Orgulho E Sedução.
23 Capítulo 23
Notas iniciais
Cap. 23
Bella.
Quando vi o garçom cumprimentanmdo Edward com um olhar devasso e malicioso, procurei um buraco no chão poara me enfiar. Juro. Queria ser engolida pela terra e desaparecer dali o mais depressa possível. Se ele tivesse aparecido cinco minutos antes teria “flagrado” Edward e eu transando loucamente. E eu estava sem calcinha! Será que o rapaz havia percebido? Engoli em seco com esse pensamento. Céus... Baixei minha cabeça doida para ir embora o quanto antes e fiquei mais que aliviada quando Edward começou a subir as escadas. Mas de súbito ele estacou e eu esbarrei sem querer nas suas costas. Levantei minha cabeça e vi ninguém menos que Tânia, a secretária do Carlisle, de pé no topo da escadaria, bloqueando a nossa passagem. A música no bar rolava solta e animda, mas havia algumas pessoas por ali conversando, flertando e fumando. Entre eles estava o rapaz alto, musculoso e super bonito que tinha me convidado para dançar um pouco antes da chegada do Edward. Ele me olhava de modo penetrante, mas Edward não viu. Decidia a não encorajá-lo, desviei meu nolhar para a mulher a nossa frente.
Ouvi Edward suspirar longamente. Ela estava tensa e nos olhava com chispas faiscantes saindo de seus olhos ligeiramente injetados e vermelhos. Pelo jeito havia bebido além da conta. Estrteitei os meus, erguendo o meu queixo num desafio mudo.
-Ora, ora... Quem eu encontro por aqui...
Disse a mulher bebendo a cerveja no copo plástico que tinha nas mãos.
-Tânia, falou Edward dando mais um passo para a esquerda, em direção ao estacionameto.
-Já de saída, Edward?
Questionou inclinando o corpo par a esquerda bloqueando mais uma vez a nossa passagem.
-Sim. E se nos der licença...
Ela acabou de entornar todo o líquido em seu corpo, amassou-o e jogou no chão, limpando a boca com uma das mãos, fitando-me profundamente irritada.
-Não se vanglorie tão cedo, Isabella.
Edward bufou irritando-se.
-Tânia, não se meta!
Edward bradou segurando em seu braço. Ela sorriu sarcasticamente, sem tirar os olhos de mim.
-Ele é expert em seduzir, meu bem. Sabe envolver uma mulher na cama como ninguém. Mas depois vai lhe trocar por outra e por mais outra. Exatamente como fez comigo.
-Tânia, cale-se! A última coisa de que precisamos agora é uma cena!
Edward siobilou entre dentes, mas ela jogou sua cabeça para trás, gargalhando com amargura. Em seguida voltou a me fitar com grande ódio. Seus olhos destilavam veneno e muita, muita raiva.
-Pensa que é a primeira a ser “fodida” na adega?!
A risada sarcástica cortou o ar frio da noite.
-Está redondamente enganada! Ele também me levou para lá sabia? Edward Antony Cullen, o garanhão sedutor...
Suas palavras carregadas de ira e ódio conseguiram me atingir. O desapontamento aflorou forte em meu peito. O que Edward havia feito comigvo ainda a pouco havia feito com outras provavelmente e com ela também.
-O que ele te pediu? Para ficar de quatro enquanto te fodia?! Ou foi mais ousado desta vez?!
Engoli em seco, mas ergui o meu queixo desafiando-a. O que ela desejava me separar dele e isso eu não deixaria acontecer.
-Isso não lhe diz respeito, falei friamente sentindo que Edward apertava a minha mão.
-Já chega!
Ele gritou exasperado, soltando-me e segurando-a firmemente pelos ombros. O aperto firme não era forte o suficiente para machucá-la, mas serviu pra que Tânia o fitasse e o encarasse com certo receio.
-Chega! Pare de agir como uma criança e respeite Bella e a mim!
-Edward!
Adverti baixinho. Tânia não se alterou e continuou a provocá-lo:
-Usando a força, Edward? Eu preferia quando você usava as nossas algemas, despejou.
Desta vez ele a chacoalhou como uma boneca de pano. Engoli em seco, fechando meus olhos um instante. Algemas?!
-Cala a boca, porra!
Ele esbravejou em sua face. Tentei me afastar, mas ele não permitiu, aumentando a pressão dos dedos entrelaçados nos meus.
