Ordem E Regresso.

3 Capitulo 3 - O anjo caído


Notas iniciais
Dizem que todo demônio um dia foi um anjo.

O ANJO CAÍDO

Creio caro leitor, que no amago de seu coração já se forma uma abstrata ideia do que o ‘’ditador das massas’’ fará. Não demorou muito ate que Alexandre tomou ciência de uma vital questão, Juiz não iria ceder, ele sabia da influencia, demasiada, grande que o juiz desfrutara no meio judiciário. Se não podia contar com ela, então ela não servia para nada, era inútil. E se há algo que Alexandre odeia meus caros, são coisas inúteis.

Dizem que todo demônio um dia foi um anjo, me conforta mais pensar que este demônio que nos governa nos dia de hoje, nunca foi nada, além disso, um demônio. Mas a verdade é bem mais complexa que isso, o fato é que o mal não se apresenta inicialmente de uma forma grandiosa, na maioria das vezes ele é a penas umas sementinha muito pequena, que quando plantada, dá-se inicio ao crescimento de uma arvore gigantesca e muito solida, o nome desta arvore é ‘’Mal’’. Contam as más línguas, que nosso querido ditador nos antigos tempos, quando era somente uma pequena criança loira nascida em um berço humilde, (não sabemos o quanto disso é verdade) já demonstrava esse tipo de aversão por aquilo que ele entendia como ‘’inútil’’. Conta-se que quando mais novo Alexandre havia ganhado um cachorro que já se mostrava bem maduro, ao longo dos anos Alexandre e seu novo amigo desenvolveram uma relação extremamente amigável , dizem novamente as más línguas que Alexandre adorava dar longos passeios e passar horas e horas desfrutando de tardes intermináveis de brincadeiras com seu fiel amigo canino. Os anos foram se passando e o cachorro que já não era muito novo começou as ficar velho e fraco. Alexandre olhando para aquilo que um dia foi um cachorro altivo é brincalhão, disse:

–Oh, pobre amiguinho, por que não te levantas e brinca comigo?

Mas o pobre e velho amigo canino estava muito cansando, apenas levantando a cabeça vagarosamente para olhar para Alexandre, e após isso esboçar apenas um gemido preguiçoso, para logo em seguida voltar ao seu sono. Alexandre, contrariado falou ao velho amigo canino:

– Vamos amiguinho! Brinque comigo, por certo não queres ficar deitado o dia todo, não entendo como foi acontecer algo assim, antes saltitava e brincavas o dia todo, agora mau pode se mexer ! Será que quebrou de vez?

Neste momento sua mãe entra no local em que estão Alexandre e seu velho amigo canino, olhando para cena ela logo diz:

– Querido, deixe o pobre cachorro em paz, ele já não é mais tão jovem para este tipo de coisa.

Alexandre ficou severamente pensativo, ele esta velho e não pode mais brincar ? Então de que me serve ter um cachorro? De certo não para ficar o dia todo deitado, gastando do pouco dinheiro que temos para alimentar-se, sem proporcionar alegria nenhuma, nenhuma utilidade tem. Alexandre começou a olhar com asco para o antigo, velho amigo e disse:

– Não serves mais para nada, ficastes velho de mais, apenas gasta o dinheiro de minha casa para teu sustento, mas produzir ? Isso não faz mais, és um inútil é isso que é.

Um pensamento macabro passa pela mente de Alexandre ‘É perda de tempo cuidar deste inútil, para que gastar tempo tem algo que não faz, produz ou dá nada. Tudo que for assim é dispensável.

Então munido de frieza, com suas margas mãos, Alexandre apertou o pescoço do antigo velho amigo ‘não me serves de nada, inútil, inútil, inútil é o tu és’. Apestou com força e mais força, o pobre animal estava cansado de mais para se defender... Velho de mais, inútil de mais.

Após alguns dias, Alexandre ganha um novo filhote de cachorro para ser seu amigo, afinal seus pais queriam consolar a pobre criança que estava inconsolável após a fuga inesperada de seu antigo, velho amigo canino. Pobre antigo, velho amigo, ele era tão indefeso, tão velho, tão inútil.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.