Orgulho E Sedução.
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Cap. 11
Isabella Swan.
Minha vontade era esmurrá-lo, droga! Edward conseguia ser ao mesmo tempo irritante, presunçoso, insuportavelmente mandão, manipulador e arrogante. Eu ria descer do carro assim que ele estacionasse na frente da casa do meu pai, bater a porta e sair correndo. Gostando ou não ele ficaria para trás e pensasse o que quisesse! Imbecil presunçoso. Humpf! Eu não ligava a mínima.
Vinte minutos depois...
O motor foi desligado e desci depressa. Não saiu como eu havia planejado. Ele era muito rápido. Já havia descido e estava dois passos atrás de mim, o calor de sua respiração batendo em minha nuca. Cheguei aos degraus que levavam a varanda estacando subitamente. A raiva que eu sentia dele esvaiu-se em segundos. Paralisei no lugar. Meus olhos fixos na porta de entrada. Edward colidiu bruscamente com as minhas costas, me desequilibrando e quase me derrubando. Ele me segurou com suaa mãos no tempo certo.
-Ai! Você está bem, Bella?
Eu ouvi a pergunta, mas não respondi. A porta estava aberta. ABERTA. Meu coração batia loucamente acelerado. Um arrepio de medo desceu pela minha coluna. Eu tinha trancado antes de sair. Minha mente confirmou com a imagem nítida do momento em que eu saía de casa, mais cedo. Ofeguei de ansiedade. Edward acompanhou meu olhar confuso, sem entender nada.
-O que foi?
Engoli seco. Meu estômago revirou.
-Bella?
-Eu...
Minha garganta ardia com a percepção de que alguém havia invadido a casa do meu pai. Tinham entrando o meu lar. Edward virou-me de frente para ele, uma ruga de preocupação vincando sua testa.
-Diga-me, o que há de errado?
Respirei fundo uma , duas, três vezes.
-A... A porta, balbuciei. Seu olhar deixou o meu rosto e foi para a entrada da casa.
-O que tem a porta?
-Eu tranquei antes de sair, Edward, falei num sussurro. Não havia sinal do carro do meu pai o que significava que ele ainda estava trabalhando. Ele praguejou alto e me colocou para trás de seu corpo, sacando a arma que estava presa no cós de sua calça e que eu sequer havia notado. Arregalei meus olhos sentindo os músculos tensionarem, engolindo em seco.
-Fique aqui.
-Não. Eu vou com você, eu disse.
Havia uma leve forçada na madeira, na altura da maçaneta, mas era discreto e que talvez não chamasse a atenção de outra pessoa. Quem fez aquilo sabia exatamente como invadir uma casa sem levantar muitas suspeitas. Entramos e andamos por toda parte térrea, sem nada encontrar. Edward na frente e eu atrás. A porta de tela que dava para o quintal estava trancada como eu havia deixado e também todas as janelas. Suspirei tensa. Ele me fitou e fez um gesto apontando para as escadas. Engoli em seco. Subimos. Ele sempre na frente. Quando chegamos ao meu quarto meu coração quase saiu pela boca: havia uma calcinha vermelha de renda sobre a cama. Eu sempre guardava minha roupa íntima no armário. E a camisola com a qual eu havia dormido na noite anterior tinha sumido. Edward entrou no banheiro e em seguida foi até o quarto do meu pai. Não havia ninguém.
-Falta alguma coisa?
Peguei a lingerie. Ela não estava sobre a cama. Estivera dentro do meu guarda roupas, na gaveta das calcinhas. Certeza absoluta. Era uma lingerie que Jacob havia me dado no dia dos namorados.
-Minha camisola.
Os olhos dele se estreitaram perigosamente.
-Tem certeza?
-Sim, Edward. Deixei-a sobre a cama, mais precisamente sob o travesseiro hoje de manhã e...
-E?
-Esta calcinha.
-O que tem ela?
-Estava no guarda roupas, na gaveta com as outras, falei desolada.
-Bella, nós estamos com uma situação séria da porra aqui. Pense com calma... Tem certeza de tudo que está me dizendo?
Assenti.
-Certeza absoluta.
-Filho da puta! Eu vou encontrar e matar esse infeliz, pode apostar!
-Vou embora, Edward. É a coisa mais certa a se fazer, respondi baixando-me e tirando a mala de debaixo da cama. Ele aproximou-se segurando em meus ombros. O contato foi eletrizante. Edward me fitou num misto de apreensão, medo, carinho e preocupação.