-Hum, dominador, mandão e feroz... Adoro isso, Edward... Mas você sabe, não sabe?! Eu quero você. Te quero muito. Antes dela voltar tudo estava perfeito... E mesmo depois dela, ainda quero você, falou fitando-o fixamente, os olhos úmidos.
-O nosso caso acabou, Tânia. Siga com a sua vida e me deixe em paz, cuspiu baixinho. Ela baixou o nível totalmente começando a xingá-lo e do nada o Riley apareceu com mais dois rapazes, contendo o pequeno tumulto e dispersando a roda de curiosos que começara a se formar em torno de nós.
-Isso ainda não terminou, Edward! Pode apostar!
Berrou enquanto era levada para dentro do bar.
-Se quiser manter o seu emprego, Tânia, acho bom repensar muito bem o que está dizendo, ele falou friamente.
-Edward.
Chamei. Ele me fitou aborrecido.
-Desculpe por isso.
Um misto de emoções mesclava-se em seu rosto. Tensão, preocupação e constrangimento. Relaxei um pouco.
-Ela sabia que nós estávamos aqui. Quando liguei para o meu pai, perguntando se sabia onde você e Rósalie estavam, ele me falou que ela estva na casa dele conversando com minha mãe.
Fiquei em silêncio.
-Tânia foi uma vadia, Bella. Por favor, gatinha, esqueça as coisas que ela disse e mais uma vez me descuple, ok? Já temos problemas demais eu não queria que você tivesse que passar por isso. Pediu passando a mãos nervosamente sobre os cabelos acobreados. Concordei com a cabeça. Tudo o que eu queria agora era sair dali.
-Não foi culpa sua. Podemos ir embora? Quero ir para casa. Falei abraçando meu próprio corpo com os braços. Ele me olhou de cima a baixo, com um olhar especulativo.
-Onde está seu casaco? A noite está fria.
-Eu não trouxe, esqueceu? Deixei na casa da Rose. Deixamos nossos casacos lá, respondi num gemido.
Ele praguejou baixinho.
-Quanta imprudência! Esqueceu como as noites aquio podem esfriar de repente?! Venha. Vamos sair daqui entes que pegue um resfriado ou algo pior.
Edward parecia um pai repreendendo a filha. Começamos a caminhar e do nada senti que era observada com insistência. Curiosa com a situação, virei a cabeça para encontrar os olhos castanhos do cowboy alto e sarado nos acompanhando. Edward seguiu o meu olhar e apertou os lábios numa linha fina, visivelmente contrariado.
-Vamos, disse entre dentes, apertando mais o seu braço em torno da minha cintura.
Assenti sem dizer nada e ele me levou até o carro do Emmett. Porém antes de entramos no veículo, ouvimos risadas altas no lado oposto ao que estava o carro e nos viramos naquela direção: Ângela e Erick York estavam agarrados rindo e conversando encostados num dos caminhões da fazenda. Eu sorri discretamente. Eles não tinham nos avistado. Esperava que conseguissem se entender. Edward olhou para mim, piscou um olho e deslizou para o banco silencioso. Fiz o mesmo.
-Quem é o cara?
Questionou, enfezado, as narinas frementes. Dei de ombros enquanto ele dava a partida e esticava a mão para ligar o aquecedor.
-Não sei, respondi.
-Ele chamou você para dançar, disse acusadoramente.
-E isso é algum crime?
-Bella...
Como eu o conhecia bem sabia que seu velho mau humor estava dando sinais de vida. Respirei fundo antes de responder:
-Olhe, Edward, eu estava na pista dançando com a Ângela e ele surgiu do nada. Apareceu na minha gente, me pediu para dançar com ele e eu recusei. Não fiz nada de errado e não vou tolerar seu sarcasmo ou algo do tipo.
-Humpf! Te deixo sozinha por cinco minutos e os lobos caem matando!
Revirei os olhos. Ele prosseguiu:
-Primeiro o Newton, depois o Cheney e agora esse cawboy sarado, metido a piolho de academia!
Revirei os olhos novamente, cruzando os braços sob o peito. Precisei me esforçar para não começar a rir. “Piolho de academia”?! De onde ele tinha tirado aquela frase ridícula?!
-Não exagere!
-Não estou exagerando. É como se todos eles estivessem esperando que alguma coisa desse errado entre nós para tomarem o meu lugar!
-Edward, nós estamos juntos ok? Eu estou aqui com você e não com eles. Foi essa a minha escolha, então, por favor, pare de reclamar e vamos embora.
