Opiniões não requisitadas
3 Por que eu?
Notas iniciais
Cidade, 24 de novembro de 2016.
Quando digo “não sei como explicar...”, o que eu realmente quero dizer é ”quero que minhas convicções sejam aceitos por vocês!”. É estranho fazer tudo minimamente calculado, desde ao acordar até ao adormecer, e ainda parecer como se fosse algo totalmente natural. Eu não preciso de aprovação! Tenho consciência disto, mas ainda sinto a necessidade de alguém para reafirmar que valho algo.
É perturbador se eu for eu mesma? Sem minha autocensura? Então, mude de rua ou vá para outra vida. Esta apatia que cresce cada vez mais quando me esqueço de ser eu.
Estar na minha pele e não saber o que fazer, estressa. Ser obrigada a viver de um jeito fora de mim, incomoda. Ficar indo e vindo de acordo com os outros, cansa.
Como alguém pode ser considerado normal?
Devemos ser perfeitos? Seremos felizes assim? Estar triste em um minuto, mas sempre, ao final do dia, mostrar um grande sorriso e gritar “mais um dia maravilhoso!”? Atingir expectativas sócio-psico-econômico e aparências físicas desejáveis e invejáveis? Tudo isso é sinal de felicidade? Cada um deveria viver a sua maneira. Onde fica a individualidade que torna a vida mais interessante?
Fazendo uma autoanálise, desde que não dependa de outros, seja feliz por você e com suas próprias mãos. Busque ser feliz sem destruir a felicidade de outro. Não deixe que o ideal do outro o corrompa. Não seja mais um zumbi da sociedade, seja você mesmo. Único. Especial. Feliz. E tenha dias tristes também. A vida não é uma idealização. Espero descobrir, nesta vida, ser assim, eu.
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