Notas iniciais
Boa tarde garotas! Mais um cap quentinho para vocês leitoras(es)maravilhosas(os). Bjs e espero que gostem, comentem e recomendem. Rssssssssss....

Cap. 33

Narrador.

A primeira coisa que Edward e Bella fizeram quando acordaram foi ligar para o hospital desejando saber notícias sobre o estado de Emmett. De acordo com uma das enfermeiras de plantão, ele continuava inconsciente, mas seus sinais vitais haviam se estabilizado. Animados com a resposta esperançosa, tomaram banho, um de cada vez, trocaram de roupa e desceram para tomar o café da manhã, encontrando os outros membros da família já a espera deles.

-O quadro dele é estável, disse o Senador levando um generoso pedaço de mamão à boca, assim que eles sentaram à mesa no restaurante do hotel no primeiro andar, — Nós sabemos. Eu liguei para o Hospital hoje cedo.

-Ele vai se recuperar em breve, completou Bella afagando a mão da prima tentando encorajá-la.

-Tomara.

-Conseguiu dormir? Perguntou Bella com um olhar compreensivo notando círculos escuros ao redor dos olhos azuis de Rose.

-Um pouco. Carlisle insistiu para que eu tomasse um remédio e acho que funcionou.

-Comigo também, emendou Esme.

Conversaram enquanto tomavam o desjejum e terminado o café, seguiram para o hospital. Novamente a visita teve que ser breve, o que os deixou tristes, apesar dos prognósticos animadores do cirurgião. Desta vez entraram Rose, Esme e Carlisle. De volta à sala de espera o celular de Edward tocou.

-Cullen, atendeu de imediato.

-Edward, como está o Em?

-Melhor Charlie. O seu estado ainda inspira cuidados, mas os médicos garantiram que ele vai se recuperar, explicou.

-Ótima notícia, meu velho. Emily está aflita por notícias. Ela não dormiu ontem à noite... Agora olhe, estamos com alguns problemas aqui...

O sorriso que começou a brotar em seus lábios quando a imagem da velha cozinheira apareceu em sua mente, foi destruído com a menção daquela frase. Charlie era o capataz da fazenda há vários anos e numa hora difícil como aquela ele não incomodaria ninguém se pudesse resolver todos os problemas, sozinho.

-Que tipo de problemas?

A voz de Edward era baixa e rouca, seu olhar alerta.

-Um dos cavalos está doente... Charlie falou evasivo.

-O que foi desta vez?

Irritação e preocupação mesclavam-se na voz dele.

-Forks.

Ao ouvir aquilo Edward comprimiu os lábios numa linha fina. Forks era um animal antigo em Breaking Dawn e um dos preferidos dele. Aquele animal era como parte da família.

-Levou uma queda ontem pela manhã e tem um abscesso se formando na para dianteira direita.

Edward levou a mão ao nariz, apertando-o enquanto fechava os olhos um instante. Ele sabia o que aquilo significava. Se o cavalo não melhorasse em poucos dias teria que ser sacrificado.

-O que mais?

-Dois bezerros caíram no barranco atrás do celeiro.

-Merda!

Cuspiu baixinho.

-Com a confusão do puma ontem eu não verifiquei se a porteira dos pastos estava bem fechada e eles saíram. Acho que ele está bem, mas seria bom um veterinário dar uma olhada.

-Tudo bem, Charlie, não foi culpa sua. Qualquer um poderia esquecer depois do dia infernal que vivamos ontem.

-Ok. Você pode vir aqui dar uma olhada neles?

Um longo suspiro foi ouvido. Edward sentiu a mão de Bella na sua e imediatamente entrelaçou os dedos aos dela, sentindo uma onde de calma invadi-lo.

-Não quero sair daqui agora, Charlie. Ligue para o Dr. Phil, e explique a ele que eu estou em Billings no momento. Conte o que aconteceu com o Emmett, pediu

-Er... Já fiz isso, mas ele está em Seattle para o nascimento do primeiro neto. Voltará em duas semanas.

Edward praguejou alto sabendo que ele mesmo teria de voltar à fazenda e resolver a situação.

