Ordem dos Cavaleiros - Parte 2

4 Arco Arcádias - Kyoukai e o batalhão de Nagato Kisuke


Notas iniciais
O ataque teve inicio, no entanto, os republicanos estão em minoria. Devido a isso, o supremo general dividiu seu exercito, deixando a posição mais complicada para Nagato e seus soldados, fazendo com que Kyoukai junte-se ao batalhão do ex aprendiz de Caspian para a tomada da capital, lev

Os soldados da República, liderados por Fisk, iniciaram o ataque à capital e começaram o embate contra as forças de Arcádias, que decidiram mandar os nobres para à catedral, para serem protegidos pelos Jaegers, no entanto, estavam questionando a autoridade de Kairos durante todo o tempo.

— Aquele miserável! Ele pretende nos manter aqui? – questionou uma nobre.

— Desgraçado! Provavelmente pretende nos matar e tomar todo o controle do planeta – reclamava outro nobre.

— Onde está Tomille? Ainda em posição fetal? Deveríamos transformar a família dele em escravos! Tingrid? Você não é o novo líder? Continua beijando as botas daquele inútil, que não CONSEGUIU IMPEDIR A INVASÃO – reclamou uma nobre, que demonstrava o ódio que sentiam pelas decisões tomadas por Kairos.

— Aqui estou! Senhorita Malem, você não o entende, nenhum de vocês entende. O mestre Kairos nos colocou aqui para nos proteger, ele está pensando no nosso bem! – retrucou o líder dos nobres.

— Mestre Kairos? Nós NUNCA deveríamos tê-lo deixado tomar as rédeas! Um nobre jamais deveria ser obrigado a chamar alguém de mestre, Tomille era apenas um representante, que decidiu abandonar nossos princípios para servir aquele IMPRESTÁVEL, que nem mesmo é um nobre – reclamou um nobre, incitando outros membros de Sharaf Leh a começarem suas queixas sobre a liderança de Kairos.

— Acalmem-se! Esse foi o primeiro erro cometido pelo Lorde Kairos, ele está retornando para a capital, tenho certeza! Não esqueçam, o trono chamou por ele — disse Tingrid, tentando acalmar os nobres.

— O trono... Ele possivelmente é o escolhido, a profecia pregava que seria um usuário de sombras poderoso, e, convenhamos, Kairos é poderoso e possui o poder de controlar sombras, mas como podemos ter certeza que é ele? – perguntou a nobre que iniciou a discussão.

— A maioria dos usuários de sombras eram cavaleiros das trevas, que foram dizimados pelo Império de Ember e pela República de Caspian, tem que ser ele! Não existem outros – concluiu Tingrid, fazendo com que os nobres recuassem suas acusações.

— Está bem! Vamos continuar confiando nas palavras dele, por enquanto – disse um nobre.

A discussão acabou, a maioria dos nobres conseguiu acalmar seus ânimos, eles tomaram a decisão de continuar confiando nas palavras de Kairos, no entanto, Malem continuava a acreditar que Kairos jamais deveria pisar ou mandar em um membro de Sharaf Leh, e esse ódio desencadearia um imenso risco para a vida dos nobres posteriormente durante a batalha.

Enquanto isso, Levi Fooster retornava para a prisão na catedral, passando por todos os guardas através de ilusões, e adentrando dentro a cela do Tenente Dragone.

— Cinco horas? Esse plano realmente é arriscado, o inverno está prestes a acabar, tentar tomar a capital em uma única estação porque não conhecem o terreno, faz sentido, mas também é meio maluco – disse Levi Foster.

— Você segue um lunático vestido de palhaço, que faz tudo, menos jogar paciência com as cartas... Enfim, já plantou o quebra barricadas no abridor de escudos? – questionou Tiago.

— Ele não se veste de palhaço o tempo todo... Enfim, ainda não consegui, os Jaegers continuam me vigiando – respondeu Levi.

— Entendo... Pelo menos você conseguiu passar aquela mensagem codificada para o Riruzen dentro daquela tumba – disse Tiago.

— Ainda não ouvi um obrigado – reclamou Levi Fooster.

