Notas iniciais
Oi gente! Aí está mais um cap quentinho, saindo do forno direto para vcs meus amores. Peço mil desculpas pela demora, mas a minha vida profissional está uma correria só, então não sobra muito tempo para escrever como antes. Espero que vcs gostem do cap e que por favor, deixem reviews ok? Lembrem-se sempre de que sem comentários as fics não existem. Bjs no coração de cada uma (um).

Cap. 63

–Volte aqui. Você está muito longe de mim, reclamou puxando-a para mais perto.

–Para ficar mais perto eu teria que sentar sobre o freio de mão! Exclamou baixinho sorrindo.

–Até que não seria má ideia.

–Edward!

–Estou brincando. Seus olhos encontraram-se brevemente e ele falou: -Eu te amo. Eu te amo mais que a mim mesmo, Bella.

–Quando descobriu que me amava? Perguntou de repente.

–Por que está me perguntando isso agora?

–Não sei ao certo. Você sempre foi um Don Juan, Edward.

–Sei o que está pensando, então vou tratar de tirar qualquer dúvida de dentro desta sua cabeça linda e teimosa. Ela girou a cabeça em sua direção esperando que ele prosseguisse.

–Pode estar pensando que eu disse essa frase para dezenas de mulheres. E eu disse mesmo. Eu faria o que fosse necessário na ocasião para levar uma mulher para a cama comigo. Fiz amor porque estava bêbado, excitado, para provar a mim mesmo que poderia ter a mulher que eu desejasse... Por que estava zangado, triste ou deprimido, ou até mesmo porque estava feliz. E também por quaisquer outras razões que você puder imaginar. E algumas vezes fiz amor até mesmo sem querer, porque senti pena ao perceber que a mulher com quem eu estava precisava de um homem. Estive com mulheres lindas, outras nem tanto. Algumas vezes não fui discreto e nem mesmo cuidadoso, colocando o meu desejo e satisfação pessoal acima delas e de suas necessidades, mas eu nunca...

Fez uma pausa proposital para fitá-la diretamente nos olhos.

–Nunca amei ninguém além de você. Você é a única mulher que conseguiu alcançar o meu coração. A única que eu amo. Quando você estava fora, eu não tinha essa certeza, mas depois que você voltou tudo ficou claro e límpido... Como as águas do riacho onde eu tive você pela primeira vez. Esse sentimento nasceu há muito tempo, mas eu sempre lutei contra ele. Não vi sentido nenhum em seguir as ordens do meu coração já que parecia que você me odiava. Nós não conseguíamos ter uma única conversa sem que houvesse uma discussão ou até mesmo uma briga. E no meio disso tudo havia o Charlie. Ele era meu amigo, meu conselheiro e eu não queria magoá-lo.

Ela abriu a boca para retrucar, mas ele não deixou que falasse.

–Sei que a maior parte da culpa era minha, afinal de contas eu nunca perdi uma oportunidade de lhe provocar e de te tirar do sério e não me pergunte o porquê.

–Era uma reação natural a minha presença. Talvez uma defesa, ela respondeu suspirando. Ele assentiu.

–Sem falar que você iria sair correndo aterrorizada se eu me aproximasse de você com alguma intenção mais séria.

–Antes de fazermos amor, com certeza. Eu fugiria de você como o diabo foge da cruz, mas depois que fizemos amor... Nossa... Tudo mudou Edward. Eu descobri que estava apaixonada por você e aquilo me assustou muito. Você era um rebelde, um inconsequente, vivia aprontando, andando com pessoas esquisitas... Pilotando a sua moto em alta velocidade, desafiando todos os limites... Eu entrei em pânico e decidi que tinha que ir embora para pensar em tudo que havia acontecido, em como eu poderia lidar com os sentimentos que estavam crescendo dentro de mim e ameaçando me engolir.

Sua voz saiu estrangulada e ele veio em seu socorro colocando uma das mãos sobre as dela, tranquilizando-a.

–Mas tudo isso ficou para trás e agora nós estamos juntos. Nós três.

–Já parou para pensar que se tudo isso não tivesse acontecido, talvez eu não estivesse aqui agora?!

–Prefiro não pensar, falou taxativo.

–Talvez se as coisas fossem diferentes, você hoje estivesse casado com a Tânia...

