Opostos Não Opostos.
33 Capítulo 33-As coisas poderão mudar..
Notas iniciais
–CHEGUEI!-Gritou a Marina pulando na minha frente.
Ela respirava com dificuldade e me olhava aliviada.
–Você tá bem?-Perguntei.
–Sim, cadê o servidor público?-Falou jogando a mochila no banco.
–Ali.-Apontei pra ele que andava na pista mas sem tirar os olhos de mim.
–Por que ele ta te encarando?-Ela perguntou percebendo que ele me encarava.
–Não sei.-Falei dando de ombros.
–Ok vamos logo ao que interessa.-Falou pegando na minha mão e me puxando em direção a pista.
-Co licensa mais foi o senhor que proibiu o Justin- apontando pra mim- de andar de skate aqui não foi?-Perguntou Marina delicadamente.
-Foi-Falou olhando feio pra mim me examinando dos pés a cabeça, talvez ele esteja pensando que eu estou carregando uma bomba que vai explodir a qualquer momento aqui na pista.
-E o senhor poderia dar uma segunda chance para ele ?-Falou Marina docemente.
-Não-Falou sorrindo ironicamente.
Pelo visto, não seria nada fácil convencer esse cara a me dar uma chance, eu teria que apelar, apelar para algo realmente convincente que fosse capaz de fazer ele mudar de ideia. E acho que já passo da hora de eu usar a empresa do meu pai e o nome dele ao meu favor em algo, ao menos isso teria que ser útil pra mim em alguma coisa.
-Sabe, o senhor conhece o Jeremy Bieber? Dono da empresa Someday Bieber? Deve conhecer, afinal, quem não conhece não é mesmo? Pois é o senhor deve saber também que ele tem um filho, Justin Bieber, ou seja, eu, e acho que o meu pai não ficaria muito satisfeito em saber que o senhor proibiu o seu filho de andar na pista... –Falei sorrindo falsamente.
Mentira, meu pai soltaria fogos de artifícios se soubesse disso. Ele nunca gostou que eu andasse de skate,sempre me induzia a ajudar ele com a alguma coisa da empresa me dizendo que eu tinha que aprender e me focar nisso desde cedo, por que assim que eu crescesse, essa empresa seria minha sucedendo meu pai, mas digamos que ele não tem muito tempo pra ficar me controlando e por isso ando de skate a vontade sem me importar com nada, afinal, meu pai é ocupado demais pra ficar vigiando o que eu faço ou deixo de fazer, e desde pequeno deixei claro que eu faria qualquer coisa menos trabalhar na empresa dele.
O servidor ficou me encarando por um tempo e se afastou, discou um número e logo em seguida começou a falar no telefone. Marina olhou pra mim confusa. Eu estava apreensivo, a minha vida praticamente estava nas mãos nesse senhor na minha frente que acho que não se importa nem um pouco com isso, mas só acho.
Depois de alguns minutos ele se aproximou novamente e com uma de surpreso.
-Vejo que você é mesmo filho do senhor Bieber, tudo bem, pode voltar a andar de skate aqui, mais sem vandalismos ok?Se não serei obrigado a te “expulsar” novamente, e sem volta.-Falou sério.
Sorri e agradeci. Puxei Marina para o banco.
-É, parece que meu pai e sua “grande e poderosa empresa”-Falei rindo- pode ser útil as vezes .
-É tenho que admitir Bieber, você até que foi esperto dessa vez, finalmente usou a cabeça pra alguma coisa. –Falou rindo.
-Ta me chamando de burro?-Perguntei fingindo-me de magoado.
-Não estou te chamando de burro Justin, convenhamos que você é burro, meu burrinho, meu burrinho lindo- Falou apertando minha bochecha.
-É impressão minha, ou aquele garoto está nos encarando?-Perguntei confuso olhando em direção a pista onde tinha um garoto que parecia estar nos encarando.
Marina olhou em direção na pista e agora o garoto estava caminhando em nossa direção.
-É acho que se antes ele estava só encarando, agora esta vindo até nós.
O garoto chegou olhando fixo pra Marina.
-Ei gata, Sabe o que ficaria bem em você? Eu.- Falou rindo e piscando o olho.
Eu já estava me preparando pra meter um tijolo na cara desse moleque folgado quando a Marina me segurou e falou me puxando:
-Hm, acho que não hein.
O garoto saiu andando, mas claro, não sem antes olhar pra Marina mandando um beijo pra ela e piscando.
Quem esse garoto pensa que é? A raiva estava me consumindo. Me soltei de Marina e me aproximei dele.
— O babaca quem você pensa que é pra fagir desse jeito com a MINHA namorada?
-Então ela é sua namorada? Haha, aproveita enquanto ela é sua irmão, aproveita, por que em breve, as coisas poderão mudar.. –Falou sorrindo sínicamente subindo no skate e indo em direção a pista.
Meu sangue estava fervendo. Como assim as coisas poderão mudar? Quem esse imbecil pensa que é? Tentei me controlar e voltei pra perto da Marina, eu tinha acabado de conseguir voltar pra pista, não iria correr o risco de ser proibido de vez por culpa desse idiota, mas isso não vai ficar assim, não mesmo, eu vou fazer ele aprender a não se meter comigo e só ousar chegar perto da Marina.
Cheguei em casa exausta. O dia até que tinha começado bem, o Justin agora poderia voltar a andar na pista. Mas ai veio aquele garoto, que aliás, juro que não sei de onde ele saiu nunca tinha visto ele antes, me cantando, se é aquilo foi uma piada, porque né. O Justin se aproximou dele e vi um breve diálogo entre eles, mas quando o Justin voltou, ele estava meio estranho, estava bravo e pensativo e disse que não era nada importante que o garoto era um babaca. Algo me diz que tem alguma coisa errada nisso. Decidi tomar banho relaxar e descansar, afinal o que aconteceu hoje não muda nada, esse garoto só serviu pra deixar o Justin enciumado e com raiva e acabar com a nossa alegria de ter conseguido a volta do Justin pra pista, e fui dormir com esses pensamentos.
P.O.V Justin
E olha só a novidade de hoje, eu não estou atrasado, na real, to chegando até mais cedo do que deveria. Caminhei tranquilamente pelos corredores do colégio até avistar Selena caminhando na minha direção. Desviei o olhar e tentei fingir não ter visto-a, o que foi inútil logo que senti seus braços envolta do meu pescoço.
NOTAS FINAIS!
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