Orgulho E Sedução.
34 Capítulo 34
Notas iniciais
Edward E Bella.
Ela precisou de alguns minutos para se recompor e enquanto isso, eu tive de sufocar uma risada. Depois de alguns minutos conseguiu falar ainda um pouco envergonhada:
-Hum... Ok, então. Podemos ir para o nosso quarto no hotel. Eu acho, falou indecisa.
-Ótima escolha, emendei trazendo-a para mais perto de mim no banco da caminhonete nova. Ela suspirou e relaxou encostando a cabeça no meu ombro enchendo os meus sentidos com o seu cheiro inconfundível de morango selvagem. Trinquei o maxilar sabendo que levaria quase duas horas para que eu pudesse tê-la inteiramente para mim livre de qualquer interrupção.
-Vai tomar banho?
Questionou assim que entramos no quarto.
-Sim.
-Edward... Você sabe que eu pedi para papai me ligar quando chegar à fazenda, assim...
Ela torcia as mãos sobre o colo como se pedisse desculpas. Meus lábios repuxaram num sorriso.
-Sei sim amor. Por que você acha que eu estou indo tomar uma ducha fria? Preciso me controlar sem por as mãos em você até que fale com ele. Ela riu a balançou a cabeça como se não acreditasse no que acabara de escutar.
-Senti saudades.
-Eu também.
-Vou mostrar exatamente o tamanho da minha saudade assim que pudermos ir para a cama.
Ela corou, mas sorriu em resposta. Dei um beijo breve em seus lábios sabendo que este seria um dos banhos mais demorados e enfadonhos da minha vida.
PDV Bella.
Edward trancou-se no banheiro o que me deu tempo de escolher uma lingerie apropriada e sexy. Optei por uma preta de seda e renda. Um baby dool de alcinhas com uma calcinha minúscula e totalmente transparente. Antes de vestir passei um pouco de perfume misturado ao meu hidrante de morangos da Victória Secret por todo corpo, dando um toque especial a nossa noite. Coloquei o meu celular ao meu lado na cama, deitei e esperei, tendo ao meu lado um pacote de preservativos “Jontex” que eu havia comprado hoje depois do almoço. Tínhamos feito amor algumas vezes sem camisinha, mas sempre era bom prevenir. Eu gostaria muito de ter um filho com o Edward, mas na hora certa. Como ele ainda não havia falado em casamento, era melhor me precaver. Assim que voltássemos à fazenda eu marcaria uma consulta com um ginecologista e começaria a tomar pílulas novamente como fazia com o Jacob. O médico solicitaria alguns exames de praxe e eu faria tudo da maneira certa. Uma hora depois dei uma breve olhada para o banheiro que ainda encontrava fechado. Suspirei e voltei meus olhos para a televisão sem realmente prestar muita atenção ao noticiário. Zapeei os canais e parei quando vi que estavam reprisando o filme “Diário de Uma Paixão”, que eu e Rosalie adorávamos. Uns dez minutos depois meu celular tocou e eu vi o número da casa do meu pai, relaxando finalmente.
-Alô.
-Pode sossegar. Bells. Seu velho já está em casa.
-Obrigada por ligar, papai. E só para constar: Você não é velho.
Ele gargalhou do outro lado e nós nos despedimos.
-Vejo você amanhã. Boa noite.
-Boa noite, Pai. Eu te amo.
-Também amo você.
-Até amanhã. Beijos.
Mal desliguei o celular e o coloquei sobre o criado mudo tendo o cuidado de desligar o aparelho ouvi o “clic” familiar da porta sendo destrancada. Engoli em seco sentindo meu coração começar a bater mais forte e me virei naquela direção. Edward estava nu. Seu pênis duro, enorme, ereto, apontando em minha direção. Seu sorriso era malicioso, a sua postura indecente. Seu corpo inteiro assinalava Luxúria com letra maiúscula.
-O que está vestindo?
Sussurrou roucamente.
-Uma roupinha especial para você, cowboy, gaguejei sentindo a boca subitamente seca.
Seus olhos estavam praticamente me devorando.
-Fique de pé. Quero vê-la. Fiz o que ele pediu e ver a admiração e o desejo crescendo em seu olhar foi gratificante. Meus seios intumescerem diante do olhar intenso e senti a umidade no meio de pernas aumentar consideravelmente.