-Não vou deixar você partir.
Sua voz era firme, o tom não admitia discussões.
-Eu só trouxe problemas.
-Não, Bella. Você não tem culpa. Esse canalha é muito doente ou está fazendo uma brincadeira de muito mau gosto.
-Aconteceu alguma coisa parecida antes da minha volta?
-Nunca, respondeu fitando-me sério.
-Está vendo?! Minha presença aqui está colocando todos vocês em perigo, Edward. Não vou me perdoar se alguma coisa ruim acontecer ao meu pai, Rose, você, seus pais... Minha voz estava embargada.
-Deixe de bobagem! A culpa não é sua e nada de ruim vai lhe acontecer. Estamos em maior número, somos uma família e conhecemos a fazenda como a palma das nossas mãos. Temos muitas armas e em nenhum outro lugar você estaria tão segura quanto aqui. Mas vamos ter de contar aos outros.
Meus olhos abriram-se como pratos. Ele ergueu uma mão tranqüilizando-me.
-Calma. Prometi que não diria uma palavra sobre o que você me contou e vou cumprir. Vamos reunir todos na casa do meu pai e relatar que dias atrás alguém andou lhe espiando enquanto você tomava sol e que hoje alguém entrou na casa, levando sua camisola.
Ele estava certo. O perigo me rondava, mas minha família estava toda ali.
-O que vamos fazer agora?
Perguntei.
-Vou levá-la para minha casa, falou.
Mastiguei os lábios, incerta, mas acabei concordando. Não iria conseguir ficar sozinha mesmo.
-Pegue algumas roupas, produtos de higiene e o que achar necessário. E não se preocupe, prometo que serei um cavalheiro.
-Preciso avisar papai.
-Deixe que eu cuido disso. Hoje é a noite do carteado e Charlie não deve vir para casa tão cedo. Espero você lá embaixo.
Disse saindo em direção às escadas. Eu sabia que jogar cartas ali na fazenda era um vício contagioso, embora não houvesse dinheiro envolvido no jogo. Jogava-se por puro prazer. Peguei uma bolsa pequena que acomodasse duas mudas de roupas, minha nécessaire, chinelos, o note book e saí.
-Está pronta?
-Sim.
-Avisei o Charlie pelo rádio. Me dê sua chave, pediu. Estendi o objeto de metal dourado que tinha na palma da mão. Edward pegou-a, esperou que eu passasse para fora primeiro, saiu e trancou a porta novamente.
-Vamos precisar trocar a fechadura.
-Ok.
Seguimos em silêncio até a casa dele. Edward entrou com o carro na garagem desta vez. Nós descemos, ele pegou as minhas coisas e caminhamos juntos, entrando na sala. A cozinha continuava do mesmo jeito, um caos total.
-Suba e tome um banho. Há um roupão pendurado atrás da porta. Vou fazer alguma coisa para comermos e depois vou lhe dar uma massagem com um spray para dores musculares. Escutei aquilo e estremeci sabendo que sentir as mãos dele sobre minha pele seria minha rendição. Mas como diz o ditado, quem sai na chuva é para se molhar. Ele entrou na cozinha, desaparecendo no meio da bagunça e eu fui para a escada. No mezanino havia um escritório, onde uma estante de madeira escura acomodava diversos livros dos mais variados gêneros. De suspense até romances e muitos outros de medicina veterinária. O vão aberto era seguido pelo único quarto. Caminhei até lá. A larga cama de Edward, ainda por fazer era ladeada por uma imensa janela do teto quase até o piso. Móveis antigos com um toque de modernidade completavam a mobília. Tudo ali era muito masculino. O cheiro do perfume amadeirado dele invadiu minhas narinas, perturbando-me. Dirigi-me ao toalete onde me livrei das botas rapidamente o0lhando curiosa para o imenso Box. Não havia banheira. Liguei o chuveiro deixando que a água quente me envolvesse e tentei relaxar não pensando no que poderia acontecer nas próximas horas.
Quando estava terminando o banho ouvi passos no mezanino, sobressaltada, puxei o roupão e me enrolei.
-Bella?
Meu coração disparou com o tom rouco de sua voz.
-Sim?
-O Charlie ligou. Ele não vai voltar para casa tão cedo. Avisei que você iria ficar aqui comigo.
-O que ele disse?
-Que estava tudo bem.
-Sério? Ele sabe que nós estamos aqui sozinhos?!
-Sabe.
