Orion

4 Treinamento


Notas iniciais
Esse capítulo foi inspirado por duas coisas: a música Seven Devils, de Florence and the Machine, que eu acho que fica foda para ouvir enquanto lê (http://www.youtube.com/watch?v=hBcXe2B97TQ)

E o comentário mais que perfeito que a Victória R. me deixou esta semana que me fez ficar sorrindo igual ao gato da Alice...rs...

Aviso que o capítulo não está betado, portanto podem ter alguns erros de digitação. Já peço desculpas por isso antecipadamente.

Outra coisa é que um novo pseudo-ship aparece nesse capítulo e eu uso uma frase do Jeff Davis, mas num outro contexto. Espero mesmo que gostem.

e que alimentem minha criatividade com comentários lindos e fofos...rs...

- Por que você está fazendo isso comigo? — Stiles berrava, o rosto respingado de lama e chuva, caído no chão atrás do casarão.

- Porque eu quero que você sobreviva! — Morrell respondeu sem alterar o tom de voz.

Estavam os dois encharcados da chuva que não dava trégua. a noite já ia alta e eles lutavam desde o entardecer. A emissária usava um bastão de madeira, envolto com dois tipos de wolfsbane e avançava para cima do rapaz que quase não conseguia se desviar e já devia contabilizar dezenas de hematomas.

Aquela era quinta vez seguida que ele caía e sentiu as forças deixarem completamente seu corpo. Se recusou a levantar e a medida que falava, sentia que gotas quentes escorriam em seu rosto junto com a chuva. Estava chorando.

Seu peito se apertava de agonia e cada célula do seu corpo parecia queimar.

- Respire e levante! — ela ordenou — Isso é a distância doendo em você. E você é bem mais forte do que pensa.

Morrell se aproximou e estendeu a mão, para ajudar Stiles a se levantar. Ele aceitou, apesar do rosto contrariado. Era difícil acreditar que apanhar na chuva seria uma forma eficaz de treinamento.

- Venha, vamos comer alguma coisa. — ela chamou, balançando a água da chuva dos cabelos.

Stiles a seguiu, respirando fundo e pensando no que ela havia falado. Seria mesmo a distância de Derek que lhe machucava tanto? Entraram na casa e o calor aconchegante da lareira os atingiu. Deaton parecia menos tenso que durante a tarde, e agora colocava pratos na mesa que antes continha livros e mapas.

- Fiz uma sopa. Vai precisar se alimentar. Enquanto acabo aqui, por que não tira essa roupa molhada e coloca um agasalho?

Ele concordou com um aceno de cabeça e saiu para o quarto onde passaria a noite. Quando voltou para a copa, a emissária também já estava de roupa trocada e tinha um copo na mão.

- Como foi o treinamento? — Deaton perguntou, entregando ao rapaz um prato com um caldo espesso que lembrava a Stiles um creme de ervilhas, com pedaços de carne, e uma cesta de pão.

Seu estômago roncou e ele comeu umas três colheradas do caldo antes de responder, desanimado:

- Apanhei mais em duas horas de treinamento do que em toda a minha vida.

- É só o primeiro dia, Stiles. — ele tentou reconfortar o rapaz — Após uma boa noite de sono, você vai estar melhor.

Acabaram de comer em silêncio e cada um foi para seus aposentos, marcando uma sessão de treinamento intelectual para a manhã seguinte. Stiles tinha certeza que não conseguiria dormir, apesar do cansaço. Sentia falta de sua casa, de sua cama, de Derek. principalmente de Derek. Mas assim que encostou a cabeça no travesseiro, sentiu a consciência esvaindo como areia entre os dedos. Seu último pensamento foi que Deaton era um cara incrível para lhe deixar adormecer.

O sol era apenas um risco alaranjado no fim do vale quando Stiles abriu os olhos, sentando-se na cama aflito e com os olhos cheios de lágrimas. notou os lençóis molhados de suor e seu corpo tremendo com calafrios.

