Orgulho E Sedução.
64 Cap.64
Notas iniciais
Cap. 64
Narrador.
A porta foi aberta assim que eles alcançaram o último degrau da escadaria.
–Mas que porra é essa?! Vão fingir que não estão em casa, agora?! Eu vi o seu carro lá fora, Edizinho, então nem tente nos enganar...
–Cala a boca, Emmett! Bradaram Edward e Rose ao mesmo tempo. A loira ainda deu uma tapa no braço do marido, advertindo-o para que se comportasse.
–E por acaso vocês nos deram escolha quando disseram que viriam todos para cá?! Ironizou o dono da casa rolando os olhos.
–Edward! Ralhou Bella aproximando-se para receber um abraço apertado de sua prima, de seu cunhado e em seguida dos sogros.
–Edward Anthony Cullen! Não foi essa a educação que eu lhe dei, disse Esme em tom de brincadeira, com as mãos na cintura.
–Parabéns aos dois.
–Parabéns a toda família. Vai ter mais um Cullen chegando.
–E isso é ótimo! Enfatizou Carlisle.
–Maravilhoso. Completou Esme.
–É sim, respondeu Edward correndo a mão pelos cabelos acobreados.
–O que foi Edward? Você parece meio estressado, filho...
–Relaxa, mãe. Ele só está estressado desse jeito porque não teve tempo de trepar com a Bella. Nós chegamos antes...
–EMMETT! Gritaram ao mesmo tempo Carlisle, Esme, Rose e Edward. Ele olhou de um para o outro aturdido.
–O que foi?! Eu disse alguma coisa demais?!
–Cala a boca! Mas que droga!
–Ainda bem que o Charlie não chegou ainda, retrucou Carlisle vendo que Bella estava vermelha como um tomate.
–Pense, mano, mas não verbalize, ok?!
–afshagds@xxxxçoplgrrrrcrhhftyyfds!!!! Xingou o Grandão começando a se irritar por todos ali estarem pegando no seu pé. Ele sempre dizia o que pensava e pronto. Ele era assim. Será que depois de tantos anos ainda não haviam se acostumado?!
–Bom, que tal vocês se sentarem um pouco enquanto eu providencio um lanche?! Falou Bella tentando amenizar o clima.
–Oba! Agora você acertou em cheio cunhada prima! Comida sempre vem em bons momentos...
– E para você bons momentos significam “a toda hora”! Resmungou Rose fazendo Bella sorrir.
–Deixa ele, prima. Que tal me ajudar na cozinha?!
–Perfeito! As duas saíram e Edward contou a sua família a aventura que tinham vivido à noite passada.
–FIU!!!!
–O Erick desta vez se meteu em uma enorme enrascada... disse Emmett lançando de vez em quando olhares ansiosos na direção da cozinha.
–O Sr. Weber não é nada fácil; emendou o Senador.
–Mas quando ele vir que os dois casaram, que o neto vai nascer no seio de uma família e que eles se amam de verdade, vai acabar aceitando.
–Espero que sim. A campainha tornou a tocar e Edward levantou para receber o seu sogro no mesmo instante em que sua noiva e sua cunhada voltavam da cozinha carregando cada uma delas, uma bandeja repleta de guloseimas como bolos, pãezinhos, bolachas e dois potes de geleia. Quando Charlie entrou e abraço a filha, seu futuro genro foi até à cozinha trazendo uma jarra com suco e outra com chá gelado de hortelã, uma das bebidas favoritas de sua mãe. A conversa correu solta até por volta do meio da tarde.
Algum tempo depois...
Edward.
–Enfim sós, eu disse sorrindo.
Ela sorriu.
–O que gostaria de fazer?
Ela perguntou com inocência.
–Sexo, respondi. Bella deu um largo sorriso.
–Não prefere ver um filme ou algo assim?
–Claro! Que cabeça a minha! Podemos ir para o quarto, ligar minha filmadora, tirar a roupa e fazer um pornô espetacular, respondi entusiasmado.
–Edward! Respondeu corando até a raiz dos cabelos. Eu ri muito. Não acreditava que ela ainda ficasse corada daquela forma.
–O que foi agora? A sugestão foi sua!