-Vou viver eternamente só por maldade.
-Edward...
Ele girou a cabeça fitando-me por alguns segundos, antes de concordar.
-Tudo bem, vamos para casa.
-Podemos falar sobre outra coisa?
-Sim. Sobre o que?
-Ângela e Erick. Ele sorriu.
-Espero que desta vez se acertem.
-Eu também, emendei.
-O que sabe sobre eles?
Perguntou interessado.
-Apenas o que ela me contou hoje, mais cedo. Por que?
-Ângela mudou muito, assim como eu. Ela queria uma vida totalmente diferente, arregaçou as mangas e foi atrás do seu objetivo. Demorou, mas ela conseguiu chegar lá.
-Pude ver isso hoje.
-Mas o York, não. Ele age como se a qualquer momento ela fosse voltar a ter as atitudes irresponsáveis de antes.
-Por isso eles terminaram, concluí.
-Exato.
Fiquei em silêncio refletindo sobre aquilo por um instante. Eu havia observado Erick no bar. Ela não desgrudava os olhos de Ângela e não parecia satisfeito com o comportamento dela, mas até que Edward chegasse, ele permaneceu sentado, bebendo com os rapazes da fazenda e com o meu pai, sem fazer nenhum esforço para se aproximar.
-É uma pena. Gosto da Ângela e sei que ela gosta muito dele. Queria que desse certo.
-Pode haver outro motivo.
-Qual?
Balancei a cabeça de um lado para o outro, poderando antes de verbalizar minha opinião.
-Ele pode achar que não é bom o suficiente para ela, Edward.
-Não sei, Bella. Erick é um bom peão, esforçado, dedicado e sempre trabalhou duro. Ele bebe às vezes, mas nunca foi mulherengo. Não que eu saiba.
-Mas Ângela hoje é uma pequena empresária de sucesso e o seu negócio está crescendo a cada dia.
-É de repente, pode até ser... Falou evasivo.
-Ela me disse que vocês “ficaram”.
Ele não respondeu de imediato.
-Foi só um beijo e sem importância. Eu estava bêbado.
-Eu soube. Você lembra?
Perguntei sentindo uma pontinha de ciúmes, vendo ele coçar o queixo.
-Sinceramnete não, mas ela me contou depois, constrangida. No fim nós dois rimos muito e foi naquela noite que eu descobri que poderia ter uma mulher como amiga.
-Não entendi.
-Geralmente eu me aproximava das garotas com algum interesse.
-Sexual.
-Principalmente, mas também para que ela fizessem meus deveres de casa, os trabalhos do colegial, me acobertassem de alguma encrenca...
-Como explodir oas latas de lixo no ginásio da escola?
-Exato.
-Agore eu entendi.
-Eu semptre tive amigos, Bella, mas Ângela foi a única passou a noite inteira comigo no banheiro, a minha cabeça praticamente dentro da privada. Vomitei horrores. Ela não me deixou sozinho um minuto sequer. Quando acordei estava deitado no chão frio do banheiro, com a cabeça apoiada no colo dela, que havia dormido sentada, as costas apoiadas na parede. Estávamos sujos, o banheiro fedia, mas não me importei. Fiquei feliz por ter alguém cuidando de mim.
O ciúme desapareceu completamente. Compreendi que eles tinham uma amizade sólida e verdadeira. Edward fez a última curva estacionando o carro diante de sua casa. Estiquei a mão para abrir a porta, mas ele me segurou.
-Preciso contar uma coisa, falou com os olhos verdes nublados de preocupações.
-O que houve?
Ele respirou fundo e segurou as minhas mãos entre as suas.
-Você recebeu um recado hoje. Deixaram aqui em casa.
Um recado para mim na casa dele? Franzi o cenho, intrigada. Não seria mais prático terem deixado na casa do meu pai?!
-De quem?
Ele não respondeu. Apenas continuou me fitando intensamente. Juntei as peças e engoli em seco, sentindo as mãos formigarem pela ansiedade.
-Dele.
Edward assentiu tentando conter sua raiva.
-O que dizia?
-Nada. Mas havia um recorte de um popular jornal de Washington, datado de meses atrás com uma matéria sobre o tal “ice eyes”.
Esperei o pânico subir, a sensação desesperada me engolfar, o ar me faltar... Mas felizmente nada disso aconteceu. Acho que a presença dele ali comigo trazia tamanha paz e tranquilidade que desta vez, eu não fiquei abalada.
-Tudo bem, eu acho.