-Edward! Estamos num hospital, amor...

Bella ralhou baixinho.

-Ok, Charlie, eu vou assim que puder, falou desanimado.

-Quando exatamente?

-Hoje.

-Ok, Edward. Mande um abraço para os seus pais. Um beijo para minha filha.

-Mando, sim. Darei, pode deixar, falou desligando o aparelho e correndo a mão pelos cabelos num gesto típico dele.

-A fazenda, concluiu o pai aproximando-se.

-Problemas, respondeu envolvendo a cintura de Bella com um dos braços.

-Algo urgente?

-Sim.

-O que?

-Nada que eu não possa resolver papai, completou.

-Ok, filho. Faça como achar melhor. Não posso deixar sua mãe e Rósalie aqui sozinhas.

Bella fitou o namorado inquieta.

-Você já vai embora? Vai voltar para Breaking Dawn?

-Preciso ir, ele gemeu baixinho.

-Os homens e o meu pai não podem resolver?

Sua pergunta soava como uma súplica.

-Seu pai acabou de me ligar, amor. Eu tenho que ir. Forks e mais dois bezerros estão doentes. Respondeu repentinamente cansado. Desanimada, ela engoliu em seco. Sabia que o seu pai só ligaria para Edward se realmente fosse uma coisa urgente. Com todos preocupados com a saúde de Emmett ele faria de tudo para não incomodar os Cullen.

-Você tem mesmo que ir?

-É o meu trabalho Bella.

Apesar do sorriso seu tom de vos era firme e ela sabia que seria inútil e egoísta pedir que ele ficasse.

-Tome cuidado, pediu levando as mãos ao rosto dele.

-Tomarei. Você pode dormir no quarto da Rose enquanto eu estiver fora, falou querendo animá-la. Odiava deixar Bella sozinha bem como seus pais e Rose, mas não tinha escolha. Era o único ali com curso técnico em veterinária e experiência suficiente.

Trinta minutos depois Edward deixava o Hospital partindo em direção à fazenda. Rose solidária chamou-a para ir até a cantina do Hospital para pegarem copos de café. Foram juntas e voltaram. O médico sugeriu que fossem dar uma volta pela cidade, pois a próxima visita seria apenas no horário da tarde, às dezesseis horas e eles só poderiam ficar por dez minutos no máximo. Rose e Esme recusaram-se a sair e Bella e Carlisle ficaram para dar apoio. O dia se arrastou e ao fim da tarde após Rose e Esme terem visto Emmett mais uma vez, retornaram ao hotel para jantar e dormir um pouco.

Quatro dias mais tarde...

Edward.

O quarto estava escuro, seu corpo suave e quente adormecido embaixo de mim. Levantando meu queixo a vi. Bella... Eu estava fascinado pela forma como seus seios levantavam a cada respiração, a forma como o cabelo castanho escuro dela se espalhava em meu travesseiro, e como sua língua era arremessada para fora vez por outra para umedecer os lábios. Na vanguarda da minha mente ainda estava o fato de que ela estava ali... Eu poderia tocá-la e beijá-la, matar o desejo que me consumia e dizer ao mundo i8nteiro que aquela mulher era minha.

De repente eu estava faminto, com necessidade de tocá-la.

Coloquei um beijo contra seu peito, seu familiar e delicado aroma me invadiu. Eu circundei minha língua ao seu redor de seu mamilo, levando-o em minha boca, não consegui segurar os gemidos ao sentir ela sob meus lábios. Quando a suguei delicadamente, ela gemeu, movendo as mãos à minha cabeça e me segurando a ela.

“ Edward,"

Ela suspirou e a vibração de sua voz foi direto ao meu pau. Movendo-me para o outro mamilo, levei-o entre os dentes e puxei delicadamente. Ela engasgou, arqueando as costas, os quadris e se movendo contra mim. Deixei uma trilha de beijos do queixo até seu pescoço.

Não posso ficar com você por mais um segundo sem te tocar Bella...

"Mm... Estou feliz por estar em casa"

Disse suspirando e deslocando as pernas quando me coloquei entre elas. Seu pulso batia rapidamente debaixo dos meus lábios, seu calor me fez gemer enquanto a tocava.

