Orgulho E Sedução.
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Cap. 16
Narrador.
A tensão era quase palpável.
-Precisamos tomar providências urgentes. Tem um maluco à solta na nossa fazenda!
Esme gemeu temerosa e angustiada.
-Vou chamar os rapazes e caçar esse filho da puta, esbravejou Charlie indignado.
-Não, Charlie.
-Como não, Edward?! Enlouqueceu?! Minha filha está correndo perigo!
-Sei disso e também quero mais que tudo pegar esse infeliz, mas não podemos alertar os peões.
Os olhos de Charlie expressaram a confusão que ele sentia.
-O que está dizendo?!
-Edward tem razão, Charlie. Por mais que isso me incomode, um dos rapazes pode estar por trás disso, falou o Senador Cullen. Charlie desabou sobre um dos sofás e por um segundo pareceu ainda mais velho do que era. A preocupação vincando e aprofundando as rugas em seu rosto.
-Não pode ser...
-Infelizmente, pode, emendou Emmett.
-Um psicopata aqui na fazenda?! Meu DEUS! O mundo está perdido!
Esme estava desnorteada. Eles nunca tinham enfrentado uma situação como aquela em Breaking Dawn.
-Todos os rapazes foram checados e nenhum deles tem ficha criminal, mas nós estamos dentro do perímetro da fazenda e temos um intruso aqui. Não há nenhum empregado novo ou recém contratado.
-Um deles está envolvido, disse Bella.
-Com certeza, afirmou Rose tensa pela situação de sua prima.
-Se alguém entrou na fazenda atrás de Isabella, um dos nossos rapazes foi conivente com ele e facilitou a entrada. Se dermos o alerta jamais descobriremos quem foi.
-O único que tem olhos azuis é o Newton, disse Charlie.
-Fiquem de olho nele, Emmett pediu.
-Não acho que o Mike seja capaz de algo assim. Ele trata os cavalos como se fossem seus filhos.
-Não podemos descartar nenhuma possibilidade, disse Edward.
-O que vamos fazer então?
-Chamar a polícia.
-O que?!
-Papai, não!
-Mas assim todo mundo vai saber, Carlisle!
-Calma, Esme. Confie no seu marido querida. E vocês também meninos. Tenho um plano e vou colocá-lo em prática. Essa conversa não pode sair daqui e por enquanto, Bella não ficará sozinha nem por um instante, disse fitando-a com a experiência que os anos lhe deram.
-Não preciso de babás!
Protestou com veemência atraindo todos os olhares sobre si.
-Saí de casa há cinco e sempre cuidei muito bem de mim mesma. Humpf!
-Bella...
Edward chamou-a docemente.
-O que é?
-Cale a boca, linda. É para o seu bem, rebateu Edward. Ela olhou-o de cara feia e cruzou os braços sob o peito, amuada.
-Todos concordam?
-Sim.
-Ótimo. Vou ligar para um amigo meu, J. Jenks, ex-fuzileiro naval e chefe de polícia atualmente, explicar a situação e pedir que mande dois policiais disfarçados para trabalhar aqui na fazenda. Como peões. Assim nós pegaremos esse desgraçado o quanto antes.
Carlisle Cullen.
Eu estava possesso embora não demonstrasse. Eu era o patriarca daquela família e precisava manter a calma. Um maníaco havia invadido meu lar, minhas terras, meu santuário, perturbando a paz , ameaçando a minha família. Mas ele havia mexido com o homem errado. Com a família errada. E este homem fosse quem fosse iria pagar muito caro. De preferência com a própria vida. Pensei mais um pouco e tomei uma sábia decisão: se existia um homem certo para resolver o problema que tínhamos nas mãos, esse homem era J. Jenks. Ele já tinha feito de tudo na vida, desde trabalhar disfarçado em missões secretas para o governo americano no exterior, arriscando a própria vida e eliminando a escória da raça humana, como também andou infiltrado durante um bom tempo no submundo da ilegalidade, lidando com falsificadores, traficantes e exploradores sexuais. Hoje, aposentado definitivamente das missões de campo ele fora designado, a meu pedido pessoal à Casa Branca, para assumir o cargo de Delegado de Polícia numa pequena e chuvosa cidade no condado de Washington, a pacata Forks. Decidido, pedi licença a todos e me afastei indo até meu escritório e discando o número pessoal dele. Graças a Deus o sinal do celular estava pegando bem aquele dia. Esperei que tocasse umas cinco vezes antes de ouvis o som da voz grave e familiar.
