Notas iniciais
Oi meninas(os)! Desculpem a ausência do post ontem à noite. Aqui está mais um cap para vocês e tem surpresas lá embaixo, nas notas finais. FELIZ PÁSCOA PARA TODOS E SUAS FAMÍLIAS. Bjs!

Cap. 27

Bella.

Respirei profundamente disposta a encerrar aquele capítulo da minha vida de uma vez por todas.

-Be... Bella...

Insistiu nervoso.

-Eu não te amo, Jake. Eu nunca te amei e infelizmente demorei muito para perceber isso, mas graças a Deus você me fez abrir os olhos a tempo.

-Não diga isso!

Gritou agoniado.

-Não só digo como repito Jacob. Nosso casamento seria um grande erro.

-Não estou reconhecendo você, sibilou baixinho.

-Mas é a verdade. Gosto de você sim, mas não te amo. Você vai encontrar alguém que te faça feliz, que te complete. E essa pessoa não sou eu. Nós teríamos cometido o maior erro de nossas vidas se nos casássemos.

-Eu te amo.

Falou convicto. Eu duvidava daquilo e o meu suspiro soou exasperado.

-Não Jacob. Você não me ama. Você está acostumado a ter tudo o que quer. Lembra quando você me disse que nunca havia levado um fora antes?! É isso o que está acontecendo agora.

-Você não tem o direito de me julgar, Bella. Não sabe o que se passa no meu coração, replicou depressa.

-Está vendo?! Isso só confirma o que eu acabei de dizer.

-Não vou desistir de você, falou com raiva.

-Não vai adiantar. Eu... Estou gostando de outra pessoa, falei de uma vez só tomando fôlego.

-O que?!

-Eu estou apaixonada por outra pessoa, Jacob.

Um silêncio atônito permeou a ligação que falhou logo em seguida. Olhei para o aparelho e vi com pesar que a chamada havia sido interrompida por falha na rede. Será que ele havia escutado a minha frase?! Sinceramente eu esperava que sim. Já estava com problemas demais e ter que lidar com as investidas do meu ex-noivo agora seria bem ruim.

Música: Best Thing I Never Had (Beyoncé)

What goes around comes back around (hey my baby)

What goes around comes back around (hey my baby)

What goes around comes back around (hey my baby)

What goes around comes back around

There was a time

I thought, that you did everything right

No lies, no wrong

Boy I, must've been out my mind

So when I think of the time that I almost loved you

You showed you ass and I saw the real you

Thank God you blew it

Thank God I dodged the bullet

I'm so over you

So baby good lookin' out

[Chorus]

I wanted you bad

I'm so through with it

Cuz honestly you turned out to be the best thing I never had

You turned out to be the best thing I never had

And I'm gone' always be the best thing you never had

I bet it sucks to be you right now

So sad, you're hurt

Boo hoo, oh, did you expect me to care?

You don't deserve my tears

I guess that's why they isn’t there

When I think that there was a time that I almost loved you

You showed you ass and I saw the real you

Thank God you blew it

Thank God I dodged the bullet

I'm so over you

So baby good looking' out

[Chorus]

I wanted you bad

I'm so through with it

Cuz honestly you turned out to be the best thing I never had

I said, you turned out to be the best thing I never had

And I'll never be the best thing you never had

Oh baby I bet sucks to be you right now

I know you want me back

It's time to face the facts

That I'm the one that's got away

Lord knows that it would take another place, another time, another world, another life

Thank God I found the good in goodbye

[Chorus]

I used to want you so bad

I'm so through it that

Cuz honestly you turned out to be the best thing I never had

You turned out to be the best thing I never had

And I will always be the, best thing you never had.

Best thing you never had!