"Eu te amo tanto"

Sussurrei em seu ouvido, beijando ao longo de sua mandíbula, empurrando as minhas mãos em seus cabelos, trazendo seus lábios para os meus.

Nossos lábios se moviam em conjunto, a língua dela com a minha se embolavam quando o beijo se aprofundou. Dedos trêmulos rastrearam meu queixo coberto de pêlos ásperos contra sua pele macia. Eu puxei seu lábio inferior, tomando-o entre os meus sugando. Minha mão se moveu ao longo de seu corpo nu, no seu lado até seu quadril. Eu balancei contra ela, gemendo em sua boca enquanto eu sentia sua entrada molhada. Meus dedos continuaram a descer por sua perna e cheguei por trás de seu joelho, atrelando-o em meu braço para trazer sua perna pra perto de meu peito. Bella gemeu alto quando eu movi meu quadril, a nova posição me alinhando perfeitamente em cima de seu clitóris. Eu queria amar cada pedacinho dela... Cada movimento dos meus quadris trouxe um novo som rouco, abafado e desenfreado de seus lábios...

O som estridente e repetitivo começou a invadir o mundo inebriante em que eu havia mergulhado profundamente. Forcei minha mente a retornar para o ponto exato em que eu tinha o corpo dela entre os meus braços, mas não obtive sucesso. O irritante alarme do meu celular trouxe-me de volta a dura realidade: nada daquilo era real. Tudo de não passou de mais um sonho... Um sexy e fodido sonho. M.E.R.D.A!

Suspirei com azedume e me forcei a sair da cama minha frustração e o meu pau explodindo em conjunto. Não sei qual dos dois era o maior naquele instante. Arrastei meu corpo dolorido e insatisfeito até o banheiro preparado para uma sessão rápida e sem graça de masturbação matinal, mas no estado crítico em que eu me encontrava não tinha escolha. Peguei meu gel lubrificante e imediatamente as imagens de Bella nua encostada na perde do quarto do hotel encheram a minha mente. Gemi baixinho colocando uma porção generosa na mão e comecei o trabalho manual, deixando minha mente vagar nas lembranças ardentes vividas dias atrás. Em cinco minutos eu já estava gozando com o um adolescente. Limpei minhas mãos com papel higiênico e joguei tudo no lixo, entrando no Box em seguida e abrindo a ducha na temperatura fria, suspirando, sabendo que o meu dia seria se tornaria menos infernal no momento em que eu falasse com ela.

Infelizmente os problemas na fazenda só haviam aumentado desde o meu retorno, então eu ainda não tinha conseguido voltar à cidade para rever meu irmão e minha mulher. Até uma árvore velha e centenária na qual existira uma casa da árvore quando éramos crianças, tinha caído durante uma rápida tempestade de raios destruindo parte da cerca do local de treinamento e exercício dos cavalos. Tivemos um trabalhão para removê-la, mas pelo menos lenha para o inverno não iria faltar.

Embora os peões estivessem dando o máximo de si e Charlie também, tudo parecia conspirar para que eu não saísse de Breaking Dawn. James e Tyler agora eram meu braço direito e esquerdo em muitas das tarefas, mas o que me surpreendeu mais foi à maneira como haviam me ajudado a marcar o gado e os cavalos. E como James havia atirado em Forks. Precisamente na cabeça. Rápido e indolor. Ele era eficiente, mas de poucas palavras. E embora demonstrasse interesse ao trabalho alguma coisa nele deixava os cabelos da minha nuca arrepiados. Tentei sem sucesso ignorar a estranha sensação, mas ela permanecia ali. Incômoda, latente. Resolvi mantê-lo por perto, pois meu instinto raramente falhava. Devíamos muito a ele por ter matado o puma, mas como não estava em Breaking Dawn há tempo bastante como York e Newton, resolvi ficar de olho e aguardar.

