Ordem do Fogo livro 1 - Baldom o titã corrompido
2 Capítulo 2 - Edmund e seu avô Erick
Há 3 anos atrás, quando Edmund era muito pequeno, seu pai e sua mãe foram chamados para servir no exército de Ivygard em uma luta contra argonianos, infelizmente ambos morreram em combate. Porém, em Ivygard, as crianças são treinadas a partir dos seus 7 anos, e é uma honra morrer em combate, mas Edmund não ficava melhor por saber disso, afinal de contas, seus pais haviam deixado ele.
Após a morte de seus pais, Edmund foi levado para morar com seu avô Erick que também havia lutado em algumas guerras quando jovem. O velho homem aposentado das guerras, cuidou muito bem do menino, seu neto, e como Edmund ainda era pequeno, não podia treinar seu corpo, então fez o menino estudar sempre que podia estratégias de batalha.
Com seus 4 anos de idade, seu raciocínio em combate era muito mais avançado do que as crianças de 8 anos que já estavam sendo treinadas. Mas tinha algo a mais em Edmund, ele era mais forte que as outras crianças, muito mais forte, com apenas 4 anos de idade arrastou a mesa de madeira da sala de sua casa até o quintal com apenas um braço.
Agora, com 5 anos, Edmund aparenta ter a mesma força de um soldado do exército de Ivygard. Com toda essa força, Edmund auxilia seu avô na agricultura, Erick suspeita que o garoto não seja só um menino qualquer e torce para que vire um homem bom quando for mais velho.
Os vizinhos do menino ficam espantados com toda sua força e inteligência. Na vizinhança, Edmund tem um amigo chamado Tirion, este amigo é 6 meses mais velho, e consegue ser muito mais inteligente que Edmund, mas sua força nem se compara com a dele.
Os dois estudam no colégio de Ivygard, uma dupla inseparável, quando se metem em brigas, Edmund resolve, deixando para Tirion, só as lições de casa.
Em um outro dia, Edmund se levantou de sua cama e foi em direção de seu armário para se arrumar e escutou a voz de seu avô vindo da sala:
— Ed! Se arrume ligeiro, se não vai se atrasar! O almoço já está na mesa!
O menino se aprontou rápido, e foi até a sala para almoçar. Chegando na sala percebeu que sentado na mesa junto de seu avô estava Tirion, seu melhor amigo.
— Tirion, o que você está fazendo aqui? – Surpreso, indagou Edmund.
Com uma risada um pouco irônica, Tirion responde:
— Achei que você estava demorando demais e pensei em passar aqui para ver se você estava doente.
— Hum, você sabe que eu não fico doente desde quando eu nasci. – Disse Edmund cheio de si.
— Pois é, mas sempre tem uma primeira vez para tudo. – Meio rindo, disse Tirion.
— Chega de conversa, rapazes, vamos comer. Vocês têm aula. – Ordenou Erick.
Após o almoço, os dois meninos se levantaram e pegaram seus materiais. Edmund se despediu de seu avô, e saiu com seu amigo em direção do colégio, e mais uma vez Erick foi tomado pelos seus pensamentos de angústia:
— Eu tenho que contar para ele, mas se eu contar, como ele vai ter uma infância boa sabendo disso? Não importa, Ed será um guerreiro de qualquer jeito um dia, ele deve crescer forte e preparado para o futuro. Caramba, acho que estou ficando meio molenga com a idade.
E então Erick finalmente se decidiu, deu um suspiro de alívio e disse decidido:
— Quando ele voltar, eu conto.
A caminho do colégio, Edmund e Tirion estavam conversando sobre seus futuros:
— Ed, você sabe no que vai querer trabalhar quanto entrar no exército? – Disse Tirion.
— Na verdade, não. Já pensei em vários cargos, como: cavalaria, lanceiro ou infantaria; mas ainda não me decidi. – Falou Edmund sem dar muita importância.
— Entendo. Mas uma hora ou outra, você vai ter que escolher. – Um pouco preocupado disse Tirion.
— Eu sei, eu sei, mas os problemas do amanhã, que fiquem no amanhã.
Enquanto os dois iam para escola, o vento ficava mais frio, era o inverno chegando novamente. As árvores de Ivygard já tinham perdido suas flores, e as casas de madeira da cidade já estavam com as suas lareiras acesas. Era apenas uma hora da tarde, mas já estava frio o bastante para usarem seus casacos de couro e lã, e os animais do campo descansavam no celeiro.
Chegando perto da escola, alguns meninos vieram provocar novamente Edmund e Tirion, Edmund percebeu o perigo e logo se preparou para o combate, no entanto, Tirion demorou para perceber que os dois já estavam cercados por uma gangue de garotos.
— Ei! Vocês não vão ganhar dessa vez. — Disse o rapaz com o nariz empinado.
— E o que te faz pensar nisso, Eliot? – Edmund disse desconfiado.
— Há há há, a minha gangue e a do Thomas, fizemos uma aliança. — Eliot disse confiante.
— Cara, porque vocês insistem? Vocês sempre levam uma surra para o Edmund. — Disse Tirion tranquilo.
— Cala a boca! Nós vamos quebrar ele e você, seu magrelo! – Irritado disse Thomas.
— Podem vir! – Edmund chamou eles para luta.