-Porra, Bella... Assim você quer me matar, carinho...
-Gostou?
-Puta merda... Você está muito gostosa nesse baby dool...
Um lento sorriso formou-se em meus lábios.
-Venha, Edward. Eu quero você, balbuciei entendendo os braços em sua direção. Em segundos ele atravessou a distância que nos separava e me tomou nos braços, colando nossos lábios, deitando-me na cama, afundando meu corpo contra o colchão macio, ficando sobre mim. Fechei os olhos, deliciada com o contato de nossas peles. Suave e lento ou forte e duro. Não importava como seria. Eu queria desesperadamente que ele enterrasse seu corpo no meu e me amasse a noite inteira.
PDV Edward.
Beijei como se fosse a nossa última vez juntos. Meu corpo chamava por ela. Levei minhas mãos até os ombros delicados baixando as alças da camisola, tirando-a, beijando a pela alva e cheirosa. Em questão de segundos a calcinha minúscula e fodidamente sexy também escorregou para fora de seu corpo. Deslizei minhas mãos abertas, as palmas diretamente sobre a pele dela.
-Isso é tão bom, ela gemeu quando eu balancei meus quadris contra ela. -Não... Não pare... Por favor... Não pare. Balancei minha cabeça enquanto provava a sua pele, minha boca se deslocou de seus ombros para seu queixo. Arrastei beijos em seu pescoço e ao longo do seu maxilar, um breve vislumbre de estar com ela todas as noites, na nossa cama, passou em minha mente. Suas mãos percorreram minhas costas, as pontas de seus dedos exploraram cada músculo que eu flexionava e contraía no esforço de manter meu controle até o instante em que ela estivesse totalmente molhada e pronta para mim. Fechando os olhos, concentrei-me na sensação de estar com ela desta forma mais uma vez. Minha mão deslizou até sua entrada e verifiquei com prazer que ela já estava mais que pronta. O desejo que sentíamos um pelo outro era avassalador. Retirei a mão e me posicionei sobre ele novamente.
-Edward...
Murmurou baixinho. A suavidade e o calor de seu corpo me consumiam inteiramente enquanto eu continuava a me mover com lentidão. Era a mais doce tortura saber que, com a menor alteração no ângulo da minha posição, eu poderia escorregar para dentro de seu corpo.
-Você é deliciosa...
-Eu sou sua, Edward.
-Diga isso de novo, pedi entre dentes.
-Eu sou sua, Edward Cullen... Repetiu deslizando a mão entre nós, agarrando meu pênis. Eu segurei o meu corpo em cima dela enquanto a observava esfregar a cabeça contra si mesma, lentamente circulando sua entrada.
-Porra, baby... Gemi baixinho. Meu peito arfou e meu corpo todo tencionou com o esforço pra não me mover e deixá-la controlar esse momento. Doce tortura... O calor envolveu-me quando ela me puxou para frente, e vimos juntos quando a ponta de meu membro escorregou para dentro dela.
-Oh, Edward, é tão bom... Senti sua falta...
Ela engasgou num soluço seus olhos fechando-se quando os músculos de usa vagina vibraram ligeiramente constritos em torno de mim.
-Por favor, Bella, gemi implorando quando o desejo de empurrar para baixo e me colocar inteiramente dentro de seu corpo era quase forte demais para resistir. Sem nada dizer ela atendeu o meu pedido. Movendo as mãos para o meu quadril, ela agarrou-me com força, pedindo-me para ir em frente. Centímetro por centímetro, me movi mais, até que meus quadris estavam nivelados com os dela. Sua cabeça pendeu para trás na cama, sobre um dos travesseiros. Trêmula, ela puxou meu rosto para o dela.
-Espere, pediu sussurrando contra os meus lábios quando eu me movi ligeiramente. –Eu só preciso sentir você...
-Eu sei carinho, respondi contra seus lábios, beijando-a lentamente, deslizando meus braços por baixo dela e puxando-a para mim.
-Diga que me ama, sussurrei, arrastando beijos ao longo de seu queixo e de sua mandíbula.
-Eu te amo, Edward... Eu sempre... Te amei... Mesmo quando... Estive longe...
