Opostos!

6 Capítulo 6- Completamente apaixonado!


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Dudu!

Aquele abraço era tão caloroso e bom. Mas tinha sentimentos a mais ali. Eu gostava dela, não era por pouca coisa que eu tinha aceitado protege-lá de tudo e todos. Desde a primeira vez que a vi sabia que ela tinha uma essência diferente de todos. E que conseguiu me intrigar, me deixar curioso a cada dia que eu a via; e uma coisa que poucos sabem, é que as pessoas mais complicadas conseguem me chamar à atenção mais rapidamente e me deixam a fim de saber mais. E a Felippa conseguiu isso tudo.

Passou-se dois dias desde que tivemos aquela conversa. E eu jamais imaginei que a Felippa poderia ser uma menina tão alegre, divertida e carismática. Por mais que eu soubesse que ela tinha algo a mais, nunca imaginei que seria tão especial. Ela me deixou dormir com ela, e era tão bom.

Eu não sabia o que eu estava sentindo verdadeiramente por ela. Era algo bom, isso eu podia saber, mas o que verdadeiramente era impossível. A única coisa que eu sabia era que ela me fazia bem, que gostava de estar com ela sempre. Por mais que ela fosse aquele ser sombrio era iluminada internamente. Nessas duas noites eu não conseguia sair de perto dela. Ficava a maior parte da noite olhando ela, querendo saber como era o gosto de sua boca, a maciez de seu corpo sob os meus dedos.

Na penúltima manhã de acampamento estávamos nós, deitados conversando sobre sentimentos, de amigos, pais, irmãos, namorados. Ela deitada e eu debruçado no travesseiro a olhando sorrir feito uma criança. Não consegui me conter e a beijei, mesmo sem a permissão dela.

Eu tinha medo de sua reação, mas resolvi aproveitar cada minuto daquele beijo. Com a mão que estava livre segurei seu rosto perto do meu; pedi permissão com a minha língua para poder explorar toda a sua boca, e o meu sentimento de negação passou no momento em que ela permitiu que eu fizesse o que eu desejava. Ela respondeu ao meu beijo, tão ardentemente como eu havia a beijado... Cada minuto daquele beijo era um sentimento mais forte que nascia em nós; era como se nossas almas estivessem fazendo o trato final de nunca mais se separar.

Separamos-nos apenas porque o ar nos faltava. Sorrimos um para o outro. Não precisávamos de palavras, nossos olhos diziam tudo. As caricias que eu distribuía em sua face falava pelas palavras que haviam sumido. Tudo na gente dava certo, mesmo não trocando as palavras que muitos trocam nesse momento. Mas como a gente odeia as coisas clichês, palavras seriam apenas isso naquele momento.