Only you.
19 Capítulo XVIII
Notas iniciais
– ALGUÉM VIU MEU BRINCO? — Vivi perguntou desesperada, rodando o quarto inteiro.
Pata já havia se arrumado. Ela estava com os meninos. Estava apenas eu, Vivi e Bia no quarto.
– Ué, você perdeu? — perguntei.
– Sim, ele estava em cima da mesinha dentro do copo. — ela vasculhou tudo na cama de todo mundo.
– Olha, Vivi. — Pata se aproximou. — Já são 17:42, nós temos que nos apressar. Por quê você não pega qualquer brinco e vamos logo?
– VOCÊ ESTÁ BRINCANDO COMIGO? — Gritou. — EU ME PREPAREI DESDE 7 HORAS DA MANHÃ PRA CHEGAR AGORA E PERDER MEU BRINCO?
– Calma, amiga. — a abracei de lado. — Relaxa, vamos achar o tal brinco. — comecei a procurar pelo quarto.
– Hey, meninas. — Mosca entrou no quarto. — Er, desculpa interromper, mas... — ele procurou as palavras. — Temos que ir.
– A Vivi perdeu o brinco dela. — Falei.
– Vocês querem ajuda pra procurar? — ele perguntou. — Se quiserem, posso chamar os meninos e...
– Não, só você pode nos ajudar, Mosca. — Vivi falou um pouco mais calma.
– Ok. — ele se aproximou e vasculhou o quarto.
Depois de 10 minutos procurando....
– ACHEI! — Eu gritei e todas olharam pra mim.
– GRAÇAS A DEUS! — Bia levantou os braços pra cima.
– Precisamos ir. — Mosca falou. — Vamos logo, meninas!
Fui rapidamente ao banheiro e passei o perfume e logo desci pra sala, encontrando as meninas e Mosca com uma cara nada boa.
– Ei! — chamei a atenção deles. — O quê aconteceu?
– Você acredita que eles já foram embora? — Bia falou desacreditada.
– Oi? — perguntei indignada. — Como assim, esqueceram da gente, sério?
– Sério. — bufou.
– E o quê a gente vai fazer agora? — Vivi perguntou se jogando no sofá.
– PERA! — gritei e eles me olharam. — Vivi, liga pra Tati!
– Esqueceu, Mili? — ela falou e a olhei. — Eles não vão mais. A festa só permite para as pessoas de nossa idade.
– Puts. — me sentei no sofá. — Meninas... — elas me olharam. — E aquele motorista?
– Que motorista? — Mosca perguntou.
– O que nos deu carona. — falei e dei de ombros. — Ele passou o telefone, pera. — peguei o celular do bolso. — Vou ligar. — disquei o número.
– Hei? — ouvi a voz do outro lado da linha.
– Hei, Er... Vinicius?
– Eu mesmo, por quê?
– Hmm.. Er, bom, você vai trabalhar na festa como barman, certo? — ele assentiu com um som nasal. — Hm, eu sou uma das meninas que você buscou no shopping. — Ele murmurou um "aaah" — Você já foi pra festa?
– Não, estou esperando meu amigo. — ele disse. — por que?
– Será que seria muito incômodo você passar pra nos dar uma carona? — perguntei tímida.
– Não, que isso! — ele falou despreocupado. — Passo aí pra te pegar. Você pode me esperar no endereço XxxXxx?
– Claro, é perto de onde eu estou. — falei.
– Ok, Então tô aí daqui a 10 minutos. Tchau! — ele desligou.
– CONSEGUI UMA CARONA! — Falei e eles comemoraram
– Vamos na rua XXXXXXXXXXX, ele vai nos pegar lá! — Falei e peguei minha bolsa.
– Ainda não sei quem é. — Mosca falou desconfiado, com as sobrancelhas arqueadas.
– Relaxa, você já vai saber. — Vivi falou e seguiu até a porta.
Fomos conversando até a rua e até que reconhecemos o carro.
– Hei Vinicius. — sorri e cada uma deu um beijo na bochecha dele. — Obrigada por vir.
– Que nada, meninas. — sorriu. — E aí, cara. — estendeu a mão pra Mosca, que cumprimentou, sem esconder a má vontade. Eu dei um beliscão em seu braço.
– Ai! — ele me olhou feio. Dei de ombros e iniciamos uma conversa sobre o trânsito.
XXXXXXXXX
– Chegamos. — ele abriu a porta e nós saímos. — Er, bom, eu vou encontrar meus amigos e vou começar o trabalho. Depois vou curtir um pouco a festa. Aproveitem, meninas. — sorriu e seguiu até a entrada.
Assim que entrei, estava tocando uma musica eletrônica qualquer e procurei os nossos amigos.
– Nossa, aleluia né? — Pata falou.
– Hei, vocês abandonaram a gente! — Reclamei e abracei Matias.
– Vocês demoraram. — ele beijou minha cabeça. — Não podíamos esperar vocês. Desculpa?
– Claro. — sorri e abracei os outros
A noite seria definitivamente muito longa
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