As palavras dela vibraram debaixo dos meus lábios e eu com a boca em seu pescoço.
-Agora, por favor...
Recuando um pouco eu gemi alto, meus olhos fechando-se no instante em que me empurrei para dentro dela, sentindo a carne quente e aveludada de sua buceta me envolver. Seus quadris levantaram, ela gemeu e suspirou incentivando-me a prosseguir. Suas pernas se cruzaram em torno da minha cintura enquanto eu balançava repetidamente contra ela. Suas mãos entraram em meus cabelos, puxando-os. Suas costas arquearam quando peguei um mamilo rosado entre meus dentes.
-Ohhh...
O mundo poderia acabar eu poderia morrer agora e não me importaria. Eu estava dentro dela, fudendo aquela mulher deliciosa, gemendo e fazendo-a gemer de prazer em meus braços. Rolando sobre ela coloquei Bella sobre mim, seus cabelos esparramando-se sobre o meu peito e ombros, enquanto nos movemos minhas mãos a exploraram seus seios demoradamente. Ela gemia e sacudia os quadris contra os meus pedindo por mais. Quando nos beijamos de novo deixamos um rastro de suor ao longo de nossas peles. Eu dobrei minhas pernas e fui ao seu encontro, às palmas das mãos deslizando ao longo de suas coxas, puxando-a para mim. Ela se moveu para fora de meu peito, sentando, colocando as pernas de cada lado dos meus quadris.
-Você é tão perfeita. Eu não poderia me apaixonar por mais ninguém, falei. Meus olhos avidamente passeando por todo seu corpo.
-Eu te amo. Eu vou te amar para sempre, falou com a respiração alterada, sem fôlego.
Suas mãos vieram descansar em meu peito, apoiando-a quando ela balançou em cima de mim novamente, nossos sexos unidos. Tocando nela gentilmente, meu polegar se movia em círculos em torno de um dos mamilos rijos. Ela gemeu roucamente e cobriu a minha mão com a sua, nossos dedos se entrelaçando, incentivando-me a pegar com mais firmeza.
-Oh, Céus...
Sibilou enquanto sua cabeça caía para trás. Em seguida trouxe a cabeça até o vão do meu pescoço, arrastando os beijos ao longo de minha garganta e queixo, sentindo cada gemido que eu não conseguia segurar...
-Nós nos encaixamos perfeitamente, falei arquejando colocando a mão atrás de sua cabeça, a outra se deslocou dos seus seios indo parar em sua cintura. Ela inclinou-se para trás, arqueando, oferecendo-se para mim enquanto seu cabelo balançava a cada movimento nosso. Segurando-a com firmeza inclinei-me para frente circulando seus mamilos com a língua antes de tomá-los um de cada vez entre meus lábios e sugá-los como um bebê faminto.
-Isso... É... Muito... Bom... Balbuciou segurando minha cabeça juntos ao peito para que eu não interrompesse os carinhos.
-OOHHHHH... Gritou quando arrastei meus dentes ao longo da carne tenra, provocando-o antes de beijá-los novamente. Seus quadris se moveram mais rápido contra os meus. Girei rapidamente, deitando-a de costas ficando sobre ela novamente, beijando a parte de cima do seu pé enquanto o colocava sobre o meu ombro. O corpo macio balançou para trás até encontrar o meu quando começou a fazer pressão. Ela apertou os lençóis perto de sua cabeça, torcendo o tecido sob os dedos.
-Está gostoso?
Perguntei investindo profundamente, sentindo meu pau preencher todo o espaço daquela bucetinha apertada.
-Sim, sim... Sim... Disse ela ofegante. -Bem assim, Edward... Por favor... Assim... Assim mesmo...
Senti as contrações no meu pau começarem a aumentar. As ondas do prazer aumentando em seqüência... O orgasmo logo logo me tragaria para o mundo da luxúria e do supremo prazer...
-Estou perto, carinho, gemi sentindo os músculos do meu abdome começaram a apertar.
-Eu posso... -Eu posso sentir você... Eu posso sentir você vindo. Oh Doce Céu...
Soluçou em voz alta chamando por mim, arqueando dentro de mim; Suas mãos segurando e apertando minha bunda.
