Ops, Ressuscitei John Lennon
5 Capítulo 5
OROCHIMARU POV ON
Há tempos venho mandando cartas para Ino, vendo que não poderia me separado dela.
Mesmo depois de 16 anos, ainda me lembro muito bem com todos os detalhes daquela noite em que ela me contou que esperando um filho. Aquela fora sem dúvidas a pior noite que já tive em toda a minha vida, o rostinho angelical dela deu lugar a marcas de lágrimas de ódio e tristeza, e é essa a última lembrança que tenho da Ino, ela magoada por minha causa.
Tudo bem, você deve estar pensando que eu sou um irresponsável, mas eu sou mesmo(que honesto...). Até que casar eu caso, mas filhos eu não crio. Eu não consigo entender, mas tenho repugnância a crianças. Minha criação também não ajudou muito a ser responsável. Minha família tem muito dinheiro e fui muito mimado, as melhores escolas, as melhores festas, não estou acostumado a ter responsabilidades tão grandes — E tão chatas-.
- Então Orochimaru? Você vai para Forks? – Minha mãe perguntou. Tínhamos posto os melhores detetives para localizar Ino.
- Vou daqui a alguns dias.
- Que bom... – Deu um suspiro. – Vê se volta com a Ino e com o adolescente, seu filho, meu neto.
- Eu tenho que fazer isso mesmo mamãe?
- Sim. Senão você não vai sobreviver para contar essa história covarde, sendo que meu filho e uma mulher inocente são os protagonistas, sem falar da criança.
- Olha, trazer o garoto não sei não...
- VAI SIM SENHOR! – Se levantou do sofá, tendo uma postura mais autoritária. – E já sabe, se não aparecer aqui com os dois, pode ter certeza de que não verá o Sol nascer novamente. Não se esquece. Isso é uma promessa.
Ela saiu do cômodo e eu pude finalmente me soltar.
- AI MEU KAMI! ME MATA, ME MATA ANTES QUEA MINHA MÃE ME MATE! – Fiz isso de joelhos e com as mãos para cima. Eu tenho mais medo da minha mãe do que de Orochi (Yamata no Orochi:Criatura de 8 cabeças, 8 caudas e olhos vermelhos do xintoísmo)!
OROCHIMARU POV OFF
THAILA POV ON
Eu e John estávamos vendo alguns clipes que ele tinha feito, no momento "Imagine".
— Essa sua roupa parece a luva do Michael Jackson. — Resolvi sacanea-lo.
— Hm... — Ele me deu um olhar tipo, "fica na sua ou você morre".
— Parei, parei... Isso não podia ser mais elaborado não? — Eu não desisti.
— "Fica na sua ou te mato". — Ele respondeu sem tirar os olhos do monitor, provavelmente olhando para Yoko. Mas obviamente ele era o mais bonito de lá (coisa de fã).
Mas tarde ele queria um do Paul McCartney, e depois um que fosse o fenômeno do momento. Eu fiquei perdida, não entendia muito de música, então pesquisei o primeiro que me veio a mente.
— Justin quem? — Ele perguntou, confuso.
— Justin Bieber, ele é um adolescente, só pra você saber.
Coloquei a ÚNICA música que eu sabia que era dele, "Baby".
No final das contas, John adorou a música desse cabelo tigelinha-com todo o respeito-.
O_O
Deixei Lennon vendo uns vídeos e fui no armário da sala pegar um colchão para ele dormir. Também aproveitei para pôr em uso um edredom azul, esquecido no grande armário.
Quando voltei, John estava vendo novamente vendo "Baby".
— Gostou dele né? — Perguntei em voz alta e irônica para ele me escutar.
— É, ele canta muito bem. — Ele ignorou meu tom irônico.
— Hm... — Senti um pouco de nojo nisso mas era verdade-com todo o respeito-.
— Vem cá Thaila, estive pensando e... Nunca teve a ideia de vasculhar as coisas da sua mãe para ver se não descobre alguma foto do seu pai, ou talvez cartas? Você tem altas chances de descobrir o paradeiro dele. — Ele pausou o vídeo para me dar atenção.
— Nunca. Mas eu não teria coragem, minha mãe confia muito em mim.
— Mas a sua mãe não precisa saber, e além do mais, ela passa quase o dia inteiro no trabalho. E tenha santa paciência, já está mais do que na hora de você saber quem é o seu pai! — Ele lançou um olhar tipo: "Você já devia ter feito isso, sua otária".
— Tudo bem, faço isso na segunda... Satisfeito?
— Muito.
Repousei o colchão que tinha pego do armário no chão, junto com o edredom e o travesseiro.
O_O
— Ei John, acho melhor você sair do computador.
Estava chovendo (que novidade), e tínhamos acabado de jantar.
— Que horas são?
— 22 horas. Ou seja, a tarde e quase a noite inteira online. — Respondi, com os olhos cansados e meio irritada.
— Tudo bem. — Ele começou a desligar o computador, ALELUIA!
— Até que enfim né?
— Não exagere Thaila.
De repente ouço batidas na porta.
— Thaila, posso entrar? — IIIIIRC, MINHA MÃE!
— SÓ UM INSTANTE! — Entrei em pânico.
John também estava desesperado, olhava para todos os lados, até saltar para debaixo da cama, junto do meu tapete púrpura.
— PRONTO MÃE, PODE ENTRAR!
Ela entrou e fechou a porta.
— Oi filha. — Se sentou comigo na cama. — Ei, pra quê aquele colchão? — Saco, ela notou!
— É que... — Pensa, pensa. — É que a Sakura vem dormir aqui amanhã! — Dei o melhor sorriso falso.
— Hum, sem me consultar? — Ficou com uma expressão séria.
— É o que parece. Você deixa?
— Tá né? Faz tempo que ela não vem aqui. — Passou os olhos pela minha escrivaninha, seus olhos se arregalaram de repente. — De quem são aqueles óculos? — Apontou para os óculos de John, que eu esqueci de esconder.
— É MEU! Eu... Eu... Eu queria... Eu queria imitar o Harry Potter! É isso! Eu queria imitar o Harry potter!
— Eu sempre pensei que o Harry potter usava lentes transparentes... Mas deixa pra lá. — Se ajeitou na cama. — Estive pensando, e por quê não saímos juntas amanhã para irmos ao cinema assistir alguma "tosquisse"? — Minha mãe sempre teve bom humor.
— Boa ideia mãe. Que horas? — Perguntei, mas com uma pontada de nervosismo.
— 19 horas. Que tal?
— Tá, a Sakura pode ir?
— Pode. Agora vá descansar. Boa noite. — Deu um beijo na minha testa.
— Boa noite. — Ela saiu do quarto, com um sorriso de satisfação esboçado em seu rosto.
Fale com o autor