Pensou em ligar para Derek e saber se estava tudo bem com ele. Mas lembrou-se das palavras dos emissários o alertando para o risco de se comunicarem enquanto ele ainda não tivesse descoberto suas novas habilidades. E mais ainda, sem ter como controlá-las.

Levantou da cama e saiu para a varanda, sentindo o ar frio da manhã e o aroma que vinha da mistura de terra molhada, árvores antigas e muitas outras plantas dispostas ao redor da casa.

Desceu os degraus lentamente e pisou, descalço, a terra úmida e foi como se todo o peso do mundo tivesse sido tirado de seus ombros. As folhas, mesmo mortas que caíram das árvores na noite anterior, pareciam balançar sobre seus pés e o rapaz sentia que a terra sugava de dentro de si todo o cansaço que abatia seu corpo.

As marcas do treinamento, os hematomas que conseguiu com as pancadas de Morrell não sumiram e tampouco a dor quando os apertava, mas seu coração ganhou nova energia e ele respirou, aliviado.

Andou mais um pouco nos arredores do terreno, dentro do perímetro seguro como lhe foi ensinado no dia anterior. Voltando para a casa, passou pelos fundos e se deparou com um jardim circular muito bem cuidado, onde flores coloridas estavam dispostas de forma organizada e circulavam uma árvore que parecia ainda mais antiga que todas as outras.

ele divisou a mesma espécie de wolfsbane que havia no Caern e se aproximou, cauteloso. Um calor se expandiu em seu corpo a partir do local onde Derek lhe mordeu e a marca da wolfsbane tornou a queimar.

- Nosso modesto nemeton. — a voz de Deaton chamou sua atenção — Um carvalho e alguns dos muitos tipos de wolfsbane que conseguimos reunir ao longo dos anos.

- Todas matam lobisomens? — Stiles perguntou, olhando fixamente para a flor branca com estrias vermelhas.

- Nem todas. — Deaton se ajoelhou ao lado das plantas — Algumas curam, outras enfeitiçam, esta amarela, por exemplo, serve para marcar territórios ou guiar bandos em terras desconhecidas. Um lobisomem batedor vai na frente, marcando o caminho com essa planta para indicar onde o resto do grupo deve passar. Os lobos não sentem o cheiro dela, mas conseguem ver os vestígios de seu pólen.

Ele continuou explicando sobre outros usos daquela planta, mostrando a raríssima wolfsbane branca, cujo néctar é capaz de fazer qualquer um revelar suas verdades. A única que de fato fazia mal aos lupinos era a azulada.

- E essa? — ele indagou, apontando para a flor que já conhecia.

- Essa é a matria. — Deaton olhou quase embevecido para a flor que mesmo ali, longe do caern, ainda tinha uma espécie de aura brilhante,- Não sei o que sabe sobre a lenda dos lupinos, Stiles. E não tenho tempo para lhe contar. Mas diz a lenda que a seiva dessa flor contém o sangue do próprio Garou.

- O que ela faz? — o calor que emanava da tatuagem em seu ombro agora se espalhava pelo corpo e fazia seus dedos formigarem.

- Eu bem que queria saber. — Deaton respondeu, o olhar voltado para as pétalas da mátria.

- Como assim?

- Ela não se deixa tocar, Stiles. Na verdade, se você encostar nela, ela murcha e resseca, se transformando em pó em questão de segundos.

O rapaz crispou os lábios. Não foi isso que aconteceu no Caern. Ele se aproximou da planta e recolheu a flor com as mãos e ela não se desmanchou.

- Como... Como ela está no seu nemeton se ninguém consegue tocá-la? — Stiles notou que sua voz era agora quase um sussurro.

- Ela sempre esteve aí, Stiles, ao lado do carvalho. Quando meus pais vieram para cá e encontraram esse lugar, souberam que aqui ainda ia acontecer algo grande. Acho que eles só não imaginavam que seria o nascimento de um orion.