-Nossa... Ou meu pai mudou muito ou confia demais em você, falei rindo.
-Engraçadinha.
-Vai usar o banheiro agora? Quer que eu me apresse?
-Vou tomar banho lá embaixo, fique à vontade.
-Ok.
Ele deu o recado e começou a abrir as gavetas da cômoda procurando algo para vestir, pensei. Em seguida ouvi os passos dele afastando-se. Enxuguei-me, penteei os cabelos, vesti calcinha e sutiã novos, na cor lilás
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o roupão dele por cima e olhei minha imagem no espelho. Satisfeita abri a porta e saí.
Narrador.
Vestindo o roupão azul, Bella estava sentada no confortável sofá de tecido quando Edward apareceu com os cabelos ainda respingando do banho recente. De suéter azul marinho que realçavam o verde dos seus olhos, calça jeans surrada e descalço, ele estava mais sexy que nunca. Um anjo sedutoramente perigoso. Ele sorriu discretamente observando a maneira com que ela se sentara, preocupada em não mostrar nenhuma parte do corpo.
-Fiz uma sopa rápida de espinafre com batata e temos torradas para acompanhar. Está bom para você?
-Claro, respondeu. Ele desapareceu na cozinha novamente. Pouco depois retornava à sala com dois pratos fumegantes de sopa, estendendo-lhe um deles. Bella aceitou e ele saiu em busca das torradas voltando em seguida. Comeram em silêncio desfrutando um da companhia do outro. Bella observou a lareira de pedra de entalhes antigos com atenção.
-É original, ele respondeu quando viu o interesse dela.
-É linda.
Ele ampliou o sorriso.
-Existem muitas vantagens em se ter uma mãe decoradora, falou orgulhoso.
-Sua mãe tem muito bom gosto.
-É verdade. E ela conhece os filhos muito bem. Emmett gosta de coisas mais modernas, assim com a Rose, enquanto eu gosto de coisas mais antigas, completou passando um guardanapo de papel sobre a boca.
-Assim como eu.
Os dois se encararam por um momento. Bella desviou o olhar para o chão onde um tapete felpudo em três tons de marrom jazia convidativo.
-O tapete também é lindo, disse.
-Um cenário bem romântico, não? Lareira de pedras, tapete em frente ao fogo, uma linda mulher seminua...
Ela corou violentamente. Ele gargalhou.
-Não sei do que você está rindo, Edward.
-Do modo como você cora. Acho fascinante.
Ela fez uma careta e devolveu-lhe o prato vazio.
-Você está zombando de mim.
-De forma nenhuma, Bella. Quer mais?
-Não obrigada, estou satisfeita.
Ele levantou levando os pratos para a cozinha e retornou minutos depois, com um frasco escuro nas mãos.
-Agora vamos à massagem.
Ela sentiu um longo arrepio transpassar seu corpo e pigarreou em seguida.
-Edward, não será necessário.
Ele revirou os olhos.
-Bella, não seja teimosa. Você exagerou na cavalgada hoje. Se não massagear os músculos amanhã acordará sentindo fortes dores pelo corpo.
-Eu... É que...
O embaraço dela divertia-o.
-Relaxe. Eu prometi que seria um cavalheiro e vou cumprir o que disse. Está usando algo embaixo do roupão?
Bella hesitou antes de responder.
-Sim.
-Ótimo. Tire-o e deite-se no tapete de costas para mim.
Bella deu-lhe as costas, tirando o roupão em seguida. Sentiu o olhar dele cravado sobre seu corpo, mas não recuou. Evitando olhara para ele baixou-se acomodando-se da forma que ele pedira.
Edward Cullen.
Meu sorriso morreu na garganta e meu pau pulou na calça quando vi a calcinha lilás que ela usava. Se ela vestia alguma coisa?! Sim! A calcinha era um pedaço de pano minúsculo meio transparente, que deixava boa parte da bunda empinada exposta. O sutiã eu não via direito da posição em que estava, mas fazia conjunto com a calcinha. Aquela lingerie poderia deixar qualquer homem louco... Este seria um teste e tanto.
Ajoelhei-me ao seu lado, mudando de posição em seguida. Fiquei sobre ela, com os joelhos de cada lado do seu corpo, mas sem tocá-la. Eu havia dito que seria um cavalheiro e iria cumprir a promessa a menos que Bella me pedisse para possuí-la. Balancei o frasco contendo o líquido e apertei o gatilho colocando uma boa quantidade em suas pernas e panturrilhas. Bella gemeu ao contato gelado do produto.