–Não. Não mesmo, rebateu.

–E eu com o Jacob.

–Mas nem por cima do meu cadáver! Eu iria até Washington e sequestraria você na porta da igreja se fosse preciso!

–Você nem se importaria, disse rindo.

–Existe outra possibilidade também.

–E qual é? Ela perguntou curiosa.

–Eu ter ido atrás de você antes que saísse da fazenda, te beijar até você concordar em ficar em Montana e se tornar minha namorada. Com certeza nós teríamos nos casado antes do Emmett e da Rósalie e já teríamos três ou quatro filhos hoje.

–E eu estaria gorda, cheia de estrias e rabugenta, concluiu tentando imaginar-se daquele jeito que descrevera.

–Nunca! Você estaria linda do mesmo jeito.

–Sei... Falou cética.

–Está duvidando de mim, carinho?!

–Hum... Só estou dizendo que não sei. Ele riu tomando cuidado para não incomodar o casal no banco do passageiro.

–Mas eu sei. E digo que isso seria um fato.

–O destino podia ter sido diferente.

–Não no nosso caso. Desde que vocês chegaram aqui anos atrás com o Charlie... Não sei bem como explicar, mas era como se tudo isso estivesse escrito e selado no nosso destino. Você nasceu para ser minha Bella. E eu sempre soube disso.

–Você acha que nós estávamos destinados um para o outro?

–Predestinados. Eu tenho certeza disso.

Bella sorriu para ele. Um sorriso puro, genuíno, nascido do coração. Um sorriso ao mesmo tempo tímido e sexy que fez o coração de Edward acelerar e o sangue correr mais rapidamente em suas veias. Mas ao invés de acelerar o veículo, como todos esperavam que ele fizesse, Edward levou o carro até o acostamento e parou.

–Por que estamos parando? Perguntou um Erick sonolento no banco de trás.

–Estou com fome, disse Edward.

–E quem pode pensar em comida num momento como esse?! Falou Ângela.

–Não estava pensando em comida, ele emendou. Em seguida Edward puxou Bella para os seus braços e baixou a boca sobre a dela beijando-a com toda a intensidade dos sentimentos que nutria por ela. Aquela mulher era sua noiva, futura esposa, amante, a mãe de seu filho e seria sua companheira pelo resto de sua vida. Demorou bastante para que o Volvo retornasse a estrada novamente.

Algum tempo depois...

–Achei que tudo foi extremamente romântico, disse Bella dando um enorme bocejo, que tentou sem sucesso encobrir com uma das mãos.

–Nós parecíamos parte de uma quadrilha de mafiosos, isso sim. Se eu fosse o juiz teria interceptado a porta, disse Edward gracejando. Eles haviam tirado um funcionário público da cama, e bastante mal humorado o mesmo havia concordado em fazer a cerimônia do casamento, mas não antes de Edward lhe dar um incentivo de 400 dólares e dizer que era filho do Senador americano Carlisle Cullen. Depois da cerimônia o casal recém-casado foi levado a um hotel onde dormiriam algumas horas antes de sair para o aeroporto.

Edward após tomar uma jarra inteira de café numa lanchonete que ficava aberta 24 horas, encheu o tanque do carro e ele e Bella retomaram o caminho de Breaking Dawn.

–Nós podíamos alugar um quarto e descansar algumas horas, sugeriu a Bella alguns minutos antes.

–Só se você quiser. Se achar que é necessário descansar, por mim tudo bem.

–Eu estou bem. Minha preocupação é você e também o bebê.

–Eu me sinto tão acesa, tão cheia de energia que prefiro voltar para casa e desmaiar na nossa cama assim que chegarmos. Edward olhou para ela e riu. As mechas cor de mogno estavam soltas e emaranhadas, parecendo um monte de feno. As roupas estavam amarrotadas e Bella tinha olheiras escuras sob os olhos chocolate, mas para ele ainda parecia uma estrela sexy saída direto de um filme do cinema.

–Estou horrível não estou? Perguntou sentindo o olhar dele sobre si mesma.

–Está adorável meu amor, disse ele com carinho.

–Sei.

–Estou falando sério. Está sexy como o inferno e fazendo miséria com a minha libido.

