Notas iniciais
Oi meninas estou super feliz porque a KIKI finalmente está de volta.
Bjs em todas(os) e espero que curtam o cap.
Tiih

PDV Narrador.


A cabeça de Edward estava a mil por hora. Sua ansiedade o estava consumindo. Precisava encontrar Bella e ter a certeza de que ela estava bem. Ver com seus próprios olhos que a mulher de sua vida estava segura. Mas também iria dizer-lhe poucas e boas. Seu discurso de represália estava praticamente formado em sua mente. Ele abriria a boca e ela escutaria a tudo caladinha. Bella teria que agir com mais prudência e avisar ao menos ao seu pai quando fosse se ausentar durante um dia inteiro. Com aquele maluco à solta ela não podia cometer nenhum deslize.


Quando chegaram ao chalé estava vazio. Edward e Emmett desceram do carro e andaram até a varanda. Ele usou a chave que Bella esquecera em sua casa para entrar. O lugar estava silencioso como um túmulo. No patamar inferior os gatos miavam querendo chamar sua atenção.


–Não tem ninguém, constatou Emmett.


–Charlie me chamou mais cedo para ir ao bar do Riley. Deve estar a caminho, disse Edward entrando.


–Vou voltar para o carro.


–Ok. Vou dar comida aos gatos e já saio.


Gritou por sobre o ombro. Emmett assentiu e saiu. Edward colocou a tigela de comida dos dois bichanos na varanda, trancou a porta de volta e correu rapidamente para o carro empurrando seu telefone celular de seu quadril e discando o número do pai, torcendo em seu íntimo para que as duas estivessem na segurança da casa sede.


–Oi filho.


Carlisle respondeu atendendo no segundo toque.


–Pai, a Bella e a Rose estão aí?


–Não. Só estamos eu, sua mãe, Emily e a Tânia. Algum problema?


Edward apertou os olhos com força, engolindo em seco.


–Filho?


–Bella sumiu. As duas sumiram. Nem eu nem o Emmett sabemos onde as duas estão falou exasperado.


Houve um breve silêncio de uns cinco segundos inteiros, antes do Senador Cullen praguejar violentamente.


–Seu irmão está com você?


–Sim. Estamos no carro dele, respondeu confirmando.


–Ligou para o Charlie?


–Será minha próxima ligação. O pior é que eu recebi uma ameaça hoje.


–O que?! Alguém ameaçou você?!


A indignação explodiu na voz do senador.


–Não me expressei bem pai, desculpe, falou respirando fundo. -O bastardo deixou um recado para Bella em minha casa. Estava sob a porta da frente. Ele está me desafiando.


–O que dizia?


–ICE EYES. Em letras enormes, gemeu angustiado.


–Edward, calma. Vou perguntar à sua mãe se ela sabe de algo. Talvez a Rose tenha ligado para ela...


–Ok.


Respondeu enchendo-se de esperanças.


–Fique na linha.


Carlisle andou pela casa. Edward podia escutar o som de portas abrindo e os passos ritmados do pai no assoalho de madeira maciça. Ouviu uma conversa baixa, mas não conseguiu identificar muita coisa. Segundos depois seu pai tornava a falar:


–Filho, Rose disse a sua mãe que elas iriam ao bar do Riley hoje. Parece que marcaram um encontro com alguém.


O alívio que sentiu ao ouvir a primeira frase foram substituído por uma ira irracional assim que seu pai acabou de proferir a segunda.


–O que? Bar do Riley?!


Repetiu a informação para que Emmett escutasse, mas a sua cabeça girava como um misturador de cimento. Não! Não! Mil vexes não! Um encontro?! Ele ouvira direito?! Sua cabeça zunia tentando absorver aquela informação. Bella teria um encontro? Um encontro com outro homem?! O pensamento disso colocava dardos vermelhos e letais nos olhos verde jade. Trincou o maxilar com força, apertando as mãos até que os nós dos dedos ficassem brancos. Respirou profundamente buscando ar... Deus que ajudasse, pois ele iria matar o filho da puta. Foda. Merda. Caralho.


Elas Foram ao Bar do Riley?!


Perguntou Emmett ao mesmo tempo surpreso e chocado.


–Sim. Obrigado, Pai.


*#%gfsdxcvnvv! Merda, droga, porra! Maldição dos infernos! Hoje é dia que as mulheres não pagam, caralho!