O meu cavalo predileto infelizmente teve que ser sacrificado. Ocasionalmente um abscesso não identificado no casco, irá causar apenas inchaço na perna toda do animal. Celulite é o termo técnico para a infecção dentro do tecido, que pode provocar um inchaço acima do joelho ou curvilhão. Em casos muito graves, quando o sistema linfático está envolvido, é chamado de “linfagite”. Foi o caso dele. Nesta situação, o cavalo fica coxo, com dores, e tem febre. Dei os antibióticos apropriados. Eu sabia como proceder ao tratamento, mas talvez pela idade avançada, ele não respondeu aos medicamentos e não teve nenhuma melhora. Incapaz de vê-lo arrastar-se em seu sofrimento crescente achei melhor sacrificá-lo. Charlie concordou. James o fez. Mas eu só dei essa péssima notícia ao meu pai. Não queria causar mais tristezas a ninguém. Emmett estava bem dentro do possível. O seu quadro era estável, mas ele ainda não tinha acordado depois da cirurgia, o que os médicos imaginavam que aconteceria dentro de um dia ou dois no máximo, e permanecia inconsciente na UTI.

Todos os dias eu falava com Bella e com os meus pais, mas não era a mesma coisa. Eu queria estar lá com eles, dividindo as preocupações, dando apoio e conforto, mas... Para piorar tudo a saudade que eu tinha dela estava ficando insuportável e eu decidi que iria vê-la hoje à noite ou amanhã pela manhã logo cedo. Satisfeito comigo mesmo terminei o banho e me sequei disposto a comer tudo que Emily estivesse fazendo para o desjejum matinal.

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No Hospital...

Narrador.

Quando Bella e Rósalie chegaram juntas à porta da Unidade de Terapia Intensiva um calafrio percorreu Rose de cima a baixo, fazendo seu estômago revirar e seus joelhos fraquejarem. Seus olhos aflitos buscaram o leito onde o marido encontrava-se inconsciente até a noite anterior descobrindo que a maca estava vazia, os aparelhos e monitores desligados. Carlisle e Esme ainda iriam tomar o café da manhã quando as duas saíram do hotel para a visita no Hospital.

-Onde está o meu marido? O que aconteceu a ele?

Perguntou com a voz vacilante e apreensiva. Bella colocou as mãos em seus ombros tentando acalmá-la e guiou-a de volta pelo corredor até a recepção da UTI. A visão do leito vazio a deixara em pânico.

-Calma prima, deve estar tudo bem senão teriam ligado para nós...

-Mas e se... Começou a proferir a frase sendo incapaz de terminá-la. Bella deu-lhe um abraço apertado que falava mais de mil palavras. Ambas tinham perdido suas mães no mesmo dia e no mesmo acidente de carro. E carregaram aquela dor dilacerante por anos a fio em seus corações.

-Sra. Cullen?

Chamou uma enfermeira ruiva aproximando-se. Assentindo com um gesto de cabeça, Rose prendeu a respiração sentindo seu coração disparar no peito a espera de uma notícia ruim. Ela apertou a mão da prima com os olhos fixos na moça a sua frente.

-O seu marido está bem, fique tranqüila. Nos apenas o transferimos para um quarto comum no andar de baixo, já que ele acordou e não necessita mais de cuidados intensivos.

Com um longo suspiro colocou para fora o medo que a invadira momentos antes sentindo um enorme alívio tomando conta de seu interior, relaxando visivelmente.

-Que ótima notícia, vibrou Bella entusiasmada. A enfermeira sorriu complacente. Estava acostumada as mais variadas reações por parte dos familiares dos doentes.

-Se a senhoras me acompanharem eu poderei levá-las até lá.

-Sim, muito obrigada, responderam ao mesmo tempo sorrindo. Tomaram o elevador que as levou ao segundo andar e caminharam pelo corredor seguindo os passos da enfermeira. Quando entraram no quarto de Emmett viram que ele havia jogado o avental hospitalar no chão e estava enrolado no lençol da cama provavelmente nu. Rose jogou-se nos braços do marido notando que em seu rosto e braços havia apenas pequenas escoriações. A perna estava coberta pelo lençol. Ele abraçou a esposa rindo aliviado, mas ao notar lágrimas em seus olhos perguntou aflito:

-Ei, por que esse choro? Está tudo bem amor. . .

