Romance

Isabella Swan.

Não, não, não. Mil vezes não!!! Era completamente absurdo. O que estava acontecendo afinal?! Minha mente vagava em busca de uma resposta sem nada encontrar. O silêncio agora era absoluto dentro do avião luxuoso, mas meu interior fervilhava na borda como uma panela de pressão sobre um fogão a gás. Mas que inferno! Eu vim para casa à procura de paz e sossego e já estava metida em confusão até o pescoço. Droga! Droga! Droga! Mil vezes droga!

Meus pensamentos estavam a mil por hora, confusos, conflitantes, angustiantes. Eu me recusava a aceitar aquela loucura. Eu e Emmett juntos?! Olhei disfarçadamente para Edward que mantinha no rosto uma expressão contrariada, mas em momento algum parecia estar mentindo. Comecei a fazer a respiração diafragmática que a psicóloga havia me ensinado para aliviar a tensão. Depois da breve discussão, preferi me calar. Edward ainda falou algumas coisas, tentou me alfinetar algumas vezes... Mas quando não obteve resposta, calou-se também. O que dera na cabeça de Emmett para contar mentiras tão sórdidas?! Dizer que eu havia me envolvido com ele?! Meu melhor amigo, o marido da minha prima legítima, quase minha irmã?! Jamais!

Olhei no relógio em meu pulso, uma exclusividade da Natan, o último presente que Jacob havia me dado e vi aliviada que restavam poucos minutos para chegarmos à fazenda. Emmett que me aguardasse, pois iria ter de me explicar direitinho o que estava acontecendo ali! Recordei vagamente do nosso encontro no avião, meses atrás. Puxei pela memória, forçando-a, mas não havia nada, absolutamente nada que eu tivesse dito que justificasse aquele tipo de atitude. Que tola eu fui em achar que voltando para casa meus problemas se resolveriam! Afundei mais na cadeira, começando a me arrepender da decisão de voltar para Montana.

Meu olhar vagou para a janela. Aos poucos as montanhas davam lugar às planícies extensas e as pastagens desenhadas onde avistavam-se muitos animais nos campos. Suspirei olhando o relógio outra vez. Minutos depois o solo da fazenda, de cem mil hectares já aparecia imponente. Meu coração encheu-se de ternura e meus olhos ficaram úmidos: As terras de Breaking Dawn, meu verdadeiro lar.

O avião começou a perder altura, preparando-se para aterrissar e sem conseguir evitar olhei para as mãos fortes e másculas que manejavam habilmente os controles, vendo-as em minha mente deliciosamente quentes, passeando sobre o meu corpo nu, me fazendo gemer com os toques hábeis. Engoli em seco, forçando minha atenção para o pouso, prendendo a respiração esperando pelo barulho das rodas tocando o asfalto da estreita pista logo abaixo de nós. A descida foi bem mais suave do que eu esperava. O aparelho deslizou até a cabeceira da pista, onde fez a volta e parou, segundos depois. Os motores foram desligados. Uma caminhonete vermelha coberta de poeira atravessou os campos, para encontrá-los. O carro do meu pai.

Disposta a sairé dali o mais rápido possível, desafivelei o cinto de segurança e saltei do assento preparando-me para descer, mas Edward segurou-me pelo braço. Novamente uma onde de pequenos choques elétricos fizeram minha pele formigar.

-Me solta!

Exclamei sentindo-me sufocada pelo seu magnetismo. De repente a cabine daquele luxuoso avião ficou apertada demais para nós dois.

-Não esqueça de que estarei de olho em você, falou irritado. Me livrei do toque indesejável e corri par alcançar a porta, abrindo-a em seguida. Papai correu para me ajudar, descendo a escada da aeronave.

-Bells!

-Pai!

Atirei-me em seus braços. O calor reconfortante e familiar daquele abraço mais amigo que paternal libertaram minhas lágrimas recentemente represadas.

-Não chore, filha.

-Ah, papai, estou tão feliz em estar aqui com você...

Falei com minha boca enterrada em sua camisa de xadrez vermelha. Ele não mudara praticamente nada. Continuava charmoso como sempre, apenas os cabelos em suas têmporas, agora estavam completamente brancos.

-Eu também, meu amor. Estou muito feliz em ter você em casa outra vez.

-Obrigada, respondi secando as lágrimas e me sentindo uma idiota.