Stiles ficou observando a flor ainda por um tempo, resistindo à vontade de esticar a mão e acariciar as pétalas frágeis. O emissário a seu lado pareceu notar o coração inquieto do rapaz e indagou:

- Algum problema? Tem mais alguma coisa que gostaria de me perguntar? Ou de me contar?

Só então o orion tirou os olhos da flor e encarou o homem a seu lado. Deaton engoliu em seco ao notar que os olhos do menino brilhavam intensamente num tom de ouro velho e prendeu a respiração, aguardando a resposta dele.

- Eu... Toquei a flor. Quando estava no Caern, com o Derek. Ela... — Stiles suspirou e apontou para a flor branca que parecia irradiar uma aura avermelhada — Foi como se ela soubesse... Não sei explicar o que aconteceu, Deaton. Mas a wolfsbane se deu pra mim, ela deixou uma de suas flores cair no altar e eu peguei e era quente. E quando a senti na minha mão, apenas entendi que tinha que colocar onde o Derek me mordeu e bem, ela fez isso.

Ele puxou a camiseta para cima revelando a marca da wolfsbane em seu ombro. Deaton se aproximou, cauteloso, e tocou a tatuagem no rapaz.

- Pegue outra. — ele indicou a flor mais colada ao tronco do carvalho.

- Não! — Stiles respondeu, agitado, vestindo a camiseta e dando um passo para longe do emissário. — No Caern eu GANHEI a flor, não tentei pegá-la.

- É só um teste , Stiles. — a voz de Deaton era apaziguadora — Você não vai matá-la, suas raízes estão bem profundas e enroscadas as do próprio nemeton.

Ele ainda se mostrou indeciso, mas também estava curioso com a situação. Ajoelhou ao lado do pequeno e bem cuidado canteiro, esticando o braço para frente. assim que seus dedos encostaram nas pétalas brancas, a matria se agitou como se um vento forte a balançasse, exalando um perfume inebriante, os galhos compridos enroscando nos pulsos de Stiles, marcando seus braços com um padrão incomum de sombras, bastante parecidas com ornamentos tribais.

Quando se desvencilhou dos galhos, sentia-se eufórico, a respiração rápida e o coração disparado, como se acabasse de correr uma maratona.

- O que foi isso? — ele questionou o veterinário a seu lado.

- Stiles, infelizmente não tenho como lhe responder. Isso tudo é inédito não só para mim, mas para os livros que já li a respeito. Acho que só nos resta esperar para compreender como isso afeta suas habilidades como Orion.

O dia se seguiu arrastado com Stiles trancafiado no porão, lendo tudo o que podia do acervo de Deaton. Quando o sol já estava prestes a se por, o emissário foi até ele com um pequeno lanche e, após observá-lo comer tudo, perguntou:

- Já escolheu uma arma?

- O quê? — Stiles devolveu a pergunta com a sobrancelha erguida, realmente não entendendo o que Deaton havia falado.

- Uma arma, aqui do acervo.

- Eu... posso mesmo? — os olhos brilharam na direção da parede repleta de armamentos muitos dos quais eram centenários.

- Stiles, tudo isso é seu. — Deaton tinha a voz quase carinhosa — Minha família só reuniu aquilo que poderia ser útil quando o Orion surgisse. Você pode escolher o que quiser aqui.

- Não tem nenhum taco de baseball mágico? Sabe, faz bem o meu estilo. – ele gracejou, enquanto se levantava e caminhava em direção a um ponto específico da parede onde uma arma que lembrava uma pequena espada curva, cuja lâmina parecia ter um leve brilho azulado apesar da poeira que a cobria. Seu cabo era simples, de madeira de lei, coberta por um couro negro. Não havia adornos, mas Stiles sabia que era aquela a arma que queria.

- Pensei que preferia uma espada ou uma alabarda. – a voz de Morrell chamou atenção descendo as escadas.

- Ah não, conheço minha força. Uma arma pequena pode ser mais letal, porque eu tenho mais chance de saber usar.