-J. Jenks?
-Carlisle meu velho, amigo. Como vai?
-Poderia estar melhor, velho amigo, respondi.
-Algo errado?
Pelo seu tom de voz eu até podia imaginá-lo sentado em sua cadeira da delegacia, assumindo uma postura totalmente alerta esperando o que eu tinha a lhe dizer.
-Sim.
-Problema grave.
-Preciso de sua ajuda antes que se torne.
-Estou ouvindo.
Respirei fundo, relatando de forma sucinta, mas esclarecedora, o que estava acontecendo nas minhas terras e o que eu tinha em mente.
-Você tem razão. Alguém está envolvido até o pescoço nessa história. Sinto o cheiro de carne podre daqui.
Era a maneira peculiar dele falar. Disfarcei um sorriso.
-E nós precisamos descobrir quem é.
-E depressa. Vou mandar dois dos meus melhores homens o mais rápido possível. A estória será a que você sugeriu: Dois novos ajudantes serão contratados para a fazenda. Eles vão se infiltrar, misturando-se ao seu pessoal. Com sorte pegaremos logo esse pilantra. O mais importante é não deixar a moça sozinha em nenhuma hipótese. Predadores sexuais estão sempre à espreita. São espertos e podem assumir atitudes inesperadas e drásticas. Muito cuidado, Carlisle.
-Estaremos empenhados nisso. Bella é como se fosse minha filha e vamos ficar de olho nela, protegendo-a. Obrigado J. Jenks.
-Tenho muito mais a agradecer a você Carlisle. E por falar nisso quando chegar época de transferência dos títulos eleitorais, avise-me. Vou transferir meu domicílio eleitoral para Montana só para ajudar a reeleger você.
-Há, Há, Há, Há... Você é mesmo uma figura, J. Jenks, mas não sei se vou me candidatar novamente... Esme prefere que eu deixe a política para me dedicar mais a ela e aos netos que vão chegar.
-Bom, meu amigo, siga o seu coração. Se a patroa está pedindo talvez seja melhor atendê-la.
-Estou realmente pensando nisso...
-Lhe dou um retorno em breve. Até logo.
-Até mais meu amigo.
Desliguei o telefone e girei a cadeira dando de cara com a minha esposa, a paixão de minha vida, na porta do escritório, fitando-me com uma curiosidade piscando em seus grandes olhos castanhos claros.
-Quem é J. Jenks?
Perguntou sorrindo docemente. Sorri paciente. A curiosidade faz parte da natureza dos seres humanos, principalmente das mulheres.
-Um velho amigo.
Respondi reclinando a cadeira para trás, observando-a de cima abaixo. Ela sorriu outra vez, entrou, fechou a porta com cuidado caminhando até onde eu estava, sentando no meu colo, dando-me idéias libidinosas e perturbadoras.
-Não pode dizer mais nada sobre seu amigo misterioso?
Perguntou movendo-se deliberadamente e roçando a bunda no meu animado amiguinho.
-Golpe baixo, senhora Cullen. Ela lançou a cabeça pata trás soltando uma gargalhada gostosa.
-Toda mulher tem que ter os seus truques e a sedução é uma arte meu amor, mas você ainda não respondeu a minha pergunta.
-Acredite, é melhor que você não saiba, respondi puxando sua cabeça para baixo, de encontro a mim , selando nossos lábios num beijo ardente.
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Edward Cullen.
-Bom já que tudo está devidamente esquematizado, vou precisar ir até Helena, buscar uma carga. E você vem comigo, falei apontando para Bella.
-É uma ordem ou um pedido?
Rebateu cruzando os braços sob o peito, enquanto Charlie revirava os olhos com franca impaciência.
-Teimosa igual à mãe!
-Pai!
-Bells, não comece. Vá até Helena com o seu namorado e deixe o seu velho mais sossegado ok?!
Os olhos dela arregalaram-se surpresos e foram do pai até mim. Retornando para ele em seguida.
-Namorado?
-Sim, pedi a permissão dele para namorar você hoje cedo.
-Concordei. Estou feliz por estar desta vez com um homem que vai saber lhe dar o merecido valor.
Bella corou certamente lembrando o que o ex-noivo fizera.
-Vou dar uma volta pelo campo e observar os peões. Quem sabe descubro alguma coisa...