— Depois pensamos nisso... Só uma pergunta, por curiosidade, até aonde Eliza te ajudou? – perguntou o cavaleiro.

— Ela me convenceu a ajudá-los, planejou uma forma de te capturar, mas, claro, eu tive que adaptá-la as circunstâncias, e deixou o resto em nossas mãos – respondeu o assassino.

— Entendo... Bom, não vamos deixar que o esforço dela seja em vão, trouxe o que pedi? – perguntou Tiago.

— Sim, aqui está! Seu ProtMacAvaz, que eu arranquei durante sua luta contra o Stark... consegui fazer os reparos, mas não está tão resistente como antes – brincou Levi Fooster.

— Deixe atrás de mim, quando o ataque chegar à catedral, vamos atacar esse lugar e destruir tudo. – Tiago decidiu como prosseguir após sua soltura.

— Bom, parece pensamos a mesma coisa – disse Levi Fooster.

— Não consigo pensar dessa forma. Afinal, você só está usando a República para alcançar suas ambições – retrucou o aprendiz de Gui-gon.

— Você não está fazendo o mesmo? Enfim, estou de saída, vou colocar esse DB-55 no escudo na hora do ataque, assim seus amigos terão algum tempinho para destruir o replicador do escudo – disse Levi, colocando a chave da camisa de borracha e o ProtMacAvaz nas costas do cavaleiro. Após isso, o assassino despediu-se desaparecendo imerso em uma ventania.

— Esse cara... Parece que posso acreditar no que ele diz, no entanto, confiar em um cara como ele é totalmente fora de questão... Mudando de assunto, a Eliza decidiu dividir informações sobre o Riruzen com ele... Onde será que ela conseguiu? Depois eu penso nisso – disse Tiago, que calou-se ao perceber a chegada dos guardas.

Enquanto o tenente Dragone continuava dentro da prisão, o exercito da República tentava entrar na capital, no entanto, encontraram um imenso exercito formado por 30.000 soldados e liderados por dois membros dos Jaegers. O embate começou com diversas lutas entre soldados e armas de longa distância, de ambos os lados, o exercito republicano possuía 28.000 soldados, mesmo em minoria, os soldados possuíam um treinamento superior, compensando a diferença, e a liderança técnica de Fisk foi de extrema importância nas duas primeiras horas.

— Mestre Yoda, precisamos que os rebeldes entreguem plantas da capital, precisamos passar por três muros, um deles sendo uma das principais defesas da catedral – relatou o general, pelo comunicador.

— Eles não estão aqui, decidiram seguir com um plano independente, destruindo o segundo muro e dando-nos uma chance de gastar menos tempo – disse Yoda.

— Um plano independente? Eles são ousados demais... Mas concordo que é uma boa aposta – disse Fisk, com um tom mais otimista.

— Você sendo otimista? Acho que não esperava por isso – brincou o chanceler.

— Não ficarei preso ao passado! Mudando de assunto, o que fez com seu aprendiz e o caçador de recompensas? – perguntou Fisk.

— Como sabe, o primeiro muro está protegido por 30.000 soldados, eles estão divididos em 10.000 no centro, direita e na esquerda. Nós estamos com 10.000 no centro e na direita, no entanto, nossa esquerda está com 8.000 soldados em um terreno cercado por montanhas – explicou Yoda, demonstrando a capacidade de seu CEE, utilizado por ele para perceber a quantidade de soldados.

— Correto, por conta dessas desvantagens, deixamos Nagato Kisuke e seu batalhão naquele lado – disse Fisk, relembrando-se do combinado entre os generais antes da batalha.

— Exato, tendo noção desse panorama, ordenei Gabriel a liderar o lado direito, sendo o principal comandante daquele lado – disse Yoda, demonstrando sua fé em seu aprendiz.

— Você tem muita fé naquele garoto, acredito que deveria ter deixado ele no lado esquerdo, fortalecendo o grupo do Nagato, mas deduzo que mandou aquele caçador de recompensas para lá – deduziu Fisk, baseado nas palavras do general supremo.