- Bem pensado. Que tal começar a treinar?

- Com ela?

- Enlouqueceu? Você com uma arma afiada e sem qualquer noção de coordenação motora? Sem chances. – ela puxou um pacote de tecido escuro do canto da sala e tirou de lá duas varas curtas de madeira, lançando uma para que ele pegasse – Tome! É com isso que vamos treinar seus reflexos.

Stiles seguiu a mulher sem questionar, colocando sua nova foice presa numa capa de veludo que Deaton lhe entregou e atou-a junto à cintura. Era como se a peça fizesse parte dele já e não ia deixar que ela ficasse mais abandonada no porão.

Do lado de fora da casa o treinamento foi intenso, mais ainda do que na noite anterior. Apesar de não haver chuva, o céu permanecia nublado e nenhum estrela podia ser vista.

Morrell o obrigou a subir em árvores, buscando apoio em galhos finos e incertos. Gritava sem parar que ele era o que pensava ser. Se pensasse ser pesado, cairia, se sentisse leve, seria capaz de voar.

Stiles se esforçava, sentindo o suor escorrer pelas costas. Seguia cada comando, cada indicação que ela dava. Pensava que quanto antes concluísse seu treinamento, antes veria Derek.

A emissária fez um gesto, chamando-o para perto de si e quando Stiles se aproximou, ela lhe entregou uma venda.

- Coloque isto.

Ele obedeceu sem hesitar e esperou que ela desse mais alguma instrução. Mas não houve qualquer outro ruído. Stiles podia ouvir o próprio coração batendo acelerado diante da expectativa, até que gritou de dor com a pancada que recebeu na perna direita.

- Que porra é essa?

- Isso é o que o inimigo faz.

- Eu não estava preparado! – ele berrou, irritado.

- Exatamente. O inimigo não vai esperar você estar pronto. Não vai deixar que você peça ajuda. Não vai permitir que você tenha chance de sobreviver. Você precisa se antecipar ao inimigo.

A voz dela parecia vir de todas as direções, quando um novo golpe o acertou no ombro.

- Defenda-se! – ela ordenou.

- Como? Não enxergo nada com essa porcaria nos olhos. – a voz dele era pura indignação.

- Você não vai enxergar seu inimigo também. São lobisomens, Stiles! Mais ágeis que você, mais cruéis, sedentos por sangue. E eles estão desesperados porque você é uma ameaça. E eles vão tentar te eliminar.

- O que eu faço? – ele virava o corpo em todas as direções, balançando o bastão de madeira de um jeito desajeitado.

- Concentre-se! – a voz de Morrell agora parecia um sussurro em seu ouvido e ele sentiu, assustado o corpo dela colado ao seu, as mãos firmes segurando seus ombros. – Respire. Feche os olhos e concentre-se. Sinta o cheiro do inimigo, deixe sua pele sentir as ondulações do ar. Não é difícil, Stiles. Você é um orion. Você foi feito pra isso.

Ela se afastou com pressa, observando enquanto ele tentava assimilar o que ela tinha explicado. Depois de alguns instantes do mais puro silêncio, Stiles conseguiu sentir seu coração se acalmar. E quando o próximo golpe de Morrell veio em sua direção, prestes a acertar sua cabeça, ele conseguiu divisar uma espécie de brilho dourado riscando o espaço escuro por trás de seus olhos fechados e ergueu o bastão com força, evitando o golpe.

Morrell puxou seu próprio bastão e tentou um novo golpe que foi mais uma vez repelido. E eles seguiram assim, com ela atacando cada vez com mais fúria, enquanto Stiles se defendia com mais facilidade, arriscando sair do lugar, revidar outro golpe e até acertando o braço da emissária.

Tudo ia bem no treinamento, até que as nuvens começaram a se dissipar no céu e uma brilhante e intensa lua cheia se revelou. Quando a luz da lua atingiu o rapaz, seus sentidos aguçaram muito mais e ele se permitiu um golpe a frente de seu peito, pegando Morrell desprevenida e fazendo com que ela voasse quase dois metros antes de cair ao chão com um baque surdo e um gemido de dor.