-Valeu mano.
-Rose? Quer vir conosco?
A loira sorriu tristemente para sua prima, balançando a cabeça, negando o convite.
-Obrigada, Bella. Não serei uma boa companhia hoje. Vou ficar por aqui e ver se a Emily precisa de ajuda na cozinha.
-Tudo bem, então.
-Vamos?
-Sim.
O vôo até o aeroporto de Helena foi tranqüilo. Não durou mais que cinqüenta minutos. Pousei o avião no lugar de costume, desliguei os motor e os comandos, desci e esperei por Bella. Saímos juntos em direção ao saguão principal.
-O que vamos fazer agora?
-Pegar a nossa carga, que se resume a ração enriquecida com vitaminas específicas e alguns suprimentos especiais encomendados pela minha mãe.
-Certo e depois?
-Pensei em alugarmos um carro para darmos um passeio e almoçar antes de voltarmos. O que me diz?
-Acho ótimo.
Depois que a carga estava em minhas mãos, conferi uma a uma. Ração, vacinas, curativos especiais para cavalos e para o gado, suprimentos especiais como vinhos de safras antigas, temperos exóticos, salmão e peru defumados, entre outras coisas. Os formulários de entrega foram minuciosamente conferidos, mas ao ver uma caixa retangular embrulhada com papel prateado brilhante, meus olhos estreitaram-se. Ou eu estava tendo alucinações visuais ou minha mãe havia encomendado “alguma” coisa em um “Sex Shop” famoso. Olhei para a caixa relativamente grande à minha frente, com a mente fervendo, sem conseguir visualizar o que continha. O rapaz no balcão de carga do aeroporto me olhava com insistência e certa impaciência, pois minha demora em assinar “todos” os papéis e devolvê-los a ele, estava atrasando outras entregas.
-Tem certeza de que isso é para a fazenda Breaking Dawn?
Insisti vendo que o pedido havia sido feito pela senhora Esme Cullen. As letras pareciam ter saído do papel e dançavam gigantescas na minha frente.
-Sim, senhor, respondeu transferindo seu peso de uma perna para outra, olhando de relance para o relógio.
Suspirei pesadamente, assinando a porcaria do papel, morrendo de curiosidade.
-Algum problema, Edward?
Bella perguntou curiosa com a minha demora.
-Nenhum, respondi aborrecido, colocando tudo num carrinho de bagagem, pegando a mão dela e me encaminhando para o hangar. Assim que nos afastamos das outras pessoas e eu pude ter certeza de que não seria ouvido por mais ninguém, comentei entre dentes:
-Esta caixa.
-O que tem a caixa?
Quis saber olhando para o volume lacrado. Suspirei longamente.
-Essa encomenda aí foi enviada por um Sex Shop. E sabe por quem foi feita?! Por D. Esme, falei.
-Sério?!
Um sorriso brincava nos olhos castanhos escuros.
-Acha engraçado?
-Seus pais podem estar querendo inovar, sair da rotina ou apimentar a relação sexual deles com algum brinquedinho, respondeu divertida. Revirei meus olhos ao escutar aquilo. Um nó formou-se em minha garganta. Mães eram sagradas, não eram objetos de desejo sexual, mesmo que fosse do meu próprio pai! E minha namorada achava tudo engraçado!
-Arg!
-Edward! Qual é o problema?!
-Por favor, Bella, eu não quero falar sobre isso agora, pedi fazendo-a pender a cabeça para trás e gargalhar.
-Machista!
-Estamos falando da minha mãe!
Ela arqueou as sobrancelhas.
-E eu devo lhe lembrar que antes de ser sua mãe ela é uma mulher linda e que já era esposa do seu pai?!
Fiz um muxoxo com a boca. Sabia que eu estava sendo patético e que ela estava certa, mas algumas coisas não são tão fáceis assim de aceitar.
-Edward, relaxe...
Disse com suavidade passando a mão de leve nos meus ombros. A corrente sexual poderosa que existia entre nós foi ativada imediatamente.
-Não consigo pensar na minha mãe vestida com um espartilho sensual, toda sexy, desfilando para o meu pai com um vibrador, um chicote, algemas ou sei lá o que nas mãos.
Eu disse gemendo interiormente com aquele horripilante pensamento.
-Antes de ser sua mãe ela é uma mulher com necessidades como qualquer outra, me advertiu.