Bufou Emmett praguejando irado. Eles sabiam que aquela era a noite que atraía mais homens ao estabelecimento. Eles dois já tinham ido inúmeras vezes ao local em noites como aquela.


–Você está bem?


Questionou Carlisle preocupado quando ouviu a revolta do filho mais velho. Ele conhecia melhor que ninguém o temperamento daqueles dois.


–Não, mas vou ficar.


Respondeu enquanto sentia o sangue ferver borbulhante em suas veias. Que diabos ela estava pensando para sair assim sem avisar?! O que pensava que estava fazendo?! Ir ao bar do Riley numa noite movimentada como aquela?! Maldição!!! Cerrou os punhos sabendo que aquilo era uma forma de puni-lo pelo comportamento irascível do dia anterior.


–Assim que encontrá-la, concluiu.


–Ok, filho. Mande o Emmett respirar, ter calma e... Tomem cuidado. Qualquer coisa me ligue.


–Certo. Dê um beijo na mamãe.


–Darei.


*#%gfsdxcvnvv#*!


Praguejou Emmett outra vez acelerando o carro puxando a direção para parar no cruzamento com a estrada principal, que saía de Breaking Dawn, as mãos segurando o volante com força, os dentes cerrados.


–Eu vou matá-la!


Esbravejou dominado pela raiva crescente. Edward viu refletida no rosto do irmão cada gota da raiva que corria quente e profundamente em suas entranhas. O celular começou a tocar. Olhou rapidamente e viu o número de Charlie no visor. A ansiedade encheu seu peito.


–Alô?!


–Edward? Encontrei minha filha. E tenho novidades, disse o velho homem rindo. Aquilo serviu apenas para irritá-lo ainda mais.


Diga, falou posicionando o celular nas mãos e ativando o botão de viva voz.


–Emmett está com você?


A voz de Charlie mesclava preguiça e diversão.


–Por que raios todo mundo está fazendo essa pergunta hoje?!


Bradou Emm puto da vida. Charlie gargalhou alto com a resposta.


–Rose acabou de dar um show no touro mecânico. Emmett pisou mais fundo.


–Estamos chegando.


–E quem vai subir no bicho agora é a Jéssica Stanley, completou num tom vago. Os dois irmãos se entreolharam. A esposa e a ex-amante do irmão no mesmo lugar...


–Merda!


Emmett cuspiu esmurrando o volante. Ele sabia que com certeza a noite não terminaria bem.


–E a Bella?


–Arrasando na pista de dança, emendou. Edward trincou os dentes, irado. Mas ao mesmo tempo soube que ela estava bem. Os sentimentos o dividiam, o deixavam confuso.


–O que ela está vestindo?


Inesperadamente perguntou. Charlie segurou o riso e coçou o queixo antes de voltar seus olhos na direção da pista localizando a filha que dançava animadamente com Ângela Weber.


–Saia jeans, blusa preta, meias, saltos enormes...


Disse Charlie divertindo-se. Ele engoliu em seco. Já podia até imaginar sua mulher dançando linda e sensual, despertando o interesse de um bando de cowboys atrevidos.


–Meias? Que meias? Pretas? Vermelhas? Emmett quis saber. Edward inchou e com razão. Afastou o telefone da sua boca e gritou alto:


Te interessa, porra?! Deixe a minha mulher em paz, cacete!

Emmett estremeceu.


–Tá bom, tá bom. Desculpa, mano, falou encolhendo-se no banco. -Só me empolguei um pouco.


Edward grunhiu em resposta enquanto Charlie gargalhava sonoramente quase soluçando com os ciúmes dos dois.


–Minha namorada soaria melhor, Edward. Você ainda não casou com aminha filha, disse Charlie provocando-o. Edward revirou os olhos contando mentalmente até vinte. Gostava muito de Charlie, mas o velho homem estava forçando os limites de sua pouca paciência.


–Rose também está um arraso, Emmett, de short jeans, camiseta branca e botas marrons, completou o capataz.


–Camiseta branca?! Maldição!


