Operação Las Vegas

2 Capítulo 1 -Sem escolhas


Notas iniciais
Antes de tudo queria agradecer a quem leu e a quem comentou, não esperava que alguém fosse se interessar isso me animou muito, pelo visto a fãs de NCIS por aqui, espero que gostem deste capitulo.
Mantenho o foco em Tony para explicar toda a situação antes de realmente envolver as series desta fic.

Capitulo um:


O barulho do pouso do avião mal foi percebido pelo seu passageiro mais ilustre, apesar de algumas pessoas terem sido brevemente incomodadas ele continuava imerso em seus pensamentos que estavam muito mais distante realidade ignorada ao seu redor.



O relógio em seu pulso apitou brevemente indicando que mais uma hora tinha se passado. Uma hora dês que havia recebido o comunicado de que sua rotina seria mudada em questão de pouco tempo, assim como todas suas ações.




–Você esta nos deixando de novo. –Uma voz atrás de si disse, não como uma pergunta, mas sim como uma afirmação onde era claro perceber a raiva colocada nas palavras.



–Eu preciso fazer isso. –O agente respondeu calmamente não se assustando com a repentina aparição, depois de anos já havia se acostumado a pessoas aparecendo quando menos espera perto de si.



–Vai adianta eu pergunta o por quê? –A mulher perguntou dando a volta na mesa até para a sua frente e o olhar diretamente nos olhos. Ele não conseguir manter o contato, não quando percebeu que o olhar recebido estava carregado de emoções, dentre elas a tristeza intensa que fazia lacrimejar os olhos de sua parceira.



–Não posso contar você sabe disso. –Respondeu sentindo a culpa invadi-lo. Realmente não podia contar, jamais mentiria para ela, mas ao ver o sofrimento que causava a cada palavra dita na israelita, que desta vez não tentava esconder seus sentimentos, sentiu que precisava fazer algo para tranqüilizá-la.



–Da ultima vez que fez isso só te vi em um hospital sem lembrar-se do que tinha acontecido.



–Isso não vai acontecer de novo. –Ele garantiu, mas logo se arrependeu.



–Não me prometa o que não pode cumprir Tony. –Ziva falou o fazendo abaixa a cabeça derrotado, mas ela sabia que ele queria garantir sua promessa sabia e desejava mais que tudo que isso fosse possível, porém a vida lhe ensinara que ações falam mais do que palavras. –Vamos sentir sua falta.



–Eu também, agora que é uma agente especial cuide de todos por mim, mas não fique muito animada eu que sou o agente mais especial da equipe e... –Suas palavras foram cortadas pelo movimento surpreso de Ziva, que ignorando o que seu parceiro dizia envolveu seus braços contra o by Browse to Save\">corpo dele o entrelaçando em um forte abraço.



–Tente manter-se vivo. –Ela pediu assim que Tony retribuiu o gesto lhe apertando com mais força.



–Isso eu posso prometer. –Ele disse ainda a segurando, nenhum deles queria quebrar o gesto, não, no momento a única coisa que queria era continua deste jeito durante toda a noite, juntos, como se nada pudesse separá-los, como se o tempo tivesse parado para os espera perceber que seus corações batiam no mesmo ritmo, para perceberem que tudo que nunca foi proferido podia finalmente ser revelado, ou para que, simplesmente o que desejavam podia se torna realidade.



Mas o destino sempre gostou de brincar com os dois agentes, e antes que pudessem tomar qualquer outra atitude às portas do elevador se abriram quebrando o silencio do prédio e a união dos parceiros que observaram alguém entrar no by Browse to Save\">ambiente a procura de algo.



–Preciso ir. –Tony disse pegando suas coisas e deixando sua mesa, mas antes de dar as costas para Ziva se reaproximou dela deixando um beijo em sua testa. –Se cuide.



Ziva nada disse, não conseguiu, dentro de si travava uma batalha interna para não deixar que suas emoções ficassem ainda mais expostas, porém assim que Tony se afastou para o elevador deixou que apenas uma lagrima escapasses de seu olho e corresse lentamente por seu rosto.



Ela não percebeu que seu parceiro havia visto o que acontecia, e muito mesmo que ele disse para se mesmo quando as portas se fecharam que independente do que acontecesse iria voltar para ela vivo. Iria voltar para eles, mesmo que este eles jamais havia sido declarado.




–Agente Dinozzo? –Um homem perguntou quebrando as lembranças recentes de Tony que teve que olhar para os lados para se lembrar de onde estava.


–Sim. –Ele respondeu se levantando ao ver que o avião já havia parado e estava vazio.



–Sou o agente especial Muller, represento o NCIS aqui em Las Vegas e sou o responsável por lhe levar ate a sede da agencia, lá o diretor Vance ira lhe passar novas informações.



–Vamos então. –Tony disse pegando sua única bagagem antes de seguir o agente para fora do avião.



O calor da cidade situada em meio ao deserto o pegou de surpresa e de repente o terno não pareceu uma boa idéia. Mesmo há um mês passando por diversos lugares diferentes do país, Tony ainda não havia se acostumado às mudanças climáticas de cada região.