-Não tem que agradecer. Você sempre será bem vinda, respondeu olhando Edward que se aproximava com uma mala cor de rosa em uma das mãos. Charlie sorriu e não conseguiu segurar uma piada.

-Queria que as moças no bar do Riley vissem você agora, Edward, com esta linda mala Pink...

Gracejou.

-Este tom de rosa combina com mulheres e com idosos como você, Charlie, não comigo. Estou apenas fazendo um favor, retrucou com azedume, colocando a mala na parte traseira do veículo.

Papai deu um sorriso enigmático, seu olhar passando de Edward para mim e recaindo sobre ele outra vez.

-Viagem difícil?

Questionou. Edward deu de ombros.

-Já tive companhias melhores, respondeu tentando me provocar. Ignorei-o totalmente. Qual era o problema dele afinal?!

-Como está sua saúde?

Perguntei mudando de assunto enquanto meu pai acomodava-se ao volante da caminhonete, eu passava para trás e Edward sentava no banco do passageiro.

-Eu estou bem filha.

-Tem certeza? Você me parece extremamente cansado.

-Não se preocupe. Não dormi muito bem ontem à noite porque uma das éguas pariu. Nasceu um potro puro sangue.

-Pai! Você não tem mais idade para ficar nos estábulos até o dia amanhecer, esperando o nascimento de um potro! Deveria ter ido para casa descansar e deixar que os outros peões cuidassem disso, reclamei olhando para Edward de cara feia. Ele ajeitou o retrovisor de modo que fitasse o decote do meu vestido refletido na imagem o tempo todo. Reprimi um palavrão em respeito ao meu pai.

-Passou cinco anos longe, Isabella e acha que pode chegar aqui e dizer ao seu pai o que fazer?!

-Não se meta na nossa conversa, Edward. Você não foi chamado a participar dos assuntos da família Swan!

-Ei, ei, vocês dois!

Papai falou com seriedade fazendo com que nós nos calássemos. Cruzei os braços sobre o peito evitando assim que ele continuasse com os olhos fixos no contorno dos meus seios.

- A viagem foi longa, vocês dois devem estar cansados e eu não quero saber de discussões por aqui, entenderam?

Seu tom de comando era imperioso. Perguntei por Rose ele começou a conversar animadamente.

-Sua prima está ansiosa para lhe ver, filha. Foi comprar algumas coisas em Billings, mas deve estar de volta daqui a pouco.

Edward ouvia a tudo, mas continuou em silêncio. A caminhonete se agitava pela estrada de terra batida e o sacolejo dos nossos corpos dentro do veículo era inevitável. Quinze minutos depois chegamos à casa do meu pai, minha antiga residência. A emoção de rever o lugar onde eu havia crescido era enorme. Os degraus da varanda enorme, as amplas janelas com as venezianas brancas, o terraço no primeiro andar, o telhado uniforme... Desci apressadamente, louca para entrar em casa. Edward fez o mesmo, saltando do veículo e andando em direção a um volvo prateado reluzente que estava estacionado um pouco mais adiante. Meu pai agradeceu a ele. Eu acenei discretamente. Ele fez um cumprimento com a cabeça, deu a partida no motor e saiu levantando poeira. Meus olhos então o acompanharam até que o carro sumisse completamente nas curvas sinuosas que levavam até a casa sede da fazenda.

Papai aproximou-se envolvendo meus ombros com um braço.

-Ele também sentiu a sua falta, falou baixinho.

-Bom, se sentiu tem um jeito muito esquisito de demonstrar...

-O que quer dizer?

Forcei um sorriso.

-Nada, pai. Vamos entrar agora. Estou precisando descansar um pouco, falei e nós seguimos juntos.

-Está com fome?

-Sim, respondi sorrindo.

-Ótimo. Preparei alguns deliciosos sanduíches com peito de peru defumado para o nosso almoço.

-Oba! Estou me sentindo com doze anos outra vez, falei me divertindo.

-Você sempre será a minha garotinha, retrucou carinhoso.

-Vamos para a cozinha?

-Vá na frente. Vou subir e deixar sua mala no quarto. Você pode arrumar suas coisas com a Rose mais tarde quando ela chegar, falou por sobre o ombro subindo as escadas. O tempo passou depressa e antes que eu esperasse, ele estava pronto para sair.