Ele me fitou como se eu estivesse perdido o juízo.
-Como assim “tudo bem”? Foi uma ameaça, Bella. Se não for ele, é alguém que está se passando pelo maluco e que sabe o que você sofreu!
Suspirei longamente antes de responder.
-Não é o primeiro bilhete ameaçador que recebo, Edward, falei soltando minhas mãos das dele e cruzando-as sobre o meu colo. Ele xingou alto.
-E quando você ia me contar?
-Nunca.
-Caralho! E você pensou em esconder uma coisa assim de mim, Bella? A decepção e a dor estavam estampadas em seus olhos. -Uma coisa grave dessas?! Por que? Relacionamentos baseiam-se em confiança, sabia?! Quando foi que o filho da puta te mandou o primeiro bilhete?!
Mais um longo suspiro escapou da minha garganta.
-Quando eu ainda estava em Washigton, Edward. Foi lá que recebi uma carta ameaçadora com letras cortadas de jornais e revistas. Estava no meio da minha correspondência. Fui a polícia no dia seguinte. Eu e o...
Olhei de relance em sua direção, para ver sua expressão antes de completar a frase.
-Jacob, concluiu.
Fiz que sim com um gesto de cabeça.
-Por isso eu não contei a você. Confio em você. Sempre confiei, mas acho que estamos precisando conversar, falei.
-O que havia escrito na carta?
Perguntou mais relaxado agora que sdabia que eu realmente não havia escondido nada dele.
Meu olhar fixou-se em algum ponto da estrada de terrra batida, lá fora. Dei de ombro e prossegui:
Sua puta traidora. Você estragou todos os meus planos,
mas vai pagar muito caro por isso. Eu juro. Você Jamais terá paz.
Edward Cullen.
Eu a fitava chocado. Para falar a verdade eu estava horrorizado, mas não demonstrei. As palavras que Bella havia proferido fizeram com que um arrepio frio e desconfortável descesse pela minha espinha, deixando-me totalmente alerta. Engoli em seco observando o quanto Bella parecia estar calma.
-E?
Ela deu de ombros.
-A polícia ficou com o tal papel e colocou dois policias para fazerem a minha segurança durante um mês inteiro.
-E?
Insisti.
-Depois de um mês eu estava farta daquilo tudo. Então fui à polícia novamente pedir que retirassem a escolta, assinei um termo de responsabilidade e voltei a viver novamente. E nunca mais houve um ataque similar do suspeito intitulado “ice eyes” em Washington D.C. Pronto. Final da história.
-Você se arriscou muito.
-Depois de um mês eu não agüentava mais aquela pressão toda, Edward. Você não tem idéia de como viver sendo vigiada. Então decidi ir à terapia, aceitei ficar noiva do Jacob, meus amigos me apoiaram e... O resto você já sabe.
-E a ameaça de hoje?
-Sei que você já deve ter tomado todas as providências em relação a isto. Estou errada?!
-Não. Mas você está calma demais para quem está sendo perseguida por um psicopata, rebati.
-E isso é ruim?
Sua voz estava tão tranqüila que comecei a ter medo de que ela tivesse ingerido mais alguma coisa além das cervejas naquela noite.
-Não sei dizer. Ainda estou tentando digerir e absorver sua última frase. Quantas cervejas bebeu hoje à noite?
Ela riu alto.
-Apenas duas. Eu estou ótima, Edward, relaxe. Vou deixar para me preocupar quando tiver realmente que me preocupar, ok?
Falou abrindo a porta e descendo do veículo.
-Ei, estranha!
Chamei descendo também. Ela parou e esperou por mim.
-Onde está a Bella? O que você fez com a minha namorada?!
Ela sorriu. Um sorriso doce que fez meu coração aquecer.
-Ela continua aqui, mas de alguma forma, sente-se segura com você. Completamente segura. Não sei explicar direito e talvez esteja ficando meio louca, sei lá, mas você me acalma, Edward.
Seus olhos escuros estavam mais misteriosos que nunca.
-E prometeu que não deixara nada de ruim acontecer comigo, emendou num tom solene. O tempo parou. Estagnou. Eu parei. Meu coração deu um salto mortal dentro do peito. O amor que eu sentia por ela transbordou intenso. Ela estava confiando sua vida a mim e prometi a mim mesmo que enquanto eu vivesse nunca faria nada que pudesse decepcioná-la. Eu iria pegar aquele desgraçado e trazer a paz de volta às nossas vidas.
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