Ele sabia que Rose estava ali apenas para dar uma boa lição no marido por tudo o que havia passado. Conhecia bem a sobrinha. Da mesma foram que também sentia que alguma coisa estava errada com Edward e sua filha. Mas como um bom e vivido cowboy que era, também sabia que não há lugar melhor que a cama para se fazer as pazes. Bella não estava fazendo nada errado. Ela era bonita e dançava atraindo a atenção dos rapazes, mas não encorajou nenhum deles. Ao contrário. Ao ser abordada com insistência para dançar, recusou cada um dos convites e flertes sem ser grosseira. E Charlie se orgulhava demais dela.


–Bem homens... Eu acho que as coisas definitivamente vão ficar interessantes esta noite. Muito Interessantes.


–Chego aí em quinze minutos, cuspiu um Edward irritadíssimo.


Dez!


Esbravejou Emmett acelerando sua Ferrari ao máximo ultrapassando o limite de velocidade permitido.


–Cuidado para não acabarem se matando, Charlie falou desligando o aparelho e fitando Erick York visivelmente emburrado, sentado ao seu lado.


–Que fazer uma aposta?


–Com você?! Nem vem Charlie! Você detonou com os rapazes no último jogo de cartas!


–Essa aposta é diferente, disse dando mais um gole em sua cerveja vendo um cowboy alto, musculoso, de cabelos curtos e negros aproximar-se da filha na pista de dança. Um desconhecido. Ajeitou sua postura fitando o rapaz, seus olhos escuros estreitos em alerta. Poderia ser aquele o tal perseguidor?


–Quem é o rapaz?


Erick deu de ombros.


–Alguém da fazenda New Moon, respondeu o moreno sem conseguir tirar os olhos de cima de sua ex-namorada, Ângela Weber, que balançava os quadris no embalo da música juntamente com Bella na pista de dança.


–Nunca o vi por aqui, emendou Charlie enrolando o bigode, atento ao que se passava.


–Pelo que ouvi falar ele é novo na região.


O olhar de Charlie era perscrutador, mas o peão não percebeu.


–Qual é a aposta?


–Cem dólares que nós teremos dois Cullens entrando no bar daqui a pouco.


Erick acompanhou o olhar de Charlie encontrando Bella e em seguida virou a cabeça vendo Rose e Jéssica Stanley em lados opostos do ambiente se desafiando pelo olhar.


–Não mesmo.


–Covarde!


–Isso vai dar em merda, bufou.


Charlie o fitou com firmeza.


–Não vai, não. Nós não vamos deixar, garantiu depositando sua garrafa de cerveja sobre a mesa e decidido a aguardar a chegada dos irmãos Cullen.


O rapaz desconhecido adentrou no salão, parou a frente de Bella e ajoelhou-se no chão procurando segurar sua mão. Ela sorriu, mas recusou. O estranho então levou a mão ao seu próprio peito, como se estivesse ferido com a rejeição dela, fazendo uma careta e sorrindo em seguida. O cara até que era bonito, pensou Charlie.


***Um mimo para vcs leitoras: O ator Jay Ryan da série Beauty and The Best. LINDO DEMAIS!!!

http://mimisabirah.blogspot.com.br/2013/01/beauty-and-beast.html

segunda foto


PDV Edward.


Dez minutos depois, Emmett virou o carro furiosamente no estacionamento de cascalho lotado. Mais dois carros chegaram no mesmo instante que nós. E estavam repletos de homens. Caralho! Era bom que Bella estivesse sentada numa mesa com o api muito bem comportada ou eu não responderia por mim!

Cerrei os punhos preparando-me para saltar do veículo. Duas caminhonetes da fazenda com a nossa logomarca estavam estacionadas mais adiante. Várias motos e pelo menos três dezenas de carros espalhavam-se no estacionamento estreito, na lateral da estrada principal. Descemos rapidamente e começamos a andar. O carro da Rose estava a poucos metros da porta principal. Emmett surtou e caminhou furiosamente, empurrando a porta da entrada, entrando na esfumaçada atmosfera do bar comigo logo atrás em seu encalço. O som era estridente, mas eu não me importei. Eu só queria encontrar Isabella.


