Orgulho E Sedução.
35 Capítulo 35
Notas iniciais
tenha uma boa leitura.
PDV Narrador.
Na fazenda...
-Juro que se mais uma cerca arrebentar ou um dos bezerros fugirem essa semana, eu vou sair de férias por um mês!
Edward esbravejou irritado. Sentados á mesa do jantar, aguardando que Emily servisse mais uma deliciosa refeição, seus pais, Bella e Charlie riram do desabafo dele. Carlisle o observou divertido.
-Dia ruim filho?
-Nem me fale pai!
Respondeu rolando os olhos e secando as mãos que tinha acabado de lavar numa toalha bordada a mão verde e branca, atirando-a numa das cadeiras vazias.
-E depois sou eu que tenho um tique, Bella falou baixinho.
-O que?
-Tique? Que história é essa?
Ela deu um sorriso tímido antes de responder.
-Você acabou de revirar os olhos, esclareceu a ele. O olhar de Charlie passou de um para o outro, sua expressão confusa.
-Aprendi com você, gatinha, falou piscando um olho.
-Não aprendeu não, ela rebateu feliz.
-Não estou entendendo nada, disse o capataz frustrado.
-Bella tem um tique, Charlie, Edward explicou dando de ombros e beijando a mão delicada da noiva, notando incomodado que ainda não havia lhe dado o anel de sua avó, Elizabeth. Quando eles haviam comunicado que estavam noivos, seu pai imediatamente oferecera a jóia de família para que ele desse a Isabella. Edward se apaixonara pelo anel no instante em que pousou seus olhos nele, mas devido aos muitos contratempos que a fazenda vinha enfrentando, ainda não tivera um momento especial para colocar-lhe a jóia no dedo. Mas o faria hoje à noite sem falta, prometeu a si mesmo.
Eles estavam morando na casa grande, dividindo o mesmo quarto enquanto Edward reformava sua casa inteira. Gostava demais da velha casa, das escadas, do mezanino, das janelas de piso a teto e especialmente da banheira de hidromassagem, que seria mantida, mas sabia que aquele tipo de construção era adequado para criar uma criança. Assim, desde que havia decidido passar o resto de sua vida com Bella, colocar a antiga construção abaixo e recomeçar do zero pareceu uma excelente idéia. Consultou seus pais e a noiva que concordaram satisfeitos e dois dias depois a sua casa de solteiro, onde havia morado nos últimos três anos estava no chão. Para agilizar as coisas comprara paredes de madeira pré moldadas e havia desenhado sua futura casa dezenas de vezes, sempre pedindo a opinião de Bella e de sua mãe. A voz da noiva trouxe-o de volta à realidade.
-Não tenho não, ela retrucou de imediato.
-Tem sim, ele reafirmou pegando duas torradas de pão italiano e colocando na boca.
-Que tique?
-Ela revira os olhos e morde os lábios quando está nervosa, tensa ou preocupada, esclareceu Esme, atraindo os olhares dos presentes para si.
-Está vendo?! Até a minha mãe já notou, disse em tom de triunfo. Bella fez uma careta em desagrado.
-O que foi filha? Está chateada?
-Não. É só que... Eu nunca tinha percebido que fazia esse tipo de coisa.
-Relaxe, Bella. Todos nós revelamos um pouco de nós mesmos com gestos, posturas e atitudes, Carlisle falhou dando-lhe um sorriso terno.
-O Edward, por exemplo, corre a mão por entre os cabelos quando ele está tenso ou preocupado, Esme explicou fazendo com que o filho estreitasse os olhos fitando-a com um ar levemente indignado.
-Mãe! De que lado você está final?!
-Do lado das mulheres, meu amor. Os homens sempre foram à maioria nessa casa e agora as coisas graças a Deus estão mudando, falou rindo. Quando Emily entrou com uma enorme bandeja trazendo duas travessas de aço inoxidável contendo um suculento rosbife com molho de mostarda e mel e um arroz de forno com brócolis e queijo.
-Hum, o cheiro disso aí está delicioso, Emy, disse Charlie segurando os talheres em prontidão, parecendo uma criança diante de uma guloseima.