I used to want you so bad

I'm so through it that

Because honestly you turned out to be the best thing I never had

Oh you turned out to be the best thing I never had

Oh I will never be the best thing you never had

Oh baby, I bet it sucks to be you right now

What goes around comes back around

What goes around comes back around

Bet it sucks to be you right now

What goes around comes back around

Bet it sucks to be you right now

Tradução: A Melhor Coisa Que Nunca Tive

O que vai, volta (é meu bem)

O que vai, volta (é meu bem)

O que vai, volta (é meu bem)

O que vai, volta (é meu bem)

Houve um tempo que

Pensei que você fazia tudo certo

Sem mentiras, sem erros

Garoto, eu deveria estar louca

Então, quando penso que houve uma época em que quase te amei

Você se mostrou um idiota e vi quem você era de verdade

Graças a Deus que você estragou tudo

Graças a Deus me esquivei da bala

Já superei você

Então querido, é melhor cair fora

[refrão]

Te queria tanto

Estava tão certa disso

Porque honestamente, você acabou por ser a melhor coisa que nunca tive

Você acabou por ser a melhor coisa que nunca tive

E sempre vou ser sempre a melhor coisa que você nunca teve

Aposto que deve ser uma droga ser você agora

Tão triste, você está mal

Você esperava que me importasse?

Você não merece as minhas lágrimas

Acho que é por isso que elas nem estão aqui

Quando penso que houve uma época em que quase te amei

Você se mostrou um idiota e vi quem você era de verdade

Graças a Deus que você estragou tudo

Graças a Deus me esquivei da bala

Já superei você

Então querido, é melhor cair fora

[refrão]

Te queria tanto

Estava tão certa disso

Porque honestamente, você acabou por ser a melhor coisa que nunca tive

Você acabou por ser a melhor coisa que nunca tive

E sempre vou ser sempre a melhor coisa que você nunca teve

Oh querido, aposto que deve ser uma droga ser você agora

Sei que você me quer de volta

É hora de encarar os fatos

Que sou aquela que foi embora

Deus sabe que seria preciso outro lugar, outra época, outro mundo, outra vida

Graças a Deus encontrei o lado bom em dizer adeus

[refrão]

Te queria tanto

Estava tão certa disso

Porque honestamente, você acabou por ser a melhor coisa que nunca tive

Você acabou por ser a melhor coisa que nunca tive

E sempre vou ser sempre a melhor coisa que você nunca teve

A melhor coisa que você nunca teve!

O que vai, volta

O que vai, volta

Aposto que deve ser uma droga ser você agora

Suspirei jogando-me sobre os lençóis e travesseiros. Que ótima maneira de acordar... Desanimada, decidi levantar de vez. Saí da cama e rumei em direção do banheiro disposta a tomar um bom e revigorante banho de banheira. Edward tinha uma banheira de hidromassagem instalada na parte de trás da casa, então aquela me parecia uma excelente idéia. Caminhei até lá verificando frustrada que a porta de acesso a lavanderia e ao deque de madeira estava trancada. Suspirei e dei minha volta andando para o banheiro privativo dele. Eu precisava estar linda, cheirosa e acima de tudo orgulhosa da noite que nós tínhamos tido. Eu gostaria de ter palavras para poder traduzir tudo o que eu e Edward tínhamos vivenciado hoje. Talvez mágico, divino, arrebatador ou esplêndido se encaixasse, mas sem dúvida alguma, não chegava nem perto de ser suficiente. Tudo havia sido esclarecido. Edward me amava como eu o amava e por hora isso bastava. O futuro se encarregaria do resto.

Edward.

-Bella?

Chamei assim que abri a porta de casa, ansioso por reencontrá-la.

-Aqui em cima, respondeu. Voei escada a cima, meu coração voltando a bater normalmente quando a vi, sentada na minha cama descalça, vestindo um short jeans curto com a barra desfiada e uma camiseta de malha cinza estampada, secando seus cabelos com um secador preto portátil. Sua figura esguia e pequena possuía proporções perfeitas. Ela parecia uma Deusa escultural com longos cabelos cor de mogno e o rosto alegre de uma criança travessa.