-AAAHHHH... Gemeu alto lançando a cabeça para trás, seu rosto tomado pelos espasmos, seu corpo sacudindo fortemente contra a cama quando foi engolida pelo gozo potente, poderoso e excruciante. Os quadris dela saíram do colchão e eu os agarrei com força, tentando ainda dar um ultimo empurrão, quando gozei me derramando dentro dela.
Quando nossos corpos se acalmaram, nosso peito estava arfante um contra o outro, e os nossos olhos se encontraram. Beijei-a delicadamente, rindo baixinho ao sentir seu coração batendo tão rápido quanto o meu.
-Está vivo?
Perguntou aos arquejos.
-Sim. E você?
-Cristo... Eu... Isso foi... Céus... Eu...
Sorri satisfeito com a sua incapacidade para encontrar as palavras certas. Eu sabia exatamente o que ela queria dizer, mas não era fácil traduzir em palavras. Sentimentos geralmente são complexos e difíceis de definir.
-Sempre será assim entre nós, Bella. Cada vez melhor... Murmurei exausto nos rolando mais uma vez. Os meus braços caíram inertes ao lado da minha cabeça. Ela pressionou seu rosto no meu pescoço enquanto eu tentava recuperar o fôlego.
-Caralho... Eu disse ofegante, correndo a mão pelos cabelos e pelo meu rosto. Ela riu. O som cristalino de sua risada enchendo todo o quarto. Uma fina camada de suor cobria meu corpo e o dela. Ela olhou para a janela antes de olhar para mim.
-Boa noite, meu amor, disse escorregando os dedos nos pelos do meu peito quando tirei seus cabelos do rosto afogueado, afastando-os para o lado.
-Mmm ... Essa é realmente uma noite muito boa, brinquei enquanto a puxava mais para cima do meu corpo. Coloquei um beijo em seus lábios antes de inclinar minha cabeça. O seu tom de foz ficou mais grave.
-Posso dizer-lhe uma coisa? Perguntou subitamente com os olhos sérios.
-Claro que sim, respondi. O que quer que fosse eu sabia que nós iríamos lidar juntos, então suspirei feliz correndo os dedos pela confusão em que se encontravam os cabelos dela, parecendo um monte de feno.
-Vi a Tânia hoje cedo, falou casualmente. Franzi o cenho intrigado. Se o meu pai tivesse pedido a ela que viesse a cidade, tudo bem, senão... Eu a procuraria para nós termos uma conversinha.
-Ela foi grosseira com você?
Perguntei sentindo meu sangue começar a borbulhar só em pensar naquela hipótese.
-Não. Ela estava na lanchonete onde almocei. E estava acompanhada.
-Melhor assim, falei. Se Tânia estava saindo com alguém desta vez iria me deixar em paz.
-Não vi o rosto do rapaz, embora algo nele me pareceu familiar...
-E isso incomodou você?
-Não. O que me incomodou realmente foi à maneira como ela me olhou. Um olhar frio, carregado de desprezo, frieza... Não sei definir muito bem, concluiu dando de ombros.
-Mas você não se deixou intimidar, não é?!
-Não. Encarei-a, cumprimentei discretamente e me afastei.
-Ótimo. Esta é a minha garota, encorajei pensando silenciosamente no que ela havia acabado de me contar.
-E tem outra coisa, falou mordendo o lábio inferior entre os dentes, num gesto característico de quando estava receosa ou nervosa com alguma coisa.
-Diga-me, pedi com suavidade.
-Nós não usamos preservativos, falou franzindo o cenho.
“Ops!” Eu tinha adotado aquela estratégia, mas não tinha me dado conta de que ela havia tomado consciência da minha total falta de responsabilidade. Eu precisava pensar em algo para dizer e rápido. Respirei fundo sentindo o ar encher vagarosamente meus pulmões tentando ganhar tempo.
-Bom, não é a primeira vez que nos esquecemos de usar, falei tentando aparentar uma falsa calma. No fundo eu estava bem agitado.
-Eu sei, mas hoje mais cedo eu comprei alguns, falou esticando o braço e alcançando a embalagem fechada contendo três preservativos.
-O que a preocupa, Bella? Abra-se comigo, pedi com suavidade.
-Uma gravidez indesejada? Questionou com os olhos escuros muito abertos.