Entramos. Por trás do balcão principal, Riley nos viu, acenou e abriu um largo sorriso. Emmett acenou e eu o cumprimentei com a cabeça. Eu não tinha dado meia dúzia de passos quando estaquei subitamente e fiquei olhando. Ouvi Emmett praguejar e amaldiçoar o mundo. Pelo canto do olho vi quando meu irmão tomou a direção do lado esquerdo do bar caminhando a passos duros e firmes. Certamente ele havia visto Rosálie, mas eu não o. Tampouco segui o seu olhar. E mesmo que quisesse eu não poderia. A única coisa que o meu cérebro registrou foi Bella exatamente no meio da pista de dança, rindo e feliz. O meu discurso sobre o quanto ela havia sido imprudente e o quanto devia tomar cuidado ao sair da fazenda morreu antes mesmo de começar. Fiquei paralisado. Congelado no lugar. Ela estava dançando, linda, solta, suave, arrasando na pista, e tinha um peão musculoso de costas para mim, ajoelhado à frente dela, estendo a mão para que ela a segurasse, sorrindo de modo galanteador. Aquela cena me deixou doente!


Música do momento: Leave Out All The Rest (Linkin Park)


I dreamed I was missing.

You were so scared,

But no one would listen

'Cause no one else care.


After my dreaming,

I woke with this fear.

What am I leaving,

When I'm done here?


So if you're asking me,

I want you to know:


[Chorus]

When my time comes

Forget the wrong that I've done,

Help me leave behind some

Reasons to be missed.

Don't resent me,

When you're feeling empty

Keep me in your memory,

Leave out all the rest

Leave out all the rest...


Don't be afraid

Of taking my beating.

I've shared what I'd made.


I'm strong on the surface,

Not all the way through.

I've never been perfect,

But neither have you.


So if you're asking me,

I want you to know:


[Chorus]

When my time comes

Forget the wrong that I've done,

Help me leave behind some

Reasons to be missed.

Don't resent me,

When you're feeling empty

Keep me in your memory,

Leave out all the rest

Leave out all the rest...


Forgetting,

All the hurt inside

You've learned to hide so well.

Pretending,

Someone else can come

And save me from myself.

I can't be who you are.


[Chorus]

When my time comes

Forget the wrong that I've done,

Help me leave behind some

Reasons to be missed.

Don't resent me,

When you're feeling empty

Keep me in your memory,

Leave out all the rest

Leave out all the rest...


Forgetting,

All the hurt inside

You've learned to hide so well.

Pretending,

Someone else can come and save me from myself.

I can't be who you are...

I can't be who you are.



Tradução : Deixe Fora Todo o Resto


Eu sonhei que estava desaparecendo

Você estava tão assustada

Mas ninguém podia ouvir

Pois ninguém mais se importava


Depois do meu sonho

Eu acordei com esse medo

O que eu estou deixando

Quando eu morrer?


Então se você está me perguntando,

Eu quero que você saiba:


[Refrão]

Quando minha hora chegar,

Esqueça os erros que eu fiz,

Me ajude deixar pra trás algumas

Razões para ser esquecido.

E, não fique ressentida comigo

E quando você se sentir vazia

Me mantenha em sua memória,

Deixe fora todo o resto

Esqueça todo o resto...


Não tenha medo

De levar minha derrota.

Eu compartilhei o que eu fiz


Eu sou forte na superfície,

Não por completo.

Eu nunca fui perfeito,

Mas nem você foi.


Então se você está me perguntando,

Eu quero que você saiba:


[Refrão]

Quando minha hora chegar,

Esqueça os erros que eu fiz,

Me ajude deixar pra trás algumas

Razões para ser esquecido.

E, não fique ressentida comigo

E quando você se sentir vazia

Me mantenha em sua memória,

Deixe fora todo o resto

Esqueça todo o resto...


Esquecendo

Toda a mágoa

Que você aprendeu a esconder tão bem

Fingindo

Alguém mais pode chegar

E me salvar de mim mesmo.

Eu não posso ser quem você é.


[Refrão]

Quando minha hora chegar,

Esqueça os erros que eu fiz,

Me ajude deixar pra trás algumas

Razões para ser esquecido.

E, não fique ressentida comigo

E quando você se sentir vazia

Me mantenha em sua memória,

Deixe fora todo o resto

Esqueça todo o resto...


Esquecendo

Toda a mágoa

Que você aprendeu a esconder tão bem

Fingindo

Alguém mais pode chegar

E me salvar de mim mesmo.

Eu não posso ser quem você é.