-Bom dia, falei aproximando-me e beijando seus lábios.

-Bom dia lindo, disse sorridente correspondendo ao beijo.

-Lindo?

-Você sabe que é muito bonito.

Meu sorriso não poderia ser maior.

-Obrigada pelo elogio. Confesso que adorei, falei me achando o próprio cowboy astro de Hollywood.

-Bobo!

Notei umas manchas arroxeadas em seu ombro esquerdo e me preocupei um pouco.

-Você está bem?!

Ela sorriu e deu de ombros. Afastei a camiseta cinza franzindo o cenho com franco desgosto.

-Eu te machuquei, concluí odiando-me por tê-la machucado.

-Não, você não me machucou, rebateu.

-Não faça isso. Eu não mereço desculpas. Você está com hematomas, respondi juntando as sobrancelhas, fitando-a com seriedade. Ela se pôs de pé, as mãos na cintura e me olhou fixamente.

-E você também, eu aposto! Edward Anthony Cullen, não se atreva a estragar a melhor noite da minha vida, replicou com o cenho franzido, as mãos na cintura e uma cara brava. Relaxei.

-A melhor noite da sua vida?

Questionei com todos os poros do meu corpo transbordando de orgulho.

-Sim, a melhor noite de toda a minha existência. O brilho de seu sorriso estava refletido nos olhos castanhos. Pode parecer loucura da minha cabeça, mas sempre notei que havia uma resplandecência em torno dela que era quase palpável. Bella irradiava uma alegria contagiante pelo simples fato de viver. Tudo nela era fascinante e vivaz, os olhos escuros misteriosos, os cabelos brilhantes, o sorriso constante. E hoje isso estava mais presente que nunca.

-Eu te amo, falei.

-Eu também te amo, respondeu.

Nós nos abraçamos e ficam os assim algum tempo.

-Precisamos conversar sobre uma coisa, eu disse misterioso.

-O que?

-Bom, nós não usamos preservativo ontem à noite, disse fitando-me diretamente. Seus olhos arregalaram-se surpresos.

-Tem certeza?

-Sim. Você está tomando pílulas?

-Não, mas tomei durante um tempo.

-Quanto tempo?

-Enquanto estava em Washington, disse com o cenho franzido começando a contar.

-O que está fazendo?

Perguntei rindo.

-Shhhh... Estou contando.

Aguardei pacientemente.

-Tudo bem estamos seguros.

-Tem certeza?

-Sim. Ou pelo menos acho que sim. O meu ciclo não é lá muito normal. Às vezes eu passo dois meses seguidos sem menstruar. Fiquei um tanto decepcionado com sua resposta, mas com aquela idéia martelando em meu cérebro, eu não iria desistir. Quem sabe da próxima vez...

-Qual será o próximo passo?

Falou atraindo minha atenção.

-Irmos para a casa dos meus pais. Vamos passar uns dias por lá enquanto eu trago uma equipe para dar um jeito nessa cozinha. Não podemos morar aqui no meio dessa tralha toda... Assoalho quebrado, papel de parede descolando, parafusos e pregos soltos... Preciso dar um jeito nisso.

-Está me pedindo para morar com você?

Perguntou cautelosa.

-Seria uma idéia tão má?

Provoquei.

-Má, não, mas com certeza bastante moderna para os padrões aqui de Montana e dos nossos pais.

Fiz uma careta.

-Tem razão, mas não podemos viver numa casa nessas condições.

-Tudo bem. Acho que temos mesmo que dar um jeito nisso, ela respondeu gemendo baixinho quando estreitei o abraço.

-Doeu?

-Um pouco. É normal está dolorida depois da maratona de ontem, não acha?!

-Preciso me preocupar?

-De jeito nenhum. Estou muito feliz e não me arrependo de nada.

-Sou um filho da puta sortudo! Exclamei sentindo uma felicidade imensa.