–Assim... Assim... Assim você me mata de vergonha! Exclamou apertando as mãos unidas.
–Hum... Prefiro te matar de outra coisa, carinho, e não de vergonha, respondi prontamente.
–Dá para parar?!
–Jura que não gostou da ideia?! Falei me aproximando mais.
–Com exceção da parte da filmagem, eu adorei.
–Então... Acho que vou ter que persuadi-la, linda.
–Talvez precisemos conversar sobre isso.
–Sou todo, ouvidos.
–Não somos mais dois adolescentes para vivermos fazendo sexo perigosamente, disse fitando-me diretamente. Lembrei de quando estávamos no depósito do bar do Riley e um dos garçons quase nos pegou; do dia em que eu a peguei nos jardins da casa dos meus pais e desta vez foi a velha governanta que ia nos vendo; e do dia em que deixamos os vidros da caminhonete completamente embaçados.
– Admita... Nós dois sabemos que o risco de sermos pegos aumenta e muito a nossa excitação, retruquei.
–A sua, amor. Eu fico é morrendo de medo que alguém nos veja, isso sim! Exclamou. Pela sua expressão viu que ela estava falando sério.
–Tudo bem, gatinha. Prometo que vou maneirar...
–Um, dois, três, quatro...
–O que é isso agora?!
–Contando até dez antes de lhe dar uma tapa. Joguei a cabeça para trás gargalhando sonoramente. Ela estreitou os olhos encarando-me.
–Não se atreva a rir de mim, Edward Cullen!
–Ok, linda. Prometo que vou me comportar, tudo bem? Agora eu tenho uma sugestão: Que tal tomar um banho relaxante enquanto eu vou checar meus emails? Nós nos encontramos logo depois.
Ela assentiu e me deu um beijo leve. Deu meia volta e subiu as escadas rebolando os quadris, fazendo meu pau latejar em antecipação. Corri para o escritório, esperando estar livre o mais depressa possível e voltar correndo para os braços da minha mulher. Bom, não necessariamente para os braços dela. Eu preferiria mesmo era estar no meio das suas pernas lindas e torneadas.
Bella.
Resolvi tomar uma boa ducha, o que seria mais rápido do que um banho na hidromassagem. Eu estava muito cansada e comecei a bocejar quando ainda estava enxaguando meus cabelos. Sorri sabendo que era o cansaço típico da gravidez, que avançava, provocando cada vez mais esse tipo de sono em horários inoportunos durante o dia. Saí do banheiro enrolada numa toalha e parei para ver meu reflexo no espelho. Minhas formas estavam mudando. Já não se via mais a curva toda da cintura, o ventre apresentava uma saliência discreta, meus seios estavam mais fartos e pesados. Suspirei pegando um frasco de óleo de amêndoas doces, passando em todo corpo, para evitar estrias e deixar minha pele perfumada. Vesti uma calcinha e um sutiã pretos e nada mais. Abri a porta do quarto para ouvir o Edward no andar de baixo. Silêncio absoluto. Com certeza aquilo significava que ainda estava no escritório trabalhando. Dando de ombros, retornei para o nosso quarto, afofei os travesseiros e deitei para dar um breve cochilo.
Edward.
Olhei para o relógio em meu pulso apertando os lábios, insatisfeito, vendo que já havia passado mais de uma hora desde que eu havia entrado no escritório. Um acidente com um dos caminhões que transportava o nosso gado havia causado grandes transtornos e iria haver atraso no prazo de entrega e prejuízo. Tive de dar uns dez telefonemas para tentar acalmar os ânimos do comprador e solucionar o problema. Por sorte o motorista havia apenas se ferido, sem nenhum problema mais sério. Ele fora socorrido pela emergência 911 e estava num hospital próximo a Seattle, cidade onde os bois deveriam ter sido entregues. Depois de ter acomodado parcialmente as coisas, liguei para o nosso advogado e pedi que apurasse com urgência os detalhes do acidente. Eu precisava saber se a culpa tinha sido do nosso motorista ou não. Se fosse dele eu iria cancelar imediatamente o seu contrato. Meu trabalho, meu tempo, a empresa da minha família, o nome dos Cullen... Tudo era precioso demais para ser jogado na lama por falta de profissionalismo dos outros.
