Capitulo Cinco:


Presente – DC:



Com um suspiro pesado o homem desceu devagar as escadas de madeira que rangiam a cada degrau pisado avisando que logo precisaria de reformas, mas tal farto nada importou para quem a construiu, pois apesar de conhecer a madeira mais do que si próprio havia naquele momento outras coisas perturbando a sua mente e que sem duvidas exigiam sua atenção e by Browse to Save\">trabalho.


Apesar do silencio em seu porão sua mente fazia barulho suficiente para o deixa ainda mais transtornado com a situação. Sua equipe mais uma vez estava desfalcada e quando isso acontecia nunca era bom o que vinha depois, ele só esperava que apenas desta vez fosse diferente, mesmo que não acreditasse que seriam abençoados com isso.


Porém ele não se sentia como o resto das pessoas com quem trabalhava, é claro que sentia falta de seu agente de campo sênior, mas o sentimento que predominava dentro de si era raiva, raiva por ter sido passivo nos primeiros dias, por não ter confrontado Vance como sua agente fez, por apenas confia na by Browse to Save\">escolha de Tony, pois ele mais do que ninguém sabia que Tony largaria tudo por uma simples ordem, mas agora ele se arrependia de não ter descoberto esse por que. Talvez quem sabe conseguisse convencer Dinozzo a receber ajuda, assim não estaria sozinho e Gibbs ficaria mas tranqüilo e não a espera de noticias que não vinham.


Mas se tem uma coisa que Gibbs faria enquanto ainda tivesse como agir era se lamenta pelas coisas não feitas, ele não estava disposto a perde tempo com pensamentos repleto de “se”, ele iria by Browse to Save\">salvar seu agente a qualquer preço.


E com esta determinação ele se sentou no banco e jogou por cima da mesa os papeis que haviam as informações do Pen Drive de Abby e tinha mandando ser impresso, seu segundo movimento foi pegar cada um deles e os ler atentamente o pouco que sua equipe havia conseguido.


Sua ação levou minutos, tempo este que aos poucos se transformou em uma hora, uma hora antes de ele resumi em um nome a principal pista do paradeiro de quem tanto procurava.


–La Greluille.



Céu de Paris- Antes do seqüestro de Tony:


As luzes da cidade vistas a quilômetros de altitude era animador para a maioria dos ocupantes do avião que a sobrevoava em uma noite de céu limpo e estrelado. Uma chegada que já encantava antes mesmo de poderem aterrissar e começa a explora um novo caminho. Sem duvidas Paris fazia valer a pena seu slogan como: “Cidade das luzes” e já aguardava os novos visitantes para mostra que também não ficava atrás quando referida a “Cidade do amor”


Nomes que já surgiam na mente dos novos turista acordados, mesmo que de forma indireta. Pois para o agente de DC que olhava perdidamente para fora da pequena janela ao lado de seu acento a cidade abaixo de si era resumida em apenas uma palavra: Memória.


–Ei Tony! –Uma voz o chamou com persistência suficiente para tira seu olhar da paisagem, mas não com força para se livra de seus pensamentos. –Dormindo acordado? Já estou te chamando há um tempo.


–Me distrair, o que houve? –Tony respondeu tentando manter sua atenção a mulher a sua enfrente e pela primeira vez reparando verdadeiramente nela ficando surpreso por não ter feito isso antes. Victoria não era diferente de muitas mulheres, mas chamava atenção, sua pele branca e cabelos louros respondiam ao padrão europeu e sua firmeza em fala deixava claro sua ousadia americana, assim como seus olhos verdes que davam uma combinação perfeita e desejada pela maioria dos homens no lugar de Tony.


–Grande jeito de começa não acha? Na cidade do amor. –Ela disse repetindo o que não tinha sido ouvindo momentos antes, nem por Tony e nem por seu outro parceiro que havia se rendido ao sono.


–Não é como se fossemos aproveita a cidade. –Ele respondeu fazendo o sorriso presente no rosto da mulher diminuir mostrando a decepção com sua resposta, reação logo substituída por divertimento.


–Quanto profissional, diferente do que houve disser sobre você.


