Orehalion
22 A Nave Espacial Secular
Notas iniciais
Um extenso horizonte se revelava diante do grupo; Um enorme satélite azul brilhava na frente deles, enquanto outro satélite menor de cor vermelha brilhava à esquerda. O céu alaranjado se refletia sobre um mar esverdeado, em um balneário que banhava as areias de uma praia de Yurek.
—Mas o que... o que é aquilo? — Presley descia da moto antes de Louis, que havia estacionado, seu capacete se desmaterializando e a luz dourada indo parar em seu relógio.
—Esta é uma nave secular. — A.Z. Tech disse.
—Secular? O que quer dizer com isso? — Robel perguntou, apos ter descido do Pégaso Camelo. Louis e Presley também pareciam curiosos.
—Quero dizer que esta é a nave da qual o primeiro grupo de exploradores desceu para colonizar Io, o satélite de Júpiter.
—O primeiro grupo de exploradores... não quer dizer que... — Presley pareceu conectar alguma peça de quebra-cabeça mental.
A.Z. Tech começou a observar melhor o rapaz... olhou seus cabelos loiros, sua feição lhe lembrara a de alguém...
"Mas, será que..."
—Não dá tempo de contar histórias, Asteca! Olhe para lá! — Luganno apontou para cima da nave, e todos os outros acompanharam com o olhar. Sinneus e Abelle ainda estavam sentados acima de suas motos.
Caldus e Lisanne estavam bem distantes do grupo, porém flutuavam acima da nave. A orbe de luz que girava sempre sobre a mão do irmão de Luganno brilhou com intensidade, e seu brilho preencheu todo o corpo da nave espacial, como se estivesse detectando algum problema. A nave emitiu um ruído estridente, que fez com que todos tampassem os ouvidos. Em seguida, uma luz brilhou, e o que parecia ser uma escotilha se abriu acima da espaçonave. Em seguida, os dois entraram.
—Em realmente não acredito! — Presley bradou, incrédulo — Aquela nave estava parada há séculos e, ainda assim, este rapaz chegou com um objeto brilhante e vai fazer esta nave funcionar!?
—Eu estive estudando por anos e anos sobre o mecanismo desta nave e não pude consertá-la...
Todos estavam sem palavras.
A nave emitiu outro ruído, desta vez um som claro e evidente: o de um motor espacial sendo acionado.
A nave começou a levantar no ar com suas duas hélices internas das asas funcionando, em seguida usou de sua propulsão para traçar uma linha curva no ar e em questão de poucos segundos já estava seguindo seu destino.
O astrólogo observava, com paciência, o trajeto feito pela nave.
—Hum.... interessante! Pelo caminho que eles estão tomando... estão se dirigindo até Exerion!
—Exerion, você disse? — Luganno estava surpreso — Conte-me mais sobre isso.
—Luganno... Você, o rei das chamas de Orehalion, não sabe sobre o reino de Exerion?
O rapaz ainda parecia confuso... Havia lutado, sim, contra as poderosas chamas de Exerion anteriormente, seja contra Dot Sanders, que pretendia dominar todo o satélite de Io com suas chamas negras, quanto mais recentemente contra Pointers que, em posse do Bracelete da Tríade, queria se vingar da derrota seu aliado e falso mestre, roubando a Joia de A.Z. Tech e se transformando em uma quimera.
—Devemos ir até lá — Disse Sinneus, que já estava de pé, junto de Abelle, ao lado dos outros. — Corrija-me se eu estiver equivocado, A.Z; Devemos ir até Exe Port, cidade à oeste de Arzia, e pegarmos um navio até o continente de Exerion.
—Tem razão, Sinneus. Esta é a forma mais eficiente de chegarmos até a cidade. Mas eu não irei, vocês vão.
—Você pode ir voando no Condor, se quiser!
—Mas, ficarei aqui. Devo esperar notícias deste guerreiro misterioso que veio nos visitar.
—Ah... Está falando do Sora? — Robel sorriu.
—Ele pode querer aparecer novamente. Se ele vier, como saberá aonde estamos?
—Fechado! — Luganno disse, com voz firme. — Robel, Louis e Presley, Sinneus e Abelle, iremos até Exerion!
Os motores das duas motos se ligaram. Uma roncou com um barulho alto e grave, acompanhado pelo som leve e futurístico da moto de Louis.
—Vamos lá! — O capacete do ranger se materializou novamente, cobrindo seu rosto. Seus lisos cabelos loiros soltos cobriam suas costas.
Os seis seguiram a estrada a sul de Yurek, em direção à Arzia e, em seguida, Exe Port, onde pegariam um navio até o continente de Exerion.
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