-Espere até provar, Charlie. Ela hoje caprichou. E quanto a você, filho, disse Carlisle olhando fixamente para Edward. –Nunca esqueça de que as mulheres são o sexo mais forte e se não pode vencer o inimigo, faça o que precisa ser feito: Junte-se a ele.
No Hospital...
A pressão no pescoço dela aumentou assim como o formigamento no meio de suas coxas. Subitamente ele puxou-a para mais perto, colando suas bocas, seus dedos hábeis buscando-lhe os seios, friccionando os mamilos. Ela apoiou-se na cama, gemendo, dividida entre a vontade de ceder e o bom senso, mas mesmo ferido e deitado num leito de hospital, Emmett era maior e muito mais forte que ela.
-Emmett, espere... Pediu num sussurro rouco, seu corpo suplicando para que se entregasse.
-Já esperei tempo demais, Rose. Nunca tive vocação para o celibato, disse erguendo o braço, passando os dedos por entre os cabelos louros forçando-lhe a cabeça para baixo. O lençol que o envolvia na cama foi para o chão revelando sua completa nudez. Ele odiava o avental do hospital e por isso nunca o vestia, preferindo ficar completamente nu sob os lençóis.
-Emm, não, não... Protestou fracamente. Mas suas bocas já se buscavam outra vez. Os lábios quentes, saudosos e sequiosos do marido estavam deixando o corpo feminino em brasa. Ela sentiu sua força de vontade evaporar, suas pernas amolecerem e o desejo emergir com uma força brutal. Vendo que ela finalmente cedia, Emmett num gesto firme pressionou seus lábios sobre os dela que entreabriu a boca deixando que a língua dele a acariciasse. Ambos gemeram tomados por um desejo incontrolável. Com facilidade, ele a ergueu, deitando-a na cama consigo.
-Isso não está certo, balbuciou sem nenhuma convicção.
-Tão certo, tão certo, ele respondeu por entre o beijo, sugando seus lábios com tanto ardor que chegava até a machucá-la, deixando marcas em sua pele branca. Desceu pelo pescoço, pelos ombros, desabotoando a frente do vestido escuro, explorando um território conhecido onde ele dominava e era senhor absoluto.
-Emmett, por favor... Nós não podemos...
Tentou pará-lo num último resquício de apelo da sua razão, mas foi inútil. As sensações descontroladas e enlouquecedoras que suas mãos e boca despertavam nela eram mais fortes que os apelos de sua consciência. Suspirando longamente levou as mãos aos cabelos negros dele e o apertou contra si, totalmente entregue. Sem perder tempo, ele deitou-a com cuidado sobre o travesseiro, seus dedos impacientes deslizando o sutiã pelos braços esguios deixando os seios fartos livres para serem acariciados.
-Oh...
Ela gemeu languidamente. Ele substituiu os dedos pelos lábios, sua mão agora deslizando em movimentos circulares, descendo pelo estômago, passeando pelo ventre macio e plano que palpitava.
-Sua perna...
Sussurrou de olhos fechados enquanto ele continuava sua exploração.
-Esquece a droga da perna. Meu pau tá incomodando um milhão de vezes mais que minha perna, respondeu puxando-a novamente, começando a depositar beijos em cada pedaço de pele que encontrava ao seu alcance. O vestido deslizou até o chão, o sutiã já estava lá. Rose gemeu louca de desejo.
-Por favor... Murmurou estremeceu quando a mão dele deslizou-lhe sob a borda da calcinha, acariciando-a.
-Eu estava morrendo de saudades de você, amor...
Respondeu baixinho ergueu-lhe aos quadris colocando-a sobre seus quadris, acomodando-a diretamente sobre ele que já estava nu.
-Não quero machucar você...
-Vai me machucar se não deixar que eu te ame. Eu preciso de você, Rose. Agora. Não percebe como estou a ponto de explodir?!
Em algum momento ele também lhe tirara a calcinha, jogando-a no chão. Agora, não havia nenhuma barreira entre eles. As mãos fortes a seguravam com firmeza. Ela levantou-se um pouco e ajustou-se a ele até que seus corpos fundiram-se num só. Gemidos e sussurros ecoaram no quarto reverberando nas paredes inóspitas e frias.