-Pode apostar que sim.

-O que quer fazer hoje?

-Não sei ao certo, por quê?

-Seu pai sugeriu que eu comprasse um carro.

-Outro?

-Uma caminhonete. Um veículo mais adaptado para a vida aqui na fazenda. O que você acha?

-Não sei. Você adora o seu carro. É o amor da sua vida, falou brincando. Segurei-a pelos ombros forçando-a a me encarar e respondi:

-Carros velozes sempre foram uma grande paixão, assim como os meus cavalos e a vida no campo. Mas o amor da minha vida é você Isabella Marie Swan.

-Oh!

Pude ver as lágrimas se formando nos lindos olhos escuros e puxei-a para mais um beijo. Bella pertencia a mim e eu a ela. Nosso destino a partir de ontem a noite estava selado.

-Então podemos ir?

-Para onde?

A confusão estava estampada em seu lindo rosto em formato de coração.

-Comprar o meu carro, respondi abrindo o guarda roupas e pegando uma sacola de viagem.

-Em Helena?

-Não.

-Billings Talvez?

-Acertou, respondi piscando um olho.

-Tudo bem.

-Então vai comigo?

-Sim. Mas preciso passar em casa e falar com o meu pai antes. Onde vamos ficar?

-Que tal uma luxuosa suíte de hotel?

-Desde que você não tenha idéias imorais, tudo bem.

-Eu não tenho idéias imorais, gatinha. Eu sou imoral, falei com malícia.

-Se continuarmos conversando aqui vamos acabar nos atrasando.

-Vou arrumar minhas coisas, disse passando por ela e dando uma tapa leve em sua bunda empinada.

-Não comece!

-Vou ligar para o meu pai. Você indo comigo é uma maravilhosa desculpa para ficar fora de casa mais do que um dia.

-Edward!

Lancei minha cabeça para trás e ri como há muito tempo não fazia. Eu estava verdadeiramente feliz e Bella era a única responsável pelo meu estado e pelo meu bom humor.

As luzes da cidade piscavam convidando os turistas para a diversão. Nós fizemos reserva no maior hotel da cidade, por sugestão do Senador, meu pai. O Hotel Helvetia Intergolf. As instalações eram magníficas e encantadoras. Assim que estacionei, o manobrista adiantou-se para receber as chaves do volvo. Bella saltou do veículo e sentiu a brisa fira batendo diretamente no seu rosto. Seu vestido escuro foi açoitado pelo vento e ela sorriu enquanto eu me aproximava.

-Isso aqui é lindo!

Exclamou satisfeita.

-Concordo. Vou dar os parabéns a papai quando ele voltar, falei colocando a sacola de viagem num dos ombros e puxando a mala cor de rosa de Bella com rodinhas com a outra mão.

-Ele foi para Washington?

-Sim. Depois do almoço.

-E Esme?

-Mamãe ficou. Disse que iria ter uma conversinha com Tânia, completei dando de ombros, deixando a frase no ar.

-Você contou?

Seu olhar estava um tanto surpreso.

-Precisei contar Bella. Tânia ultrapassou todos os limites, falei com firmeza

-Tem razão. Mas e quanto ao emprego dela? Seu pai vai demiti-la?

-Não sei ao certo. Tânia tem muitos defeitos, mas sempre foi competente em sua profissão. Mas isso agora não é problema nosso.

-Ok. Vou ao toalete. Vai nos registrar?

-Sim. Vou confirmar nossa reserva e esperar por você.

Despedimos-nos brevemente e eu andei até o balcão da recepção.

Bella.