–Edward! Repreendeu corando como um pimentão. Ele pendeu a cabeça para trás e gargalhou alto oferecendo-lhe a coxa em seguida.

–Vamos, deite-se um pouco. Você e o nosso filho precisam descansar.

–Tenho medo de que você durma se eu não lhe fizer companhia.

–Tomei mais de meio litro de café, Bella. Não há a menor possibilidade de que durma nas próximas horas.

–Tem certeza? Perguntou receosa.

–Sim. Deitei e procure descansar um pouco.

–Você falou no “nosso filho”.

–Sim.

–Quem disse que vai ser um menino? Perguntou deitando-se de bom grado.

–Para mim tanto faz. Só quero que nasça perfeito e com saúde. Vou adorar ter uma menininha também.

–Então não faz questão de que seja um filho homem assim como o Emmett?!

–Não, de forma nenhuma. Além do mais o meu irmão é uma besta e você melhor que ninguém sabe disso. Ele estava se referindo a época em que Emmett espalhara boatos de que tivera um caso com Bella e que teria se apaixonado por ela.

–Sei sim. Mas acho que depois de tudo que ele e a Rose passaram, ele amadureceu um pouco.

–Menos em relação à paternidade.

–É verdade. Nesse aspecto ele continua sendo o mesmo crianção de sempre.

–Troglodita.

–Edward!

–Tudo bem então... Como eu disse antes, uma besta! Bella então se deitou de lado esticando-se o máximo possível, deixando a cabeça no colo dele e fechando os olhos.

–Confortável?

–Oh sim. Isso é tão bom... Mantendo um olhar cuidadoso na estrada ele puxou a camiseta dela para fora da calça, massageando as suas costas. Ela suspirou longamente.

–Assim você vai me deixar mimada...

–Será sempre um prazer, gatinha. A pele dela era lisa, macia e muito cheirosa. E quente. A mão experiente acariciou-lhe a espinha pra cima e para baixo gentilmente eliminando o cansaço e a tensão. Devagar ele foi subindo em direção as costelas, virando para a parte da frente. Sob o braço erguido de Isabella ele encontrou o suave monte de um seio.

–Edward... Gemeu baixinho enquanto ele sentia sua ereção vibrar de imediato dentro da calça.

–Está tudo bem, amor... Relaxe... Mas onde está o seu sutiã? Perguntou curioso.

–Provavelmente sob uma das almofadas do sofá. Tive de escondê-lo assim que você abriu a porta, respondeu tranquila.

–Hum... Fico contente que esteja sem ele agora. Os movimentos de sua mão continuaram provocando-a.

–Eu também.

Edward continuou a tocá-la com suavidade, sem pressa. Sua intenção era fazer com que Bella relaxasse e até mesmo dormisse um pouco. Seu coração transbordava de amor por aquela mulher que agora carregava seu filho no ventre. Ele insistiu nas carícias e em pouco tempo pôde observar sua respiração tranquila e ritmada. Bella havia adormecido enquanto o seu próprio corpo gritava agoniado por alívio. Ela suspirou baixinho e a tentação finalmente o venceu. Edward escorregou os dedos deixando que roçassem os mamilos levemente. Seu toque foi sutil como uma lufada de ar, mas Bella mesmo no sono estremeceu e remexeu-se no banco virando a cabeça na direção da pélvis dele, o que o fez agarrar o volante com força e trincar os dentes numa agonia de prazer.

–Ah, gatinha... Murmurou para si mesmo. – Você não sabe, mas enquanto sua cabecinha estiver no meu colo desse jeito, eu não serei capaz de pregar nem um olho... Emendou acelerando pela névoa que cobria a estrada na madrugada.

Algum tempo depois seu telefone vibrou e Bella sentou no banco ainda desorientada pelo sono.

–Onde estamos? Perguntou em meio a um longo bocejo.

–Em casa. Ou melhor, quase lá. Estou com fome e achei que seria melhor pararmos para comer alguma coisa.

–Quem ligou?

Meu pai mandou uma mensagem ontem à noite, mas só chegou agora... Eles vão lá para casa assim que tomarem o café da manhã. Todos eles... Falou revirando os olhos. Bella riu baixinho.

–Esperamos até agora, meu amor, podemos esperar mais algumas horas. Não vai ser tão difícil assim...