-Isso, Rose... Mexa-se... Eu preciso que você se mova carinho...
Ela fechou os olhos e rebolou os quadris, trazendo-o consigo. A sensação era tão doce e selvagem que os dois tiveram que fazer um grande esforço para não gritar. A sensualidade do momento era inebriante e indescritível. Emmett estava deitado, deixando que ela conduzisse tudo, que desfrutasse seu corpo. Ela o amava completamente e demonstrou-lhe em cada gesto, em cada arremetida, em cada subida e descida de seus quadris voluptuosos, de seu corpo ardente.
-Emmett... Estou perto...
-Eu também, ele falou com os dentes cerrados. Ela pode sentir o retesar dos músculos do abdome rijo e definido, a contração dos músculos desenvolvidos, a tensão que fluía do corpo másculo livremente e que o estava deixando na borda. Minutos depois atingiram juntos o auge do prazer.
Vendo que ela estava quase gritando, Emmett tapou-lhe a boca depressa, abafando seus próprios gemidos enquanto era tragado pelo êxtase supremo e absoluto. Rose caiu deitada em seu peito, os olhos semi-abertos, o suor cobrindo sua testa com uma fina camada, sentindo o sêmem do marido jorrando dentro de si.
-Emmett isso foi... Maravilhoso...
-Você é maravilhosa, Rose. Mas nós ainda não acabamos querida...
Ouvindo isso ela sentou-se bruscamente encarando-o sem acreditar no que ouvia.
-Você não pode estar falando sério, disse com incredulidade enquanto ele sorria, piscava um olhos de vagar movia uma das mãos, colocando-a entre os corpos dos dois, começando a dedilhar sua vagina ensopada. Ela gemeu com o toque íntimo lançando a cabeça para trás, desfrutando a carícia.
-Você pode se machucar... Nós já abusamos por demais da sorte hoje...
-Eu preciso relaxar Rose... Você conhece uma maneira melhor para deixar seu maridinho relaxado?
Provocou-a.
-Eu... Você precisa descansar... Dormir um pouco...
-Foda-se! A coisa que eu mais preciso agora é ter meu pau enterrado dentro de você, carinho. Cansei de dormir, cansei de esperar, cansei de tudo nesse maldito hospital...
Ela assentiu resignada e deixou sua cabeça cair contra o ombro forte, aspirando seu cheiro másculo, sentindo-se entorpecida demais para conseguir protestar. Seus dedos a levaram quase até o limite. Quando sentiu que o orgasmo da esposa estava se aproximando ele retirou os dedos e levou-os á boca, lambendo um a um, deixando-a suspirar insatisfeita.
-Senti saudade desse mel gostoso na minha boca...
-Emm, você... Está... Me matando... Falou em doce agonia. Ele sorriu deliciado.
-Se eu estivesse em forma, loira, ia te foder de quatro... Queria ver essa bunda gostosa toda voltada para mim enquanto eu te comia, falou mexendo-se um pouco para o lado e penetrando-a com firmeza. Sentindo o membro rijo a invadir mais uma vez, ela gemeu baixinho, deliciada com o contato quente de seus corpos unidos.
-"Sim", ela gemeu baixinho, sua voz suplicante e seus quadris balançando contra os dele, ondulando para cima e para baixo numa dança lenta e erótica.
-Peça, Rose. Eu preciso ouvir... Ela suspirou apoiando as mãos no peito largo, beliscando levemente os mamilos enquanto o fitava diretamente nos olhos.
-Me fode, Emmett. Me fode com toda força que você ainda tiver... Por favor... Me fode até não poder mais...
PDV Emmett.
Depois de ter ido até o inferno e voltado, aquilo era a melhor coisa que eu poderia escutar. Agora eu estava com certeza no Paraíso. Minha mulher pedindo para ser fodida. Algo no mundo poderia ser mais doce e mais voraz?! Não. Pelo menos para mim, não. Busquei seu rosto, nossas testas se tocando e eu empurrei profundamente dentro dela. Seu calor úmido me envolveu. Da cabeça até o talo. Eu era grande, muito bem dotado, mas Rose sempre dera conta do recado.