Ela estava estonteante. Uma ninfa. Uma verdadeira Deusa. O ar me faltou momentaneamente. A blusa preta de malha totalmente colada ao corpo delineava o início do contorno dos seios rijos através do decote em V. Ela não estava usando sutiã. Qualquer um poderia ver. Engoli em seco. Meus olhos desceram um pouco mais. A saia jeans clara alcançava o meio das coxas firmes e macias também emoldurava o traseiro redondo e empinado. Era melhor que estivesse usando calcinha ou eu não responderia por mim! Minhas narinas dilataram enquanto eu continuava a avaliação. Meias pretas com desenhos emaranhados numa trama geométrica e sapatos “foda-me” de saltos pretos com detalhes vermelhos. Será que estava usando cinta-liga? Meu pau urrou com aquele pensamento. Subiu um grande calor. Ela estava sexy. Quente. Seu cabelo balançava solto em volta de seu rosto formando ondas graciosas e estilosas. Os lábios rosados cobertos com um batom vermelho que brilhava sob as luzes do bar, pedindo para serem beijados. Seus olhos realçados por uma maquiagem leve, mas ousada. Ela estava linda, incandescente, fabulosa, atraindo a atenção de quase todos os homens ali presentes, jovens e velhos, enquanto dançava com Ângela, balançando-se com desenvoltura ao som dos acordes da música que tocava alta. Pude ver o quanto ela estava se divertindo. Muitos homens, inclusive o imbecil do Newton, dançavam animados ao redor das duas, flertando, cobiçando, querendo chegar cada vez mais perto. Mas um deles havia ultrapassado os limites: Era um estranho alto e musculoso. E ele estava cortejando e tentando ganhar a “minha mulher”.


Ver aquela cena me fez sentir como se uma torquês estivesse apertando minhas bolas, deixando-as azuis. As imagens passaram rapidamente, como num filme em minha mente... Alguém tinha de protegê-la da vida, dos perigos. E algo me dizia que o destino havia me escolhido para desempenhar aquele papel. E ela não fizera nada, absolutamente nada para me deixar assim, nocauteado. Ela simplesmente existia.

Mas agora ela era apenas uma mulher na pista de dança e todo instinto animal masculino enfurecido dentro de mim avisou que se eu não tomasse o que me pertencia, então alguém iria tomar em meu lugar. Olhei para ela mais uma vez, que ainda não tinha se dado conta da minha presença e senti algo inexplicável em meu peito. Minhas entranhas pareciam torcidas, meu pau era como um pedaço de ferro pulsando sob a calça jeans e meus sentidos estavam tão dispersos que eu não sabia se a segurava nos braços e saía correndo dali, se ia tirar satisfações com o tal sujeito, se começava a bater em todos os homens ou se apenas me aproximava e a beijava com ardor deixando bem claro que “aquela mulher era minha porra”.



PDV Narrador.



Seus olhos verdes brilharam no escuro e enfumaçado bar. Tudo ali chamava à diversão. Bella recusou o convite do rapaz. E não o tocou. Ele viu. Os cantos dos seus lábios repuxaram na sombra de um sorriso. Edward inspirou profundamente, sentindo os pulmões encherem e depois foi soltando o ar bem devagar. Eles estavam estremecidos, mas ela era sua. Sua. E tinha consciência disso.


Os lábios vermelhos voltaram a sorrir quando olhou para Ângela. Ela ainda não o vira. O rapaz alto de cabelos negros ficou de pé, mas não foi embora. Então a visão de Edward nublou. E ele soube precisava alcançá-la. Precisava senti-la. Entrou no salão movendo-se no meio da multidão, empurrando seu caminho por onde passava. Colidiu seu corpo com vários rapazes e moças ansiosos. Depois bateu sem querer em Ângela, sua velha companheira de aventuras, que ergueu o rosto e quando o viu, fitou-o com um brilho divertido no olhar. Ela afastou-se um pouco dando-lhe passagem. Bella de costas para ele rebolou os quadris de forma sedutora. Edward engoliu apertado. Ele quase gozou só de olhar. Gozaria na calça de Emmett apenas olhando para ela.