-Ai. É gelado.
Disse estremecendo e olhando para frente.
-Sim, mas lhe fará muito bem, você vai ver.
-É para cá que você traz as suas namoradas, perguntou de repente.
-Faz muito tempo que não tenho uma namorada, respondi começando a massagear os músculos das pernas. Ela gemeu outra vez.
-Está gostando?
-É tão bom...
E vai ficar ainda melhor gatinha, pensei.
-Se doer avise, pedi.
-Hum... Eu não sabia que você também era massagista.
-Tenho muitas qualidades que você desconhece.
Minha voz saiu rouca e estranha, mas ela não falou nada. Continuei massageando seu corpo com as mãos e os nós dos dedos, demorando onde os músculos pareciam estar mais retesados. Ela gemeu de dor e de satisfação várias vezes e suspirou outras tantas, levando meu autocontrole ao limite máximo. Espalmei as mãos sobre os músculos da bunda e demorei um pouco naquela região, apreciando a beleza feminina, gravando cada curva na minha memória. Meus dedos resvalavam na calcinha vez por outra, mas ela não reclamou. Se pudesse tiraria uma foto e guardaria para sempre, pensei sentindo meu pau inquieto dentro da boxer. Subi pelas costas. Quando me aproximei dos seus ombros, ela ergueu os cabelos dando-me total acesso aquela área. Espalhei um pouco mais do spray e prossegui, sentando-me sobre sua bunda. O contato imediatamente liberou correntes carregadas de eletricidade sexual entre nós dois, fazendo misérias com a minha mente pervertida. Minha vontade era virá-la para mim, cobrir aquele corpo macio com o meu e rasgar a lingerie provocante, libertando seus seios e sua buceta para os meus toques, mas antes que eu pudesse ordenar meus pensamentos e partir para o ataque iminente, senti que ela relaxava e sua respiração assumia um compasso ritmado. Sorri incrédulo e frustrado ao extremo... Bella adormecera, mandando todos os meus planos por água a baixo.
-Essa é boa, falei comigo mesmo. Meu pau latejando exigia alívio. Fiz tudo para ignorá-lo. Levantei e saí caminhando para o quarto onde peguei um lençol limpo recém lavado e trouxe-o comigo para baixo. Ele permanecia deitada de bruços, o que me impedia de ver a frente da lingerie. Cobri-a, engolindo em seco quando o cheiro suave do seu corpo atingiu minhas narinas. Ela mexeu-se murmurando alguma coisa e eu me aproximei atento. Depois de todos esses anos, Bella ainda falava dormindo?!
-Edward...
Meu coração deu um salto. Ela estava sonhando comigo?!
Eu comecei a recuar, mas ela resmungou de novo, me segurando ali.
-Mmm… mmm.
Nada inteligível. Bem, minha curiosidade foi aguçada, portanto, eu iria esperar um pouco.
-Hum... Ed...
Aproximei-me um pouco mais.
-Edmond.
Edmond?! Que decepção! Os nomes eram parecidos, mas não era o meu. E quem porra era Edmond?! Só podia ser um francês com aquele nome! A agonia e fúria do meu ciúme eram tão poderosas quanto haviam sido dias atrás quando Mike Newton resolveu dar uma de conquistador jogando charme tentando chamar sua atenção. Eu poderia matá-lo com minhas próprias mãos e gostar disso. Assim como esse tal de Edmund! Respirei profundamente esforçando-me para me acalmar. Minha vontade era sacudi-la até que acordasse e exigir uma explicação. Mas minha consciência me alertou: eu não tinha esse direito. Ainda.
Meu rádio começou a bipar insistente. Suspirei exasperado olhando contrariado para o aparelho e deixei-a sozinha para atender o chamado. Era o meu pai. Ele viu minha ligação, mas como os celulares não estavam funcionando no momento, resolveu me bipar. Pedi que esperasse um pouco e saí da casa pé ante pé, indo para o terraço. Bella precisava descansar um pouco. Expliquei que estávamos com um sério problema e que precisava falar com ele com urgência, mas tinha de ser pessoalmente. Ele ficou preocupado. Não poderia ser hoje. Concordei. Falaríamos na manhã seguinte. Pedi que chamasse Emmett, Rose, minha mãe e Charlie para uma pequena reunião no dia seguinte. Nos despedimos brevemente e eu fui tomar mais um banho gelado, torcendo para que Bella despertasse logo.
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