-Ah, dane-se, ela gemeu. –Isso é muito bom... Eu... Fazia tanto tempo...
Sibilou num soluço.
-Shhh... Pedi segurando em seus quadris da melhor forma que pude determinado a ignorar a dor “estraga prazer” que começava a despontar com agulhadas na perna onde minha panturrilha havia sido dilacerada. Eu estava exagerando no esforço, mas iria valer à pena. Cada minuto da dor que seguisse aquele momento valeria à pena.
-Diga isso de novo, exigi baixinho. Eu estava ficando sem ar quando comecei a entrar e sair dela cada vez mais rápido.
-Ah, Emmett...
O som do meu nome escapando daqueles lábios carnudos me impulsionou. Eu queria ouvir novamente e novamente.
-Diga Rose. Diga novamente.
-Me fode, garanhão. Enterra esse pau gostoso na minha buceta até não poder mais, pediu sussurrando com os olhos fechados.
-Porra, carinho, você é tão gostosa, tão quente... Vou meter com força! Urrei murmurando. Fiquei longe dela por muito tempo, e eu fantasiei viver tudo isso quando ela permitisse que eu a tocasse novamente. Juro que não sei onde eu estava com a cabeça quando me envolvi com Jéssika, ou melhor, eu sei exatamente com que raio de “cabeça” estava pensando. Mas agora as coisas eram diferentes. Era como se a chama do início do nosso casamento estivesse acesa outra vez. Eu daria cada segundo da minha vida para que ela não se extinguisse jamais. E a única mulher que eu queria estava em cima de mim nesse momento, sua carne me envolvendo e me apertando.
-Eu vou fuder você, desse jeito, todos os dias, rosnei contra sua pele úmida.
-Onde?
Perguntou arfando.
-Em todos os lugares, respondi sentindo que as ondas do orgasmo estavam se aproximando.
-Seja mais específico... Sua respiração estava descompassada. Assim como a minha.
-No escritório do meu pai para começar...
-Ah... Ela murmurou entre dentes, quase sem fôlego. -Por que será que eu adoro... Adoro quando você fala... Assim comigo?
Sorri contra seu pescoço inebriando-me com seu cheiro único e inconfundível. Nossos corpos se moviam juntos sem muito esforço, o suor da pele escorrendo e deslizando. Com cada impulso ela levantou os quadris para me encontrar, com as pernas na lateral da cama, sua vagina me sugando mais profundamente. Eu estava tão perdido que o tempo pareceu parar. Ela começou a prender mais apertado. Ela estava perto, na borda, gemendo cada vez mais alto. Precisei tapar sua boca novamente. Ela abriu os olhos e assentiu. Retirei a mão e ela apertou os lábios com força, movimentando os quadris com precisão, empurrando-me mais perto do clímax.
-Rose, goze para mim, carinho. Eu quero sentir você gozando, quero sentir essa buceta deliciosa apertando meu pau... Derramando esse mel nele todo...
Minha voz era áspera com o desespero que eu sentia. Eu estava tão perto, mas queria estar junto com ela. Nem antes nem depois.
-Emmett, ohhhhh, Emmett... Fale alguma coisa... Gemeu num soluço. Meu ego inflou nessa hora. Essa era a minha garota. Adorava uma conversa suja durante o sexo tanto quanto eu. Levei a mão até os seus cabelos loiros embaraçados pelo auge da paixão e enfiei meus dedos neles, puxando-a para mais perto, sussurrando em seu ouvido:
-Eu amo foder essa buceta, sabia? Amo sentir meu pau saindo e entrando nela... Amo ver você gozando e se derretendo todinha, minha provocadorazinha gostosa.
-Adoro quando... Você fala... Essas coisas...
-Eu quero comer você esta noite inteira. Queria te levantar e colocar essa buceta gostosa na minha cara e enfiar minha língua nela até você gritar o meu nome e desfalecer por isso. Quero-te foder até te deixar toda assada, Rosalie.