- Oh, graças a Deus!Eu tive tanto medo!

-Vai ficar tudo bem. Eu estou aqui, estou vivo.

Seus lábios se buscaram num longo e saudoso beijo.

-Fiquei louca de preocupação e agora você nem mesmo parece ferido, exceto por alguns arranhões... Só parece mal-humorado! -O que você fez foi uma loucura Emmett, falou tentando secar as lágrimas.

-Quase enlouqueci ao ver você acuada dentro do carro. Eu tinha que fazer alguma coisa.

-E quase morreu por isso!

Ralhou como se repreendesse uma criança pequena.

-E faria tudo novamente se fosse preciso. Eu te amo, Rose.

-Também te amo, Emm.

-Estou muito feliz em ver que você está bem, Emmett.

-Obrigado, Bella. Onde estão Edward e meus pais?

-Seus pais estão chegando. Deixe-me telefonar para eles e dar a maravilhosa notícia, disse Rose pegando o celular na bolsa e sorrindo amplamente.

-Edward está na fazenda. Muitos problemas para serem resolvidos. O puma está morto, Emmett. Eles o mataram, Bella explicou.

Ele assentiu.

-Eu ouvi mamãe dizer alguma coisa em relação a isso quando estava na ambulância, mas não tinha muita certeza. Achei que podia ser delírio meu ou algo do tipo. Vou pedir ao Charlie que empalhe a cabeça daquele desgraçado e pendure na porta do celeiro. Bella sacudiu a cabeça diante da bizarra sugestão.

-Estou com fome, ele disse ouvindo seu estômago roncar.

-Deve estar mesmo. Passou cinco dias sendo alimentado através do soro.

-Quero comer e depressa, resmungou. Bella disfarçou um sorriso.

-Vai ter de esperar o médico. Ele pode ou não liberar sua dieta.

-Porra! Se não comer algo bem sólido vou desmaiar daqui a pouco!

Esbravejou. Um espasmo de dor fez seu semblante subitamente se contrair e Bella chamou a enfermeira apertando o botão na lateral da cama.

-Procure relaxar e não fazer esforço. Vai precisar de todas as suas energias para se recuperar da cirurgia. Os olhos dele encontraram os de Bella e ele sorriu em agradecimento, mas o sorriso tornou-se uma careta. Internamente Bella rezou agradecendo a Deus pela vida do cunhado e apressou-se em ligar para Edward e para o pai contando as boas novas.

Bella.

Todos nós estávamos aliviados e muito felizes com a melhora de Emmett. Edward havia dito que viria esta noite visitar o irmão e nós resolvemos que eu retornaria a fazenda com ele. Papai também viria e assim levaria o volvo enquanto nós dois seguiríamos juntos na caminhonete. O cirurgião havia explicado que Emmett teria de permanecer no hospital por mais duas semanas para fazer fisioterapia na perna e verificarem a evolução do enxerto e a cicatrização das feridas. Ele não aceitara de imediato, mas Esme e Carlisle não lhe deram opção exigindo que seguisse à risca todas as recomendações médicas.

Emmett bocejou e percebemos o quanto ele estava cansado. Resolvi me despedir e sair.

-Vejo vocês mais tarde, afirmei deixando-o a sós com a rose. Carlisle e Esme haviam ido até a cantina do hospital comer alguma coisa, pois já passava das duas da tarde. Só nesse instante percebi o quanto estava com fome e resolvi parar numa lanchonete dois quarteirões antes do hotel para fazer um lanche. Frango grelhado e uma boa salada verde cairiam muito bem. Em seguida eu iria para o meu quarto dormir um pouco. Ele estava vazio desde que Edward fora embora e hoje teríamos uma noite inteira para matar nossas saudades. Um gostoso arrepio percorreu minha coluna e um leve latejar alcançou o meu sexo. Se ele estivesse muito cansado eu o abraçaria e dormiríamos juntos, mas se ele estivesse com a mesma saudade que eu... A noite prometia.