–Falam de mim no seu departamento? –Ele perguntou não querendo parecer muito surpreso.


–Na verdade de toda a equipe com quem trabalha, vocês tem grandes feitos. –Victoria comentou mais animada, tinha finalmente iniciado uma conversa com mais de duas frases com eu novo chefe.


–E dizem que eu não sou profissional?


–Dizem que seu departamento é da encima da agência inteira que te interessa.


–O que eu posso fazer? O NCIS é um prédio muito grande. –Assim os dois sorriram entrando na brincadeira e esquecendo aos poucos a preocupação que logo iria os afligir por conta do trabalho.


–O que é uma pena, pois se fosse menor quem sabe não te encontrava antes? –Ela disse se inclinando um pouco mais para perto do agente especial, em um gesto de provocação, porém com cautela. Apesar do interesse no homem ao seu lado ela não tinha chegado ali com beleza, sabia muito bem ler as pessoas e já tinha conhecimento da falta de interesse nele sobre si. Fato que estava determinada a mudar.


Tony não respondeu a provocação, apenas deu o melhor de seu sorriso e desviou rapidamente sua atenção de volta a janela, percebendo que as luzes estavam cada vez mais perto devido à perda de altitude. Mas sua ação não passou despercebida.


–Ansioso para chegar? –Victoria perguntou voltando mais para trás.


–Ouvi fala bem de Paris, como todo mundo.


–Ouviu ou viu? – Ela questionou obtendo atenção total de seu chefe.


–O que te faz pensar que eu já fui a Paris?


–Não para de olha para o lado de fora, porém não está ansioso para chega, pelo contrario parece com receio de ir à cidade, e alguém com experiência em campo como você não deveria está tão nervoso, ao menos que a cidade do amor lhe traga questões pessoais e não relacionadas ao trabalho.


Desta vez Anthony não fez questão de disfarça sua surpresa, são rara as pessoas que o conseguiam ler com tanta clareza e só faziam isso por conta da convivência. Mas nunca alguém com quem só converso no máximo cinco minutos tinha ido tão longe.


–Você é boa. –Foi à única coisa que conseguiu disser.


–Eu sei, sou paga pra isso.


–Confiança é tudo. –Tony disse sorrindo novamente assim que o piloto anunciou a aterrissagem. –Acorda o Marck?


–Claro. –Victoria fez o que foi pedido, mas antes perguntou: -Quem é ela?


–Não existe um quem.


–Mentiroso.



Las Vegas –Presente:



Adivinha que dia é hoje? –A voz perguntou com leve animação e com um sorriso ao entrar no ambiente sem se preocupar com o incomodo causado ao ocupante que lá jazia acordando de seu sonho sem sonhos.


–Dia internacional de saltar todos os prisioneiros de Las Vegas? -Tony perguntou abrindo seus olhos devagar já sabendo a forte luz solar que o atingia, depois de algum tempo sentindo o calor sobre sua pele percebeu o porquê de está preso em frente a uma pequena janela. Fato que só aumentava sua sede.


–Ainda com um grande senso de humor, o que é admirável Tony, só me pergunto até quando isso vá durar. –Sam disse analisando o homem acorrentado a seus pés, sua paciência acumulada durante anos o impedia de acabar de vez com a insolência do agente, além de sua vontade de torna o que planejou ainda mais saboroso para si.


–Então não acertei a pergunta?


–Não desta vez. –Respondeu virando de costas e olhando o sol que queimava aos poucos a pele de seu prisioneiro. –O verão de Las Vegas costuma ser bem quente, afinal estamos em um deserto, e hoje ele inicia assim como nosso segundo dia juntos.


–Segundo dia? Ainda? Nem percebi, o tempo passa tão rápido quando nos divertimos. –Desta vez Sam riu alto com as palavras que ouviu, para ele o verão começou tão bem como seu dia.


–Realmente eu escolhi o melhor. –Disse para si mesmo, apesar e Tony ter o ouvido e deixar surgir á curiosidade em suas expressões. –Tinha cinco escolhas interessantes, três me chamaram mais a atenção, mas você foi o escolhido.


