Open Your Eyes

14 Knowing The Danger.


Notas iniciais
Obrigadas pelas reviews ♥ Espero que gostem desse capítulo, agora que as coisas começam de verdade hahaha Só posto novo capítulo com 250 reviews :)

Harry POV

As mulheres se posicionaram na pista e eu entrei em meu carro logo vendo Justin entrar no seu e nos colocamos em nossos lugares esperando a largada. Essa noite era decisiva. Era tudo ou nada, ganhar ou perder. E no caso perder não traria nada além de prejuízos pesados.

Dei partida e larguei na frente, eram 6 competidores ao total contando comigo e com Justin, que teria que se livrar de 4 competidores ao longo da corrida. O esquema era sempre assim, trabalhávamos em dupla para ter mais rendimentos do que esses babacas que corriam aqui por si só e sempre se fodiam. Mortes ou acidentes graves eram normais por aqui. Cada um sabia cuidar de si e tinha que ser assim, a adrenalina que a velocidade causava era prazeroso demais e viciante. Olhei para o retrovisor e vi o carro de Hector capotar, isso com certeza daria alguns danos a ele. Ri de leve e continuei a correr em uma velocidade incrível. Adorava sentir a vibe louca de estar competindo em algo, ser tudo ou nada. Mas acabava de me lembrar que essa corrida era de fato algo que teria que ser tudo ou mal eu sabia as conseqüências que traria a minha vida se eu perdesse. Novamente espiei pelo retrovisor e Justin havia se livrado de dois dos competidores de uma vez só, um caindo da ponte onde ultrapassávamos ou o outro perdendo seus pneus traseios e derrapando sobre a ponte. Soltei uma gargalhada até sentir uma trombada forte em meu carro. Merda, era Paul, um dos melhores corredores daquela merda. Cadê Justin para se livrar dele logo? Ele estava cada vez mais agressivo me jogando para o lado com suas batidas fortes onde meu corpo se jogava também ao lado, estava perdendo o controle do carro e droga cadê o Justin caralho? Senti meu corpo indo para o lado esquerdo fortemente e perdi o controle do carro rodopiando na pista. Sai do carro chutando a lataria e olhei para frente, estávamos tão perto da chegada, Paul ganhou e eu perdi duas vezes. Ainda teria que encarar Carraro e eu estava realmente bem fodido. Vi Justin se aproximando com seu carro todo amassado e descendo nervoso.

- Filho da puta daquele Paul, ele não tinha sido preso? Desgraçado. – gritou Justin batendo a porta e vindo em direção a mim. – Você está legal cara? – perguntou me observando.

- Eu to ferrado Justin, estou ferrado com o Carraro. – falei desesperado colocando a mão na cabeça balançando meus cabelos.

- Que merda você fez para se meter com o Carraro? – perguntou Justin incrédulo.

- Harry Styles, o senhor Carraro esta te chamando no mesmo lugar que mais cedo. – disse uma voz estranha e olhei, era um dos capangas malditos de Carraro.

- Me deseja sorte, mas muita sorte mesmo. – disse forçando um sorriso para Justin assustado. Seu capanga me escoltou até chegar enfim ao encontro de Carraro.

- Veja só quem estava tão confiante e agora esta com cara de cachorrinho sem dono. Seus planos se frustraram Styles? – perguntou Carraro visivelmente sério.

- Nem todo dia nos conseguimos ganhar não é mesmo. – disse descarado porem ainda cauteloso, responder rudemente a Carraro era como cavar sua própria cova.

- E hoje você perdeu duas vezes. Garotos, já sabem o que fazer para Harry Styles aprender que nenhum filhinho de papai mimado fica me devendo grana. – disse e arregalei os olhos.

Vi 2 daqueles seguranças imbecis dele se aproximarem de mim e começarem a distribuir socos na minha cara até que perdi o equilíbrio caindo feito pato no chão e logo sentindo fortes chutes em meu estomago. Minha visão já começava a ficar embaçada, só conseguia ainda tentar proteger minha cabeça, mas eu já perdia as forças cada vez mais. A brincadeira divertida havia virado um filme terrível de terror. Era essa a hora da minha morte? Ouvi uma voz feminina ecoar pelo local embargada de pena. Quem seria a se atrever assim contra Carraro?

- Chega de bater nele, é apenas um garoto irresponsável Carraro. – disse ela provavelmente ao lado de Carraro que agora não soltava suas malignas gargalhadas idiotas.

- Já falei para não se meter nos meus negócios Sofia, será possível que não entende. Maldita hora que fui trazer minha Irma para casa. – disse cuspindo as palavras rudemente.

- Maldita nada, porque se não fosse eu você não teria com quem contar de verdade. Sou a única que você pode confiar seus negócios e sua familia, não se esquece maninho. – disse ela. Alguém enfrentando Carraro? Realmente só podia ser familia. Meu corpo agora era levantando bruscamente e direcionado até onde Carraro estava e jogado ao chão, seus pés.

- Você teve sorte garoto. Por hoje apanha só isso, mas não esqueço sua divida. – disse ele.

- Eu acho que tenho uma idéia onde nem você meu irmão e nem o pobre rapaz tão novo sai perdendo. – disse a mulher aflitamente.

Sofia POV

Não é nada fácil ser Irma de Carraro. Ele era estúpido e grosso na maioria das vezes. Mas no fundo ainda tinha esperança de que meu irmão tivesse um pouco de piedade em si com os outros.

- Que bosta de idéia tem agora Sofia Carraro? – perguntou grosseiro meu irmão.

- Ele poderia trabalhar para você até pagar a divida. Ele é um bom corredor. – disse tentando convencer Carraro que me olhou pensativo.

- Você concorda com isso ou quer tentar pagar sua divida de outra forma? – perguntou meu irmão ao garoto que agora erguia sua cabeça com dificuldade.

- Acho que seria uma maneira bem mais fácil. O que terei que fazer? – perguntou com a voz falha. Tive pena naquele instante. Era um garoto bonito, aparentava no máximo 18 anos.

- Depois você fica sabendo garoto. Agora vou me retirar que perda de tempo é perda de dinheiro. – disse Carraro se retirando e eu encarei o garoto que me fitou e sorriu sem graça.

- Você não devia ter se envolvido com meu irmão. – disse calmamente e ele riu baixinho.

- Acho que agora eu sei bem disso. – disse ele e ri de leve com ele.

- Você vai precisar cuidar desses ferimentos. Posso lhe ajudar? – perguntei e ele assentiu. – No meu carro tem um quite de primeiros socorros, consegue ficar em pé? – perguntei gentilmente.

- Já ta querendo me levar ao seu carro? – disse ele colocando a mão na boca e cuspindo sangue. Argh. Atrevido, eu gostava. Mas não era para mim, eu tinha meus 35 anos já e não era tão jovem, não tinha mais a pele de antes, pelo menos achava (http://data.whicdn.com/images/36659710/tumblr_lzvflatG1P1r0w29jo1_500_large.jpg).

- Deixe de ser atrevido, estou te ajudando pela segunda vez, me deve muito já. – disse e sorri.

Notas finais
Lembrando que só posto agora com 250 reviews.