Opostos!

4 Capítulo 4- Sentimentos!


Felippa

Acordei com um perfume diferente, com um calor tão bom perto de mim; uma proteção que eu jamais imaginei sentir novamente. Tudo que eu estava sentido era, perfeito de mais. Quando tive coragem para me levantar deparei-me com uma cena encantadora; Dudu estava deitado com a camisa semiaberta, o que fazia dele a visão dos céus. Notei que o meu “travesseiro perfumoso” era ele; mas neste momento ele dormia. Nunca tinha reparado na beleza dele, mas agora sabia o real motivo, por metade das garotas da minha escola o olhar, e ficarem felizes quando ele as convidava para sair. Ele realmente era muito bonito, encantador, o cara que consegue arrancar o suspiro até mesmo em pensamento, é daqueles que não precisa fazer algo para chamar a atenção de alguém, chama só por estar no ambiente.

Mas eu precisei deixar aquela criatura linda de lado; tomei um banho e fui para a pequena cozinha preparar algo para a gente comer; nada mais justo do que eu preparar alguma coisa bem gostosa para o Dudu, depois de ele ter me escutado e ainda me ter coloca em seus braços. Não sei se ele tem, ou se algum dia terá, consciência do bem que ele me fez, escutando tudo, com atenção, me pegando em seus braços e me deixando chorar feito uma criança. Jamais imaginei que contar o que eu contei para alguém, me faria tão bem, me deixaria leve; foi como se todos os problemas do mundo que estavam sob mim, fossem tirados e jogados para o lado, me deixando com uma sensação pura.

Estava eu preparando um macarrão, a minha especialidade, meus irmãos o adoravam, e era a primeira, novamente, vez que eu cozinhava depois do acidente. Mas como eu tinha recém tomado banho, estava apenas enrolada na toalha. Quando eu menos esperava o mesmo perfume, seguido do calor bom de momentos antes, havia chegado até mim; Dudu abraçou a minha cintura, me dando um leve beijo no pescoço, me fazendo sentir o que eu jamais imaginei sentir antes. Meu corpo reagiu ao seu toque, se arrepiando toda. A sensação de senti-lo tão perto de mim, o seu aroma, o seu toque, a sua respiração em meu pescoço me fez quase gemer.

Sussurrando em minha orelha, com seu halito quente, me perguntou:

- Você está melhor?

- Estou muito melhor, obrigada por ter me escutado. Fez-me muito bem. Tirou todo o peso que eu carregava. Mesmo não tendo dito nada, só ter me ouvido, sem me interromper foi maravilhosos.

- Eu sabia que você ficaria melhor. Eu te avisei, que por mais que eu não pudesse fazer mais nada para mudar a situação, contar as suas angustias, alivia a alma.

Eu já havia me virado para encará-lo. E ele sorria, tinha um sorriso lindo, doce e completamente verdadeiro. Ele era incrível. Mas eu sabia que ele queria me dizer algo sobre tudo isso, eu sentia nos olhos dele. Mas acho que ele estava com medo de tocar no assunto, resolvi dar a passagem livre para ele.

- Estou fazendo a minha especialidade, macarrão com molho vermelho; enquanto comemos, você pode me falar o que quiser. Eu sei que você quer me dizer algo sobre tudo que ouviu. E eu quero ouvir.

Ele apenas assentiu. E saiu de perto de mim, infelizmente. Constatei que ele foi ao banho, voltando um tempo depois com, uma toalha em volta da cintura. Sacanagem.

Dudu!

Acordei sentindo um cheiro tão bom de comida. E notei que meu belo anjo adormecido tinha despertado finalmente. Imaginei que o aroma que sentia de molho, era ela preparando alguma coisa. E quando chego à cozinha, vejo a imagem dos céus. A Felippa enrolada em uma toalha apenas, com todo aquele corpo perfeito, que eu apenas tinha visto encobertas com varias roupas pretas, e podia apenas imaginar como era. E a minha imaginação não era ruim, eu via ela como estava agora, linda e perfeita. Era maravilhosa

Mas eu teria que esquecer o corpo e prestar atenção do que eu falaria para ela, depois que eu tomasse um banho claro; eu não tinha condições de falar nada coerente depois que estive tão próximo dela, do seu perfume natural, das suas curvas, do seu tudo. Ser homem às vezes denuncia o que a gente sente, espero que ela não tenha visto ou sentindo nada, porque o meu amigo aqui estava tão animado, que queria dar um “Oi” para a Felippa.

Tomei um banho relaxando todo o meu corpo. Deixei que a água, e tentei não pensar em mais nada. Mas estava difícil, sempre que eu fechava os meus olhos, a imagem da Felippa, tão perto de mim, com aqueles olhos brilhando como nunca antes eu tinha visto; seu corpo reagindo ao meu toque, e todo o resto, minha mente viajava por lugares proibidos de mais. Terminei o meu banho, coloquei uma toalha em volta da cintura e rumei a cozinha novamente.

Felippa estava terminando de arrumar a mesa, e eu sabia que a hora de dizer o que eu queria estava perto. Eu havia resolvido, falar tudo que eu pensava usando eu mesmo como exemplo, estava decidido a contar tudo que eu passei para ela, e quem sabe fazer com que ela vivesse novamente.

Continua...