Nesse instante a banda deslizou suavemente em uma música lenta e sensual. Bella riu para todos que estavam a sua volta, esquivando-se dos rapazes e apontou para o bar, virando-se para sair. Edward foi mais rápido, aproximando-se como um felino, segurando-a pelo braço. A corrente elétrica entre os dois surgiu forte. Surpresa ela e os rapazes que estavam a sua volta giraram a cabeça em sua direção. Ele deu-lhe o sorriso torto que sabia o quanto a desconcertava. Ela prendeu a respiração umedecendo os lábios rubros com a ponta da língua, num gesto inconsciente. O braço masculino caiu em torno de sua cintura, puxando-a contra ele. Estava marcando seu território. Deixando claro que aquela mulher lhe pertencia. O cowboy musculoso fechou a cara encarando. Mas vendo que Bella erguia os braços para enlaçava o pescoço do par, retirou-se. Outros dois homens fizeram o mesmo. Mike Newton baixou sua cabeça saindo da pista em seguida. Pelo canto do olho Edward viu Erick York puxar Ângela Weber para dançar. Outros casais se formaram. Os acordes suaves da melodia romântica encheram o bar.


–Dance comigo.


Disse baixinho em seu ouvido, sentindo-a amolecer, sentindo a tensão e o calor em seu corpo. Edward devagar a puxou em seus braços e olhando para ela, colando seus quadris nos dela antes de começar a balançar com ela. O corpo curvilíneo frágil contra o dele. Suas mãos em torno da cintura fina. Queria esmagá-la contra le. Levá-la embora. Tirar sua roupa. Ver se ela estava usando cinta-liga. E calcinha. Gemeu interiormente sentindo seu pau latejar. Ele queria tocá-la. Enchê-la com a fome feroz e vibrante que habitava dentro dele.


–Eu ia beber alguma coisa, murmurou fracamente.


–Teremos tempo para isso depois.


Ela suspirou e cedeu. Sentir suas curvas macias moldadas contra si era uma tortura, uma perdição, um tormento. Ele tinha sede daquela mulher.


–Você sumiu.


–Eu estava com a Rose e a Ângela.


–Fiquei preocupado.


–Não precisava. O meu pai está aqui.


–Ele também estava preocupado. Você sumiu o dia inteiro.


–É o que as mulheres fazem quando vão ao salão de beleza.


Falou polidamente. Ele sabia que ela ficara chateada com seu comportamento, mas ele teria tempo para pedir desculpas mais tarde.


–Minha mãe falou algo sobre um encontro, disse num esforço.


–Um encontro de garotas. A noite das garotas, respondeu dando de ombros. Ele relaxou visivelmente.


–Não podia ter sido no cinema?


–As meninas escolheram o local, Edward. Eu fui convidada. E não vejo nada de mais em estarmos aqui dançando.


“Só que a metade dos homens da região está aqui hoje. E eles estão à caça, como lobos famintos e ferozes!” Pensou, apertando os lábios numa linha fina, mas nada disse.


–Não gosto de não saber onde você está.


–Eu cresci, Edward. Sei cuidar de mim mesma, rebateu. Ele percebeu que não adiantaria insistir naquele assunto agora e resolveu mudar de tática.


–Você está linda.


Falou descendo o queixo e provando o lóbulo da sua orelha. Ela corou com o elogio e com o carinho. Ele ouviu o arfar de sua respiração.


–Obrigada.


–Vamos sair daqui, falou ansioso.


–Quero dançar mais um pouco, disse movendo-se contra ele.


–Não sei se é uma boa idéia. Estou ficando excitado, respondeu baixinho.


–Só mais uma música, Edward.


Ele assentiu concordando.



PDV Emmett Cullen


Assim que entrei no bar, acenei para o Riley e olhei em volta procurando a minha esposa. Ela estava montada no touro mecânico, um braço segurando a corda. O outro levantado. De short jeans claro com a barra desfiada, uma camiseta regata branca, chapéu preto e botas de cano longo pretas. O busto firme e farto delineado por um sutiã de renda também branco, as coxas roliças expostas. Uma gata. Ela estava linda. Perfeita. De parar o trânsito. Uma verdadeira cowgirl. E havia um bando de homens a sua volta, rindo, incentivando e devorando a minha loura com seus olhares. Fiquei muito puto! Saí caminhando decidido em direção a ela, empurrando quem e o que estava na minha frente. Ouvi desaforos e palavrões, mas isso não me segurou. Quando alcancei a divisória que deixava o espaço onde o touro se encontrava, cercado, um braço firme me impediu de continuar. Olhei irritado e deparei com os olhos escuros, experientes e astutos do Charlie.