Quando consegui desligar o note book, lacei os olhos sobre o relógio outra vez vendo que já passava das oito da noite. Praguejei alto, apaguei as luzes e subi os degraus de dois em dois completamente maluco para ver Isabella, mas para minha surpresa e frustração ela havia pegado no sono. Usava um conjunto preto de calcinha e sutiã indecente como o inferno, que fez minha pressão arterial e meu pau subirem vertiginosamente. Seus cabelos ainda estavam úmidos e emaranhados sobre os travesseiros. Sentei ao seu lado na cama, observando o modo como ela estava com as pernas enroscadas nos lençóis. Inclinei-me depositando dois beijos em sua barriga, tomando cuidado para não despertá-la e levantei pegando uma calça e uma boxer preta, limpas no guarda roupas, dirigindo-me ao banheiro disposto a tomar um banho. Eu esperaria até que ela acordasse, e então faríamos os planos sobre o casamento primeiro e depois eu a deixaria acordada a noite toda.
Bella.
Acordei confusa e desorientada, vendo que tudo o quarto a minha volta estava escuro. Onde Edward estaria? E que horas seriam? Dando mais um bocejo, espreguicei-me e tateei em busca do interruptor do abajur, acendendo-o. Meus olhos se arregalaram surpreso quando constatei que eram quase onze horas da noite. Eu havia dormido por quase seis horas seguidas! Joguei os lençóis para o lado, peguei um roupão de seda vermelho e vesti por cima da lingerie, amarrando bem o cinto e saindo a procura dele. Meu estômago começava a se manifestar, mas decidi ignorar por enquanto e não dizer nada ou Edward iria me fazer comer antes de irmos para cama.
As luzes da sala estavam acesas, olhei em direção à cozinha, mas não havia nem sinal dele por lá. Caminhei até a biblioteca, apertando mais o cinto do roupão, pois como sempre ali no Texas a maioria das noites eram frias. Abri a porta, mas lá também não havia ninguém. Balancei a cabeça e peguei meu celular, que havia ficado no sofá da sala desde cedo, discando o número dele.
–Edward. Respondeu prontamente.
–Onde você está?
–No quintal. Estava me procurando, linda? Perguntou com um sorriso em sua voz sexy.
–Sim. Acabei de acordar e notei que estava sozinha em nosso quarto, falei brincando.
–Hum... Isso é um convite? Perguntou maliciosamente.
–Talvez, respondi torcendo para que ele me tomasse nos braços e me levasse de volta para cama.
–Venha até aqui, pediu.
–Estou indo, falei já sentindo meu coração disparar. Andei até lá descalça como estava e abri a porta devagar. Engoli em seco. Ele estava vestido de modo casual com um jeans preto, sem camisa e descalço como eu, observando a paisagem a nossa volta. A lua estava alta no céu, completamente cheia. Uma visão e tanto.
–O que faz aqui?
–Relaxando. A paisagem, a brisa fria, os sons da noite... Isso sempre conseguiu me dar paz interior.
Ele esperou que eu me aproximasse e segurou a minha mão levando-a até os lábios. Suspirei.
–É linda.
–É bonita sim, mas eu não usaria o termo “linda”. Não com você aqui para comparar...
–Desculpe, eu dormi demais; Falei sem conseguir desviar os olhos do seu tórax magro e definido e da trilha de pêlos que desaparecia sob o cós da calça jeans. Eram escuros, macios e pareciam estar pedindo para serem tocados. Uma verdadeira tentação. Suspirei baixinho.
–Não tem problemas. Seu corpo está mudando. O Júnior fará você dormir algumas horas durante o dia.
–Vai dar uma de Emmett agora?! Ele riu.
–Não. Vou ficar muito feliz se tivermos uma menina. Enlacei seu pescoço com os braços, ansiosa pelos seus toques e beijos. Ele baixou a cabeça e capturou meus lábios com maestria. O beijo foi longo e nos deixou arfando, mas ele pôs fim ao carinho querendo saber se eu estava com fome.
–Não, menti. A fome era pouca e dava para esperar.
–Tem certeza? Já faz horas desde a sua última refeição, falou enrolando uma mecha dos meus cabelos em seus dedos.