Eu sabia que nós não poderíamos fazer aquilo. Estávamos num hospital e em pouco tempo alguém bateria na porta. Uma das enfermeiras, ou o médico de plantão, mas se eu não estivesse debilitado, era exatamente o que faria. Assim que proferi as palavras suas pernas deram o impulso final, tragando-me até bater contra o colo do seu útero com tanta força que era quase doloroso. Senti seus músculos vaginais apertando ao meu redor. Ela corcoveou e seu corpo começou a ser sacudido pelos espasmos do orgasmo poderoso. Era tudo que eu precisava. Deixei de lado o pouco controle que me restava, a dor que me atingia como uma espada e deixei o orgasmo me levar, arrastando-me para o mundo do prazer absoluto, drenando todas as minhas forças, quase me rasgando ao meio. Seus gemidos foram abafados por seus lábios na curva do meu pescoço. Nada no mundo era tão bom como isto, senti a pressão avassaladora se construir e se quebrar explodindo sobre nós ao mesmo tempo, esmagando o presente, sugando-nos para o abismo do intenso prazer, da luxúria carnal e feroz.
Rose...
PDV Narrador.
Ela não respondeu, apenas aconchegou-se mais ao corpo do marido descansando a cabeça no peitoral largo e relaxou. Um suspiro satisfeito escapou pelos lábios dele. Rosalie estava quase adormecendo, assim como ele. Emmett fechou os olhos beijando levemente os cabelos loiros e caiu em sono profundo. Depois de vários dias no hospital aquela era a primeira noite em que ele conseguiria dormir bem.
Algumas horas depois...
Uma batida seca na porta, e Rosalie imediatamente despertou, dando-se conta do que havia acontecido, corando violentamente. Emmett dormia a sono solto. Ela desceu o mais depressa que pode da cama, estremecendo quando seus pés descalços tocaram o chão gelado. Tremendo observou incrédula o quanto estreita era a maca, impressionada por não ter quebrado com o peso deles dois. E também por não terem ambos, caído no chão. Mais uma batida discreta foi ouvida. Ela vestiu-se jogando o vestido por sobre a cabeça, enfiando a calcinha e o sutiã nos bolsos e cobrindo o marido com um lençol desajeitadamente, atravessando em seguida o espaço do quarto e alcançando a porta. A mesma enfermeira novata que tinha estado ali mais cedo a fitou intrigada.
-Boa noite senhora Cullen. Desculpe-me por acordá-la, mas está na hora dos antibióticos do seu esposo, falou num tom de voz que demonstrava profissionalismo. Rose sorriu cansada e abriu mais a porta do quarto permitindo a entrada da moça. Emmett estava pálido e parecia exausto, mas seu semblante encontrava-se sereno. Os momentos de amor tinham sido um esforço muito grande para seu corpo ainda em recuperação. A enfermeira o acordou e ele mal abriu os olhos e a boca, mas mesmo assim engoliu os comprimidos, murmurando alguma coisa ininteligível, tornando a cair em sono profundo. A moça sorriu e saiu, deixando-os novamente a sós. Ela caminhou até o sofá deitando-se, enrolando o corpo com uma manta, agradecendo a DEUS pela recuperação de Emmett, sabendo que em poucos dias estariam no aconchego da fazenda e de sua casa.
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Na fazenda...
-E eu que achava que o jantar estava delicioso... Disse Charlie abocanhando mais um pedaço da torta de maçã e canela que a cozinheira havia feito para a sobremesa.
-Realmente está uma delícia, disse Carlisle servindo-se de mais uma fatia.
-Emily com certeza virá morar comigo e com a Bella quando nos mudarmos para a casa nova.
-Não conte com isso, Edward, disse Esme limpando a boca discretamente com um guardanapo de linho marrom.
-Mãe, bem que você podia nos dar este presente, não é?!
-Edward! Como sua mãe vai dar conta de tudo por aqui se levarmos a Emily conosco?!
A conversa fluía normalmente quando o motor de um carro chegando interrompeu-os momentaneamente.
-Quem será?
Edward indagou.
-Está esperando alguém?
Perguntou Esme fitando seu marido.