Ao entara na lanchonete a primeira pessoa que vi foi Tânia, sentada numa mesa lateral na companhia de um homem alto de cabelos escuros. Como sempre ela estava vestida de maneira impecável, com um elegante terninho grafite e uma blusa imaculadamente branca, os seus cabelos loiros arruivados presos num coque sofisticado no alto de sua cabeça. Um contraste enosme com meu jeans justo e desbotado, camisa de botões aberta na frente e botas de calo longo marrons. Como o homem estava de costas para mim, não pude ver o seu rosto. Ela me dirigiu um olhar gelado e um sorriso polido, estudado e bastante artificial. “Falsa, pensei comigo mesma” acenando com a cabeça em resposta ao cumprimento e sentei o mais distante deles possível. O que será que ela estaria fazendo ali? Com certeza devia ter vindo resolver alguma coisa com o Carlisle, pensei estudando o cardápio disposta a esquecer que a tinha encontrado.

Edward.

Depois de ver com meus próprios olhos que o grandão estava bem, abraçá-lo com força e xingá-lo com todos os nomes que eu conhecia por uma boa meia hora, o que deixou mamãe fula da vida, peguei Bella pela mão para voltarmos ao Hotel. Rose dormiria com o Emmett no Hospital. Charlie voltaria para a fazenda ainda esta noite e meus pais ficariam no hotel, mas por hora não queriam desperdiçar nenhum minuto que pudesse ao lado do filho mais velho. A enfermeira ruiva veio nos avisar que o horário de visita encerrava às vinte e duas horas e me deu um olhar lânguido e interessado. Ignorei na esperança de que Bella Ou Rose não vissem. Charlie percebeu e ergueu as sobrancelhas encarando-me assim como meu pai. Droga! Será que eles não poderiam ser mais discretos?!

-Pai, por favor, tome cuidado na estrada, pediu Bella beijando o rosto de Charlie.

-Não se preocupe Bells, esse velho cowboy aqui dirige de olhos fechados se for preciso.

-Não brinque! Depois do susto que tivemos com o Emmett o que não precisamos agora, de jeito nenhum é que você sofra um acidente!

-Relaxe filha. Vou sair agora e em pouco mais de uma hora estarei em casa são e salvo, gracejou.

-Boa viagem.

-Obrigado, Edward. Cuide bem dela, pediu.

-Eu o farei, respondi sabendo que Bella não sossegaria até que ele chegasse em casa e que eu teria de esperar pela ligação que a tranqüilizaria para poder arrancar suas roupas fora e foder com ela à noite inteira.

-Pai, assim que chegar em casa me ligue, ok?

“Um ponto para mim” pensei silencioso. Dito e feito. Charlie saiu, nós nos despedimos dos meus pais de Rose e Emm e seguimos para o hotel. Combinamos que Bella retornaria a fazenda comigo.

-Está com fome?

Perguntou.

-Sim, com muita fome, respondi fitando seus olhos castanhos enevoados e misteriosos. Como as pessoas podiam preferir olhos verdes ou azuis quando os castanhos eram sempre quentes, indecifráveis e lindos?!

-Certo. Prefere comer no Hotel mesmo ou ir a um restaurante? Tem uma lanchonete muito agradável aqui pertinho. Almocei lá hoje.

Meu sorriso foi devasso fazendo com que ela corasse.

-Linda, minha fome não é exatamente essa. Meu estômago pode esperar. Meu pau não. Talvez você devesse sugerir um motel. Seria mais apropriado para o que tenho em mente.

A cada palavra que eu dizia ela ficava ainda mais vermelha. Sorri diante do seu constrangimento. Bella sempre me surpreendia. Algumas vezes era ousada e até mesmo desinibida e em outras era tímida e cheia de pudores. A combinação perfeita para detonar com a minha libido, pintando miséria com a minha mente fértil e pervertida.

CONTINUA...

Notas finais
Bom, por hoje é só pessoal. Até a semana que vem. Se as recomendações chegarem as 140, posto 02 caps na próxima semana ok? Estamos com 125 até o momento e temos 841 leitoras, então não é assim tão difícil... Bjs e um FELIZ DIA DAS MÃES PARA QUEM JÁ É MÃE.