–Sim, não estou com fome, respondi sustentando seu olhar inquiridor.
–Mas eu estou, falou roucamente. Pressionei meu corpo contra o dele sentindo o enorme volume de sua ereção gritando contra o tecido da calça.
–Vestiu essa coisa só para me enlouquecer, perguntou deslizando a ponta do nariz pelo meu pescoço deixando-me arrepiada.
–Quem sabe? Retruquei piscando os olhos com inocência.
–Hum... Se está me provocando, saiba que está brincando com fogo, gatinha.
–Talvez eu queira me queimar...
– Temos a noite inteira pela frente, respondeu empurrando-me levemente até que as minhas costas encontraram a porta que dava para a nossa área de serviço. Nunca o meu fluxo de adrenalina fora tão latejante em minhas têmporas. Fechei os olhos e me entreguei de corpo a alma a paixão cada vez mais crescente entre nós dois. Ela livrou-se do roupão e do sutiã em segundos. Por fim baixou minha calcinha, deixando-me nua, fazendo meu sexo palpitar. Ouvi o som do seu zíper baixando.
–Ponha suas pernas em volta de mim, gatinha. Falou em meu ouvido. Obedeci prontamente. Ele me ergueu um pouco enquanto me beijava profundamente. Eu estava molhada e completamente escorregadia. Ambos estávamos com saudades daquele contato. Edward gemeu ao sentir minha excitação e me penetrou com uma só estocada. Gememos juntos. Era tão bom senti-lo dentro de mim, preenchendo-me totalmente... Ele sustentou meu peso com os braços prensando-me contra a parede. O orgasmo veio rápido, intenso e febril. Em poucos minutos ele me soltou, mas continuou me amparando com os braços, senão eu teria ido ao chão com certeza. Passaram-se mais alguns minutos antes que o vento se tornasse mais e mais frio. Estremeci e ele me carregou para dentro, subindo os degraus comigo no colo.
Edward.
Um milhão de ideia pervertidas passavam pela minha cabeça enquanto eu carregava Bella nua em pelo nos braços. Eu havia ficado muito tempo sem sexo e agora uma noite não seria nada se comparada ao tamanho do meu desejo. Me acomodei na cama, sentando e trazendo-a para o meu colo. Ela umedeceu os lábios com a ponta da língua num gesto inconscientemente sexy. Passei suas pernas torneadas por cima das minhas e afastei minhas pernas ligeiramente, deixando sua bucetinha exposta para nós dois no espelho, de frente para cama.
– Acho... Que já fizemos isso antes. Ela falou, engolindo em seco.
– Você não gostou? Perguntei deslizando a ponta do nariz em sua nuca vendo deliciado os pêlos eriçarem.
– Você sabe que eu amei, concluiu vermelha. Sorri travesso.
– Então vamos fazer muitas outras vezes porque olhar é um excelente estimulante.
– Edward!
– Relaxe meu amor e apenas desfrute do prazer certo? Deixe que eu conduzo tudo. Levei minhas mãos e abarquei seus seios, nossos olhares fixos no espelho, friccionando os mamilos com os polegares. Ela gemeu baixinho.
– É por isso que os homens gostam tanto de filmes pornôs?
– Com certeza. Olhar excita bastante, aguça os outros sentidos. Sabia que eu adoro seus seios? Especialmente agora que estão maiores e mais fartos por causa da gravidez, falei continuei a fricção enquanto levava minha língua a sua orelha e deslizava a ponta do lóbulo até a parte de cima e voltava. Ela arquejava e se contorcia, tentando fechar as pernas, mas eu impedi.
– Olhe para sua buceta Bella. Ela olhou.
– Toda molhada, inchada do sexo recente... Nossos líquidos misturando-se dentro de você... Está pronta para mim de novo, amor.
Ela gemeu novamente.
– Assim não vale... Murmurou num sussurro rouco.
– Ninguém nunca lhe disse que na cama vale tudo?! Por enquanto eu estou tocando seus seios, mas daqui a pouco meus dedos vão se afundar na sua carne tenra, quente e gostosa.
– Isso é uma tortura Edward...
