, mas pelo que Percy me falou ela é bem parecida com a dele (bronze celestial, lâmina fio duplo, cabo de couro e cravejada a ouro), mas quando você olha para elas pode ver que são diferentes, e na lamina tem um escrito em grego, que incrivelmente ninguém conseguiu ler e traduzir o que é até hoje. O tridente tem 10 centímetros a mais que eu, mas mesmo assim sei usá-lo com perfeita agilidade (como: girar na mão, trocar da mão esquerda para direita e vice versa, etc.), é de bronze celestial também, no cabo tem detalhes de ouro como: conchas, ondas e cavalos, mas são poucos, até porque iria ficar cheio de coisas desnecessárias e também te o mesmo maldito escrito que tem na espada, que fica na base dos dentes, e ele pode invocar água do (mesmo jeito que meu irmão faz sozinho) e controlar água.

Voltando, não sei por que escolhi o tridente (já que sou mais acostumada com a espada), mas foi uma boa escolha, pois bati com ele no chão e água foi para os ares, rapidamente apontei para o cão (que nessa altura estava vindo na minha direção) e toda aquela água foi parar na cara dele, teria sido engraçado se não fosse pelo fato de eu quase ter sido morta, o meu plano era ganhar tempo para trocar pela espada, mas não deu certo, quando eu ia trocar o cão pulou em cima de mim, por sorte ele não caiu em cima, mas o impacto com pata já doeu bastante e fez o tridente voar da minha mão e parar perto de uma árvore.

Fui me arrastando pelo chão feito louca, consegui chegar ao tridente a tempo de pegar ele e me levantar faltando alguns segundos para o cão infernal chegar até mim, apontei o tridente a ele, quando ele ia pular de novo em mim (dessa vez iria cair em cima mesmo), mas em vez de me acertar, ele acertou o tridente, bem no peito, aguentou um pouco, mas morreu, agora como eu tive a força de segurar aquela coisa só por um tridente, não sei.

Quando joguei o corpo morto dele no chão e tirei o tridente, pude ver a silhueta de alguém me observando: Percy. Com certeza ele foi mandado para me salvar (mas eu me salvei muhahahaha, ta ok, eu deveria estar agradecida por isso), a expressão era uma mistura de surpresa, orgulho e desaprovação.

-Não sei se devo estar orgulhoso de minha irmã ter matado um cão infernal, ou se devo estar bravo com a sua ideia estúpida. -Ele disse isso num tom bem confuso, que novidade Percy confuso.

-Orgulhoso?-Falei com um sorriso esperançoso.

-Ok, eu me rendo, quando nos estivermos chegando perto dos outros, você faz cara de adolescente revoltada que acabou de levar uma lição de moral e eu cara de pai que deu a lição. — Com isso só posso admitir que meu irmão ate que é legal comigo e sou eu que tenho a implicância, mas que posso fazer? Já virou costume.

-Obrigada, acho. Mas muitas pessoas não vão cair nessa.

-Mas essas pessoas vão entender o motivo disso. Mudando de assunto, eu só peguei a luta no final, me conte como foi. -Agora eu tinha a certeza que ele disse orgulhoso e curioso, e de certa forma eu gostei dessa atenção.

O caminho inteiro eu fui contando a Percy minha “incrível aventura” de como eu matei um cão infernal, bom depois ele me disse que teríamos que treinar minhas habilidades com os poderes de Poseidon, eu gostei da ideia, iria ser legal treinar isso com alguém experiente, e talvez depois superar ele, é como eu disse, isso já virou costume.

E antes de terminar de vez tenho que confessar que esperava mais dessa luta, mas até que não liguei muito, afinal era a primeira.

Logo que cheguei à fogueira me deparei com a cena: Lee sendo socorrida pelos filhos de Apolo, Jade falando mais de 15 palavras por segundo na tentativa de explicar tudo o que aconteceu, minhas irmãs com cara de “tinha que ser a Alice”, e Nico (o diabinho, para facilitar a sua vida irei chamá-lo de Nico D, de diabinho) se matando para não rir da cara da Arya, que por sua vez estava se matando para não bater na Jade para ela falar mais devagar, e o resto do acampamento com cara de “como um cão infernal entrou aqui?”.

Não demorou muito para eles perceberem a nossa presença, o que foi ruim porque tive que ouvir um sermão do Quíron, mas ele foi uma das pessoas que perceberam que Percy e eu estávamos fingindo, então o castigo dele foi passar uma semana sobre vigilância de meu irmão. Ótimo, agora onde eu estiver o Percy vai estar. Ebaaa vou ter a companhia de meu irmão durante uma semana eeehhhhh, só que não.