Stiles tirou a venda e correu para ela, para ajuda-la a se erguer, quando sentiu o bastão da emissária passar pelos seus pés, derrubando-o ao chão e ela pulando por cima dele, colocando a arma em sua garganta.

- Eu sou o inimigo. – ela disse com o olhar firme – Não se tem misericórdia com o inimigo, Stiles. Ele não vai ter com você.

Ela se ergueu e disse que por aquela noite estava bem e eles poderiam ir pra casa. Estavam quase nas escadas que davam para a varanda, quando Stiles caiu de joelhos, berrando de dor, levando a mão ao estômago e sentindo sangue gosto de sangue em seus lábios.

Sentia-se atordoado. Não estava de fato ferido, não havia sangue em lugar nenhum do seu corpo apesar do gosto ainda ser forte em sua boca. A dor ia e voltava de uma forma que fazia seus olhos lacrimejarem.

Ele não ia perder os sentidos. Não daquela vez. Esforçou-se para subir as escadas, mesmo que rastejando e deixou o corpo cair de costas no chão de madeira da varanda. Quando seus olhos divisaram a lua cheia, tudo fez sentido.

- Derek! – ele murmurou, buscando os olhos da emissária que já havia gritado pro Deaton para que viesse socorrê-lo.

Stiles entendeu imediatamente que a dor que sentia vinha do corpo do alpha. Derek estava ferido, muito ferido. O filho do xerife ainda tentou se manter consciente o máximo possível, mas quando foi colocado no sofá, perto da lareira, desmaiou.

Morrell estava ao telefone observando enquanto seu irmão cuidava do bem estar de Stiles.

- Desculpe a hora. – a voz dela era formal – Não ligaria se não fosse uma emergência.

Ela ouviu a resposta em silêncio, esfregando as têmporas.

- É simples, preciso de um favor. Em nome dos velhos tempos. Preciso que encontre Derek Hale. – ela esperou a reação e voltou a falar – Não, não é para machuca-lo. Preciso dele vivo e bem. Chris, por favor. – o pedido saiu como uma súplica.

O ex caçador pareceu considerar o que ela falava e quando respondeu, Morrell apenas agitou a cabeça, exasperada.

- Chris, eles vieram atrás do Orion. Sim, ele existe e está aqui, comigo. E o alpha dele é o Hale. Acho que ele está ferido. Não – ela cortou o que quer que ele pudesse estar argumentando – Chamar Scott e Stiles para isso não vai adiantar Chris. Stiles é o orion.

A última sentença foi dita quase com dor. Morrell observava o rapaz gemendo de dor e as gotas de suor brotando em sua testa,

- “Nous protégeons ceux qui ne peuvent pas se protéger eux-mêmes.” – ela falou em voz baixa, quase melancólica – Você se lembra, Chris?

Depois de alguns segundos ela desligou com um suspiro e olhou para o irmão, balançando a cabeça afirmativamente para a pergunta silenciosa que pairava no olhar de Deaton: Chris iria atrás de Derek.

- Chris é um homem justo. Não se parece em nada com seu pai. – Deaton comentou, colocando uma manta em cima de Stiles e se levantando para caminhar até a irmã – Quem sabe ainda exista uma chance para vocês.

Ela apenas suspirou, pensando que no momento, tudo o que queria era que existisse uma chance para Stiles e Derek. Chris e ela esperaram por tantos anos, poderiam aguardar um pouco mais.

Notas finais
O que será que aconteceu com Derek?

De que velhos tempos Morrell falava na conversa com Chris?

Stiles vai se recuperar?

O bando de alfa liderado pelo Deucalion vai conseguir chegar até o Órion?

Qual o enigma por trás da Wolfsbane Mátria?

Quem nasceu primeiro: o ovo ou galinha?

Essas e outras perguntas serão respondidas nos próximos capítulos!