–Não.


Resfoleguei agitado.


–Mas ela...


Minha voz estava carregada de tensão.


–Não. Eu não vou permitir que estrague as coisas e bata nas pessoas. Comporte-se. Riley é nosso amigo.


Seu tom de voz era calmo e firme. Praguejei internamente, pois sabia que ele estava coberto de razão.


–Charlie...


Ele sabia que eu sempre agia primeiro e pensava depois.


–Rose está apenas divertindo-se, Emmett.


–Droga!


Bufei exasperado, abrindo e fechando as mãos, deglutindo com dificuldade a minha raiva e a enorme vontade de sair socando e cegando qualquer um que olhasse para Rosalie mais de uma vez. Charlie como sempre tinha razão. Ela não estava fazendo nada demais, mas eu estava possuído pelo ciúme.


–Beba uma cerveja e acalme-se. Seu pai acabou de me ligar e eu garanti que não deixaria que as coisas saíssem do controle. Portanto, não vou deixar que você ou Edward façam besteira, entendeu?!


Bufei aceitando contrariado a bebida que era oferecida e esperei que ela concluísse a exibição. Todos aplaudiram a performance dela que conseguiu permanecer montada até o término do tempo estipulado. Apesar do ciúme espumante e da raiva, fiquei com um orgulho da porra. Segundo Charlie Jéssica Stanley havia caído do animal de brinquedo todas as vezes.


–Minha sobrinha é foda, disse ampliando seu sorriso. Concordei.


E falando em Jéssica... Pude sentir o seu olhar queimando em minhas costas, mas não me virei. Eu sabia que ela estaria lá, mas tinha tomado a sábia decisão de salvar o meu casamento e reconquistar a minha mulher. Jéssica fora minha amante sim, por cinco meses e meio, mas a nossa história, assim como ela, agora faziam parte do passado. Rose agradeceu a todos e saiu do espaço reservado a quem vai montar, arregalando os olhos castanhos claros, surpresa em me ver. Dei o meu melhor sorriso.


–Parabéns. Você arrasou.


–Obrigada. Eu não sabia que você estaria aqui.


Dei de ombros enquanto o tio a puxava para um caloroso abraço.


–Eu e o Edward resolvemos vir atrás de vocês, falei sendo meio honesto.


–Sim? E onde ele está?


–Dançando com sua prima, respondeu Charlie.


–Estou morrendo de sede, Emmett. Que tal uma bebida?


–Ok, mas primeiro eu quero um beijo, falei. Ela sorriu, aproximou-se, enlaçou o meu pescoço com os braços e selou nossos lábios. Ouvi um copo sendo quebrado e imaginei que deveria ser Jéssica querendo chamar atenção. Graças a Deus Rose não notou. Depois de todas as merdas que eu havia feito, estava cansado e preparado para assumir de uma vez o meu casamento e ser pai. Queria que a minha mulher, meus pais e meu irmão se orgulhassem de mim.


–Hum-hum, pigarreou Charlie fazendo com que eu lembrasse onde nós estávamos e interrompesse o beijo. Em seguida pedi que ela fosse até o bar e pedisse duas cervejas que eu estaria lá em breve. Assim que minha esposa afastou-se...

–O que foi?


Perguntou Charlie intrigado.


–Edward recebeu um recado. Hoje. Estava endereçado a Bella.

–Maldito!

Cuspiu. Para bom entendedor, meia palavra basta.

–Tome, falei puxando do bloco e entregando o papel dobrado ao meio. -Peguei com ele para que fosse entregue aos policiais. Eles estão aqui?

–Sim. Lá trás. Pode deixar que vou levar para eles agora mesmo. Pode haver digitais ou alguma outra pista.

–Duvido, mas não custa tentar, falei. Charlie saiu e eu fui ao encalço da minha mulher, louco para convencê-la a irmos embora para casa.


CONTINUA.....



Notas finais
Olá Garotas!!!!!!!!!!!! estava morrendo de saudades de tudo isso aqui. E voltei com este cap. mega gostoso.
Ps. Tiih já me passou o próximo cap. falou que e para liberar quando chegar a 100 recomendações. uau já estamos com 96......
Beijos Garotas até mais.
Kiki