Entrei no banheiro que ficava num dos corredores laterais a recepção e corri para fazer xixi. Eu estava apertada há algum tempo, mas não quis que o Edward parasse o carro num posto de gasolina, apesar dele ter perguntado duas vezes se eu não desejava ir ao banheiro. A viagem estava sendo maravilhosa. Na estrada ela sempre dava um jeito de segurar a minha mão, beijar meus cabelos ou fazer outro tipo de carinho e aquele lado romântico dele eu nunca havia conhecido antes. Suspirei dando a descarga e fui até a pia lavar as mãos quando a porta abriu e três rostos familiares me encararam. Sorri completamente surpresa com o inesperado encontro.

-Bella!

-Lauren! Chalotte!

-Que surpresa!

-Como vai Bella?

-Está tudo bem Renée. E você?

As três eram tradutoras, assim como eu. Num país com o tamanho do nosso aquela profissão expandia-se cada vez mais.

-Menina esse hotel é fantástico! Disse Chalotte fazendo um gesto teatral que levou todas a rirem.

-Veio para a Convenção?

Perguntaram com interesse.

-Não. Eu nem sabia que teria uma convenção aqui... Vim com o meu namorado, falei desconcertada.

-O jogador? Questionou Lauren franzinho o cenho juntando as sobrancelhas.

-Não. Eu e o Jacob terminamos, esclareci sentindo meu rosto queimar como fogo.

-Ah, Bella, muito bem! Não perdeu tempo, hein?! Gostei disso menina. Está aí uma mulher de atitude, garotas. Vejam e copiem o exemplo!

Lauren revirou os olhos.

-Menos Charlotte, por favor.

-Não liga para essas duas, Bella. O que importa é você estar feliz, disse Renée, observando-me com atenção.

-Estou sim, obrigada.

-Agora que você o Jacob Black terminaram, preciso lhe dizer algo... Eu nunca achei que vocês combinavam realmente. Quando olhava para as fotos de vocês dois juntos nas revistas e jornais, eu não sei... Faltava algo.

“ela nunca estivera tão certa”, pensei contentando-0me apenas em sorrir com o comentário.

-Ela realmente parece feliz.

-E está tão feliz que nem sabia que teria uma convenção médica este fim de semana, emendou Lauren.

Dei um sorriso forçado.

-Não sabia mesmo. Estou dando um tempo no trabalho. Minha prima está com alguns problemas de saúde e eu precisei voltar para casa, disse esperando que as especulações terminassem ali. Elas eram boas pessoas, mas a nossa amizade nunca passara de encontros, almoços, jantares e compras durantes os eventos nos quais trabalhávamos nos quatro cantos do país.

-É um evento internacional. Tem um monte de médicos lindos e charmosos hospedados aqui, emendou Charlotte piscando os olhos.

-A grande maioria casados, completou Renée.

Conversamos mais um pouco, me despedi e saí à procura de Edward. Dirigi-me ao salão em busca dele e fiquei surpresa ao vê-lo ao no balcão ao lado de uma ruiva esguia e muito bem vestida com um vestido e um casaco vermelhos de caimento perfeito, sapatos de salto pretos Armani e bolsa com estampa animal da Prada. Ela tirou os óculos escuros e sorriu sedutoramente. Estaquei paralisada. Meu coração pesou no peito. Minhas pernas recusaram-se a andar. Edward estava envolvido e parecia muito, muito interessado na conversa daquela estranha.

Com o coração batendo na garganta continuei observando a cena. Eles estavam relativamente próximos, a cabeça inclinada levemente enquanto ouvia alguma coisa que ela dizia, mas de onde eu estava o seu corpo bloqueava o rosto da elegante mulher. Parei onde estava no meio do caminho até a recepção sentindo o ciúme borbulhar fazendo o meu sangue ferver. Ela riu e inclinou-se mais para frente. Meus olhos estreitaram. Bem devagar ela estendeu sua mão, escorregando-a até o punho e antebraço dele, que se afastou um pouco me permitindo ver melhor.