-Aonde vai?

-Tenho muito trabalho a fazer, filha.

-Já?

Ele sorriu complacente.

-Teremos muito tempo para conversa mais tarde. Quanto tempo pretende ficar?

-Ainda não sei papai, mas no que depender de mim, ficarei aqui o maior tempo possível, respondi sincera.

-Você não sabe o quanto é bom para o seu velho aqui ouvir isso, Bells!

Meu pai iria chorar.

-Pai! Você não é velho, está na flor da idade. Quem sabe pode casar de novo...

Respirando fundo ele respondeu:

-Não sei... Acho que depois da morte da sua mãe, virei um solteirão convicto. Um conquistador inveterado.

Revirei os olhos fazendo uma careta.

-Assim você me assusta, respondi quebrando o clima. Nós dois rimos, ele beijou de leve os meus cabelos e dirigiu-se para a porta, pagando as chaves da caminhonete. O barulho seco da porta fechando atingiu meus ouvidos. Suspirei olhando em torno e resolvida a subir e tomar um bom e relaxante banho para dar uma revigorada.

Narrador.

Duas horas depois...

-Charlie?

Edward chamou do lado de fora da varanda. O carro não estava estacionado lá, mas ele também não conseguira encontrar o velho amigo e capataz em nenhum lugar na fazenda. Precisava lhe falar sobre os dois animais doentes. O gado havia sido vacinado, mas aqueles dois animais estavam apresentando indícios semelhantes aos da febre afitosa e ele não estava gostando nada daquilo.

-Charlie, você está aí?

Insistiu, mas não houve resposta.

Entrou na casa,completamente silenciosa,subiu as escadas sem fazer barulho, estacando subitamente diante da porta do quarto de Bella que jazia completamente aberta. A linda mulher recém chegada, o objeto dos seus mais secretos desejos e fantasias masculinas estava de costas para ele, parada de pé, com o corpo envolvido por uma toalha amarela e os longos cabelos molhados e perfumados caindo como uma grossa cascata em suas costas.

Ficou admirando a linda mulher de costas,cheio de segundas intenções,louco que ela retirasse logo aquele pedaço de pano que o separava de seu objeto de desejo. Sua pulsação disparou e a adrenalina tomou conta de seu sistema sanguíneo. Sabia que deveria alertá-la da sua presença, mas não conseguiu mover um músculo. Não conseguiu articular uma palavra que fosse. Subitamente a toalha caiu no chão de madeira polida, revelando um corpo macio curvilíneo ainda mais sexy do que ele se lembrava. Não poderia desviar o olhar nem que a sua vida dependesse disso.

A bunda firme e redonda, as costas lisas, os ombros delicados, os quadris sinuosos e arredondados, perfeitos para sua altura. As coxas torneadas e proporcionais as pernas roliças e bem feitas. O pente escuro escapou de suas mãos e ela baixou-se para pegar o objeto. Ele prendeu a respiração deixando o olhar escorregar para os seios firmes e rijos, os mamilos rosados como botões de rosa prestes a desabrochar.

Seus olhares se encontraram e Bella gritou tomada pelo susto.

-AAAAAAAHHHHHH!!!!

Berrou dando um passo para trás, os olhos esbugalhados, quase saltando das órbitas. Ele então viu o triângulo depilado no delta de sua feminilidade recoberto apenas por uma penugem lisa, escura e escassa na parte de cima, seu desejo sendo atiçado implacavelmente, dobrando de tamanho. O cheiro de morangos dos cabelos longos e do corpo macio o atingiu como um raio. A fera adormecida dentro dele despertou. Nunca ficara tão perturbado diante de uma mulher nua antes. Estava agindo como um adolescente sedento por sexo. Em poucos minutos sua calça jeans estouraria com certeza.

-Calma, Bella, sou eu!

Pediu tentando acalmá-la. Ela baixou-se vermelha de vergonha, corada até a alma tateando o assoalho em busca da proteção segura da toalha amarela felpuda.

-Mas que raios...

Falava com a voz trêmula.

-Shhh... Está tudo bem, falou entrando no quarto, aproximando-se dela cada vez mais.

-Como assim, está tudo bem?! Você entra na minha casa e fica aí me espiando como um tarado, Edward!

