Open Your Eyes

8 Wrong place at the wrong time.


Notas iniciais
Olá meus amores, gostei bastante do tanto de reviews ♥ Mais um capítulo para vocês. E as coisas começam a esquentar. Notas finais!

Anne Marie POV

Cheguei a casa largando a bolsa de qualquer maneira em cima de algum móvel que eu definitivamente não sabia qual era. Bufei e me joguei ao sofá que ali estava naquela sala pequena, porém maior, bem maior que a antiga. Tínhamos um sofá e colchões basicamente até agora. Ainda não sabia onde almoçaríamos neste lugar, dei ombros e retirei meus pensamentos em minha vida um tanto quanto tediosa a esta altura do campeonato, focaria nos estudos, quem sabe assim esquecia que eu era uma adolescente que não se encaixava em grupo algum. Fechei meus olhos afundando meu corpo no sofá velho e com um cheiro um tanto estranho e incomum, precisamos logo trocar essa sofá, pensei. Ouvi algumas batidas na porta e abri os olhos instantaneamente.


– Já vou, espere um segundo. – falei desanimada e me levantei com esforço do sofá. Caminhei até a porta de madeira e girei a maçaneta abrindo a porta lentamente.

– Olá senhorita, Anne Marie não é? – perguntou gentilmente o senhor na porta. Era mais velho, porém ainda estava em boa aparência.

– Sim senhor, sou Anne Marie e você quem é? – perguntei sorrindo fraco.

– Sem o senhor, por favor. – disse ele e riu de leve. – Sou o patrão, dono da casa, para quem seu pai trabalha. – disse ele e arregalei meus olhos.

– Oh, me desculpe, eu não sabia como o senhor era. – disse desajeitada. – E me desculpe pelo segundo senhor. Posso lhe chamar de Mrs. Styles? – perguntei doce.

– Pode sim, como quiser mocinha, seu pai não se encontra ainda? – perguntou.

– Acho que ainda não voltou, foi comprar algumas ferramentas, pelo o que sei. – disse.

– Tudo bem então, foi um prazer lhe conhecer. – disse sorridente e pegou minha mão depositando um beijo na mesma. Acho que Harry devia ter herdado o charme e a beleza do pai, só não sabia de quem puxará a grosseria. Fechei a porta enquanto já via o homem se retirando andando pelas gramas do quintal enorme que ali havia. Não demorou nem apenas cinco minutos e meu pai entra apressado pela porta e ofegante.

– Está tudo bem pai? – perguntei preocupada.

– Está ótimo, é só que preciso ir a nossa antiga cidade para pegar o dinheiro dos moveis vendidos, conseguimos um bom dinheiro. Bob está com ele e eu vou buscá-lo hoje mesmo para comprarmos as coisas amanhã quando voltar. – disse meu pai.

– Amanhã só? – perguntei estranhando. – Irá posar na casa do tio Bob? – perguntei novamente.

– Sim minha filha, espero que não se importe de ficar sozinha, sei que amanha tem aula e é importante não falar, então fique aqui. É bem seguro. – disse ele e sorriu de lado.

– Esta tudo bem papai. Pode ir tranqüilo. – disse e sorri fraco.


[...]


Meu pai já havia saído, soube pelos empregados que a casa grande estava vazia, o patrão havia ido viajar a negócios, me disseram que sempre era assim, a casa vazia, o filho, no caso logo soube que falavam de Harry, não ficava em casa, depois da morte da mãe que fora outra coisa que me contaram, porém sem muitos detalhes, pareciam incomodados ao falar da mulher, só falavam o quanto era doce e bonita e não entendiam o porque dos patrões terem retirados todas as fotos. Pensei logo, com certeza pela tristeza que causaria, eu sabia bem como era essa dor. Estava novamente eu esticada naquele sofá velho de casa e novamente ouço batidas me tirando de meus pensamentos longe. Fui até a porta e a abri.


– Olá Anne Marie. – disse Elena sorridente.

– Olá Els. – disse e ela entrou rapidamente dentro de casa. – Desculpa perguntar, mas o que faz aqui as sete horas da noite? – perguntei estranhando.

– Que tal nos misturar e entrarmos na festa que Harry vai dar hoje? Afinal já estamos dentro. – disse ela sorrindo.

– Você está louca Elena? Sabe bem que não somos bem vindas nesse tipo de coisa. – disse e ela me olhou torto.