-Seria ruim ter um filho meu?
Perguntei sentindo uma dor imensa me transpassar. Ela levou o polegar aos meus lábios, tocando-os de leve e sorrindo amplamente.
-Claro que não, Edward. Eu vou amar gerar um filho seu, saber que uma criança está crescendo no meu ventre... Um fruto do nosso amor, respondeu me deixando mais que aliviado.
-Então qual é o problema, linda? Por que eu não estou conseguindo entender...
Ela deu um longo suspiro e pensou alguns segundos antes de recomeçar a falar:
Bella.
Eu sabia. Eu sempre soube. Então aproveitando o momento criei coragem para falar o que estava ardendo em meu coração. Talvez ela não gostasse da idéia, mas me rejeitar ele não iria.
-Bom... Isso que nos acabamos de viver é exatamente o que quero para todas as minhas noites. Dormir com você e acordar todas as manhãs nos seus braços. Meus olhos viajaram para encontrar com os seus verdes e intensos como o oceano em dias quentes e ensolarados de verão.
-Você é o grande amor da minha vida, Edward, não haverá outra pessoa. Nunca houve. Ele piscou duas vezes seguidas, mas não falou nada o que me deixou meio insegura.
-Eu sempre soube, mesmo nos dias em que estava com o Jake, que ele não era a pessoa certa para mim; pausa para suspirar. -E sinto desde que voltei para casa que você é esta pessoa.
-Você sente?! Perguntou desconcertado.
-Sim. Eu fiquei com o Jacob por gratidão, por ele ter me salvado do ataque. Eram as razões erradas. Nosso relacionamento era confortável, tranqüilo e seguro. Fiquei com ela porque foi mais fácil, mesmo sabendo que eu jamais chegaria a amá-lo ou mesmo que eu nunca iria devolver um sentimento mais profundo... Jacob é atleta, famoso, rico, um jogador de carreira, uma celebridade. Ele é o sonho de muitas garotas, mas não é o meu sonho. E quando ele me traiu... Aquilo foi à gota d’água. Eu o deixei sem olhar para trás.
-Você nunca tinha me contado que ele havia lhe traído, falou focado na nossa conversa.
-Achei que alguém tivesse lhe dito. Rose ou papai.
Um longo suspiro escapou de sua garganta.
-Seu pai me contou, sim falou entrelaçando os dedos aos meus e levando minha mão à boca. Engoli em seco, meus olhos se movendo para uma ponta do lençol que torci distraidamente.
-Continue, pediu.
Desviei meus olhos esperando que agora ele dissesse alguma coisa, meu coração disparado, a adrenalina correndo solta por minhas veias.
-Bella?
-Eu agora vejo que deixei as coisas com ele irem longe demais. Nunca devia ter aceitado me casar com ele. E...
Minha voz falhou, meus olhos umedeceram. Segundos depois ele estava me puxando e me dando um abraço sufocante.
-Venha cá! Disse num sussurro abafado. –Você não sabe que eu te amo, sua tonta?! Eu não sabia que te amava até a nossa primeira vez no lago, mas depois que possui você, tive certeza absoluta de que queria você para mim, não importava o que aconteceria depois. Estava quente aquela tarde e, quando a vi nadando nua no rio, invejei sua naturalidade e também quis nadar. Então o pensamento de que algum outro homem poderia tê-la visto também quase me matou de ciúme.
Um suspiro carregado de nostalgia rasgou no ambiente.
-Enquanto a possuí, o sol queimava minhas costas e o suor corria por meu corpo, mas não pensei em nada. Não conseguia pensar em nada que não fosse nósa dois ali. Em como era bom ter você sob o meu corpo. Só conseguia sentir o modo como você se tornara doce e ao mesmo tempo selvagem em meus braços, deitada sob meu corpo, queimando-me com o seu calor, Bella. Tudo o que eu sentia era o sol das montanhas e o calor que emanava de você.
Apesar das lágrimas silenciosas estarem escorrendo pelo meu rosto, parecia que eu iria explodir de felicidade. Ele girou ficando sobre mim mais uma vez, segurando meu rosto com ambas as mãos, seus olhos fixos nos meus.