–Ziva ia amar isso. –Disse sentindo o sol penetrar seu corpo.



–O que disse? –Muller perguntou se virando para o convidado.



–Nada. –Tony respondeu percebendo a menção ao nome de sua parceira. Conhecendo-a bem sabia o quando ela gostava do sol, não era a toa, afinal havia vindo do calor de Israel e sobrevivido três meses em um deserto. –Tem alguma idéia do que Vance quer me disser?



–Não senhor, essas informações são restritas. –Com a resposta Tony suspirou, sentiu então o cansaço invadir seu corpo que dês que tinha sido posto para trabalhar em sua missão não parecia parar.



Ele sabia que não ia ser fácil, como não foi da primeira vez, mas precisa prosseguir ate o fim, dar um ponto final na historia.



Foi isso que o fez aceitar a missão oferecida pelo diretor quando o chamou em meio a um caso para conversa, no começo Tony pensou que havia algo errado, porque o diretor o chamaria? Não estavam em um caso de mídia nacional, só mais um homicídio que estavam acostumados a desvendar. Mas ao ouvi as primeiras palavras de Vance ele finalmente percebeu que não tinha nada haver com o caso o chamado repentino e sim com ele mesmo.



Sua missão, se aceitasse, era investigar e deter possíveis seguidores de La Grenouille que mesmo depois de morto tinha deixando seu comercio de trafico ativo e ninguém melhor para resolver o problema do que aquele que foi afundo na primeira investigação, chegando ate a fingir um envolvimento com sua filha. Ou pelo menos era isso que o novo chefe do NCIS achava.



Tony aceitou, não só porque era um ponto muito importante para sua carreira, mas porque a descoberta de ainda não ter terminado seu trabalho o fez abrir velhas feridas já cicatrizadas em seu coração e o único jeito de curá-las novamente era vira essa pagina da sua historia. Pagina esta que tem um nome: Jenny, a mulher que foi a ferreamente usada para chegar ao traficante, a quem ele percebeu que não fingia amar e sim que amava.



–Vamos seguir pela estrada, não vamos demora tanto. –O agente Muller disse entrando no único carro estacionado perto da pista de pouso. Tony o seguiu e se perguntou por que o aeroporto da marinha tinha que ficar tão longe. –O NCIS tem um base em Las Vegas?



–Não é bem uma base agente Dinozzo, a cidade não precisa da marinha, mas temos nossa influencia por tudo o país, logo vai descobrir.



Espero que sim” Pensou se encostando-se ao banco do carro antes que ele se arrastasse pela pista. O silencio do começo da viagem podia ser tranqüilizador se sua mente o deixasse em paz para relaxar sem pensar no passado ou futuro.



–Há quanto tempo esta com o NCIS? –Dinozzo perguntou tentando fugir de si mesmo e inicia uma conversa com o jovem agente que dirigia o carro por uma longa estrada na qual Tony não arriscou ver seu fim, já que a única coisa que percebia era areia nos dois lados da pista.



Antes que pudesse matar a curiosidade do agente sênior um barulho de tiro ecoou do lado de fora e em pouquíssimo tempo o carro deslizou pela pista, os pneus queimaram no asfalto já quente o marcando. Os agentes que tentavam se segura em qualquer lugar tiveram seus corpos jogados junto como balanço do veiculo que em poucos segundos parou.



–Você esta bem Muller? –Tony perguntou tocando no braço do jovem ao seu lado, que no instante que ia responder teve uma bala atravessando seu peito e atingindo seu coração.



Assustado com o acontecido Tony se virou para frente vendo um carro preto parado a frente deles, a porta do lado do motorista abriu e dela saiu alguém vestido completamente de preto e com um revolver na mão. Sem espera muito, Tony pegou sua arma e abrindo o vidro do carro tentou atirar contra o assassino a sua frente, já que sair do carro e ficar sem qualquer proteção era arriscado demais.



O homem atirou de volta e mais vestidos como ele saíram do carro e seguiram o que havia iniciado o ataque.



–Droga. –Tony resmungou parando de atirar, seus olhos correram para Muller que agora sem vida não poderia dar uma solução.



–Saia do carro! –Gritaram do lado de fora. Tony fechou os olhos e respirou, sua munição estava quase no fim, não tinha como recarregar e atira contra eles era inútil já que estavam em maior numero.



–E se eu não quiser?! –Gritou de volta para ganhar tempo, precisava de uma saída, e rápido.



–Sinto lhe disser agente Dinozzo, mas você não tem muitas escolhas. –Outra voz respondeu, desta vez mais perto de onde estava. Infelizmente tinham razão, o que mais poderia fazer?



Se quisessem me matar já estava morto.” Pensou e então saio do carro ainda armado, antes que pudesse pensar se corria ou não sentiu uma forte dor em sua nuca antes de cair contra o chão quente.



–Disse que não tinha escolha. –Foi a ultima coisa que ouviu antes de seus olhos fecharem e sua consciência o deixar perde os sentidos.




Notas finais
O que acharam?
Beijos.