Segurei a respiração. Ela era incrivelmente bela, com os ombros em linha reta e cabelo vermelho cacheado. Parecia-se muito com a atriz Rachelle Lefevre. Como se tivesse saído das páginas de alguma revista de moda. Ela olhou para cima e nossos olhos se encontraram desafiantes. Será que ela havia visto que nós chegamos juntos?! Edward inclinou-se para a esquerda, apoiando o peso do corpo na outra perna. Observei o gesto atentamente e vi quando a ruiva torceu o nariz para mim em desaprovação, ela olhou para ele, sorrindo enquanto ela colocava algo na sua mão e dobrava os dedos masculinos em torno dela.

Um olhar estranho atravessou o rosto de anjo quando ele examinou o objeto em sua mão e a fitou confuso. Os olhos da ruiva brilharam os cílios curvados piscando numa pose sedutora. Bufei com ódio! Ela havia dado a ele a chave do quarto dela! Mas que droga era aquela?!

Não consegui mais ficar quieta. Algo dentro de mim gritou que aquela vadia estava assediando o MEU HOMEM! O breve pensamento de que ele poderia olhar para alguém com a mesma intensidade com que olhava para mim, querendo alguém da mesma forma como me queria... O meu estômago embrulhou fazendo com que as borboletas saltassem agitadas. A insegurança e a raiva me tomaram por completo assim como um forte sentimento de posse. Edward era meu. MEU! Ai daquela ruiva infeliz e maldita se atrevesse a tentar tirá-lo de mim! Piranha oferecida e ordinária!

Cruzei o espaço que me separava deles dois como um furacão, sem desviar os olhos da mão dele ainda segurando a chave do quarto dela.

-Demorei amor, desculpe. Falei com a voz tranqüila, mas os olhos soltando chispas. Ele me encarou com uma expressão de surpresa e carregada de desculpas em seus lindos olhos verdes

-Tudo bem, Bella. Quero que conheça alguém. Esta é Victória. Uma colega da faculdade.

A ruiva então se voltou para mim como se estivesse estudando um germe sob as lentes potentes de um microscópio. Sustentei seu olhar colocando minhas mãos sobre o braço dele apertando com toda força. Ela sentiu minha raiva, mas nada falou.

-Muito prazer, disse com um sorriso frio e forçado. Não respondi. Eu não conseguia. Fiz apenas um gesto leve inclinando minha cabeça para o lado, tentando ser cortês.

-Victória está aqui com o marido que é...

-Médico, disse afetada.

-Hum-hum, murmurei cética. Que filha da mãe! Estava ali com o marido e com certeza enquanto ele assistia a convenção ela daria um jeito de “divertir-se”!

-Peter é cirurgião plástico e sempre me leva nas suas viagens para que eu não fique entediada, disse olhando para mim com um ar de superioridade. Rolei os olhos contanto até dez mentalmente pedindo a DEUS que me concedesse a graça de conseguir sair dali sem dar um soco nas fuças daquela vadia medíocre da alta sociedade.

-Que bom para você, sibilei quase sem abrir a boca. Antecipando a tempestade, Edward recuou um pouco e voltou-se para me fitar, mas antes que dissesse qualquer coisa, me adiantei.

-"Edward, amor, você está pronto para irmos ao nosso quarto?", eu estou cansada da viagem. Quero tomar banho, relaxar... Falei baixinho fazendo um biquinho charmoso. Um brilho estranho cintilou em seus olhos enquanto o canto de sua boca levantou lentamente em um sorriso e os nossos olhares se cruzaram tornando-se prisioneiros um do outro. Apesar da raiva senti minha excitação crescer.

-Claro, amor, respondeu prontamente. Bom, Victória foi bom revê-la, mas agora tenho que ir, falou colocando a chave de volta na mão dela que o encarou em choque.

-Cla... Claro, disse atônita. Seu olhar oscilou entre a chave e o rosto dele. Um sentimento de euforia e vitória se apossou de todo o meu ser. Olhei para ela sorrindo amplamente, feliz em reconhecer o olhar insultado em sua cara.