-Eu juro que não foi a minha intenção, Bella. Eu vim atrás do seu pai e resolvi entrar para ver se tinha alguém por aqui. Subi apenas para isso. Pensei que você estivesse com Rose, falou tentando justificar-se.

-Idiota!

Falou enrolando-se ainda mais na toalha.

-Foi um acidente, eu juro.

Ela respirou profundamente, desviando o olhar antes de responder.

-Tudo bem, mas agora saia, por favor, pois eu preciso me trocar.

-Não.

Sua voz era como uma carícia suave e rouca. Bella estremeceu com a negativa.

-Como não?! Eu exijo que você saia daqui agora, Edward!

Em dois passos ele a agarrou, envolvendo o corpo macio entre os braços firmes, colando seus corpos. Bella tentou em vão desvencilhar-se, mas ele a segurou com firmeza.

-Devia ser um pecado uma mulher ser tão linda como você, sussurrou enquanto baixava a cabeça buscando os lábios dela. Os lábios quentes tinham um gosto tão familiar e presente que era como se ela nunca tivesse ido embora. Bella era menor, e mais fraca que ele por isso resolveu ficar imóvel, torcendo para que ele a libertasse, mas tudo era igual. A mesma excitação que a dominara cinco anos atrás, deixava sua sensualidade a flor da pele, molhava sua intimidade e fazia seu coração bater mais forte. . . Sim, desejava aquele homem. E como! Desejava Edward com cada célula de sua pele, com cada parte do seu coração. O beijo tornou-se selvagem, Edward parecia querer devorar cada parte dela com a boca, deixar sua marca nos lábios vermelhos e inchados. Refém do desejo louco e crescente, sentindo que seu corpo a traía novamente, Bella desistiu de lutar, espalmando as mãos sobre a camisa dele, deslizando-as pelos músculos fortes do peito largo e definido, tomada de prazer. Lembrou-se de uma tarde quente de verão, há muitos anos, quando aquela paixão explodira desenfreada pela primeira vez. Mas subitamente Edward interrompeu o beijo e os seus olhares encontraram-se ficando presos um ao outro. Os olhos verdes tinham tornado-se negros.

-Bella...

-Por favor, Edward...

-Alguma vez você conseguiu esquecer?

Com o corpo tremendo pelo momento de paixão, ela soltou as mãos ao longo do corpo, desviando o olhar para um ponto qualquer do quarto. Edward insistiu.

-Responda.

-Vá embora, Edward, pediu num fio de voz.

Ele pressionou o corpo dela contra sua ereção, fazendo com que Bella sentisse no ventre todo o seu desejo.

-Saio daqui e deixo-a sozinha quando você me responder. Seu tom era suave, mas ao mesmo tempo firme. Os olhos castanhos erguerem-se na direção do lindo rosto de anjo que qualquer modelo no mundo daria a alma para possuir.

-Não, eu nunca esqueci, admitiu enquanto ele soltava um gemido rouco e a beijava outra vez. O tempo deixou de existir. Segundos depois as mãos másculas e experientes acariciaram-lhe os seios, excitando-os, tornando-os duros. Ela suspirou contra a boca dele, os dedos ansiosos procurando os botões da camisa de tecido. Edward ergueu uma das pernas macias, trazendo-a para rodear sua cintura.

Então, o barulho do motor de um carro chegando cortou o silêncio do ambiente. Edward praguejou, segurando Bella pelos braços com cuidado, tremendo pelo esforço que isso lhe custava, e fazendo com que ela sentasse sobre a cama.

-Você tem visita, respondeu ajeitando sua ereção dentro do tecido da calça. Ela fitou-o ainda inebriada com as sensações recentes, mas nada respondeu. Suas pernas haviam ficado moles e não respondiam ao comando do seu cérebro. A porta da entrada foi aberta. Edward deu as costas para ela e caminhou a passos largos para o banheiro novamente, voltando-se rapidamente, falando por sobre o seu ombro:

-Essa nossa conversa ainda não acabou, sussurrou baixinho. Apesar do volume em seu tom de voz, Bella ouviu cada palavra. Elas reverberaram em sua pele, marcando como brasa viva.

-Olá? Tem alguém em casa?!

A voz de Rose ecoou lá embaixo.

Segundos depois Rose avistava a prima sobre a cama e corria para abraçá-la.

-Bella!

-Rose! Que saudades!