Então a coisa ficou realmente seria, porque tinha chegado o momento de discutir o que um cão infernal fazia no meio do acampamento e como ele tinha entrado. Como ele tinha entrado: alguém permitiu sua entrada, o que nos leva a mais perguntas: quem e por que fez isso? E quando descobrimos essa saberemos o que ele estava fazendo no meio do acampamento. De qualquer modo as seguranças no acampamento foram dobradas e começou a grande desconfiança de quem era o culpado, o que geral um clima tenso.

Logo fomos mandados para os devidos chalés, e dessa vez eu tinha uma historia interessante para contar a minhas irmãs, acho que foi por isso que dessa vez elas se arrumaram rápido, e começaram a me encher de perguntas, a primeira, que duvida, foi de Mari:

-Ai que divo! Como você se sentiu jogando água na cara dele?- Acho que Mari estava exaltada demais para o que a situação exigia.

-Mari, calma, não precisa tanto, que coisa parece quem tem fogo no...-Mi ia terminar a frase, mas eu cortei ela.

- Não tudo bem, hehe, er...como eu me senti....bom... que eu nem tinha ideia de que um dia ia conseguir fazer aquilo, e com vontade de rir, mas não era para rir, se não provavelmente eu morreria.-Eu estava confusa, ou melhor, super confusa.

Vic já ia falar alguma coisa, mas foi interrompida pelo bocejo de Percy, e para ter noção ele boceja feito um urso que acabou de sair da hibernação, então todas se entreolharam e chegaram a conclusão que deveríamos dormir e no outro dia falaríamos mais sobre o assunto .

Como de costume todos foram nas suas devidas camas, e eu comecei pensar na vida, dessa vez foi o motivo de não poder usar celular, porque se não eu não iria dormir tão cedo, quer dizer, já não durmo, mas desse jeito poderia ficar conversando com meus amigos, e também não é possível que algum filho de Hefesto (ou até o próprio Hefesto) ainda não tenha inventado um só para semideuses e...meus pensamentos foram interrompidos por Percy:

-Não é que eu ache que você não tem capacidade para começar a “dominar” por total água. — ele disse dominar fazendo aspas com os dedos- E que eu fui evoluindo ao longo dos anos, e ainda nem domino por total; com sua idade eu descobri que podia me localizar no mar e fazer bolhas de ar na água, mas eu conheço você, e sei que quer fazer coisas maiores e mais “poderosas”-novamente os dedos fazendo aspas- ou até mesmo um furacão em volta de si e...

-Ta, chega! Eu já entendi.

-Desculpe, mas o que quero dizer é que tenho medo que você não consiga seus objetivos e se decepcione por isso. –Isso para mim soava como um: “eu acho que você não vai conseguir”, mas tentei dar uma chance a ele.

-Olha, tudo bem, eu sei que você acha que eu quero aprender tudo o que você aprendeu em, sei lá, 5 anos, em vamos dizer menos de um ano, mas não é isso e que eu quero saber usar meus poderes, demorando o tempo que for preciso.

-Ok, — ele deu um sorriso-eu vou confiar mais em você, agora vamos dormir, amanhã começamos a suas “aulas”. -E mais uma vez aspas com os dedos, ele deve ter pegado mania, só pode.

-Ok, só não exija muito de mim, “professor”- Resolvi participar das aspas com os dedos.

Um olhou para o outro, começamos a rir, paramos, nos olhamos de novo, e rimos de novo.

-Ta, chega. -Disse tentando ser seria.

Não deu certo, eu e Percy estávamos no meio de um ataque de risos que veio do nada e ninguém iria nos parar, e o fato de Mari ter caído da cama do nada não ajudou muito, só aumento para o chalé 3 inteiro rindo.

É incrível como apenas 5 pessoas podem ter risadas tão diferentes e estranhas, a minha e da Mari são as piores, acredite se alguém contar uma piada sem graça e eu rir, você vai rir da minha risada, como diz a Mari “nossa risada estimula a risada dos outros, ou seja, somos o exemplo”, acho eu isso é uma grande responsabilidade.

Depois de mais ou menos meia hora conseguimos parar de rir, então ficou aquele clima tenso: um olhando para a cara do outro e dessa vez não tinha mais graça, cada um em seu canto sem saber o que fazer. Até que Mi soube o que dizer:

-Acho que agora podemos ir dormir, ou vamos ter outro ataque?

-Infelizmente. –Respondi, e depois todo mundo olhou para mim tipo: “você quer ter mais um ataque ou já chega?” e eu respondi com um olhar de quem perdeu, mas não gostou.

Lógico que fiquei pensando mais na vida, mas depois como sempre dormi e não me lembro de como dormi, mas de uma coisa eu lembro: do meu sonho.

Notas finais
Então é isso espero que tenham gostado, e vou tentar me organizar melhor para conseguir postar semanalmente.