-Até mais. Foi um prazer, respondi por sobre o ombro. Edward caminhou ao meu lado. Senti sua mão quente descansar em minhas costas quando ele nos guiou levou para fora do salão e no corredor. Entramos. Três outros casais se juntaram a nós no elevador, e pedi a Deus que eu pudesse chegar ao meu quarto antes de explodir. Ele me deu o sorriso torto e eu fuzilei-o com os olhos. Ele comprimiu os lábios numa linha fina, pois sabia que eu não ia esquecer aquilo facilmente. Olhei para cima e o vi com um sorriso de desculpas, sendo novamente preenchida com a raiva sobre toda a situação.

Respirei fundo e tentei me lembrar de manter o foco, pois assim que atravessássemos a porta da suíte ele tentaria me seduzir para que eu esquecesse a ruiva. Eu queria gritar com ele, enfurecê-lo como ele sempre fez comigo, mas se ele encostasse um dedo ou sua boca habilidosa em mim ficaria difícil encontrar força de vontade.

O último casal saiu no andar inferior ao nosso. Ele aproximou-se e eu cruzei o quarto aumentando o espaço entre nós, indo para o lado oposto.

-Bella...

-Cale-se!

Exigi erguendo minha mão.

-Linda, deixe-me explicar, pediu baixinho. Ignorei olhando para o painel metálico visualizando que o elevador havia chegado ao nosso destino. As portas abriram suavemente e eu saí sem olhar para ele pisando duro, com meus braços em torno do meu corpo. Ouvi-o suspirar atrás de mim e segundos depois passar na minha frente. Instantes depois ele abria a porta com a chave, destravando-a. Entrei e fui direto para o quarto batendo as portas por onde passava sem nem examinar direito a sala da suíte máster.

Ouvi seus passos atrás de mim, mas não olhei para ele, que colocou sua sacola de viagem no chão e minha mala sobre uma mesa grande.

-Escute, o que aconteceu não é para tanto e...

-Não quero falar sobre isso agora!

Eu não queria Edward com ninguém além de mim e a força desse sentimento era tão perturbadoramente intensa que me deixava sem ar. Eu o queria em cada parte da minha vida. Eu precisava dele com precisava do ar para respirar.

CONTINUA...

Notas finais
Bom agora um presentinho de Páscoa....Trecho do próximo cap da fic. Espero que gostyem e se as rcomendações aumentarem, se me derem ao menos mais 10 recomendações na próxima semana postaremos dois caps em vez de um só. Bjs e Boa Páscoa a todos vcs. Tiih.

-Você está com ciúmes.

-Eu não estou com ciúmes!

Gritei no meio do enorme quarto. Ele cruzou os braços e me fitou com seriedade.

-Não?! Então como explicar a sua reação?

-Raiva, Edward! Eu estou com muita raiva! Estou com um ódio mortal!

-Então vamos conversar agora, falou decidido.

-Eu não quero falar sobre isso agora, droga!

-O inferno que não quer!

Gritou aproximando-se perigosamente.

-Fique longe de mim!

-Por que diabos eu ficaria longe de você?!

-Por que quando você chega perto minhas roupas caem e eu não consigo raciocinar direito!

Sua raiva foi substituída por uma expressão de pura diversão.

-Como é? Suas roupas caem?

-Droga! Não acredito quer eu disse isso!

-Ah, disse sim! Eu ouvi muito bem.

-Isso é por que você me deixou confusa, pronto!

Ele revirou os olhos como se estivesse contanto mentalmente. Aproveitei para respirar profundamente. Quando tornou a me fitar sustentei firme seu olhar e falei com firmeza:

.....-Eu não vou conversar com você agora. Preciso de um banho, resmunguei andando na direção do banheiro.

-Ótimo. Vou junto!

Exclamou zangado.

-Não foi um convite.

Continua na próxima semana..... Bjs!