– Sim, linda. É uma maravilhosa tortura... Deixei uma mão em seus seios e com a outra abri gaveta do criado mudo, pegando o vibrador e colocando sobre a cama, ao meu lado. Em seguida desci minha mão e abri os grandes lábios, deixando-a ainda mais exposta.
– O sexo da mulher é cálido como uma flor, macio como o veludo, suave ao toque do masculino como uma rosa e muito, muito desejado pelos homens...
Tentei sem sucesso fechar minhas pernas, mas ele não permitiu e sussurrou em meu ouvido que eu deveria usar minhas próprias mãos para abrir meu sexo para ele. Mesmo tomada pela vergonha, obedeci instintivamente. Ele era um mestre na arte de seduzir. Começou a me tocar e a dizer um monte de sacanagens e palavras sujas, o que aumentou ainda mais a necessidade de alívio dentro de mim. Rasgos de prazer associados a ondas de calor avassaladoras e intensas começaram a se espalhar no meu corpo. Um formigamento que aumentava e crescia a partir da minha vagina. Gritei ao sentir uma tapa leve em meu quadril.
– Isso amor, assim... Fique assim, linda, que eu vou dar exatamente o que você quer...
Seus lábios estavam na minha orelha novamente. Uma mão acariciando meu seio, seus lábios subindo e descendo em minha jugular. Sua outra mão mergulhada no íntimo do meu corpo, conduzindo explosões de luz por trás,
– Adoro a maneira como seu corpo reage a mim. Adoro sentir sua excitação, esse seu cheiro de fêmea...
Eu podia sentir a luxúria se espalhando em todas as células da minha pele, e queria sentir mais profundamente. Entre minhas coxas, eu estava cada vez mais molhada, inchada, latejante. Fortes sensações batendo em meu clitóris, ministradas pelos dedos experientes dele. Eu virei uma massa de súbitas explosões de necessidade interna, e nada importava além deste crescente e selvagem prazer retumbando agora através do meu corpo todo.
– Edward...
Gemi seu nome, encostando minha cabeça em seu ombro, empurrando para trás.
– Adoro brincar com a sua buceta, minha linda, muito embora eu prefira fodê-la, até perder minhas forças. Está gostoso?
– Hum... Muito...
– Quer gozar gatinha?
– Sim...
Ele então parou o que fazia e eu protestei fracamente, mas em seguida ele voltou com três dedos. Dois me penetrando e um massageando o meu pobre e indefeso clitóris. Solucei em busca do alívio, e ele aumentou as investidas friccionando o clitóris sem parar. Cada nervo do meu corpo parecia um fio desencapado. Correntes elétricas e longos arrepios me percorriam de cima a baixo.
– Isso princesa, se solte, deixe o orgasmo lhe tomar por inteiro, deixe o gozo vir...
A imagem diante dos nossos olhos parecia surreal, as sensações eram emocionantes, fortes, indescritíveis e queimaram minhas entranhas por dentro. Me senti tonta, zonza, sensualmente fraca e cheguei ao meu limite, incapaz de esperar mais. O êxtase me arrebatou e eu quase convulsionei diante de tanto prazer, me deixando cair entre os braços de Edward. Ele virou meu rosto e me beijou de forma feroz, como se quisesse me deixar marcada.
– Isso foi lindo pra porra Bella. Quero só ver o que vai acontecer quando estivermos assistindo a um filme pornô, enquanto transamos.
Não consegui responder. Eu ainda estava presa a outro mundo, numa outra dimensão e retornava ao planeta Terra de forma lenta e entorpecida. Uma letargia me dominou por inteiro.
Sua vez, carinho, disse me fitando intensamente.
Bella.
Deixei que meus olhos vagassem pelos músculos de seus braços firmes e rijos. Senti vontade de mergulhar meus dentes naquele bíceps fortes. Continuei com a lenta exploração visual. Os pêlos escuros que desciam pelo peito e iam até a linha estreita da cintura, desaparecendo sob o elástico da boxer escura. A calça assim como o meu roupão e a minha lingerie estavam esquecidas lá embaixo em algum lugar...