–Sorte a minha. –Tony respondeu e em seguida perguntou: -Só a nível de curiosidade, quem eram meus concorrentes?


A pergunta era uma tentativa de conseguir informações sobre ele e o porquê de está aqui, Sam sabia disso, mas já havia decidido entra no jogo de Tony, a forma de agir do agente era um dos motivos que o levara a ser preso.


–Sua parceira David, o perfil dela superou o seu, mulher forte e decidida, além da experiência com cativeiros, seriam um enorme desafio para mim supera seu antigo torturador, quase a peguei, mas pensei como o jogo ia fica velho com a mesma personagem, então parti para outras alternativas.


A referencia a tortura fez a raiva de Tony subi pelo seu corpo, a idéia de ser Ziva em seu lugar passando por tudo que enfrentara na Somália novamente quase o fez perde o controle de sua situação, queria informações e estava tendo, mas seu emocional o direcionava para perde o pouco que estava conquistando.


–Abby era minha próxima escolha. –Sam recomeçou a suas novas palavras voltaram a capta a total atenção de Tony. –A queridinha de Gibbs, só de saber que ela estava em mãos inimigas ia o destruir por dentro, seria um grande começo para conseguir o que quero, porém muito rápido e chamaria muito a atenção do NCIS, tinha que ser discreto e assim desacatá-la.


Tony permaneceu em silencio, se a raiva por Ziva já o dominava pensar em Abby só a aumentou, mas em seguida esse sentimento foi tomado por alivio. Ambas estavam seguras, assim como todos os outros que poderiam ter estado na lista de Sam, o que não era seu próprio caso.


–Então veio sua missão e tudo conspirou ao meu favor, mesmo desaparecido sua equipe não irá procura pelo culpado certo. Até a hora que eu quiser é claro. E antes que me pergunte, os outros dois eram o próprio Gibbs e McGee.


Foi então que pela primeira vez dês que a conversa iniciara Tony pensou em si mesmo, apesar de está tentando sair da situação de sua maneira desejava internamente que sua equipe estivesse a sua procura, tentava não alimenta a esperança, mas esse pensamento era incontrolável. Agora viu que nada passaria de desejo, se a equipe estivesse lhe procurando seria relacionado à sua missão o que Sam deixou claro que não estava ligado, mesmo que tomasse a direção certa um grande tempo já teria sido perdido.


–Com medo? Eu não o culpo, é uma situação bastante complicada a sua. Quer uma dica? É sempre mais fácil quando colocamos a responsabilidade em alguém.


–Bom saber que está se disponibilizando.


–Fique a vontade, mas saiba que está colocando a culpa na pessoa errada.


–E de quem é a culpa então? –Dinozzo perguntou quando Sam tirou de seu bolso uma faca pequena.


–De Leroy Jethro Gibbs, graças a ele eu e você estamos aqui. –O tom de divertimento havia desaparecido nas palavras de Sam que se ajoelhou em frente ao homem preso dançando com a faca frente ao rosto do mesmo que acompanhava o objeto afiado com o olhar.


–Por quê?


–Porque ele é um assassino Anthony e me fez ser um também. –Com isso a faca parou de dançar e fez seu caminho até o rosto do homem que por instinto desviou a face e tento, mais uma vez, se libertar, mas não tinha para onde ir, de modo que mesmo com suas ações uma linha irregular foi traçada lado esquerdo de sua pele próxima a orelha e que desceu até alcançar seu queixo.


Sem mais qualquer diálogo Sam se levantou olhando com admiração a faca agora manchada de vermelho e a deixou na beirada da mesa ali presente onde a vista de seu prisioneiro alcançava.


–O primeiro dia é a descoberta, o segundo é exploração o terceiro é quando surgi o momento de agir. Aproveite cada um deles Dinozzo, pois o verão apenas começou.


Sam falou antes de fecha a porta e deixar sozinho novamente o agente com o olhar na faca usada contra si segundo antes, com o mesmo liquido vermelho que escorria de um doa lados de seu rosto para outras partes de seu corpo.