Open Road
1 Riviera Bar
Notas iniciais
Espero que gostem .
xxywx
Eu sempre fui uma garota incomum, meu pai me disse que eu tinha uma alma camaleão, sem uma bússola moral apontando para o norte, apenas uma indecisão interna.
Todos os dias eu sonhava em encontrar pessoas como eu, com aquela vontade insana de viver com fogo de cada experiência, e cada vez em que havia uma esperança, uma infeliz serie de eventos, fez com que visse esses sonhos, serem divididos como milhões de estrelas no céu escuro, que eu desejei de novo e de novo, brilhantes e destruídas, mas eu realmente não me importo, porque eu sabia, que ter tudo, que você sempre quis e perder isso tudo, é saber o que a liberdade verdadeiramente é .
Se eu falasse que não planejei tudo isso, eu estaria mentindo. Eu queria uma vida oscilante, com o fogo de cada experiência, com a incerteza e a duvida, e uma obsessão por liberdade que me apavorava ao ponto que eu não conseguia nem falar, e me empurrou para um ponto nômade de loucura que me deslumbrava e me deixava tonta.
Porque eu nasci para ser a outra mulher, eu não pertenço a ninguém pertenço a todos, eu não tinha nada, e queria tudo, com o sangue fervilhando, com a emoção de cada loucura, com o sangue nas mãos de todos os erros. Eu precisava descobrir a vida sozinha, viver intensamente, tornar meus sonhos em realidade, e isso que me diferenciava de todos. Não me importava se eu morreria ou sofreria, eu queria descobrir cada experiência, tanto boa quanto ruim sozinha.
Eu estava em busca da liberdade, e sabia que perderia muitas coisas nesse longo caminho.
Meu lema é o mesmo de sempre " Torne sua vida uma obra de arte,viva rápido, morra jovem, seja selvagem, converse a noite toda, divirta-se. Eu acredito na bondade de estranhos, e quando estou em guerra comigo mesma, eu dirijo. Eu apenas dirijo ."
Quando se tem uma vida assim, você se torna uma das poucas pessoas que querem o fogo de cada experiência, querem uma vida selvagem, querem saber o que realmente a liberdade .
Eu estava bem, eu vivia nas estradas dos Estados Unidos, procurando um lugar para descansar a cabeça em momentos difíceis. Eu trabalhava em um bar da estrada, já estive em muitos bares, era onde eu queria estar, as pessoas que estavam la me entendiam, eram minhas pessoas, meu grupo, minha família. Mas algo desde daquele verão estava me matando por dentro, eu queria algo a mais, queria mais uma experiência quente e perigosa, eu estava no inverno da minha vida, não havia nenhum plano, nada a se fazer, só esperar algo que me preenche-se de algum modo.
Era verão, todos estavam viajando, muitos pais paravam no posto para abastecer o carro e comprar alguma bobagem no bar, para assim desaparecer na estrada.
Eu trabalhava a noite, era meu horário, meu único tempo em que eu podia ser eu mesma, sem ninguém ligar ou julgar, a noite só havia quem não tem medo dos mistérios da noite, só havia quem não tinha medo de viver. Eu queria ter contato com essas pessoas, e finalmente eu os achei, na estrada aberta, nos não tínhamos nada a ganhar e nada a perder, só uma vontade intensa de viver selvagemente.
Era uma noite clara, a lua e as estrelas brilhavam como nunca, noites assim acontecem grandes coisas.
As onze horas eu entrei para trabalhar, haviam muita gente no bar. Casais dançando, alguns homens bêbados, outros homens todos de preto com suas jaquetas de couro jogando papo fora, alguns homens jogando sinuca e falando alto.
Eu apenas servia todos e conversava com muitos, e assim seguiu a noite toda. Quando foi duas de pouco da manhã, já não haviam tantos no bar. Todos haviam seguidos seus caminhos pela estrada aberta. Muitos dos que ficaram, eu já os conhecia, eram meus homens, que apareciam as vezes para preencher o vazio que tinha dentro de mim e me traziam noites felizes. Mas hoje eu sabia que não teria nada, pois como eu tenho meus homens, eles tem suas mulheres orgulhosas e fortes, e eu realmente não me importo, eu tenho muito mais do que isso, como minhas memórias.
Estavam todos bebendo e procurando uma companhia para essa noite, e não seria eu desta vez. No momento em que eu estava encostada no balcão de bebidas esperando alguém vir até mim, e assim ele entrou por aquelas portas de vidro. Com sua calça jeans e sua camisa branca todas as mulheres que estavam entediadas e cansadas daquela vida, lançou-se um olhar nele e logo sorriu, com interesse.
Ele era majestoso, cheirava a whisky, cigarros e perfume barato, ele era hipnotizante. Andando ao lado de seu amigo que usava vestes toda preta, ao meio do bar, seu amigo e ele se separou, ele que o nome eu desconhecia, veio até minha direção, sentou-se na minha frente, sorriu e pediu um whisky.
Passando o tempo ele pediu mais whisky e começamos a conversar sobre qualquer coisa que acontece-se no bar ou algo que havíamos escutado, sua voz era sensual, ele era carismático, elétrico, magnético, algo que todas desejariam, inclusive eu.