Eu amava cada detalhe daquele corpo. O peito definido, o estômago rijo e plano, o umbigo que não passava de uma pequena covinha no meio do abdome másculo e perfeito. O volume gritante de sua ereção sob o tecido apertado e colado à pele dele... Só então me dei conta de que estava segurando a respiração por um longo tempo e exalei um suspiro lento, seguido de uma inspiração profunda. Ele se mexeu e mudou de posição sem deixar de me fitar nem por um segundo sequer, cruzando os braços sob sua cabeça e esticando as pernas para frente, cruzando-as na altura dos tornozelos.
Mordi meu lábio inferior e levei minhas mãos quase que de forma inconsciente até o seu abdome e em seguida ao tórax, observando fascinada, os movimentos ritmados do seu peito que subia e descia no compasso regular de sua respiração. Era como se eu estivesse hipnotizada pelo momento. Atraída como um ímã deslizei as pontas dos meus dedos sobre sua pele, descendo pela extensão de pêlos macios até o umbigo, onde meu indicador fez uma lenta e erótica exploração. Saí daquele vão pequeno e tentador, enrolando meus dedos suavemente nos pêlos a sua volta. Ele prendeu a respiração e gemeu baixinho, mas não se moveu.
Seu corpo era tão másculo, tão lindo... A energia que exalava dele enviava arrepios elétricos para os meus dedos e mãos. Meu corpo se arrepiou diante de tanta sensualidade. Ele me deixava fraca, indefesa, entregue. Sempre fora assim. Edward enviou uma tocha de quente de eletricidade do seu corpo ao meu. Ele era pura masculinidade e inevitavelmente levei minha mão um pouco mais para baixo, entrando pelo elástico da cueca, acariciando os pêlos do seu púbis. Edward deu um gemido alto e rouco, enquanto minha mão alcançava seu pênis duro e ereto. Ele mudou de posição facilitando o meu acesso ao seu corpo. Adorei aquilo. Acariciei-o assim com as mãos e os dedos por um bom tempo. Ele então baixou os braços e em segundos livrou-se da cueca, jogando as cobertas no chão com os pés e me fitando com um olhar completamente faminto, permanecendo deitado.
Movida por puro instinto deitei minha cabeça em sua coxa apreciando seu membro, duro, grosso, latejante e cheio. Eu não conseguia abarcá-lo completamente por mais que tentasse. Ergui minha cabeça e o fitei diretamente nos olhos antes de baixar meus lábios até o pênis e começar a beijá-lo. Edward mergulhou os dedos em meus cabelos e guiou-me. Abri minha boca para recebê-lo. Ele gemia baixinho e me incentivava a continuar, sempre me acariciando hora nos seios, ora na borda de minha calcinha, me deixando mais excitada a cada toque provocante, pois eu sabia o que viria em seguida. Ele sabia o que eu queria, mas não fez nada naquele instante. Senti o líquido pré-seminal que despontava e aumentei as investidas. Ele trincou os dentes e virou a cabeça puxando meu corpo para si, começando a me acariciar devagar. Primeiro com a boca, depois com a língua e a ponta do nariz. Estremeci. Um rasgo de prazer traspassou meu corpo de cima a baixo e por um instante eu parei o que estava fazendo. Eu tinha tido um orgasmo a poucos minutos e meu corpo já reagia desta forma?! Como era possível?! Levei alguns minutos para me acostumar com as carícias breves e suaves de sua língua, voltando a atiçá-lo em seguida.
– Bella...
Com seu membro em minha boca eu não podia responder. Me limitei a ouvir.
– Está me matando linda...
Sorri internamente. Era essa mesma a ideia. Tirá-lo do sério, dar a ele todo o prazer que eu pudesse, deixá-lo gozar na minha boca e ver, extasiada, o clímax arrebatá-lo para o mundo mágico dos amantes apaixonados. Ele então separou minhas coxas e veio depositando beijos no interior de cada uma delas, me fazendo arfar e deslizar os dentes subindo e descendo sobre sua masculinidade.
–Porra... Amor, eu estou quase lá...