-Eu também, prima, eu também!

O entusiasmo do reencontro entre as duas mulheres deu a Edward a oportunidade que ele esperava para sair da casa de Charlie Swan sem ser visto.

Edward Cullen.

Caralho... Minhas mãos tremiam quando entrei no carro e liguei o motor rapidamente, meu coração quase saindo boca afora. Ainda bem que eu havia deixado o volvo na parte de trás da casa, estacionado à sombra de algumas árvores, no início de uma curva fechada ou Rose teria visto o carro e tirado suas próprias conclusões. Carros esportes e velozes eram uma grande paixão na minha família. Meu pai, eu e Emmett adorávamos aqueles brinquedinhos de garotos crescidos. Se bem que o foco do senador Carlisle Cullen ultimamente eram os aviões.

Liguei o rádio para me distrair e os acordes de Debussy encheram a cabine. Uma de minhas músicas clássicas favoritas, mas naquele momento soava como um Rap composto nas favelas e nos guetos das grandes cidades, tal era minha agitação interna. Dirigi como um louco com mais de cem quilômetros por hora cerca até minha própria casa. O que eu estava fazendo?! Não sabia, mas eu precisava fazer alguma coisa para não enlouquecer, levando o motor do carro ao limite, descontando toda minha frustração no acelerador.

A construção antiga e rústica, com um mezanino grande no primeiro andar ficava a três quilômetros e meio da casa dos meus pais, no final de uma extensa colina em declive. Parei o carro bem na frente, desliguei o motor e apertei a direção com força. A minha antiga irritação por ter sido incapacitado de finalizar o ato sexual era fraca e pálida em comparação à necessidade pulsante do meu pau nesse momento e ao ódio que me possuía agora. Eu odiava Bella por me fazer querê-la depois de todo esse tempo. Eu odiava Rose ter chegado de repente e atrapalhado os meus planos! Porcaria de vida... Meu pau latejou e eu praguejei alto, inconformado.

Meus pensamentos nublaram, minha visão embaçou e eu aumentei o volume do CD, me agarrando a qualquer emoção que me distraísse do pensamento de qual seria o gosto dela… De como seria deslizar minha língua naquela pele cheirosa e buscar cada recanto escondido. De dardejar minha língua na tenra carne de sua buceta depilada e convidativa, fazendo-a contorcer-se e gritar em minha boca tomada pelo orgasmo... Eu queria ver o rosto de Bella quando ela gozasse para mim, sentir os espasmos transpassando seu corpo... O mel secreto e delicioso escorrendo pelas coxas depois do gozo... Porra! Mas que Inferno... Caralho! Fechei os olhos e o rosto dela tomou conta da minha mente. Eu precisava ir ao banheiro agora mesmo, em caráter de emergência bater uma ou duas em busca de alívio!

Tirei a chave, abri a porta, sem me incomodar em trancar e ignorei completamente a bagunça crescente na cozinha, que mais parecia ter saído de um campo de batalhas da Segunda Guerra Mundial. Pedaços de cerâmica do piso soltas pelo assoalho, uma imensa poça d’água estava se formando embaixo do encanamento da pia, metade de uma tira de papel de parede havia desgrudado, ferramentas e outras tralhas tomando conta de quase todo o espaço. Fui inventar de mexer naquela porra e o desastre só aumentou. Eu tinha que criar vergonha na cara e chamar um profissional especializado no assunto.

Meu pau gritou novamente e bani os pensamentos a respeito das cozinha para longe. Todo o resto, podia esperar agora... Subi os degraus numa velocidade recorde. Tirei minha calça, deixando-a no chão e a boxer preta que deslizou pelas pernas. Entrei no banheiro, abrindo a segunda gaveta sob a pia e pegando meu gel lubrificante, enchendo minha mão direita, sentando na bacia. Envolvi meu pau com a mão e comecei os movimentos de vai e vem, subindo e descendo, indo e voltando, cada vez mais acelerados, pensando em como seria ter Isabella na minha boca... Macia, quente, doce, molhada, contorcendo-se... Gozei minutos depois, jorrando meu esperma no chão, e na mão, banindo aquela necessidade sexual primitiva, satisfeito pelo menos por enquanto.

Notas finais
Mais um fresquinho para vocês,espero que gostem e façam essa humilde autora feliz,comentem e indiquem.Beijos