Eu estava eufórica, e assim que o vi, sabia que precisaria dele, eu apenas afirmava "preciso do amor dele, preciso dele, preciso dele pra caralho". Então sem saber o que fazer com toda aquela euforia do momento, pedi para uma garçonete atende-lo, peguei meus cigarros e uma boa bebida, e fui até fora do Riviera bar, sentei-me ao asfalto e acendi um cigarro.
Eu estava bem ali, eu apenas precisava dos meus cigarros e uma bela bebida, essa era a minha vida, eu não queria nada além daquilo, eu não precisava de um faculdade em Yale ou Harvard, ter uma profissão que desse dinheiro, eu apenas precisava disso, apenas a liberdade da estrada, bons amigos, e meus homens .
Após alguns minuto ali, ele apareceu ali, com um cigarro na boca me dizendo algo.
-Quando você vai entrar, pra gente conversa e no final acabarmos indo pra cama?-Ele disse sentando ao meu lado com as mãos no joelho.-Quando vamos beber garrafas de whisky até você me beijar e dizer que você é minha?
-A tantas moças bonitas e jovens lá dentro sorrindo por você, por que você está aqui no frio falando com quem não vai te providenciar uma noite incrível cheia de prazer.
-Você foi a única que não sorriu, gosto disso, gosto das difíceis, é um desafio a cada noite.
Eu o olhei e dei uma risada sarcastica, ele estava com uma expressão magnética, eu apenas passei minha garrafa de whisky para ele, e logo ele abriu um sorriso, e bebeu.
-De onde você é?-após minutos de silêncio ele perguntou e voltou a beber da garrafa.
-Das estradas, aqui é minha casa, é aqui que eu pertenço.Você parece ser da Califórnia ou de lugares como Las Vegas, você é um homem que tem o mundo.
Ele era um homem feito de suas mulheres espanholas, orgulhosas e fortes. Vivia para o dinheiro o poder e a glória.
-E o seu nome meu amor?-ele disse e logo tragou fundo seu cigarro .
-Audrey, por causa de Audrey Hepburn aquela estrela de cinema.-ele afirmou com a cabeça, reconhecendo o nome da falecida atriz.
-Por que não Marilyn?
-Porque ela Marilyn tinha muitos problemas, ela era fodida na vida pessoal, mas e você seu nome?
-Mark, foi um namorado da minha mãe, ela nunca esqueceu ele.
-Que triste.
-E o seu nome que é de uma estrela de cinema, nem ouve criatividade para criar o nome de outra estrela, só se copiou para você se inspirar numa estrela e não virar uma qualquer coisa.
-Que desgraça.-começamos a rir, e logo Mark me olhou com um sorriso no rosto.-Mas acho que ela ter colocado meu nome não adiantou muito, afinal olha onde estou agora, sou uma qualquer.
-Uma qualquer muito bonita e charmosa, seria uma boa estrela.
Por um tempo se estabeleceu um silencio no ambiente, eu não havia ideia do que responder, mas logo Mark cortou-o.
-Então vamos dar uma volta?
-Depende de que volta.
-Uma volta comigo.
-A gente pode tentar.
Assim ele me levantou pegou seu Chevrolet Impala 1967, e assim dirigimos até certo ponto da estrada. Mark começou a me beijar e ficamos nisso a algum tempo.
Passando suas mãos por minhas extremidades, eu já estava no banco dele, ele não era delicado a algum momento, ele apertava minhas pernas com força enquanto beijava de deixava marcas em meu pescoços, sussurrava coisas no meu ouvido e me beijava com violência.
Estávamos num ponto quente ao ponto de começarmos a tirar as roupas.
Eu só estava com minhas roupas intimas, e ele ainda tinha suas calças, lancei-me ao seu peitoral, deixando beijos e marcas, desbotoei suas calças e ele logo a tirou, eu o massageei na parte do pênis, ele começou a me beijar por todo corpo sempre violentamente, ele já havia tirado meu sutiã e beijava meus seios, sua ereção já era grande, então retirou minha calcinha massageou meu clitóris e toda a região da vagina e logo depois tirou sua cueca e me penetrou tão profundo, estávamos num ritmo rápido ele me beijava e me olhava a todo momento, lançava beijos por todo meu corpo, cada vez ele ia mais rápido e mais rápido, depois de um longo tempo daquele jeito,chegamos ao orgasmo, ele me beijou e me abraçou, e ficamos assim por longos minutos.
Então ele sussurrou " você é a minha garota " e me fez sentir como se eu fosse seu mundo inteiro.
Ficamos ali abraçados por algum tempo, como sinal de despedida.
Mark me levou de volta para o bar.
-Até algum dia estrela.-Mark me beijou e eu sai do carro.
Então ele esperou eu sair do carro e pisou no acelerador, me deixando para trás.
-Não, por favor, fique aqui .-disse baixo falando sozinha, olhei para o céu e ele estava claro, estava vivo, mais vivo que eu, quando Mark havia me deixado ele levou uma parte minha, e deixou uma parte sua comigo.
Nós dois nos pertencia, ele sabia disso, eu sabia que precisaria dele, ele era um filho da puta, um filho da puta gostoso, em que eu estava apaixonada.
Eu entrei, não havia mais ninguém no bar, nem ao menos as garçonetes, já eram seis da manha, o próximo turno chegaria logo.
Abri uma cerveja sentei em qualquer cadeira e comecei a beber.
Notas finais
Deixem seus comentrios, crticas, olharei tudo com carinho.
xxyw
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