Era um total de 6 garotos, Eliot e Thomas vieram de frente, se preparando para desferirem socos em Edmund. Edmund com seu braço esquerdo desviou o soco de Eliot e lhe acertou uma joelhada em seu estomago, largando-o no chão completamente sem ar. Logo em seguida, Thomas atacou de cima para baixo com um pedaço de madeira, mas Edmund o desarmou com um chute giratório com a perna direta, e junto com o giro desferiu um golpe com o braço esquerdo aberto no rosto de Thomas, que em seguida caiu no chão com a boca sangrando.
Um dos meninos veio por trás de Edmund para lhe acertar um soco, mas foi interceptado com um soco no maxilar de Tirion, que logo em seguida desferiu um gancho esquerdo, derrubando o garoto. Os outros 3 garotos que haviam sobrado recolheram os amigos do chão e fugiram.
— Esses caras... não tomam jeito. — Disse Tirion ofegante.
— É. Mas gostei de ver ein, que gancho de esquerda foi aquele? – Disse Edmund, surpreso com o amigo.
— É que eu andei treinando um pouco. – Com um leve sorriso de contentamento, disse Tirion.
— Certo. Vamos para a aula logo, porque já estamos quase atrasados.
Dentro da sala, prontos para a aula, o professor chega e diz que a aula será de mapeamento. Era a aula que Tirion mais gostava, pois lhe mostrava que havia mais lugares para se ir, uma das coisas que ele mais gostava era seu mundo. Já Edmund, a aula preferida era a de exercícios, ele gostava de sempre ficar mais forte, sempre treinando quando podia.
— Olá alunos, é muito bom ver todos vocês aqui hoje. Bom, hoje a aula será de mapeamento, espero que todos vocês tenham trazido seus livros.
— Professor Nicolaw, eu esqueci o meu livro. — Disse Edmund.
O professor respirou fundo e disse:
— Está bem Edmund, sente se com alguém que tenha, como o Tirion.
— Obrigado professor Nicolaw.
— Bom, peguem seus livros. Nós estamos localizados em Ivygard que é uma cidade do Reino de Valladhom. Agora, quem pode me dizer com quais outros Reinos nós fazemos fronteira?
Logo em seguida da pergunta Tirion levantou a mão.
— Pois bem, Tirion, me responda.
— Nós fazemos fronteira no Leste com o Reino de Pretória, ao sul, fazemos fronteira com o Reino de Dyodhom, e ao oeste Temos o Oceano, assim como no norte.
— Perfeito! Muito bem respondido, Tirion. O que eu planejei falar hoje é sobre a localização das cidades de Valladhom. Primeiramente, nossa capital do reino é o Palácio de Valladhom localizado no centro. Na região norte do Palácio, se encontram as cidades: Liphya, Valfrij e Nordharn que é o local dos Draco-Animagos. Na região leste temos: Las Tabernas, Lestia, Lunarum e Yordia.
— Professor, Las Tabernas é a cidade com maior movimentação de capital não é? – perguntou Edmund.
— Sim, muito bem lembrado Edmund. Continuando, ao oeste do Palácio de Valladhom temos: o Santuário dos Paladinos, o Vilarejo dos Halflings, Illiest e o Reino do Elfos. Ao sul se encontram: o Pântano dos Argonianos, Heradorn, que é o castelo dos magos, e a Floresta de Baldom.
— Professor Nicolaw, eu tenho mais uma pergunta, Este tal Baldom, não é o titã que criou todo o reino de Valladhom? – Perguntou novamente, Edmund.
— Mais uma vez você está correto, Edmund, parabéns! Estou muito contente. Bom, ao noroeste temos a nossa cidade, Ivigard, ao nordeste temos Fyorian, no sudeste temos o Forte dos Orcs e, por fim, no sudoeste temos a nossa cidade que faz comércio pelo mar com os outros reinos, esta cidade é Horix.
A aula decorreu bem, no início, quando o professor foi explicar o que cada uma das cidades produzia, os alunos começaram uma baderna que perdurou o resto inteiro da aula do professor Nicolaw.
Quando a aula acabou, Edmund e Tirion pegaram suas coisas e foram pra suas casas juntos. Tirion morava bem perto da casa de Edmund, então eles iam sempre pelo mesmo caminho. O início da noite era perigoso, pois era frio e corria o risco de alguém ser atacado por alguma criatura da noite, quando o sol vai embora, os vampiros e fantasmas podem sair e procurar por pessoas para se alimentar de sangue e energia vital. Contudo, os dois rapazes não temiam nada, pois sabiam que juntos poderiam derrotar qualquer coisa.
— Até amanhã Ed. – Se despediu Tirion.
— Até mais.
Chegando a sua casa, Edmund entrou e olhou para uma velha cadeira de balanço que tinha em sua casa e lá estava seu avô sentado, ele olhou e percebeu que no rosto de seu avô Erick havia algo que o estava incomodando, Ed largou suas coisas em cima da mesa e se aproximou devagar do seu avô. Chegando perto do velho, Edmund perguntou com um tom de preocupado com o que estava acontecendo:
— Vovô, está tudo bem com o senhor? O que está te deixando com essa cara? Por acaso o senhor está com medo de algo?
— Ed, você tem razão, eu estou com medo.
— Por quê? O que pode deixar o herói de guerra, Erick, com medo?
— Sente-se, tenho que te contar algo muito importante garoto, isso irá responder todas as suas perguntas quando acabar.
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