Onze
6 Capítulo 6 - Não Há Nada Mais Lindo.

Olha Alana, esse episódio que eu vou contar agora... É só mais uma prova do meu romantismo, que infelizmente, não existe. Eu não sei se eu devia ter te comprado um ursinho de pelúcia, uma rosa, te levado em um lugar especial ou o caralho a quatro. Mas sabe... Acho que eu não devia ter feito o que eu fiz. Merda.
Era dia dos namorados... Nosso primeiro dia dos namorados juntas. Era sexta-feira, pelo que eu me lembro, e nós tínhamos aula de educação física as 16:00 horas. Antes disso, saí com uma de nossas amigas em comum, e comprei um par de alianças. Coloquei dentro da mala e fui para aula.
A gente se viu, se abraçou, se beijou. Ai eu disse que tinha que te falar uma coisa. Peguei a caixinha onde as alianças estavam e coloquei no bolso. A Carol, que foi comigo comprar as alianças, disse que precisávamos de um lugar reservado e junto com o Tiago, nos levou até o corredor do segundo andar, onde não havia ninguém.
Olha, Alana... Sei lá, eu sou um desastre. Pode rir da minha cara. Você lembra que eu apenas tirei a caixinha do bolso, abri e te olhei sorrindo? Pois é, e de novo, você colocou as duas mãos na cara.
Eu nem sabia o que fazer, mas você perguntou:
— Você coloca em mim primeiro, ou eu coloco em você? – E pensando nessa frase, fora do contexto seria totalmente mal interpretada.
— Eu coloco em você primeiro. – Tirei uma aliança da almofadinha onde ela estava bem presa, porque me debati para arrancá-la dali e você estendeu a sua mão, fazendo uma confusão sobre em qual mão o anel deveria ir. – É na direita, é na direita. – Eu repetia.
Coloquei o anel no seu dedo, mas eu achei que era apertado para você:
— Não vai. – Eu disse, rindo.
E você:
— É claro que vai. – E colocou direito a aliança no seu dedo. Depois colocou no meu sem problemas e nos beijamos. Felizes.
— Eu te amo.
— Eu te amo.
Dissemos uma para a outra. Então nos abraçamos, meus braços sempre envoltos em sua cintura e você me enlaçando pelo pescoço.
— Você vai no aniversário do Pedro? – Você perguntou.
— Se eu conseguir alguém pra me buscar, eu vou sim.
— Tenta ir mesmo, por favor. Por favor, por favor, por favor.
— Ok, eu prometo que tento mesmo.
Mais alguns beijos e nos despedimos. E bom, Alana... Eu achei alguém pra me buscar depois, acabei indo até o aniversário do Pedro e cheguei antes de você. Eu estava de costas quando você entrou e alguém cutucou meu braço, me fazendo virar para trás e te olhar.
Pode ser aquela cena típica de filme romântico e tosco – como se essa carta não fosse romântica e tosca – mas eu me lembro que ao te olhar, só faltei babar. Você estava maravilhosamente linda.
Veio andando em minha direção, jogou seus braços sobre meus ombros e me beijou, borrando todo o seu batom na minha boca. Alana, aquele dia era impossível ficar cinco minutos longe de você. Te queria por perto o tempo inteiro.
Ficar te tocando, te abraçando, segurando a sua mão, te beijando. Você me deu um coração de chocolate, porque sabe que chocolate é uma das coisas que eu mais amo no mundo e uma rosa artificial e disse que sabia que eu não ia gostar da rosa.
Mas poxa, Alana, eu gostei, porque veio de você. Entende? E foi por isso que eu me apaixonei por você.
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