– É só uma festa, normalmente as pessoas ficam tão bêbadas e drogadas que nem vão reparar em nós, as nerds. – disse Elena sorrindo de canto.

– Você só pode estar pirando mesmo, alias, eu nem tenho roupa e olha você como já está arrumada e bonita (http://weheartit.com/entry/35211027) você pode ser a nerd do colégio também, porém é rica e tem roupas lindas mesmo assim. – disse e engoli em seco.

– Tenho certeza que deve ter algo que fique legal para esta noite. – disse Elena.

– Podemos procurar, porém não garanto nada. – disse respirando fundo. – Não sei como estou aceitando isso. – Bufei e ela riu de leve.


[...]


Elena tinha sim um senso de moda muito bom, pegara peças simples minhas das roupas, que na maioria foram da minha mãe, e fizera um look simples, porém até digno de uso (http://weheartit.com/entry/35175590).


– E então, já são nove horas da noite, estamos prontas. Vamos? – perguntou ela.

– Acha mesmo que é uma boa idéia e nada de ruim ira acontecer? – perguntei preocupada.

– Relaxa Anne Marie, vai ter bastante gente, é só se misturar ok? – disse ela e sorriu.

– Ok, vamos logo antes que eu desista disso tudo. – disse e ri de leve.


Fomos até a frente da casa, que era incrivelmente linda e a noite mais ainda (http://weheartit.com/entry/34888627). Algumas pessoas já bebiam lá fora e algumas meninas dançavam se esfregando nos rapazes. A onde eu tinha me metido? Essa festa com certeza não era nada a minha cara. Entramos vagarosamente e muitas pessoas trombavam em nos como se não existíssemos. Pelo menos não notaram quem éramos. Respirei fundo e me dei conta de que Elena não estava ao meu redor. Só o que me faltava agora, sozinha nesta festa. Teria que procurá-la rapidamente. Desviava das pessoas na procura dela e nada, não a encontrava, decidi subir ao andar de cima verificar se por ventura Elena se encontrava lá. Subi os lances de escada e me deparava com casais se agarrando e quase fazendo sexo nos corredores, aquela festa era repleta de bebidas, drogas e orgia realmente. Tentava abrir as portas e todas estavam trancadas, até eu chegar na ultima no corredor. Tinha algo como ‘’Vá para o inferno, mas não me incomode’’ como placa na porta. Imaginava que este seria o quarto de Harry, com toda certeza ele não estaria ali e sim desfrutando da festa, decidi tentar abri-la. Olhei o quarto, tinha apenas uma luz vinda de um canto. Alguém estava li, meu coração disparou.


– Quem esta ai? – perguntou uma voz masculina e paralisei. – Vamos, responda. – disse raivoso e ouvi passos, a silhueta já aparecia saindo da escuridão. Era Harry.

– Me desculpe, só estava procurando minha amiga. – disse totalmente tremula.

– Veja só se não é a nerd desajeitada, novata e bocuda. – disse ele zombeteiro.

– E veja só se não é o riquinho metido. – deixei escapar nervosa. Ele avançou nos meus braços os segurando firme.

– Não me provoca, porque se bem que tu é gostosinha e não seria um desperdício, afinal, ninguém saberia de nada que aconteceria neste quarto. – disse ameaçador e eu estremeci medrosa.

– Você não seria capaz de fazer nada que eu não queira. – disse gemendo de dor e ele apertava mais meu braço.

– Vou encarar isso como um desafio para a sua tristeza. – disse com um sorriso malicioso no rosto. Ele me levou até o fundo do quarto e me jogou em algo macio, sua cama. Eu estava totalmente cheia de medo e com batimentos a mil. Ele se deitou em cima de mim, prendendo minhas mãos embaixo dele, pressionava fortemente seu corpo sobre o meu para que eu não escapasse, tentei gritar.

– Não adianta gritar, ninguém ouve daqui e é meu quarto, ninguém ousa entrar, até você decidir fazer isso. – disse ele roucamente e tentou me beijar. Eu fechava a boca na tentativa de fazê-lo parar e me remexia muito em baixo dele, senti seu membro rígido encostar em minha perna. Ele estava já excitado ao tentar transar com alguém a força? O que esse doente estava pensando? Passava suas mãos pelas minhas coxas desnudas e apertava minha bunda por baixo do vestido. Já me sentia suja. Imaginava o que seria de mim esta noite.


Notas finais
Deixem reviews lindas viu ♥ Por favor. Não gostei muito da capa nova, mas é o tem por enquanto hahaha bjs.