-Nunca senti por ninguém o que sinto quando estamos juntos e também quero dormir e acordar com você todos os dias da minha vida. Quero brigar com você e fazer às pazes na cama, tirando as suas roupas e te comendo a noite toda, entrando e saindo do seu corpo, provando a você que valeu a pena esperar por mim durante cinco anos. Quero ver meus filhos crescendo aqui nessa barriga e envelhecer com você ao meu lado. Quero tudo e todas as possibilidades com você. E se você senhorita Swan, com toda esta sua conversinha está querendo me pedir em casamento, a resposta é sim!
Aquilo me pegou totalmente desprevenida. Sim eu o amava e mais que tudo nesta vida queria me casar com ele, mão eu não estava necessariamente pedindo-o em casamento. Ou será que estava?! Meu coração batia mais rápido que o batuque de um tambor, meus olhos estavam abertos feito pratos e minha respiração totalmente acelerada. Acho que minhas mãos também estavam tremendo.
-Hum... Acho que o correto nessa situação seria o homem fazer o pedido não?
Arrisquei-me a dizer vacilante. Ele jogou a cabeça para trás e riu alto. Um riso forte, genuíno e contagiante. Esperei que terminasse e recuperasse o controle.
-O que foi que eu disse de tão engraçado?
-Nada, meu amor, apenas nós não somos um casal convencional, então eu me sentiria honrado em ser pedido em casamento pela mulher que amo.
-Também amo você, Edward. Desde sempre. E sim, também quero casar com você, mas acho que primeiro nós podem os ir por partes. Sem pular etapas.
-Essa estória de etapas outra vez?!
Gemeu em desagrado.
-Porque não ficamos noivos? Sugeri. –Assim teremos tempo para programar com calma o casamento. E depois os filhos. Que tal?
-Ótima idéia.
-Sério?
Meu olhar estava repleto de dúvidas. Não pensei que ele concordaria tão facilmente. Edward era conhecido por ser geralmente impulsivo.
-Claro que sim. Enquanto não pegarmos o filho da puta que está ameaçando você, me contentarei em ser o seu noivo. E dessa forma poderemos dormir juntos todos os dias. Todos irão achar normal já que vamos nos casar em breve.
Rolei os olhos tentando parecer chateada.
-Eu sabia! Tinha que ter uma razão sórdida escondida por trás disso. Você aceitou tudo muito rápido...
Ele piscou um olho e sorriu torto, me fazendo arfar.
-Quero você nua na minha cama todas as noites, então nada melhor do que assumir um compromisso sério para alcançar o meu objetivo.
-Pervertido!
Retruquei sorrindo. Ele me puxou para os seus braços selando nossos lábios com um beijo profundo. O primeiro passo para o nosso casamento acabara de ser dado e eu estava muito, mas muito feliz com o rumo que as coisas estavam tomando.
-----
Uma semana depois...
Narrador.
Emmett era um paciente difícil, trabalhoso, irritadiço e muito desbocado. Três enfermeiras já haviam trocado seus turnos de trabalho e uma pedira férias antecipadas para não ter que lidar com o mau humor dele. Ele só ficava obediente e dócil quando a esposa estava ao seu lado, segurando a mão dele. Seus pais já haviam reclamado e o advertido, mas de nada adiantara. Desistindo, Carlisle e Esme tinham deixado Billings na noite anterior e ido até a capital do país. Como Senador dos EUA Carlisle tinha uma vasta agenda repleta de compromisso, encontros e eventos políticos e sociais que tinha que ser cumprida a risca.
Já passava das oito da noite quando uma enfermeira novata entrou para verificar sua pressão. Ele tenteou sentar, mas uma pontada na perna o impediu.
-Rose... Chamou com a voz rouca.
-Estou aqui, disse tranqüilizando-o e temendo pela moça. Ela conhecia muito bem o temperamento e o gênio do marido, sabendo exatamente como lidar com os ataques de frustração que geralmente aconteciam.
-Não me deixe, pediu.
-Não vou a lugar algum, Emmet. Não sem você.
Ouvindo aquelas palavras ele suspirou, relaxando e fechando os olhos. A enfermeira franziu a testa e aproximou-se mais um pouco:
-Sr. Cullen, o senhor sabe onde está?
-Sim. Na porra de um maldito Hospital!