— Não! Eu ordenei que ele seguisse com os rebeldes, pela entrada secreta, e desse seu apoio na destruição dos segundo muro – explicou Yoda.

— Com os rebeldes? Deixou o lado esquerdo apenas com o batalhão do Nagato? Sei que não posso subestimá-lo por ser cego, mas não acha que está o superestimando? – questionou Fisk.

— Não se preocupe, recebi uma ajuda inesperada e a ordenei a seguir para o lado esquerdo, ajudando Nagato, aumentando as forças dos nossos soldados – respondeu Yoda, confiante em sua decisão.

— Inesperada? Uma pessoa inexperiente só deve conseguir atrasar o exercito – retrucou Fisk.

— Acredite, ela deve ser capaz de ajudar o lado esquerdo e aprender um pouco sobre a República nesse tempo, quero ver até onde chegará essa nova faísca dentro desse mapa... Talvez ela consiga auxiliar o Nagato, apesar de que ele não aceita ajuda de ninguém – disse Yoda, reconfirmando seu apoio à mulher que encontrou na sala de comando.

— Espero que esteja certo, porque esse plano provavelmente vai falhar e vamos precisar da força de todos para tomar à capital – disse Fisk.

— Parece que você voltou a ser pessimista, mas veremos o que vai ocorrer! Boa sorte! – disse Yoda, desligando a chamada.

— Esqueçam as plantas! Vamos derrubar esse muro e olhar por nós mesmos a cidade – ordenou Fisk, fazendo alguns de seus homens a usarem andadores e seguirem para a batalha.

O general Fisk continuava persistente no ataque ao muro, Gabriel experimentava a primeira vez liderando um exercito como um líder direto dos homens, e Nagato recebia uma visita inesperada no topo das montanhas do lado esquerdo, que estava coberta por um grande forte construído pelos soldados do cavaleiro de ouro.

— Temos uma visita! Uma pessoa está na porta do forte... Ela parece uma garotinha, deve ter a idade da antiga aprendiz do Fisk – disse Jin, dentro da sala de comando.

— Uma pessoa? Ela não possui a mesma energia de um cavaleiro Dellóscurita, provavelmente foi mandada para “ajudar” o meu batalhão, o mestre sabe que eu detesto quando ele faz isso, mas vou aceitar dessa vez, estamos com menos soldados e meu braço ainda não se recuperou – reclamou Nagato, enquanto estava com seu braço em uma mesa de cirurgia, tentando recuperar os ferimentos causados na sua luta com Kairos.

— Já havia permitido, gostei das roupas dela – disse Jin.

A garota estava entrando em um local militar pela primeira vez, enviada pelo mestre Yoda para reforçar o lado esquerdo, mesmo cercava por um nervosismo comum em situações como essa, ela entrou na sala de comando, passando por todos os soldados republicanos.

— O que eu tenho que fazer? – perguntou a garota, com duas espadas embainhadas e com roupas de sacerdotisa.

— Apresente-se às pessoas desse lugar, não tem educação? – questionou Nagato, tentando testar a paciência da sacerdotisa.

— Kyoukai Mayla Reeeves, sacerdotisa do clã May, rebelde e seu reforço no lado esquerdo – apresentou-se Kyoukai.

— May? Isso me traz lembranças, estou vendo que é capacitada... Excelente, você será uma peça interessante de usar, espero que trabalhemos bem juntos – disse Nagato.

— Não se preocupe, ele está feliz em conhecê-la! Quando a reunião terminar, vou traduzir tudo o que ele quis dizer – disse Jin, tentando aliviar o nervosismo de Kyoukai.

— Entendo... Obrigada – disse Kyoukai.

— Jin... Independente disso, espero que consiga aguentar a carga de trabalho, eu não costumo pegar leve com os novatos – disse Nagato.

— Manda ver! – disse Kyoukai, com muita determinação percebida em seus olhos.

Notas finais
Cap complicado, porque lutas em exercito são difíceis de pensar (minha opinião), porque normalmente elas contam com apoio visual e em um livro isso não é muito fácil (infelizmente, não sou o Tolkien) Mas espero que tenham gostado!