-Não. E você?
-Também não, ela respondeu afastando a cadeira para trás e pondo-se de pé. Minutos depois caminhava até a ampla janela da sala de jantar olhando para fora, voltando-se para a mesa logo depois.
-É a Tânia, querido, disse impassível. Bella involuntariamente retesou os ombros. Edward sentindo a tensão apertou-lhe a mão com mais força. A troca de olhares entre os donos da casa não passou despercebida ao filho, que preferiu não comentar nada. Charlie era o único que parecia alheio ao clima a sua volta concentrado apenas em degustar a deliciosa sobremesa. A campainha foi tocada e Emily desceu as escadas para atender a porta. Minutos depois passos de saltos altos podiam ser ouvidos nos degraus. Tânia surgiu à porta da sala impecável como sempre, usando um vestido transpassado preto, sapatos da mesma cor, que destacavam sua pele branca, poucas jóias e os cabelos loiro arruivados desta vez escovados e pranchados, sem que um só fio estivesse fora do lugar. A maquiagem era discreta e enfatizava seus olhos mordazes. Edward fez questão de entrelaçar os dedos aos de Bella, virar a mão delicada com a sua e depositar um beijo quente na palma.
-Boa noite a todos, falou polida e educadamente.
-Boa noite, Tânia responderam Esme e Carlisle ao mesmo tempo.
-Boa noite, disse Bella sem emoção. Edward não abriu a boca e Charlie a cumprimentou com um gesto de cabeça, ainda focado na torta de maçã.
-Desculpe se interrompi o seu jantar Senador. Esme...
-Aceita um pedaço de torta de maçã?
Esme ofereceu.
-Não obrigada. Já jantei, falou piscando de modo afetado olhando disfarçadamente na direção de Edward.
-Já havíamos terminado. Não se preocupe, ele respondeu estendendo a mão e apontando uma cadeira para que ela sentasse. Sorrindo de modo estudado a loira aproximou-se e sentou assumindo uma postura profissional, cruzado as pernas de modo charmoso, elegante e olhando rapidamente na direção do casal de mãos dadas sentado à sua frente.
-Os dois memorandos que o senhor solicitou estão prontos, assim como o relatório sobre a usina Volterra. Poderá apresentá-lo em poucos dias no Congresso.
Enquanto falava estendeu um volume considerável de papéis na direção dele.
-Obrigado, Tânia, mas não precisava se dar ao trabalho de vir até aqui uma hora dessas. Isso poderia ter esperado até amanhã.
Carlisle falava com simpatia, mas estava escrito em cada uma das entrelinhas que a presença dela em sua casa àquela hora não era uma coisa normal. Ela estava forçando a barra e sabia disso. Como todos ali também sabiam.
-O avançar da hora nunca foi um problema para mim, Senador, aliás, é sempre um prazer vir até aqui e como o senhor poderia precisar dar uma lida no material antes de enviar aos outros Senadores, achei prudente vir logo, respondeu solícita e eficiente.
-Obrigado, ele falou recebendo o calhamaço de papéis das mãos dela. Edward e Bella levantaram-se.
-Já vão se deitar?
Charlie questionou com a boca cheia.
-Sim. Estou exausto. O dia hoje não foi fácil, Edward respondeu envolvendo Bella com seus braços.
-Tânia, eu não sei se você sabe, mas Edward e Bella ficaram noivos, disse Esme com naturalidade. O choque evidente em seu rosto foi disfarçado por um sorriso forçado. Seus olhos imediatamente buscaram a mão de Bella à procura de um anel enquanto desejava felicidades ao casal com uma polidez que estava longe de sentir. Juntos agradeceram e prepararam-se para se retirar. Bella beijou o pai, despedindo-se e deixaram à sala abraçados, sentindo que o olhar ferino e falso os acompanhava, queimando em suas costas, até que desapareceram virando à esquerda no corredor.
Notas finais
beijos Tihh beijos meninas......
Ha!!!!!!!! não posso esquecer temos novidades, fic nova da Tiih por ai gente, deixa eu ver os emails depois volto ok.
Kiki Cullen.
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