Resmungou mal humorado. Os olhos da moça arregalaram-se e Rose reprimiu um sorriso.
-Está na hora de tomar os seus antibióticos, explicou a moça morena, ignorando o temperamento forte do paciente.
-Que seja!
Esbravejou.
-Emmett!
Interveio Rosalie.
A resposta foi um longo suspiro seguido de alguns murmúrios ininteligível enquanto ele engolia os dois comprimidos que a enfermeira havia lhe dado juntamente com meio copo d’água. A moça então fitou Rose e sorriu. Rose retribuiu o sorriso esbanjando simpatia.
-Vou precisar acordá-lo a cada seis horas para as próximas dosas dos medicamentos, explicou.
-Não fale de mim como se eu não estivesse aqui! Resmungou azedo. Outra vez a enfermeira olhou para Rose que agora deu um sorriso forçado e amarelo, como se pedisse desculpas pelo comportamento inadequado do marido.
-Emmett, comporte-se! Seu mau humor não vai nos ajudar. Sem abrir os olhos, Emmett levou sua mão ao rosto e passou-a na pele, cobrindo seu rosto, exasperado.
-É difícil ter bom humor quando se está preso a uma cama de hospital.
-Você está agindo como uma criança birrenta e mimada, Rose rebateu voltando-se para a moça que presenciava o duelo entre os dois, calada.
-Obrigada por sua atenção. Pode vir acordá-lo sempre que for preciso. Estamos aqui há uma semana e isso já tornou-se rotina, respondeu amavelmente. Rose sabia o quanto o esposo odiava ter que depender dos outros, por isso ela não estava aborrecida nem tampouco chateada com ele. Ele quase morrera. Estivera tão perto de perdê-lo que agora sua paciência parecia ter quadruplicado. Aquela experiência afetara a ambos profundamente e com o passar do tempo eles aprenderiam a lidar com as cicatrizes emocionais.
-O senhor está com fome ou sede? Posso ser útil de alguma outra forma?
-Não. Vá embora, grunhiu baixinho, fazendo com a mão um gesto para que ela fosse embora. A moça baixou a cabeça, cumprimentou Rose e saiu fechando a porta devagar. Rose deu um longo e ruidoso suspiro, sentando na lateral da cama.
-Emm...
-Sem reclamações ok? Estou farto de ter que ficar aqui.
-Eu sei amor, mas...
Falou erguendo a mão para tocar em sua face. Ele segurou a mão dela com a sua, enorme e fitou-a com um estranho brilho no olhar.
-Ela disse que voltará em seis horas?
-Disse. Rose respondeu fitando-o confusa enquanto os lábios dele deslizavam ao longo dos seus dedos.
-Amor...
-Sim?
-Tranque a porta e volte aqui. Os olhos dela abriram-se de repente imaginado o que estava passando na cabeça dele.
-Emmett, não. Respondeu sacudindo a cabeça de um lado para o outro em negativa. Ele sorriu malicioso.
-É a única forma de melhorar um pouco o meu humor.
Ela suspirou resignada e relutantemente caminhou até a porta do quarto do hospital, trancando-a, deixando a chave na fechadura, voltando devagar para ficar ao lado dele.
-Venha cá, pediu esticando um dos braços em sua direção. Ela cedeu e os dedos dele alcançaram o pescoço delicado e sensível.
-Isso é loucura, você está com a perna machucada, está se recuperando de uma cirurgia! Não podemos!
Protestou ela, embora continuasse deixando-o acariciá-la.
-Faz tanto tempo, disse com a voz rouca pelo desejo.
-Você não pode. Não deve mover-se. Tem que ficar de repouso.
- Não vou me mover, eu prometo. Ficarei quietinho... Bem quietinho...
Ela sorriu sentindo um calor familiar começar a se apoderar de seu corpo.
-Mentiroso... Falou carinhosa. Não, Emmett, nós não podemos, não devemos...
-Sim, nós podemos, nós queremos. Vai ser fácil, baby, você vai ver... Eu quero você e estou morrendo por isso, Rose. Eu preciso ter você, sentir você... Não me negue, amor... Não me negue isso, não me negue nada...
CONTINUA...
Notas finais
beijos e comentem muitoooooooooooooo.
Kiki
Fale com o autor