–Fale por você mesma, carinho, retrucou ajudando-a a sair do veículo. Era cedo, mas a lanchonete do vilarejo já funcionava regularmente e já havia alguns clientes tomando café; Os dois entraram e dirigiram-se para uma mesa mais afastada. Em seguida uma garçonete de meia idade veio atendê-los com um sorriso e um bule fumegante de café fresco.

–----

Suspirei longamente. Os meus pais, meu irmão, minha cunhada e o Charlie estariam ali em breve para nos visitar e quem sabe até almoçarmos juntos. Olhei para minha futura esposa em nosso quarto. Bella estava na frente do espelho, com a blusa um pouco erguida e alisava o ventre ainda plano.

– Você está linda.

Falei naturalmente.

– Por enquanto. Daqui a alguns meses estarei horrível e redonda. Parecendo um barril de tão gorda.

Mulheres! Pensei revirando meus olhos.

– Você às vezes consegue ser tão absurda Bella, falei tentando tirá-la daquele estado de espírito frustrante.

– Mas é verdade, Edward. Vou estar tão gorda que você não vai mais me desejar.

Joguei-me de costas na cama e tive uma crise de risos colossal enquanto ela me olhava com as mãos na cintura, completamente irada.

– Pare de rir de mim, Edward Antony Cullen!

Gritou exasperada. Não consegui parar a crise de risos. Ela ficava linda quando estava assim bravinha...

–Amor...

– Homens!

Resmungou ofendida. Levantei-me e fui até ela, abraçando-a por trás.

– Você às vezes consegue ser tão absurda Bella, falei tentando tirá-la daquele estado de espírito frustrante.

– Pare de dizer asneiras. Ela me fitou com raiva. – Amor, eu vou te desejar até o último dia da minha vida. Mesmo quando formos dois velhinhos, de cabelos brancos e usando dentaduras e bengalas, eu vou te deitar nessa cama e te comer com muito prazer.

Ela me olhou divertida, a raiva começando a se dissipar.

– Isso, Cullen, se você conseguir ter uma ereção.

Pressionei meu corpo no dela para que sentisse que o meu amiguinho lá embaixo estava mais que acordado.

– Edward!

A surpresa estava estampada em seu rosto.

– Por acaso você está sem cuecas?!

Beijei seus cabelos, permitindo que o cheiro característico de morangos me embriagasse. Ela era a minha droga favorita. Um tipo especial de heroína feito sob medida e especialmente para mim.

– Foi a primeira coisa que eu vesti hoje cedo.

Ela corou e me deixou maravilhado.

– Acho que daqui a trinta serei o único senhor de idade a não precisar usar Viagra, linda. Não vê o meu pai?! Ele e minha mãe às vezes chegam a me chocar...

– Hum, tenho minhas dúvidas quanto a você, respondeu provocando.

– Quando quer amor, você é uma provocadorazinha do caralho, mas acho que posso resolver isso...

Falei levando minhas mãos até os seios e envolvendo-os por cima da roupa que ela vestia. Bella suspirou e recostou em meu corpo. Friccionei os mamilos com os polegares enquanto ela deixava escapar um gemido rouco de sua garganta.

– Adoro a forma como o seu corpo reage a mim, gatinha.

Eu disse observando os pelos arrepiados dos braços delicados. Nossa conexão sexual era intensamente incrível.

– Edward, nós não podemos...

Falou roucamente. Retirei as mãos dos seus seios e as levei de volta para sua cintura.

– Eu sei amor. Minha família vai chegar logo... O seu pai também... Mas que droga! Nós devíamos ter esperado um pouco mais antes de ligar para eles e contar sobre o bebê. Falei aborrecido.

–Vamos compensar mais tarde, amor, ela disse fazendo com que o meu coração batesse mais rápido.

–É uma promessa?

–Pode apostar que sim, disse abrindo um largo sorriso, dando o assunto por encerrado no momento. Logo em seguida escutamos os motores dos carros se aproximando e nos apressamos para descer as escadas. O dia estava apenas começando e logo mais a noite eu a teria inteiramente só para mim.

Notas finais
Rsssssssss...O nosso Edward está literalmente subindo pelas paredes meninas......Bjs em todas e até o próximo post. XERO!!!