Oreland: O Coração do Mundo

6 Capítulo 6: O Falcão Mensageiro


Ao chegarem mais perto da ilha, Mikel percebeu que havia um porto e nove barcos, com diferentes estandartes e bandeiras, atracados nele. Saindo do navio, Pacjorn pegou as ferramentas que lhe foram concedidas, o ex-capitão fez o mesmo. Já em terra, entraram em uma casa pequena, na qual estavam os príncipes banidos e um carcereiro. Quando se sentaram, o carcereiro olhou para os presentes, murmurou uma maldição e disse:

– Muito bem, acho que estão todos aqui. Eu irei lhes dizer as regras deste lugar idiota. — Pegou uma folha de papel e começou a ler-la — Não é tolerado tentativa de fuga, mesmo porque vocês não irão tão longe sem uma embarcação decente. Podem usufruir de todos os recursos. Não podem mandar falcões mensageiros a nenhum lugar do planeta. Só isso? É, isso é tudo pessoal. Podem descansar aqui até amanhã e depois, fora!

O carcereiro foi embora e os outros ficaram lá, conversando. Pacjorn observava todos atentamente e perguntou a Algustin quem eram:

– Ah, aquele ali é Jaak Vu, — Apontou para um jovem moreno que usava um capuz na cabeça — príncipe do Deserto Opê, tentou roubar toda a água do povo. Já aquele é Felipe II, — Mostrou um rapaz loiro de olhos azuis — príncipe das Ilhas Faron, matou o tio por causa de uma mulher.

Foi apresentando todos os outros: Edward, herdeiro do Reino Montanhoso que havia matado a mãe, era forte, ruivo e parecia ser o mais velho de todos. Kazilia, princesa da Lua que matou os três irmãos, era a única mulher do grupo, de pele clara, cabelos vermelhos e bonita. Os outros, Augustin não sabia os crimes que haviam cometido, mas conhecia os nomes. Bronfir, sucessor do trono do Clã do Lobo, era forte, de cabelos pretos e olhos azuis. Cafré, que teria sido o rei do Leste, era magro, tinha cabelos marrons e olhos castanhos, estava sempre sorrindo. Krezio, príncipe do Oeste, seus cabelos tinham um tom esverdeado e os olhos eram verdes. John, príncipe do chamado Reino Central, era o mais novo e tinha cabelos e olhos âmbar. Rezil, príncipe do Reino Subterrâneo, era o mais estranho, magro, olhos brancos, cabelo grisalho e conseguia ter uma pele mais pálida do que a da princesa Kazilia .

"Então vocês são meus 'colegas'? Que seja, irão concordar comigo. E se tudo der certo, o Algustin vai me ajudar." Pensava Pacjorn.

Naquela noite ele dormiu como nunca antes e iria acordar mais cedo, e assim colocar seu plano em ação:

– A hora chegou Algustin. — Murmurava em sua cama — A hora chegou.