-Não estou esquecendo, Bella, é que Ela é minha mãe, meu porto seguro, minha fortaleza, minha maior referência de ser humano, minha conselheira... Não é fácil imaginá-la de outra forma.
Ela sorriu e me deu um beijo leve.
-Deixe de ser bobo, Edward. Esqueça que viu isso. É um assunto particular dos seus pais, não nos diz respeito. Agora que tal guardar isso e irmos direto para o almoço que você me prometeu?!
-Tudo bem, acho que você está certa, gatinha. Dê-me quinze minutos para organizar essas coisas no avião e depois podemos sair.
-Ok.
-Assim está bom para você?
-Está ótimo.
Sorri internamente observando-a. Bella era uma caixa de surpresas e agora eu reconhecia que os meus sentimentos por ela já existiam há um longo tempo. Meus pais e Charlie estavam certos: Eu sempre a amei. Ela afastou incoscientemente uma mecha dos longos cabelos para trás da orelha e silenciosamente fiz uma promessa a mim mesmo. Assim que encontrasse uma oportunidade especial iria declarar o meu amor por ela torcendo para que os meus sentimentos fossem correspondidos.
Isabella Swan
Fitei-o com um nisto de paixão e admiração. A camisa azul clara de malha moldava-se aos músculos dos seus braços, destacando-os com perfeição. O decote em “V” deixava à mostra o caminho de pêlos escuros que descia como um tapete pela pele rija. Nariz reto, boca definida, lábios cheios e rosados, que pediam por beijos. O queijo quadrado com uma leve sombra da barba por fazer... Olhos verdes intensos, definidos por grossas sobrancelhas escuras. Seu cabelo cor de cobre bagunçado insanamente lindo, era o toque final. Um rosto perfeito de um anjo sedutor que arracanva suspiros por onde passava e que mais parecia ter sido esculpido com maestria e precisão pelas mãos de um artista famoso.
http://estrelando.com.br/teen/nota/amanhecer__robert_esta_ansioso_por_uma_cena-83869.html
Suspirei baixinho desviando os olhos. Edward parou o carro no estacionamento lateral de um movimentado restaurante situado no centro da cidade e e. Notei que havia diversos carros, uns quarenta pelo menos.
-Ao que parece muita gente escolheu o mesmo restaurante para almoçar no dia de hoje, comentei quando já entrávamos no estabelecimento. Uma mulher beirando os quarenta anos atrás da caixa registradora lançou um olhar bastante interessado sobre Edward, avaliando-o de cima a baixo. Cruzei os braços sobre o peito e fiquei observando. Não estávamos de mãos dadas, mas uma das mãos dele estava apoiada em minhas costas, o que significava que eu era sua convidada. Ela rapidamente saiu do balcão, ajeitando os cabelos e aproximou-se sorridente demais para o meu gosto. Ela o recebeu um pouco mais calorosamente que o necessário e isso me incomodou bastante. A mulher era alva de cabelos escuros e artificiais, bem mais alta que eu.
-Mesa para dois?
Perguntou com voz sedutora, um amplo sorriso e piscando os olhos demasiadamente. Seus olhos faiscaram para mim e depois voltaram-se satisfeitos para Edward.
-Sim, ele respondeu colocando agora o braço sobre o meu ombro, envolvendo-me. Os olhos da mulher arregalaram-se surpresos, mas rapidamente ela assumi u uma postura profissional, nos conduzindo até uma mesa grande o suficiente para seis pessoas no meio do restaurante. Como eu havia previsto anteriormente, muitas mulheres giraram suas cabeças olhando para Edward com franco interesse. O fato desencadeou uma crise dentro de mim. Eu estava orgulhosa por um lado, pois ele estava comigo e deixava isso bem claro a todas, mas também gerou um ciúme desmedido que a muito custo consegui disfarçar. Apesar da minha vontade de segurar sua mão com força e sair correndo dali. Eu estava preparando-me para sentar quando a voz dele rouca e sexy soou.
-Quem sabe um lugar mais reservado?
Pega de surpresa novamente, os olhos dela agora quase saltaram das órbitas.
-Claro, balbuciou atordoada. Ele agora segurou minha mão com a sua, depositando um cálido beijo na palma, fazendo minha pele arrepiar por inteiro. Eu não poderia me queixar, Edward estava sendo carinho ao mesmo tempo em que deixava bastante claro para a moça que nós estávamos juntos.
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