Orehalion
28 Conquista
Notas iniciais
—Não pode ser!!! — Caldus tremia, erguido no ar enquanto a espada se desintegrava entre seus braços. — A espada... NÃO!!
O sacerdote apareceu por entre o arco que delimitava aquela área do resto do castelo.
—Venha, Lisanne! Não temos muito tempo! — o sacerdote gritou.
Todos ali exclamaram em atenção aos dois.
—Ei! Olhem!
Lisanne, neste momento, usou uma de suas esferas de fumaça.
—Cof! Cofcof! — Todos começaram a tossir, menos Louis, que conseguia ver através de seu capacete.
—Parados aí! — o garoto disse, fazendo novamente brilhar a adaga de Orehalion. Os feixes dourados brilharam em meio à fumaça, iluminando sua visão e revelando a ação, estática, de Lisanne que dava a mão para o sacerdote, que subia pelas raízes erguidas por Sinneus até os pés de Caldus. Havia uma esfera em sua mão que emitiu um ruído metálico.
—Adeus guerreiros. Vocês podem ter vencido a batalha, mas não venceram a guerra! —
Caldus, Lisanne e o Sacerdote se teleportaram.
—Esperem! Ué! Como assim!? — Abelle pulou da nave para cima da muralha, próxima à uma torre que ali se encontrava e, em seguida, desceu por uma escada.
O olhar de Luganno era daquele que não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Eles simplesmente sumiram! E aquela frase dita pelo sacerdote. Será que estavam tramando alguma coisa? Para onde haviam ido?
"Eu... venci? Isso... isso tudo acabou..."
O pégaso camelo voava no céu acima dos campos, cantando acima dos corpos dos guerreiros jogados ao mar aberto, enquanto o navio se aproximava cada vez mais das muralhas no comando de Robel. O rapaz sorriu e olhava deslumbrado para aquele céu laranja-azulado coberto de astros. Ele sabia que aquele dia era muito importante. A partir daquela batalha, nada seria o mesmo. O canto do animal anunciava a vitória dos guerreiros de Orehalion sobre as terras de Exerion.
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Presley, Sinneus e Louis andavam pelos corredores do castelo, foram até o salão de entrada, vasculharam todos os aposentos em busca dos três, mas não conseguiram achá-los.
Um assobio entrou pelas janelas no mesmo momento que os rapazes chegaram até a sala do trono, que também era aberta, na parte de cima, em metade da abóbada, que era sustentada por duas colunas.
O pégaso camelo entrou, carregando Luganno Quilgich, e se assentou ao centro da sala, curvando-se sob sua crina, enquanto o rei saltava da sela que cobriam suas corcovas.
Olhou para o trono e ajoelhou-se, mesmo sabendo que não havia ninguém ali.
Os três homens que observavam aquela cena, viraram-se ao mesmo tempo, como se estivessem pensando na mesma coisa.
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