Disse num gemido agoniado. Então ele me segurou firmemente e mergulhou dois dedos e sua língua no meio de minhas pernas simultaneamente. Um gemido profundo escapou de minha garganta enquanto Edward devastava minha vagina me levando a loucura. Diminui um pouco os movimentos de minha boca e ele protestou, gemendo. Em seguida senti seus dedos friccionando meu clitóris em movimentos circulares. Minha doce agonia aumentou, e eu investi mais duas vezes lambendo, sugando e deslizando os dentes, sentindo seu abdome se contrair fortemente. Edward apertou minhas coxas com força e se liberou em minha boca, num jato quente e intenso. Fiquei maravilhada com a sua libertação e engoli tudo. Cada gota do seu sêmen. Segundos depois permiti que ele saísse de minha boca e me concentrei no que ele estava fazendo comigo.
Seus dedos e sua língua se alternavam no meu clitóris, em minha fenda molhada, iam até o meu ânus e voltavam novamente. Houve uma hora em que ele conseguiu fazer as três coisas ao mesmo tempo, um dedo massageava meu ânus, outro entrava e saía de dentro de mim e sua língua devastava sem piedade o meu clitóris. Achei que ia desfalecer de tanto prazer e senti o êxtase começar a se construir...
– Edward...
Falei num sussurro baixo.
– Quer que eu pare linda?
Perguntou diminuindo o ritmo dos dedos.
– Por favor...
Falei com a voz estrangulada.
– Por favor, o que Bella?! Hum? Fale.
– Não pare, não pare...
Ele enfiou a ponta da língua no meu ânus e eu estremeci com o calor do seu hálito.
– Vou fazer você gozar, Bella. Vou te fazer gozar muito.
Disse me penetrando com dois dedos de uma só vez. Suspirei e deixei que minha cabeça caísse para o lado, deliciada com as palavras dele. O mundo havia desaparecido, eu estava envolta nas nuvens, sentindo, desfrutando, flutuando leve e solta.
– Quero sentir seu mel escorrendo dessa buceta deliciosa e lambuzando toda minha boca.
– Edward... Gemi num sussurro. Será que ele tinha noção do que estava fazendo comigo dizendo aquelas coisas eróticas?!
– Por mim eu ficaria horas e horas degustando dessa doce boceta. E também adoraria enterrar meu pau bem fundo dentro dela, carinho...
– Quero ver você gozar tão forte que suas pernas não vão suportar o peso do seu corpo.
Disse isso e um terceiro dedo voltou a pressionar diretamente o meu centro do prazer. Outra onda carregada de eletricidade sexual passou pelo meu corpo.
– Oh, Edward...
Gemi sentindo uma onda quente de prazer tomar conta de mim.
– Hum... E vai ser agora.
Completou caindo de boca sobre minha carne aveludada e me fazendo delirar de tanto prazer. Senti o clímax se construir, as ondas de prazer aumentando, minhas pernas tremeram e ele mordiscou de leve, aumentando a pressão, sugando e lambendo mais rápido. Um grito alto escapou dos meus lábios, meu corpo arqueou para trás, minha cabeça pendeu e eu desabei, mas ele não parou e continuou fazendo desenhos com a língua no interior de minhas coxas, nas minhas nádegas e dando mil beijos molhados em meu sexo encharcado.
– Abra os olhos Bella e veja o homem que mais te ama nesse mundo.
A atmosfera que nos envolvia era rica, deliciosa, sensual, real e aveludada. Abri meus olhos ainda enevoados pela paixão arrebatadora e pelo orgasmo intenso e vi estampado no rosto de anjo todo amor que eu também nutria por ele. Ela nunca tinha visto sua expressão assim antes. A luxúria fluía livremente e lasciva, seus olhos duros como pedras, nossas testas abaixadas se chocando. Ele cobriu meus lábios com os dele num beijo desesperado. Senti algo dentro de mim explodir. Parecia que aquela era a última vez que nos beijávamos, uma sensação potente e estranha corria em meu âmago. Me afastei para recuperar o fôlego e ele sorriu. Levei minha mão até seus lábios. Ele segurou-a e a beijou com carinho.
– Eu também te amo, Edward.
– Eu sei gatinha.
Suspirei e me levantei mudando de posição, deitando ao seu lado. Ele colocou minha cabeça em seu ombro e beijou meus cabelos. Minha fome havia evaporado por completo. O sono começava a me dominar mais uma vez...
P.S. Nooooossa... Eu estou aqui morrendo de inveja da Bella e vcs meninas?! Rsssss.....Bjs!
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